Em crianças e jovens com Covid-19 “doença grave e morte são raras”, aponta estudo

As crianças e os jovens têm muito menos probabilidade de contrair casos graves de infecção por Covid-19, do que os adultos. E o risco de morte nos mais novos é «mínimo».

Simone Silva

As crianças e os jovens têm muito menos probabilidade de contrair casos graves de infecção por Covid-19 do que os adultos. E o risco de morte nos mais novos é «mínimo», de acordo com um novo estudo britânico, publicado quinta-feira, citado pela ‘Reuters’.

A pesquisa, analisou de pacientes infectados com Covid-19, internados em 138 hospitais do Reino Unido e concluiu que menos de 1% eram crianças. E destes, menos de 1%, ou seja, seis no total, acabaram por morrer mas todos sofriam de doenças graves ou problemas de saúde associados.

«Podemos ter a certeza de que a Covid-19 em si não está a causar danos às crianças numa escala significativa», disse Malcolm Semple, professor de medicina e saúde infantil da Universidade de Liverpool,  co-autor do estudo.

O responsável acrescenta: «A mensagem a reter deve ser que (em crianças com Covid-19) a doença grave é rara e a morte é extremamente rara – e que (os pais) devem se sentir-se seguros pelo facto de os seus filhos não correrem o risco de sofrer danos graves no regresso à escola».

Dados globais sobre a propagação da pandemia de coronavírus mostram que crianças e jovens representam apenas 1-2% dos casos da doença em todo o mundo. A grande maioria das infecções relatadas em crianças é ligeira ou assintomática, com muito poucas mortes registadas.

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Para este estudo, publicado no jornal médico BMJ, a equipe de Semple analisou dados de 651 bebés e crianças menores de 19 anos que foram hospitalizados com Covid-19 no período compreendido entre 17 de Janeiro e 3 de Julho.

Todas as seis crianças que morreram tinham patologias associadas, segundo os especialistas e esta foi uma taxa de letalidade «incrivelmente baixa» em comparação com 27% em todas as faixas etárias – de 0 a 106 anos – de pacientes com Covid-19 hospitalizados no mesmo período.

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