Empresas europeias pedem 100 mil milhões de euros aos accionistas

Após uma primeira vaga de emissões de dívida e extensões de linhas de crédito, as empresas europeias recorrem aos seus accionistas para obter os recursos de que necessitam para enfrentar a crise económica provocada pela pandemia.

As empresas europeias têm apelado a investidores para angariar quase 100 mil milhões de euros em 868 diferentes operações, uma quantia que engloba aumentos de capital, tais como emissões de obrigações convertíveis e entradas em Bolsa.

Este número marca um aumento recorde, de 36%, face aos volumes registados no mesmo período do ano passado – um ano em que as empresas levantaram 72 mil milhões em operações deste tipo na Europa, segundo dados da Dealogic, uma plataforma de mercados financeiros.

“Os investidores estão a responder muito positivamente e estão a acudir facilmente a estas operações”, diz Salvatore Branca, responsável do ECM (Equity Capital Markets) no BNP Paribas, citado pelo jornal espanhol Expansión, que explica que as análises indicam que “as empresas que têm ido para o mercado são as que estão melhor posicionadas para possíveis cenários de recuperação”.

Íñigo de Areilza, responsável do ECM para Espanha no Deutsche Bank, salienta que a maior parte deste tipo de aumento de capital tem estado nas empresas dos sectores cíclicos, “como o turismo e viagens, lazer ou retalho” que têm sido “severamente impactados pela crise da pandemia e procuram reforçar a sua posição de capital”.

Mas os aumentos para reforçar a solvência não foram os únicos motivos pelos quais as empresas apelaram aos investidores. “Houve também empresas que viram no cenário actual importantes oportunidades de crescimento e que encontram nos mercados os recursos necessários para abordar esta expansão”, diz Salvatore Branca.

Uma tendência que está a ganhar força e, de acordo com De Areilza “está cada vez mais presente entre as prioridades de algumas equipas de gestores”.

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