Há mais de 300 empresas de montagem de eventos fechadas desde março por causa da covid-19, se fecharem definitivamente podem levar 100 mil pessoas para o desemprego.
Orlando Gomes é gerente da Multitendas, tem 150 trabalhadores e diz que não aguenta mais. O responsável pergunta porque é que este setor é o único que continua completamente encerrado e sem quaisquer apoios do Governo. Exige atenção ao setor e ameaça com um cerco de camiões a Lisboa.
«Não dá para continuar da maneira que estamos, queremos ser recebidos por alguém porque senão vamos ter de fazer uma manifestação, assim somos capazes de ser ouvidos, mas as pessoas não queiram imaginar», começa por dizer o gerente da Multitendas, à CMTV.
E avisa: «Pelos vistos o covid está muito forte em Lisboa, então se for preciso fazer uma cerca sanitária a Lisboa, nós, com os nossos camiões, vamos fazer uma cerca sanitária a Lisboa, nós somos mais de 350 empresas, com os camiões todos que nós temos, com as carrinhas que nós temos, se temos de ir para Lisboa, em direção à Assembleia da República, com cem mil trabalhadores, nós vamos para lá».
Os empresários preparam-se para fechar as portas e os trabalhadores desesperam com a tragédia do desemprego e a falta de dinheiro para alimentar as famílias.
«Há situações dramáticas. Neste momento estamos a fazer os possíveis e os impossíveis para dar a volta à situação mas está muito complicado dar a volta, porque não estamos a ser ouvidos», lamenta um dos trabalhadores.
O setor da montagem de eventos fatura 750 milhões de euros por ano e dá trabalho a cerca de 100 mil pessoas, as mais de 350 empresas não faturam um cêntimo há mais de quatro meses e os despedimentos em massa estão anunciados para o final deste mês.



