Nos países do sul da Europa, entre os quais consta Portugal (e se juntam França, Itália e Espanha), 35% das empresas temem uma recessão económica, sendo que 23% indica que as melhorias na agilidade e na aceleração da inovação são a melhor forma de se diferenciarem no mercado e sobreviverem, segundo apurou o relatório ‘The Speed of Change’ que avalia o estado do desenvolvimento tecnológico das empresas a nível mundial, da OutSystems
Realizado em pleno arranque da pandemia, entre fevereiro e março de 2020, este relatório reúne contributos de mais de 2.200 empresas em todo o mundo.
Perante uma realidade nunca antes vivida, o relatório destaca que a confiança das empresas foi a principal afetada, levantando sérias dúvidas sobre o “novo normal”. No entanto, os principais eixos de sobrevivência passam por melhorias na agilidade das empresas, que será testada como nunca, assim como pela inovação como fator de diferenciação.
Impulsionadas por estes dois eixos, 65% das empresas têm 10 ou mais aplicações em desenvolvimento e planeadas para 2020, e 29% têm mais de 25 apps planeadas também para este ano. É na banca que se verifica um maior esforço de inovação, com 88% das empresas a terem mais do que 10 apps (aplicações) planeadas para entrega em 2020.
De olhos postos no futuro, a velocidade é o maior foco, com as empresas a indicarem que têm de se dedicar às necessidades dos clientes e fornecer às suas equipas de desenvolvimento um caminho rápido para a inovação. Para isso, 61% das empresas inquiridas indicam a tecnologia cloud como aquela que lhes permitirá estar na liderança, assim como a tecnologia low-code (44%).
Também o recrutamento teve lugar no relatório: 40% das empresas aumentaram as suas equipas de programadores para o desenvolvimento de aplicações no último ano, mas apenas 15% diz ser fácil recrutar este tipo de profissionais.
Sobre os resultados obtidos, Mike Hughes, Diretor de Product Marketing da OutSystems, considera que são “particularmente curiosos” uma vez que as empresas responderam numa altura em que se encontravam perante “enormes desafios como o do confinamento, do trabalho remoto, da luta pela manutenção do negócio, da disrupção na tesouraria e ainda de uma queda global do mercado superior a 25%”.






