O regresso dos passaportes britânicos que recuperam a cor azul que tinham antes de 1988 está a dividir opiniões no Reino Unido. Se uns entendem que simboliza a «soberania e independência» país, outros não poupam nas críticas.
Os documentos, desenhados pela empresa franco-holandesa Gemalt e fabricado na Polónia, deverão começar a ser emitidos ainda esta semana.
«Os britânicos poderão viajar mais uma vez com um passaporte azul quando a icónica cor voltar pela primeira vez em quase 30 anos», escreveu o Ministério do Interior na rede social Twitter na segunda-feira.
Britons will once again be able to travel with a blue passport when the iconic colour returns for the first time in almost 30 years. pic.twitter.com/rBZ4bvu1Qn
— Home Office (@ukhomeoffice) March 2, 2020
Continue a ler após a publicidade
A «nostalgia» não é, no entanto, partilhada por todos. «Este é um post DO HOME OFFICE [Ministério do Interior britânico] (…) Tão embaraçoso, mesquinho e patético», pode ler-se num tweet.
Recorde-se que, mesmo depois do Brexit, a 31 de Janeiro, os europeus continuam a poder viajar para o Reino Unido, como até aqui, sem visto e com cartão de cidadão. E os britânicos vão continuar a poder utilizar a área reservada aos cidadãos europeus, sem qualquer controlo adicional. Todavia, começam a ser emitidos os novos passaportes britânicos, que recuperam a cor azul, enquanto os europeus são cor de vinho.
O divórcio inglês aconteceu às 23 horas (meia-noite em Bruxelas) de dia 31 de Janeiro de 2020, cumprindo o desejo dos britânicos que votaram «sim» no referendo de 23 de Junho de 2016. Desde então, iniciou-se um período de transição até 31 de Dezembro de 2020, durante o qual o Reino Unido e a UE vão negociar o quadro das relações futuras.













