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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Hantavírus volta a fazer uma vítima nos EUA: o que se sabe sobre a infeção rara e letal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 14:24:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Vítima foi infetada pela estirpe Sin Nombre, uma variante rara mas potencialmente mortal, associada sobretudo ao contacto indireto com roedores]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um residente do Arizona morreu na sequência de uma infeção por hantavírus, num caso confirmado esta semana pelas autoridades de saúde do estado, escreve a &#8216;Forbes&#8217;. A vítima foi infetada pela estirpe Sin Nombre, uma variante rara mas potencialmente mortal, associada sobretudo ao contacto indireto com roedores.</p>
<p>Trata-se da primeira morte registada este ano no Arizona por síndrome pulmonar por hantavírus, uma das duas síndromes provocadas por este grupo de vírus. A doença pode começar com sintomas relativamente comuns, como fadiga, febre, dores musculares, dores abdominais, dores de cabeça, arrepios e tonturas.</p>
<p>Numa fase posterior, porém, pode evoluir para sinais mais graves, incluindo aperto no peito, tosse, falta de ar e acumulação de líquido nos pulmões.</p>
<p><strong>A estirpe Sin Nombre</strong></p>
<p>A síndrome pulmonar por hantavírus é a forma mais comum de doença por hantavírus no hemisfério ocidental. Está associada aos chamados hantavírus do ‘Novo Mundo’, grupo em que se inclui a variante Sin Nombre, uma das mais observadas nos Estados Unidos.</p>
<p>O nome significa ‘vírus sem nome’ em espanhol. Esta estirpe é transmitida sobretudo por ratos-veadeiros e passa normalmente para os humanos através da inalação de partículas presentes no ar, resultantes de urina, fezes ou saliva secas de animais infetados.</p>
<p>Esse contacto acontece com maior frequência em ambientes agrícolas ou em locais onde possa haver presença de roedores.</p>
<p>Ao contrário da variante Andes, que esteve associada ao surto num navio de cruzeiro, a Sin Nombre não se transmite de pessoa para pessoa. Ainda assim, historicamente apresentou uma taxa de mortalidade de 36% nos Estados Unidos.</p>
<p><strong>O surto no cruzeiro que aumentou o alerta</strong></p>
<p>A atenção global sobre os hantavírus aumentou no último mês depois de ter sido noticiado um surto a bordo do navio de cruzeiro &#8216;MV Hondius&#8217;, que navegava perto da Antártida.</p>
<p>Segundo a &#8216;Forbes&#8217;, acredita-se que a doença tenha sido levada para bordo por um casal de idosos holandeses, ambos entretanto falecidos. A infeção terá depois chegado a cerca de uma dúzia de pessoas que tiveram contacto com outros infetados.</p>
<p>Neste caso, a variante envolvida era a Andes, a única estirpe conhecida de hantavírus capaz de se transmitir de pessoa para pessoa. Entre os doentes que desenvolvem sintomas, esta variante apresenta uma taxa de mortalidade de 38%.</p>
<p>Depois da deteção do surto, os passageiros do &#8216;MV Hondius&#8217; regressaram aos respetivos países, onde passaram a cumprir medidas de quarentena e isolamento durante 42 dias, o período de incubação da variante Andes.</p>
<p>Mais de uma dúzia de americanos, nenhum deles com sintomas, esteve em quarentena numa instalação no Nebraska. Alguns optaram por regressar a casa a 25 de maio, mantendo a obrigação de terminar o período de quarentena em isolamento domiciliário. Outros decidiram permanecer no Nebraska durante os 42 dias.</p>
<p><strong>Um vírus raro, mas perigoso</strong></p>
<p>Apesar do impacto mediático recente, os hantavírus continuam a ser raros. Nos Estados Unidos, foram reportados 890 casos desde 1993 até ao final de 2023, de acordo com os dados mais recentes do CDC citados no texto.</p>
<p>Os estados com mais casos incluem Colorado, Novo México, Arizona, Washington e Califórnia. A doença está muito mais disseminada no oeste dos Estados Unidos do que no leste, uma diferença ligada à presença dos roedores que funcionam como reservatório natural do vírus.</p>
