A Berkshire Hathaway, conglomerado do multimilionário Warren Buffett, registou prejuízos de 49.746 milhões de dólares (45.199 milhões de euros) no primeiro trimestre, com os seus investimentos afetados pelo impacto da pandemia de covid-19 nos mercados.
Os dados hoje divulgados comparam com lucros de 21.661 milhões de dólares (19.632 milhões de euros) registados pela ‘holding’, com sede em Omaha (Nebraska), em igual período de 2019.
As contas da Bershire Hathaway são especialmente voláteis desde 2018, devido à alteração de normas contabilísticas que entraram em vigor desde essa altura e que a obrigam a incluir a diferença do valor das ações detidas, o que tendo em conta a enorme carteira do fundo de Buffett provoca grandes movimentos em função do rumo dos mercados.
O famoso investidor, que tem sido muito crítico dessas regras de contabilidade, sublinha sempre que o resultado operacional é a forma “mais confiável” de ver o desempenho da sua empresa.
No primeiro trimestre, a Berkshire Hathaway registou um resultado operacional de 5.871 milhões de dólares (cerca de 5.231 milhões de euros, à taxa de câmbio atual), mais 5,6% do que os 5.555 milhões de dólares (5.035 milhões de euros) registados no período homólogo do ano passado.
Conhecido por saber aproveitar os momentos de crise para fazer novos negócios, até agora pouco se sabe sobre os movimentos de Buffett durante a pandemia do novo coronavírus, que atingiu com força quase todos os setores, incluindo muitas das grandes empresas onde tem muitos investimentos.
Hoje, a Berkshire Hathaway celebra a sua reunião anual, onde se espera que Buffett – conhecido como o ‘oráculo de Omaha’ pelas suas previsões certeiras – ofereça uma visão sobre a atual conjuntura.
O evento, que ganhou fama no últimos anos até ser apelidado de “Woodstock dos capitalistas” e que reúne milhares de investidores num estádio para escutar Buffett, será este ano muito diferente devido à pandemia.
Este ano, Warren Buffett e um dos seus principais executivos serão os únicos presentes em Omaha, de onde responderão a perguntas dos acionistas que serão previamente escolhidas por um grupo de jornalistas.







