“Em breve poderemos estar perante uma década perdida para a economia global”, alerta Banco Mundial

“Essa queda é resersível”, observou Gill, que sublinhou que será necessário um impulso ambicioso nas políticas de aumento da produtividade e oferta de mão de obra, aumento do investimento e do comércio e aproveitamento das potencialidades do sector dos serviços

Francisco Laranjeira
Março 27, 2023
15:50

A economia global corre o risco de uma “década perdida” face ao abrandamento estimado no “limite da velocidade” para 2030 pelo Banco Mundial – segundo o relatório, quase todas as forças económicas que impulsionaram o progresso e a prosperidade nos últimos 30 anos estão “a dissipar-se”, de modo que, entre 2022 e 2030, o crescimento potencial médio do PIB global pode enfraquecer em cerca de um terço – para cerca de 2,2% ao ano – face à taxa observada na primeira década do século XXI.

No caso das economias em desenvolvimento, o Banco Mundial advertiu que a queda também será acenturada e esse crescimento potencial vai cair de 6% anual (entre 2000 e 2010) para 4% no restante da atual década.

“Essas quedas seriam muito mais acentuadas em caso de crise financeira global ou recessão”, apontou o Banco Mundial, instituição ‘gémea’ do Fundo Monetário Internacional (FMI).

“Em breve poderemos estar perante de uma década perdida para a economia global”, apontou Indermit Gill, economista-chefe e vice-presidente sénior do desenvolvimento económico do Banco Mundial, que advertiu que o atual declínio do potencial crescimento pode ter grandes implicações para a capacidade do mundo em enfrebtar uma variedade crescente de desafios específicos, como a pobreza, o rendimento divergente e as mudanças climáticas.

“Essa queda é resersível”, observou Gill, que sublinhou que será necessário um impulso ambicioso nas políticas de aumento da produtividade e oferta de mão de obra, aumento do investimento e do comércio e aproveitamento das potencialidades do sector dos serviços.

“Para reviver o crescimento, deve ser feito hoje um esforço político coletivo e ousado”, recomendou Ayhan Kose, um dos principais autores do relatório e diretor do Grupo de Perspetivas do Banco Mundial.

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