A Agência Europeia do Medicamento (EMA na siga em inglês) disse esta sexta-feira que não é recomendável o prolongamento «em demasia» do intervalo entre as duas doses da vacina contra a Covid-19, que contenham mRNA.
Em conferência de imprensa para apresentação de resultados sobre a revisão das vacinas, Marco Cavaleri, coordenador da Estratégia de Vacinação e Ameaças Sanitárias Biológicas da EMA, explicou que esta recomendação tem por base a análise dos «dados existentes».
«Até ao momento, não existem dados claros nos ensaios clínicos nem na vacinação em contexto real que ofereçam uma base sólida para fazer uma recomendação de aumentar o intervalo entre as doses», à semelhança do que acontece em alguns países, como Portugal, disse Cavaleri.
Segundo o responsável, o organismo «aceita» que exista «alguma flexibilidade» no alargamento dos intervalos entre doses, mas não «em demasia». Para além disso não recomenda que sejam utilizadas diferentes vacinas nos dois momentos de vacinação.
O coordenador reforçou ainda que as vacinas contra a Covid-19 já aprovadas «mostraram evidências claras de eficácia na redução da doença, com um bom perfil de segurança comprovado em grandes ensaios clínicos».
À medida que surgem novas variantes do vírus, os reguladores estão a trabalhar para garantir que as atualizações necessárias possam ser feitas rapidamente, garantindo assim que as vacinas continuam a ser seguras e eficazes», adiantou.














