A Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) apela ao Governo para manter a relevância da redução de impostos das pessoas singulares, em especial dos jovens, assim como a redução seletiva do IRC.
A associação liderada por Alexandre Meireles considera que os atuais níveis de impostos são excessivos e têm impactado negativamente o poder de compra das famílias portuguesas.
“Os portugueses não podem continuar sobrecarregados com impostos. Os preços dos bens e serviços essenciais têm aumentado significativamente nos últimos meses, e esta situação está a dificultar a vida dos portugueses. Em Portugal, os ordenados são baixos e os impostos sobre o trabalho estão em níveis altíssimos. Temos três questões que são importantes: reduzir a carga fiscal para que as pessoas possam receber mais e as empresas sejam mais eficientes e competitivas; reduzir os custos de contexto; e também ter empresários socialmente mais responsáveis, com maior visão social. Não podemos continuar a castigar quem trabalha”, defende Alexandre Meireles, Presidente da ANJE.
A ANJE considera que é “urgente” aumentar os salários líquidos, colocando a possibilidade de um regime mais favorável à tributação em IRS, através de uma diferenciação positiva ou através de mecanismos de atribuição de prémios ou similares (otimizados fiscalmente).
A Associação sublinha ainda a urgência de manter a relevância da redução de impostos das pessoas singulares, com foco nos mais jovens, e também de atrair mais pessoas para o interior, por via da questão fiscal em IRS.
A ANJE defende ainda incentivos fiscais diferenciados em sede de IRC para empresas que valorizem os salários ou acelerem a transição energética. Defendem uma majoração, em sede de IRC, para empresas com comportamentos social e ambientalmente responsáveis e que apostem em fatores críticos de competitividade, como a transição digital, a I&D, a inovação e a transferência de tecnologia.
A ANJE também defende ser necessária uma melhor e mais eficaz gestão de alguns mecanismos do Governo a operar na área do Empreendedorismo. Para a associação, importa aproveitar as redes já existentes, não duplicando esforços e estruturas, nomeadamente, estruturas com melhores níveis de execução do PRR e com maior presença local.
Defendem ainda o Ensino de Empreendedorismo aos Jovens, nas escolas, com um reforço do investimento por parte do Governo e que seja articulado entre escolas, empresas, centros de formação, ordens e associações empresariais.
A internacionalização das empresas é também um dos focos das propostas da ANJE, área onde deve ser feita uma forte aposta em medidas de internacionalização das empresas, com ações no terreno e apoio de mentoria, nas diversas vertentes, quer realizando missões internacionais (com colaboração de agentes no terreno).
“Portugal tem tido alguns problemas na questão da marca. Tínhamos uma mão-de-obra relativamente barata e competíamos com o preço. Sempre fizemos as coisas bem feitas, com qualidade, mas a baixo preço. Nunca procurámos defender-nos. Acho que há este caminho para nos diferenciarmos. Se tivermos uma marca que nos diferencie – seja na indústria têxtil, no calçado, na restauração, qualquer coisa –, os nossos clientes vão sempre procurar-nos porque mais ninguém pode dar-lhes o que a nossa marca tem”, sublinha Alexandre Meireles.
Para a ANJE, “estas medidas seriam um sinal muito positivo para os portugueses e para a economia”.














