Empresas em esforço para manter empregos mas 21% continua a ter despedimentos nos planos

O estudo mostra que 46% pensam diminuir investimento de 2021 versus 2019, mas o mais preocupante é a quebra média de 53%.

Sónia Bexiga

Cerca de 21% das empresas esperaram diminuir o número de colaboradores (em média de 24% o número de efetivos), o que mesmo assim é bem melhor do que a previsão de quebra de vendas, o que significará um esforço das empresas em manter postos de trabalho face à quebra de vendas.

“Número de empresas que preveem diminuir o número de empregados passou de 17% para 21% valor que já se tinha verificado em setembro”, detalha o décimo inquérito feito no âmbito do “Projeto novo Sinais Vitais”, desenvolvido pela CIP – Confederação Empresarial de Portugal, em parceria com o Marketing FutureCast Lab do ISCTE, divulgado esta segunda-feira.

O “Projeto Sinais Vitais” tem como objetivo recolher informação credível e atualizada sobre o que pensam os empresários e gestores de topo das empresas portuguesas e analisar informação quantitativa fornecida pelas empresas sobre temas específicos.

Importa destacar que o número de empresas respondentes em pleno funcionamento manteve-se nos 86% e o número de empresas fechadas encontra-se em apenas 1%.

No que diz respeito à expetativa de evolução percentual investimento (corpóreo em equipamentos ou instalações e incorpóreo em comunicação, patentes e know-how) para 2021 versus 2019 (em volume de investimento), o estudo mostra que 46% pensam diminuir investimento de 2021 versus 2019, mas o mais preocupante é a quebra média de 53%.

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Estes valores demonstram uma tendência negativa em relação ao mês anterior onde a percentagem de empresas a pensar
diminuir o investimento era de 39% e agora passou para 46%.

No capítulo das vendas e prestação de serviços, as expetativas de vendas das empresas respondentes para os próximos 2 meses é claramente negativa face a 2019 (com 68% a esperarem uma diminuição versus 10% a esperarem um crescimento).

Das 68% das empresas que esperam diminuir vendas, a média da quebra esperada é de 40%. Enquanto as 10%, esperam aumentar 20% em média. Estes valores pioraram este mês já que a expectativa de diminuição de vendas existia no mês anterior em 60% das empresas contra 68% este mês.

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Quanto às encomendas em carteira, de uma forma geral, estão a diminuir em mais empresas do que aquelas que estão a aumentar e essa diminuição é mais forte (46% versus 8%, além de que a média nas que diminuem é mais forte do que a média nas que aumentam).

Face a 1 de setembro este indicador deteriorou-se em número de empresas (passou de 44% para 46%).

 

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