Entre 2008 e 2017, as emissões de gases poluentes apresentaram uma redução em Portugal. As 79 mil toneladas passaram para 74 mil, revelam dados do gabinete oficial de estatísticas da União Europeia (UE), divulgados esta quinta-feira.
A nível europeu, as emissões caíram em quase todos os 28 Estados-membros, à excepção da Estónia, Polónia e Islândia, cujas emissões de gases com efeitos de estufa (GEE) subiram.
Segundo o Eurostat, entre 1990 e 2017, as GEE caíram 22% a nível europeu. Em 2017, o total de emissões de GEE foi de 4,5 mil milhões de toneladas, face aos 5,7 mil milhões de toneladas registadas em 1990, o equivalente a uma redução de 1,2 mil milhões de toneladas. E em 2020 está bem encaminhada, tendo já atingido a meta de redução em 20% prevista para este ano.
No entanto, até 2030, os planos são ainda mais ambiciosos. A UE quer reduzir as emissões de GEE em, pelo menos, 40% em relação aos níveis de 1990. E isso, acrescenta o Eurostat, «implica que essa tendência de diminuição deva ser mantida e até reforçada. Uma redução contínua das emissões de GEE não deve ser tomada como garantida», exemplificando que em 2017 aumentaram ligeiramente (0,7%) face ao ano anterior.

Já no período compreendido entre 1995 e 2017, a quantidade total de resíduos municipais tratados aumentou 13% e a de resíduos depositados em aterros caiu 60%. «A redução de resíduos em aterro foi possível porque a quantidade de resíduos reciclados ou compostados triplicou e a quantidade de resíduos queimados duplicou», refere o Eurostat, acrescentando que os resíduos são o quarto maior sector de emissão de fontes, representando 3% do total de GEE em 2017. A maioria das emissões deve-se a combustíveis combustíveis (77%), à agricultura (10%) e a processos industriais (8%).

Neste capítulo, Portugal melhorou: as 5,496 mil toneladas passaram para 5,222 mil toneladas.
*Notícia actualizada às 10:50 com mais informação












