As autoridades policiais e secretas vão investigar a Moura & Filhos, uma empresa de produção de explosivos, situada na Póvoa de Lanhoso, na sequência de uma encomenda das 2,7 mil toneladas de nitrato de amónio, que originaram as explosões em Beirute, no Líbano, avança o ‘Correio da Manhã’ (CM).
De acordo com a mesma publicação o pedido foi realizado em 2013 e seria destinado à Fábrica de Explosivos de Moçambique (FEM), detida também pela empresa em questão, que é a maior, entre as quatro fabricantes nacionais de explosivos licenciadas pela PSP.
A encomenda foi agora confirmada pela FEM, contudo a carga «não chegou ao porto da Beira», local onde seria armazenada para transformação. A empresa será alvo de investigação, visto que as compras para Moçambique não têm de ser registadas em Portugal, segundo o ‘CM’.
Outro dos motivos da investigação prende-se em perceber se existe risco para interesses portugueses em África, onde os explosivos podem ser desviados pelos terroristas para realizar ataques. Moçambique não mostrou ter conhecimento da encomenda.
De recordar que na semana passada o porto de Beirute, capital do Líbano, foi alvo de uma violenta explosão de 2,7 mil toneladas de nitrato de amónio, causando centenas de mortes e milhares de feridos, bem como muitos desaparecidos e desalojados.
A explosão causou danos materiais significativos, deixando entre 200.000 e 250.000 pessoas sem casa, e perdas materiais no valor de 2.500 e 3.000 milhões de euros, de acordo com as autoridades da capital libanesa.
Beirute está em estado de emergência durante 15 dias, desde quarta-feira, e as Forças Armadas estão encarregues de garantir a segurança na área, onde os moradores continuam a tentar limpar as ruas e resgatar alguns dos objectos perdidos.













