O Tribunal de Instrução de Barcelona número 1 argumentou esta segunda-feira que dias antes da Declaração Unilateral de Independência (DUI), a 27 de outubro de 2017, representantes da Rússia reuniram-se com o então presidente Carles Puigdemont para lhe oferecer 10 mil soldados e pagar a dívida catalã em troca de legislação permissiva com criptomoedas que teria transformado a Catalunha para uma nova Suíça.
De acordo com os áudios apreendidos do telefone do ex-diretor de relações internacionais da Convergência Víctor Terradellas, investigado pelo mesmo tribunal por supostamente desviar dinheiro público do Conselho Provincial de Barcelona, Puigdemont “c**** nas calças” e rejeitou a oferta. O juiz considerou que Terradellas, que depõe esta quarta-feira, foi o interlocutor de Carles Puigdemont com a Rússia em pleno processo de independência e que foi estudada a criação de uma plataforma de criptomoedas para garantir a “estabilidade financeira” da Catalunha.
Do Gabinete do ex-presidente Puigdemont admitiram que esta reunião existiu mas indicam que o presidente catalão rejeitou as ofertas como “pouco credíveis” e enfatizaram que a reunião responde aos esforços de Víctor Terradellas e não à proposta do ex-presidente.
A investigação permitiu identificar o emissário russo que se encontrou com Puigdemont: Nikolay Sadovnikov, um empresário com várias empresas domiciliadas na Praça Vermelha, e que foi apresentado como ‘emissário’ de Putin às autoridades catalãs. De acordo com os investigadores, Sadovnikov é uma pessoa muito próxima de Putin e às vezes atuou informalmente em nome do Kremlin.