<p>A morte no Arizona mostra, contudo, que o risco não desapareceu. A infeção por Sin Nombre não tem a dinâmica de transmissão da variante Andes, porque não passa entre pessoas, mas pode tornar-se grave quando o vírus chega aos pulmões e desencadeia síndrome pulmonar.</p>
<p><strong>O que distingue Sin Nombre e Andes</strong></p>
<p>A diferença central entre as duas estirpes está na forma de transmissão. A Sin Nombre está associada ao contacto com partículas contaminadas por roedores infetados. A Andes, por outro lado, pode transmitir-se entre pessoas, o que explica a preocupação gerada pelo surto no cruzeiro.</p>
<p>Em comum, ambas têm a raridade e a gravidade potencial. As taxas de mortalidade indicadas no texto são próximas: 36% para a Sin Nombre nos Estados Unidos e 38% para a Andes entre os casos sintomáticos.</p>
<p>Por isso, o novo caso no Arizona surge como mais um alerta para um vírus pouco frequente, mas com consequências graves quando a infeção evolui.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771723]]></sapo:autor>
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		<title>Explicador. Encenado ou real? Trump terá humilhado Netanyahu para apaziguar o Irão e suspender ataque ao Líbano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 14:15:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Benjamin Netanyahu]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Trump, segundo três fontes citadas no texto, perdeu a paciência e exigiu ao primeiro-ministro israelita que recuasse. “Que raio estás a fazer?”, terá perguntado o presidente americano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“És louco. Estarias na cadeia se não fosse por mim. Estou a salvar-te a pele. Toda a gente te odeia agora. Toda a gente odeia Israel por causa disto.” As frases são atribuídas a <a href="https://executivedigest.sapo.pt/estou-a-salvar-te-toda-a-gente-te-odeia-trump-perde-a-paciencia-com-netanyahu-apos-escalada-no-libano/">Donald Trump</a> por um alto funcionário americano e resumem a conversa telefónica que o presidente dos Estados Unidos terá tido com Benjamin Netanyahu na passada segunda-feira, escreve o &#8216;El Español&#8217;.</p>
<p>A chamada, inicialmente revelada pela &#8216;Axios&#8217; através do jornalista israelita Barak Ravid, tornou-se rapidamente tema dominante nos círculos políticos de Telavive, Washington e Teerão. No centro da tensão está o plano de Netanyahu para bombardear o sul de Beirute em retaliação pelos ataques do Hezbollah contra o norte de Israel.</p>
<p>Trump, segundo três fontes citadas no texto, perdeu a paciência e exigiu ao primeiro-ministro israelita que recuasse. “Que raio estás a fazer?”, terá perguntado o presidente americano.</p>
<p>O aviso terá surtido efeito imediato. Um alto responsável israelita citado pela &#8216;Axios&#8217; afirmou que Israel desistiu, pelo menos por agora, de atacar alvos do Hezbollah em Beirute.</p>
<p><strong>O acordo com o Irão no centro da tensão</strong></p>
<p>A origem da divergência estará na prioridade dada por Trump a um acordo com o Irão. Segundo o texto, Teerão condicionou o prolongamento do cessar-fogo no Estreito de Ormuz, em vigor desde 5 de maio, à cessação paralela das hostilidades israelitas contra o Hezbollah no Líbano.</p>
<p>Na prática, o Irão estaria a negociar não apenas em nome próprio, mas também em nome do seu principal aliado regional. E Washington, sob Trump, parece disposto a aceitar essa condição para tentar fechar rapidamente um memorando de entendimento mediado pelo Qatar e por Omã.</p>
<p>É aqui que a crise ganha dimensão política. Durante anos, Trump defendeu que Israel tinha o direito de se defender por todos os meios necessários e apresentou o Irão como o verdadeiro inimigo regional. Agora, segundo a leitura do &#8216;El Español&#8217;, o presidente americano surge a pressionar Telavive para moderar a resposta militar, ao mesmo tempo que aceita negociar um cessar-fogo que inclui o Hezbollah.</p>
<p>O texto recorda ainda que o secretário de Estado Marco Rubio afirmou esta terça-feira, perante a Comissão de Negócios Estrangeiros do Senado, que o regime iraniano continua a incumprir vários aspetos do atual cessar-fogo.</p>
<p><strong>A fuga de informação como arma política</strong></p>
