Empresários de acordo com o Governo: 65% vê excedente orçamental como prioridade

O mais recente Barómetro Kaizen revela que a maioria dos empresários portugueses concorda com a prioridade do Governo relativamente à obtenção de um excedente orçamental em 2020: 65% vêm com bons olhos esta opção. Entre os que não estão de acordo, 41% defende que o aumento do investimento em infra-estruturas e serviços que promovam a competitividade de Portugal seria mais importante. Há ainda quem privilegie a redução dos encargos e o aumento dos benefícios fiscais para os contribuintes (29%).

Depois de inquirir mais de 200 gestores de médias e grandes empresas a actuar no mercado nacional – que no seu conjunto representam cerca de 35% do PIB de Portugal –, o Kaizen Institute descobriu também que os empresários se sentem divididos relativamente ao impacto de um Parlamento sem maioria absoluta. Por um lado, 54% acredita que o executivo socialista governará com impasses sucessivos, ficando refém dos outros partidos; por outro, 42% aponta para um apoio dos partidos que até agora estiveram ao lado de António Costa.

Resultados aquém em 2019

Olhando para o último ano, o Barómetro Kaizen mostra que três em cada 10 empresas ficaram aquém dos seus objectivos de negócio para 2019. Este resultado deve-se em parte a um processo de planeamento e implementação de estratégia “pouco robusto” e a uma “baixa taxa de concretização”, segundo 26% dos inquiridos. Contudo, somente 10% prevê uma tendência decrescente do EBITDA.

António Costa, senior partner do Kaizen Institute Western Europe, sublinha que a confiança dos empresários face à economia nacional abrandou ligeiramente ao longo dos últimos seis meses, passando de 12,4 para 12 (numa escalada de 0 a 20). «Apesar de a percentagem dos que cumpriram ou ultrapassaram os seus objectivos de negócio ser elevada, há muitas empresas que ficaram aquém do que se propuseram», afirma o responsável, acrescentando que mesmo as organizações que conseguem atingir os seus objectivos devem continuar atentas.

O serviço ao cliente (43%), o aumento da produtividade (35%), o aumento das vendas (34%) e a inovação (31%) foram os factores internos que influenciaram mais positivamente os resultados das empresas, revela o estudo.

Por outro lado, o abrandamento da economia mundial (65%) e a guerra comercial entre os Estados Unidos da América e a China (29%) são os factores externos que mais condicionaram a competitividade das empresas em 2019.

Estagnação nas exportações

Para este ano, 52% dos empresários inquiridos pelo Kaizen Institute acredita que serão atingidos níveis de exportação semelhantes aos de 2019. Segundo o barómetro, 20% estima superar esse valor em mais de 10% e 5% aponta para uma redução face ao ano passado.

Ler Mais
Artigos relacionados
Comentários
Loading...

Multipublicações

Marketeer
Quer ir ao Burning Man? Cuidado com os bilhetes falsos
Automonitor
#Ensaio – Mercedes-Benz GLC 220d – A medida perfeita