A startup europeia de interface cérebro-computador, Inbrain Neuroelectronics SL, angariou 46 milhões de euros numa nova ronda de financiamento para avançar com o desenvolvimento de tecnologias neurais baseadas em grafeno.
A empresa, sediada em Barcelona, espera que estes dispositivos possam, no futuro, ser utilizados no tratamento de distúrbios neurológicos como a doença de Parkinson, colocando-se ao lado de outras empresas pioneiras no setor, como a Neuralink Corp. de Elon Musk, que desenvolvem soluções para condições como paralisia, depressão e cegueira.
Apesar do montante expressivo para uma jovem empresa europeia de quatro anos, o valor ainda está distante dos mais de 462 milhões de euros captados pela Neuralink. A Inbrain, no entanto, não revelou a sua avaliação atual de mercado, conta a ‘Bloomberg’.
O grafeno, um material valorizado pela sua resistência, condutividade e flexibilidade, é o que a startup considera ser a sua maior vantagem competitiva. Os implantes da Inbrain possuem apenas 10 mícrons de espessura – mais finos do que um fio de cabelo humano – e têm o potencial de decodificar e modular células cerebrais com uma precisão excecional, segundo a empresa.
Embora o foco inicial seja o tratamento do Parkinson, Carolina Aguilar, CEO e cofundadora da Inbrain, destaca que o implante de grafeno poderá futuramente tratar uma gama ampla de doenças que afetam o sistema nervoso central e periférico.
No entanto, o projeto ainda está numa fase experimental e distante de uma aplicação generalizada. Neste momento, a prioridade da Inbrain é demonstrar a segurança do material de grafeno. Em setembro, a empresa implantou um dispositivo pela primeira vez num córtex humano durante uma cirurgia para tratamento de cancro no cérebro, onde permaneceu por 79 minutos. Este teste inicial será expandido a um total de até 10 pacientes.













