A embaixadora da Finlândia, Satu Suikkari-Kleven, e a embaixadora da Suécia, Helena Pilsas, organizam esta quinta-feira, dia 19 de maio, um “chá da tarde”, que decorre na Residência da Embaixadora da Finlândia, em Lisboa.
O objetivo do encontro é realizar uma discussão de fundo no âmbito do processo de candidatura de ambos os países à Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).
Isto acontece um dia depois de a Finlândia e a Suécia terem entregue junto da NATO, os pedidos de adesão dos dois países à organização, no que o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, classificou como um momento “histórico”.
“Saúdo calorosamente os pedidos da Finlândia e da Suécia para aderir à NATO. Vocês são os nossos parceiros mais próximos, e a vossa adesão à NATO vai aumentar a nossa segurança partilhada. As candidaturas que apresentaram hoje são um passo histórico”, declarou Stoltenberg, numa breve cerimónia no quartel-general da Aliança, transmitida em Bruxelas.
O secretário-geral da organização garantiu que os 30 países membros da NATO estão determinados em “trabalhar em todas as questões” do processo de alargamento e em “alcançar conclusões rápidas”, isto numa altura em que a Turquia ainda coloca obstáculos à adesão de Suécia e Finlândia.
No mesmo dia, o primeiro-ministro, António Costa, salientou o apoio de Portugal às candidaturas dos dois países à NATO, considerando que a sua entrada contribuirá para consolidar o bloco europeu e reforçar a fronteira externa da Aliança Atlântica.
“É com otimismo e confiança que encaramos as candidaturas da Finlândia e da Suécia à NATO. Um passo importante para a consolidação do bloco europeu, reforçando a coesão na resposta da aliança e o reforço da nossa fronteira externa”, disse, adiantando que “podem contar com o apoio de Portugal”.
Tanto a Suécia como a Finlândia solicitaram a entrada na NATO devido à agressão da Rússia na Ucrânia. A opinião pública dos dois Estados-membros da União Europeia – que evitam alianças militares há dois séculos – alternou-se substancialmente na sequência da invasão de Vladimir Putin, ignorando mesmo as exigências de Moscovo de que a NATO não se expandisse em direção à Rússia.
O projeto de lei finlandês já foi assinado na terça-feira pelo Governo e pelo presidente Sauli Niinisto, para depois ser entregue à NATO na sua sede em Bruxelas. Já o pedido da Suécia não requereu votação no Parlamento e foi assinado pela ministra dos Negócios Estrangeiros Ann Linde também no mesmo dia.
Os países nórdicos também estão a trabalhar para resolver a oposição turca aos seus planos, depois de o presidente Recep Tayyip Erdogan ter sinalizado, na passada segunda-feira, que não vai permitir a sua entrada na NATO devido às respetivas posições sobre militantes curdos.