<p>A chamada entre Trump e Netanyahu não ficou apenas no plano privado. O conteúdo da conversa, incluindo insultos e citações diretas, chegou a Barak Ravid, jornalista da &#8216;Axios&#8217; com forte influência entre leitores israelitas informados.</p>
<p>Essa escolha não parece inocente. A mensagem é dirigida aos Estados Unidos, mas também ao eleitorado israelita. As eleições gerais em Israel estão previstas, o mais tardar, para o final de outubro de 2026, e as sondagens citadas no texto não são favoráveis a Netanyahu.</p>
<p>De acordo com uma sondagem do &#8216;Canal 12&#8217; publicada no final de abril, a coligação do primeiro-ministro conseguiria apenas 50 dos 120 lugares no Parlamento. A oposição alcançaria 60, enquanto os partidos árabes ficariam com 10.</p>
<p>O novo partido Beyachad, criado a 26 de abril pelo antigo primeiro-ministro Naftali Bennett e pelo centrista Yair Lapid, surgiria à frente nas sondagens com 26 lugares, contra 25 do Likud.</p>
<p>Neste contexto, a divulgação da reprimenda presidencial tem um efeito evidente: mostra aos eleitores israelitas que o principal aliado externo de Israel se cansou de Netanyahu. Para um líder que sempre construiu parte da sua força política na relação privilegiada com Washington, a humilhação é difícil de ignorar.</p>
<p><strong>Netanyahu entre Trump e a ala dura</strong></p>
<p>A situação de Netanyahu é especialmente delicada porque o primeiro-ministro depende dos partidos mais duros da sua coligação. Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional e líder do Otzma Yehudit, e Bezalel Smotrich, ministro da Economia e chefe do Sionismo Religioso, exigem a intensificação das operações contra o Hezbollah e a retoma da pressão militar sobre o Irão.</p>
<p>Sem estes partidos, o Likud perde a maioria parlamentar. Mas se Netanyahu ceder às exigências da ala dura e desafiar Trump, arrisca uma rutura pública com o presidente americano e uma perda de apoio entre eleitores de centro-direita.</p>
<p>O dilema é quase impossível: aceitar o travão imposto por Trump pode ser visto em Israel como prova de que o país já não decide sozinho sobre a sua própria defesa. Recusar esse travão pode abrir uma crise com Washington no momento em que o acordo com o Irão está, segundo Trump, “muito próximo”.</p>
<p>O argumento central de Netanyahu sempre foi a segurança: só ele, dizia, podia proteger Israel. Mas essa promessa torna-se mais frágil se o primeiro-ministro for visto como dependente da autorização americana para agir.</p>
<p><strong>Hezbollah aceita cessar-fogo, mas deixa aviso</strong></p>
<p>Enquanto Netanyahu tenta equilibrar a pressão externa e interna, os outros atores observam. O Hezbollah afirmou esta terça-feira ter aceite um “cessar-fogo completo e fiável”, embora tenha avisado que responderá a novas incursões israelitas.</p>
<p>O Irão, por sua vez, continua a ameaçar abandonar as negociações caso Israel não recue. E Trump insistiu, numa reunião semanal de gabinete na Casa Branca, que o acordo com Teerão está muito perto de ser fechado.</p>
<p>O paradoxo é evidente: para alcançar um entendimento com o Irão, os Estados Unidos parecem dispostos a pressionar o primeiro-ministro do seu principal aliado regional. A chamada telefónica expôs essa mudança de prioridades com uma brutalidade rara.</p>
<p><strong>Bibi pode pagar o preço</strong></p>
<p>O episódio pode tornar-se um dos momentos mais difíceis da carreira política de Netanyahu. Se recuar, arrisca a queda da coligação. Se avançar, arrisca perder o apoio de Trump. Se aceitar o cessar-fogo com o Hezbollah, a oposição poderá acusá-lo de ter cedido à pressão externa. Se insistir na escalada, a Casa Branca poderá tornar essa pressão ainda mais pública.</p>
<p>A humilhação política raramente fica confinada a uma chamada telefónica. Neste caso, a fuga de informação transformou uma conversa privada numa mensagem para vários públicos: Netanyahu, os eleitores israelitas, o Irão, o Hezbollah e os parceiros americanos.</p>
