A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) considerou, em declarações à rádio “Renascença”, que a medida anunciada na segunda-feira pelo Governo de alargar aos sócios-gerentes com uma facturação até 60 mil euros e sem trabalhadores por conta de outrém, o regime de apoio extraordinário à redução da actividade económica do trabalhador independente, é insuficiente.
«Tudo isto continua muito segmentado e virado para os trabalhadores independentes e para os recibos verdes», alertou o presidente da CPPME, Jorge Pisco. «O lay-off deve garantir o pagamento integral do apoio, directamente às empresas, seja para apoiar os trabalhadores, seja para os sócios-gerentes com carreira contributiva na segurança social. Isso deve ser garantido através de transferências do orçamento de estado, que tem verbas que o permitem fazer», sublinhou.
Para a CPPME tem faltado transparência. «O Governo vai apresentado propostas e depois vai adiando. Ao que parece as medidas anunciadas ontem foram aprovadas dia 28 de Março e o Governo fez caixinha dessas medidas», comentou Jorge Pisco, defendendo que «isto não pode acontecer quando se sabe que esta quarta-feira vai estar em discussão na Assembleia da República um conjunto de propostas dos partidos políticos relativas aos sócios-gerentes. Temos que ser mais transparentes, sérios e objectivos».
Quanto às declarações do ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, que na semana passada disse que o país se deve preparar para possibilidade de encerramento de empresas e consequente aumento do desemprego, Jorge Pisco disse que são «infelizes». «Não é disso que nós precisamos neste momento, mas sim de ajuda, porque as PME geram 68,3% da riqueza nacional e dão emprego a 77,3% dos trabalhadores em Portugal», apontou.
A CPPME espera há uma semana pela resposta ao pedido formulado ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para ser ouvida em audiência. «Deveria ouvir a nossa confederação, escutar as angústias dos micro e pequenos empresários. que na realidade, estão com a corda na garganta, quase a meio do mês de Abril, sem saber o que fazer», remata.
*Notícia actualizada às 12:26














