Empresas familiares propõem subida de 4% do PIB

A Associação das Empresas Familiares acredita que o crescimento da economia portuguesa apenas será possível através de uma evolução significativa do PIB.

Filipa Almeida

A Associação das Empresas Familiares acredita que o crescimento da economia portuguesa apenas será possível através de uma evolução significativa do Produto Interno Bruto (PIB). A proposta da associação é um salto anual de 4%.

Como? Através do trabalho conjunto entre Governo, profissionais, sindicatos, empresários e gestores. «Não se trata de uma promessa, mas de um desafio que queremos colocar a todos», explica Peter Villax, presidente da Associação das Empresas Familiares. Em comunicado, o responsável indica que este tipo de desafio tem sido evitado, «pois mais é fácil não nos comprometermos para que ninguém nos diga que falhámos».

Na base da proposta de crescimento de 4% do PIB estão os mais recentes dados do Instituto Nacional de Estatística (INE): a economia portuguesa cresceu 2,1% em 2018, duas décimas abaixo dos 2,3% previstos. De acordo com o INE, o aumento da procura interna e do investimento não foram suficientes para contrapor o abrandamento das exportações.

«Não podemos continuar a pensar que vamos obter resultados diferentes utilizando os mesmos métodos. Se não mudarmos, ficamos a reboque dos nossos parceiros europeus, a crescer 1 a 2% ao ano, a continuarmos a aumentar a nossa dívida. Mas não foi só o Estado que cometeu erros, nós nas empresas também os fizemos e por isso temos todos de mudar», afirma Peter Villax.

Para já, são três as medidas que a associação levará a cabo: estabelecimento de um plano a longo prazo de crescimento económico, com objectivos para as empresas; investimento nas indústrias exportadoras; e sistemas de incentivos ao sucesso, premiando as empresas que mais aumentam o emprego, as margens e o investimento.

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