Empresas devem estar em alerta: Estes são os 5 riscos geopolíticos que podem abalar o mundo dos negócios em 2025

A crescente instabilidade geopolítica tem vindo a colocar as empresas sob uma pressão sem precedentes, obrigando-as a repensar estratégias e a adotar abordagens mais resilientes face aos desafios globais.

André Manuel Mendes
Abril 8, 2025
15:14

A crescente instabilidade geopolítica tem vindo a colocar as empresas sob uma pressão sem precedentes, obrigando-as a repensar estratégias e a adotar abordagens mais resilientes face aos desafios globais.

No estudo “Top Geopolitical Risks 2025”, a KPMG identifica os cinco principais riscos geopolíticos que as organizações enfrentam atualmente e aponta caminhos para que estes possam ser convertidos em oportunidades.



As mudanças nos governos e centros económicos, a pressão demográfica, as ameaças às cadeias de abastecimento, a crescente complexidade regulatória e fiscal e a rápida evolução tecnológica surgem como os grandes desafios que estão a moldar o futuro das empresas a curto prazo.

Segundo Vitor Ribeirinho, Senior Partner e CEO da KPMG em Portugal: “Mais do que nunca é importante que as empresas possam estar a par das principais tendências geopolíticas e compreender as suas implicações de forma a poderem abordar proativamente cada desafio. Neste estudo apresentamos os principais riscos, mas, em simultâneo, as oportunidades por eles geradas, com o objetivo não só de mitigar os possíveis impactos negativos, mas também de aproveitar as vantagens competitivas. Agilidade, resiliência e capacidade de adaptação são características fundamentais para as organizações prosperarem neste contexto global de incerteza”.

Entre os riscos mais relevantes identificados está a alteração no equilíbrio de poder global, impulsionada por novas taxas comerciais impostas pelos EUA e pelas reações de retaliação por parte de outras potências, que estão a redesenhar alianças e centros de investimento. O segundo desafio prende-se com um ambiente regulamentar e fiscal cada vez mais fragmentado, onde a adoção desigual de políticas como a tributação mínima global gera divergências significativas entre países.

Outro fator crítico é o rápido avanço tecnológico, em particular no domínio da inteligência artificial generativa. A concorrência entre países, nomeadamente entre os EUA e a China, está a criar blocos tecnológicos que dificultam a cooperação internacional e colocam em causa o acesso global às inovações. Ao mesmo tempo, as cadeias de abastecimento globais enfrentam ameaças crescentes, devido a conflitos, fenómenos climáticos extremos, ciberataques e medidas protecionistas que visam proteger recursos estratégicos.

Por fim, as pressões demográficas, culturais e tecnológicas representam um risco significativo para a força de trabalho. A diminuição da natalidade nos países desenvolvidos, o envelhecimento da população, as reformas em massa e a necessidade de requalificação face à automação e à IA criam um novo panorama laboral, exigente e em constante mudança.

Apesar do cenário desafiante, a KPMG sublinha que os líderes empresariais têm a possibilidade de responder de forma proativa e de transformar estes riscos em oportunidades. O estudo propõe cinco passos fundamentais para reforçar a resiliência organizacional: diversificar as fontes de investimento, com destaque para o capital privado; desenvolver competências robustas de compliance para acompanhar a evolução da regulamentação; apostar na cibersegurança e no governo dos dados; redesenhar cadeias de abastecimento mais curtas e com parceiros de confiança; e investir na cultura empresarial como fator-chave para o alinhamento com os valores das equipas e da sociedade.

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