Num altura em que as sondagens continuam a apontar para uma vantagem do candidato Joe Biden nas próximas eleições presidenciais, em novembro, o atual Presidente dos Estados, Donald Trump recebe sinais de que pode não contar com o apoio das mulheres brancas, com formação universitária, um eleitorado que faz a diferença em estados cruciais.
A vitória de Donald Trump nas eleições de 2016 pode ter sido impulsionada por homens brancos da classe trabalhadora, mas outro grupo-chave nesta vitória foram estas mulheres que hoje revelam estar dececionados e equacionam mudar o seu sentido de voto.
As sondagens do momento mostram Biden à frente de Trump em média 6,4% em Wisconsin e 8,4% em Michigan, dois estados de grande relevância e embora a força do apoio não se resuma apenas a mulheres brancas com formação universitária, o apoio a Biden reduzirá significativamente as hipóteses de vitória de Trump.
Em 2016, Trump quase perdeu o apoio deste grupo. As sondagens de opinião davam apenas sete pontos atrás de Clinton entre as mulheres brancas com formação universitária. Em junho deste ano, uma sondagem do ‘New York Times’ mostrou Trump atrás de Biden em 39%.
Esta mudança poderá impulsionar uma vitória de Biden em Wisconsin, Michigan e Pensilvânia, o estado em que o candidato cresceu, onde lidera Trump e onde está a conquistar ex-eleitores de Trump.
“Se eu votasse novamente em Donald Trump em 2020, seria um fracasso não só enquanto americano, mas também um como ser humano. Falhei com meus concidadãos americanos, estou extremamente decepcionada comigo mesmo e às vezes tenho muito medo de falar sobre isso”, afirmou uma jovem eleitora que votou em Trump nas últimas eleições presidenciais, ao ‘The Guardian’.
Luckenbach-Boman era uma estudante universitária, com 19 anos quando votou nas últimas presidenciais dos Estados Unidos, em novembro de 2016. De uma família de eleitores republicanos, votou em Trump em Wisconsin, um estado em que viria a vencer por apenas 22.748 votos .
Foi a primeira vez que votou e Luckenbach-Boman sublinha que acreditava que Trump era a mudança que os EUA precisavam. Mas rapidamente mudou de ideias. “Com apenas alguns meses da sua presidência, percebi que o maior erro que poderia ter cometido como cidadã americana foi não estar devidamente informanda”, disse Luckenbach-Boman.
“Comecei a ouvir que a economia estava ótima. Mas investiguei mais a fundo e percebi que a economia estava ótima para 1% da população e para as pessoas que realmente não estão a trabalhar para fazer o país funcionar no dia-a-dia”, acrescentou.
Hoje, está certa de que votará em Biden em Michigan – outro estado-chave que Trump conquistou por pouco em 2016.
A este exemplo, jumta-se depoimentos de outras mulheres que, a votar em estados que podem fazer a diferença no resultado final das eleições, estão dispostas a ‘castigar’ Trump pelas suas posições mais polémicas e sobretudo pela gestão da pandemia do novo coronavíris.



