As recentes situações na banca mundial têm feito solar os alarmes em muitos setores, e as consequências podem fazer-se sentir nos mercados. As empresas mais alavancadas e os setores que dependem da capacidade de financiamento das famílias serão os mais afetados pelo endurecimento do crédito.
A Crédito y Caución prevê um ciclo de crédito mais restritivo depois de diversos acontecimentos, como foi caso do colapso do Silicon valley Bank, apesar de não considerar que este tenha grande impacto na economia.
“Esperamos que a preocupação se dissipe à medida que a confiança seja restaurada devido às medidas de apoio à liquidez da Administração, às garantias implícitas e à evidência de que o contágio não está a afetar os bancos sistemicamente importantes”, afirma a economista da Atradius, Dana Bodnar.
No entanto, consideram que o seu desaparecimento fará com que as linhas de crédito de muitas empresas de média dimensão em Silicon Valey se restrinjam e possivelmente marca o fim do modelo de capital de risco que impulsionou o desenvolvimento do setor na última década.
Para além disso, é espectável que o setor financeiro se mostre mais restritivo na concessão de crédito, já marcado pelas elevadas taxas de juro.
“As empresas serão obrigadas a escolher entre repercutir os novos custos financeiros nos seus preços finais ou assumi-los à custa da redução das suas margens, o que diminuirá a sua rendibilidade e terá impacto no seu risco de crédito”, explica a Crédito y Caución, considerando que as empresas mais alavancadas que precisem de refinanciar a sua dívida a juros mais altos e aqueles setores que dependam da capacidade de financiamento das famílias (como os setores automóvel, construção, imobiliário ou consumo duradouro), serão os mais afetados.
A Crédito y Caución considera ainda pouco provável que a Reserva Federal reverta a sua política monetária e antecipa um aumento de 25 pontos base.