<p>A questão já não é apenas se Israel atacará Beirute. É se Netanyahu conseguirá sobreviver politicamente a uma guerra de pressões em que Trump parece disposto a tratá-lo menos como aliado indispensável e mais como obstáculo a remover.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771720]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Trump quer ser 007? Presidente publica meme como James Bond em noite &#8216;agitada&#8217; na Truth Social</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 14:03:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Referência é direta a James Bond, o agente secreto britânico criado por Ian Fleming e interpretado ao longo das décadas por nomes como Sean Connery, Roger Moore, Timothy Dalton, Pierce Brosnan e Daniel Craig]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Donald Trump voltou a recorrer à cultura pop para se colocar no centro da conversa. Numa noite especialmente ativa na &#8216;Truth Social&#8217;, o presidente americano publicou uma imagem antiga de si próprio, em frente a um espelho com painéis, acompanhada da legenda “Trump 007”, escreve o &#8216;The Independent&#8217;.</p>
<p>A referência é direta a James Bond, o agente secreto britânico criado por Ian Fleming e interpretado ao longo das décadas por nomes como Sean Connery, Roger Moore, Timothy Dalton, Pierce Brosnan e Daniel Craig. Este último despediu-se do papel em 2021, com ‘No Time to Die’, e a escolha do próximo 007 continua a alimentar especulação.</p>
<p><iframe src="https://truthsocial.com/@realDonaldTrump/116684114421950130/embed" class="truthsocial-embed" style="max-width: 100%; border: 0" width="600" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe><script src="https://truthsocial.com/embed.js" async="async"></script></p>
<p>O momento surge precisamente quando a Amazon MGM, detida pela Amazon de Jeff Bezos, procura um novo protagonista para a saga. Entre os nomes apontados como possíveis candidatos estão Aaron Taylor-Johnson, Tom Holland, Harris Dickinson, Jacob Elordi e Callum Turner.</p>
<p><strong>Trump, Bond e a Casa Branca em modo meme</strong></p>
<p>Esta não é a primeira vez que Trump aparece associado a James Bond. A própria conta oficial da Casa Branca já tinha publicado, a 16 de maio, uma montagem em tom de brincadeira na qual o presidente surgia representado como 007, de smoking e com uma pistola com silenciador em silhueta. No canto inferior da imagem aparecia ainda o slogan “Make America Great Again”, escrito em estilo militar dourado.</p>
<p>A nova publicação de Trump é mais simples, mas encaixa numa tendência já conhecida: o presidente americano tem um historial de comparações favoráveis consigo próprio e de associações a figuras famosas, de Elvis Presley a Winston Churchill, passando por Madre Teresa e Jesus Cristo.</p>
<p>O &#8216;The Independent&#8217; recorda que a publicação fez parte de uma noite movimentada na plataforma social de Trump. Além do meme “Trump 007”, o presidente publicou também uma imagem sua perante uma multidão num comício, acompanhada da expressão “The Greatest Attraction”, numa espécie de autopromoção em tom de espetáculo.</p>
<p><strong>Uma sucessão de publicações sem explicação clara</strong></p>
<p>Na mesma sequência de publicações, Trump partilhou ainda uma fotografia antiga ao lado de Whitney Houston, sem explicar o motivo da escolha. A cantora morreu em 2012.</p>
<p><iframe src="https://truthsocial.com/@realDonaldTrump/116684113664648014/embed" class="truthsocial-embed" style="max-width: 100%; border: 0" width="600" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe><script src="https://truthsocial.com/embed.js" async="async"></script></p>
<p>O presidente americano também celebrou vitórias eleitorais de candidatos republicanos que tinha apoiado em votações estaduais realizadas na terça-feira. Ficou, contudo, em silêncio sobre Randy Feenstra, representante do Iowa e sua escolha na corrida para governador daquele Estado, que perdeu nas primárias republicanas para o empresário Zach Lahn.</p>
