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Empresas queixam-se de falta de acrílico para produzir divisórias e dizem que «há quem se esteja a aproveitar»

A falta de acrílico para produzir divisórias, que protegem a população do novo coronavírus, é um dos problemas apontado pelo sector da empresas transformadoras, que dão conta também de pessoas que se aproveitam da situação para fabricar os equipamentos em questão, cobrando valores muito superiores, avança a ‘Renascença’.

O facto de se verificar uma falta da matéria-prima e um consequente aumento da procura pelas divisórias, que se colocam no comércio, restauração e outros espaços de atendimento ao público, faz com que muita gente se aproveite da situação para lucrar com ela, mesmo sem qualquer experiência na área.

Luís Moura, responsável da unidade de transformação de acrílicos da Acriglobal, explica que embora não seja obrigatório colocar as barreiras de acrílico, os comerciantes procuram-nas visto que dão uma maior sensação de «segurança» aos clientes, comparativamente a outras feitas de plástico.

«Os clientes quando visitam, nestas alturas, qualquer actividade comercial, gostam de sentir que estão protegidos», sublinha o especialista citado pela ‘Renascença’. O que faz com que a procura tenha sido muito superior à oferta.

«Temos tido pouca matéria-prima. Não temos conseguido dar resposta a todos os pedidos. E temos tido prazos de entrega mais alargados. Em vez de um dia ou dois dias, temos prazos de entrega de matéria-prima para daqui a um mês ou três semanas», afirma o responsável.

Por sua vez, Nuno Marques, de uma outra empresa do sector, a Acrilfer, dá conta de uma enorme escassez, particularmente «nas espessuras mínimas, sendo que as outras existirão porque não são solicitadas para este efeito», explica citado pela ‘Renascença.

Numa tentativa de contrariar esta especulação de preços, os prazos de entrega do produto final foram alargados de três dias úteis para 15 dias úteis. Para além disso os empresários decidiram também implementar um «outro tipo de soluções, com materiais de cor preenchido numa matéria acrílica cristal, mas muito fina, à qual a cor vem dar corpo. E temos tido receptividade por parte dos clientes», conta o especialista da Acrilfer.

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