PME: “Em Portugal as empresas são constituídas com pouco capital, ficando vulneráveis”, alerta CIP

Durante a apresentação de mais um barómetro sobre os sinais vitais das empresas, Armindo Monteiro, vice-presidente da Confederação Empresarial Portuguesa, foi questionado pela Executive Digest sobre a viabilidade da medida anunciada pelo ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, de as PME´s passarem a ter apoio para entrar no mercado de capitais.

Para Armindo Monteiro, “o mercado de capitais em Portugal revela algumas carências. As empresas têm dificuldade em financiar-se a não ser pela emissão de dívida. As que se financiam por dispersão de capital, com capital aberto, são um número reduzido e existem muito poucas a operar no país”.

Por isso, o vice-presidente da Confederação Empresarial Portuguesa é claro: “Naturalmente seria uma boa iniciativa, sem ponta de ironia e completamente convictos de que houvesse um mercado de capitais que possibilitasse o reforço do capital próprio em vez do aumento do passivo”.

“Em Portugal cria-se empresas com pouco capital, assim qualquer fragilidade deixa a empresa vulnerável, é necessário capital próprio, para que não haja capital alheio”, acrescenta.

Em meados de maio, o braço direito de António Costa para a Economia e para a Transição Digital anunciou um plano de 1.075 milhões de euros para auxiliar a inovação das empresas, com uma parte, ainda não discriminada, que vai permitir o acesso das PME ao mercado de capitais.



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