<p>A noite incluiu ainda outro meme de cultura popular, desta vez dirigido a James Talarico, deputado democrata do Texas que concorre ao Senado dos Estados Unidos. Trump comparou-o a Alfred E. Neuman, a mascote da revista satírica ‘Mad’, uma figura de rosto sardento e dentes separados. Já em 2019, o presidente tinha usado a mesma comparação para se referir a Pete Buttigieg, antigo secretário dos Transportes dos EUA.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771716]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Foi à procura de água e encontrou petróleo. O problema veio a seguir&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 13:43:46 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
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					<description><![CDATA[À primeira vista, a descoberta parecia uma bênção. O petróleo é muito mais valioso do que a água e poderia abrir caminho a uma inesperada fortuna. Mas, no Brasil, os recursos do subsolo pertencem ao Estado]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O que parecia o início de uma história de sorte transformou-se num problema difícil de resolver. Sidrônio Moreira, agricultor brasileiro de 63 anos, começou a cavar um poço na sua quinta para tentar encontrar água. A 40 metros de profundidade, porém, não encontrou o lençol freático: encontrou petróleo, relata o &#8216;El Economista&#8217;.</p>
<p>À primeira vista, a descoberta parecia uma bênção. O petróleo é muito mais valioso do que a água e poderia abrir caminho a uma inesperada fortuna. Mas, no Brasil, os recursos do subsolo pertencem ao Estado. E essa diferença legal transformou o achado num pesadelo para o agricultor.</p>
<p>Moreira tentava resolver um problema básico: a escassez de água na sua propriedade. A solução parecia simples. Abrir um poço, encontrar água subterrânea e garantir recursos para manter a atividade agrícola. Mas, em vez de água, começou a sair um líquido escuro e denso.</p>
<p>Era crude.</p>
<p><strong>O país do petróleo</strong></p>
<p>A descoberta torna-se ainda mais curiosa por acontecer no Brasil, o maior produtor de petróleo da América do Sul. O país produz cerca de quatro milhões de barris por dia, valor que representa aproximadamente 4% da produção mundial de crude.</p>
<p>O petróleo tornou-se um elemento estratégico e simbólico para o Brasil. Mesmo Governos com discurso ambiental, como o de Lula da Silva, têm defendido a indústria petrolífera e autorizado novas explorações em áreas próximas da Amazónia, decisões que geraram controvérsia.</p>
<p>Neste contexto, qualquer descoberta de petróleo desperta interesse. Mas, para o agricultor que a encontra debaixo da própria terra, o processo está longe de ser simples.</p>
<p><strong>A descoberta que bloqueou a quinta</strong></p>
<p>Depois de encontrar petróleo, Moreira foi obrigado, pela legislação brasileira, a comunicar a descoberta às autoridades. Pouco depois, geólogos e especialistas em mineração deslocaram-se ao local para inspecionar a área.</p>
<p>A zona em redor do poço foi isolada e o proprietário perdeu temporariamente o acesso a parte da sua propriedade. Além disso, ficou impedido de abrir novos poços, o que agravou precisamente o problema que o tinha levado a cavar: a falta de água.</p>
<p>Segundo o &#8216;El Economista&#8217;, a Agência Nacional do Petróleo confirmou oficialmente, a 19 de maio, a existência de um novo campo petrolífero. Ainda assim, a viabilidade económica da jazida continua por determinar.</p>
<p>Para Moreira, porém, o impacto já é real.</p>
<p><strong>O agricultor não é dono do petróleo</strong></p>
<p>A quinta tem cerca de 49 hectares, uma dimensão considerada pequena pelos padrões locais. As restrições impostas ao uso da terra terão praticamente paralisado a atividade da propriedade.</p>
<p>As autoridades também proibiram a venda ou divisão do terreno enquanto não houver uma decisão final sobre o desenvolvimento da jazida. Isto significa que o agricultor não pode explorar livremente a terra, nem vender parte dela, nem resolver facilmente o problema que tinha antes da descoberta.</p>
<p>O ponto central está na lei: no Brasil, os recursos do subsolo pertencem ao Estado. Ou seja, mesmo que o petróleo tenha sido encontrado na propriedade de Moreira, o agricultor não é dono desse petróleo.</p>
<p><strong>A diferença face aos Estados Unidos</strong></p>
<p>O caso contrasta com a realidade dos Estados Unidos, onde a descoberta de petróleo numa propriedade privada pode transformar radicalmente o valor do terreno e beneficiar diretamente o dono da terra.</p>
