Elon Musk pode ter que pagar mais de 9 mil milhões de dólares no âmbito do caso “SolarCity”

Elon Musk pode ser condenado a pagar 9,4 mil milhões de dólares, no âmbito do caso “SolarCity”. A informação é avançada pelo grupo de acionistas que levou o rosto da Tesla a tribunal.

Fábio Carvalho da Silva
Elon Musk pode ser condenado a pagar 9,4 mil milhões de dólares, no âmbito do caso “SolarCity”. A informação é avançada pelo grupo de acionistas que levou o rosto da Tesla a tribunal.
“Dada a deslealdade de Musk, o tribunal tem ampla discricionariedade na decisão sobre o montante da indemnização”. Assim, segundo os advogados de uma das partes, o juiz  pode exigir que o autodenominado “imperador de marte” devolva parte ou a totalidade dos enormes ganhos que teve com este negócio.
O juiz do Tribunal de Delaware, Joseph Slights III, está a ponderar se Musk, o presidente do fornecedor de energia solar e maior acionista no momento da compra, se colocou indevidamente em ambos os lados do negócio de 2,6 mil milhões de dólares e se usou indevidamente a sua influência para persuadir o conselho de administração da Tesla a avançar com a compra da “SolarCity”.
Os advogados de Musk garantem que a aquisição da SolarCity foi um “produto de um comércio justo” que foi aprovado por 85% dos acionistas da Tesla. “As provas mostram que Musk não controlou e não conseguiu controlar o conselho de administração ou os acionistas da Tesla”, refere a defesa.

 

Neste momento, ambas as partes esperam uma decisão do tribunal.  António Gracias, amigo de longa data de Musk , será a última testemunha a ser ouvida. Como se pode ler na transcrição de algunas audiências, as palavras de Slights tendem a inclinar-se para acusação, promovida por um grupo de acionistas contra o milionário.

“Parece haver evidências de que Elon Musk e Denholm Rive (presidente do conselho da Tesla) tiveram algumas conversas sobre o assunto fora do conselho de administração”.

Denholm garante, no entanto, que Musk nunca o tentou convencer de nada e que tanto o milionário como Garcias “foram dispensados de votar sobre a compra da SolarCity”.

Elon Musk foi a primeira pessoa a ser ouvida pelo tribunal. O CEO ta Tesla terminou o primeiro dia de depoimentos em Tribunal, a reiterar que apesar de em 2016 ser acionista minoritário da marca automóvel, não influenciou ou pressionou de forma alguma o Conselho de Administração a aprovar este negócio e defendeu que “este processo morreria se eu não fosse o CEO da Tesla”.

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Na ação proposta, um grupo de acionistas não reconhece legitimidade ao CEO da empresa para tal feito, acusando-o de ter pressionado o Conselho de Administração da empresa para que aprovasse a operação, e pede que sejam devolvidos à marca os 2,19 mil milhões de euros gastos como o negócio.

O autodenominado “imperador de marte” respondeu calmamente ao seu advogado, Evan Chesler, que realizou algumas perguntas diante do juiz Joseph Slights. O empresário esclareceu que só tinha boas intenções.

“Foi uma troca de ações praticamente, não tive qualquer ganho financeiro com o negócio, já que detinha participações nas duas empresas”. Ao que tudo indica, na altura do negócio, Musk detinha 22% da SolarCity , uma empresa fundada pelos seus primos e 22% da Tesla.

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O CEO da Tesla confessou que o acordo fez parte do seu plano de “energia sustentável”, mas negou que tenha pressionado os membros do Conselho de Administração da empresa automóvel, para que injetassem capital na SolarCity. “Não tenho qualquer influência nem na sua nomeação, nem na estipulação do seu salário”, acrescentou Musk.

Quando Chesler perguntou ao “imperador de marte”, qual era a sua opinião sobre o conselho que rege a Tesla, Musk foi claro “são rigorosos e competentes, pelo que sabem desempenhar bem a sua função, em representação dos acionistas”, concluiu.

 

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