Em que pé estão os acordos comerciais pós-Brexit? Da UE ao Japão

Embora a pandemia de COVID-19 tenha dominado a agenda nos últimos meses, o fim do período de transição para o mundo pós-Brexit aproxima-se a passos largos.

Executive Digest

Embora a pandemia de COVID-19 tenha dominado a agenda nos últimos meses, o fim do período de transição para o mundo pós-Brexit aproxima-se a passos largos. É já a partir de 1 de Janeiro de 2021 que o Reino Unido deixa de ter acesso aos benefícios inerentes a fazer parte da União Europeia (UE) e vice-versa. No entanto, as negociações não estarão a avançar ao ritmo esperado.

No caso da UE, a Reuters indica que já houve seis reuniões formais relativamente a um acordo comercial. Embora ambos os lados tenham concordado que é preciso acelerar, nenhum parece ceder e uma parceria final está longe de ser conquistada. O Reino Unido espera chegar a acordo em Setembro.

No que aos Estados Unidos da América (EUA) diz respeito, problemas semelhantes surgem no horizonte. Também ambos os lados dizem querer um acordo depressa, mas o Reino Unido não quer que os constragimentos de tempo associados às eleições presidenciais norte-americanas de Novembro resultem em acordos feitos à pressão. Até ao momento, registam-se duas reuniões, com uma terceira prevista para esta segunda-feira.

Recorde-se que os EUA impuseram taxas às exportações da UE como forma de retaliação e que também o Reino Unido está abrangido. O país liderado por Boris Johnson exige que essas taxas sejam removidas como sinal de boa fé.

Outra dúvida em cima da mesa concerne a possibilidade de as empresas norte-americanas acederem ao sistema nacional de saúde britânico e se o Reino Unido aceitará os padrões de segurança alimentar dos EUA. O Reino Unido garante que a primeira opção não será possível e que os padrões de higiene não serão reduzidos.

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A Reuters adianta ainda que as negociações com a Austrália envolvem um acordo abrangente com foco na tecnologia, inovação, investigação e desenvolvimento. A primeira ronda de negociações teve lugar entre 29 de Julho e 10 de Julho, remotamente. A próxima está marcada para Setembro.

No Japão, as negociações tiveram início em Junho, com o Reino Unido e o país asiático a assegurar que tencionam ter um acordo pronto até ao final deste ano. Tóquio esperava, aliás, concluir as negociações já este mês, mas o Reino Unido não quer ceder a pressões de tempo, sublinhando que o acordo terá de ser tão bom como aquele que será firmado com a UE.

Também no hemisfério sul, o Reino Unido aponta a um acordo comercial com a Nova Zelândia. Neste caso, a aposta vai para uma parceria que apoie os compromissos de neutralidade de carbono de ambos os países, bem como todos os seus esforços no campo das alterações climáticas. As primeiras negociações começaram a 13 de Julho e terminaram no dia 24 deste mês.

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