Empresa francesa deixa de vender aquários redondos porque “enlouquecem os peixes”

A empresa vai deixar de vender aquários com capacidade inferior a 15 litros, comercializando apenas retangulares, pois colocar peixes em pequenas tigelas sem filtragem e oxigenação é um “abuso animal”. 

Simone Silva

Uma importante empresa francesa de aquários decidiu parar de vender aquários redondos porque enlouquecem os peixes, matando-os rapidamente, avança a ‘Reuters’.

A AgroBiothers Laboratoire, líder do mercado francês de produtos para animais de estimação, vai deixar de vender aquários com capacidade inferior a 15 litros, comercializando apenas retangulares, pois colocar peixes em pequenas tigelas sem filtragem e oxigenação é um “abuso animal”.

“As pessoas compram um peixinho dourado para os seus filhos por impulso, mas se soubessem que é uma tortura, não o fariam. Girar e girar numa pequena tigela enlouquece os peixes e mata-os rapidamente”, disse o CEO da AgroBiothers, Matthieu Lambeaux, à Reuters.

Peixes dourados podem viver até 30 anos e crescer até cerca de 25 centímetros em grandes aquários ou lagos ao ar livre, mas em pequenas tigelas geralmente morrem dentro de semanas ou meses.

O responsável disse ainda que os peixes dourados são animais sociais que precisam da companhia de outros peixes, amplo espaço e água limpa, e que ter um aquário requer um mínimo de equipamentos e conhecimentos.

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A Alemanha e vários outros países europeus há muito que proíbem este tipo de aquários, mas em França não há legislação sobre o assunto, algo que Lambeaux lamenta e com o qual já não quer compactuar.

“É um anacronismo francês, por isso decidimos mudar. Não podemos educar todos os nossos clientes para explicar que manter peixes numa tigela é cruel. Consideramos que é nossa responsabilidade não dar mais essa escolha aos consumidores”, afirmou o responsável.

A AgroBiothers, que tem uma quota de mercado francesa de cerca de 27% em produtos para animais de estimação, vende cerca de 50 mil aquários por ano a cerca de 20 euros por peça.

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“Há procura por aquários, mas a realidade é que o que oferecemos às crianças é a possibilidade de ver os peixes dourados morrerem lentamente”, concluiu.

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