<p>No Brasil, a lógica é diferente. O proprietário pode vir a receber uma compensação financeira em caso de desapropriação, caso a produção comercial seja autorizada. Mas, por enquanto, não há decisão final sobre a exploração do depósito.</p>
<p>Alguns especialistas citados no texto defendem que este tipo de legislação pode até prejudicar a economia brasileira, porque desencoraja particulares a comunicarem descobertas semelhantes. O receio é simples: quem encontra petróleo pode acabar sem fortuna, sem controlo sobre a terra e com a propriedade limitada.</p>
<p><strong>Uma fortuna debaixo da terra, mas fora do alcance</strong></p>
<p>O preço do petróleo rondava os 100 dólares por barril, cerca de 86 euros, no contexto referido pelo texto. Esse valor ajuda a explicar porque uma descoberta em terra firme, a uma profundidade relativamente reduzida, pode ser vista como uma oportunidade atrativa.</p>
<p>O Brasil investe milhares de milhões de dólares na exploração de petróleo em águas ultraprofundas, a vários quilómetros abaixo do nível do mar. Encontrar crude a apenas 40 metros de profundidade parece, à partida, uma possibilidade demasiado interessante para ser ignorada.</p>
<p>Mas, para Sidrônio Moreira, essa promessa continua longe de se traduzir em riqueza. O agricultor foi à procura de água para salvar a atividade da quinta e encontrou petróleo. Só que o petróleo, em vez de resolver o problema, trouxe outro ainda maior.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771713]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Cisjordânia: Israel aprova novas casas em colonatos e aumenta pressão sobre solução de dois Estados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 13:36:06 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
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					<description><![CDATA[Anúncio foi feito esta quarta-feira por Bezalel Smotrich, ministro das Finanças israelita de linha dura, que tem autoridade sobre partes da administração civil de Israel na Cisjordânia. Segundo o responsável, uma comissão de planeamento aprovou 2.162 novas casas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Israel aprovou a construção de mais de 2.000 novas habitações em três colonatos judaicos na Cisjordânia ocupada, território que os palestinianos reclamam como parte de um futuro Estado independente, avança a &#8216;Reuters&#8217;.</p>
<p>O anúncio foi feito esta quarta-feira por Bezalel Smotrich, ministro das Finanças israelita de linha dura, que tem autoridade sobre partes da administração civil de Israel na Cisjordânia. Segundo o responsável, uma comissão de planeamento aprovou 2.162 novas casas.</p>
<p>A expansão inclui 1.006 unidades num novo colonato perto de Jerusalém, 922 junto à cidade palestiniana de Nablus e 234 perto de Hebron. A medida surge num contexto de forte crescimento dos colonatos israelitas sob o Governo de direita liderado por Benjamin Netanyahu.</p>
<p><strong>“Continuamos a construir a Terra de Israel”</strong></p>
<p>Bezalel Smotrich, ultranacionalista sancionado pelo Reino Unido, França e outros países por acusações de incitamento à violência contra palestinianos, defendeu a decisão como parte da estratégia de reforço da presença israelita no território.</p>
<p>“Continuamos a construir a Terra de Israel na prática”, afirmou Smotrich, citado pela &#8216;Reuters&#8217;.</p>
<p>O ministro disse ainda que as novas casas vão “reforçar o controlo” de Israel sobre a terra, fortalecer a segurança israelita e criar “factos claros no terreno” que impeçam a criação de um “Estado terrorista árabe” no centro do país.</p>
<p>Smotrich não indicou quando deverá começar a construção das novas habitações.</p>
<p><strong>Colonatos vistos como obstáculo à solução de dois Estados</strong></p>
<p>A maioria dos países considera os colonatos israelitas na Cisjordânia ilegais ao abrigo do direito internacional e um dos principais obstáculos à solução de dois Estados, apontada há décadas como caminho para uma paz duradoura entre israelitas e palestinianos.</p>
<p>Os palestinianos querem a Cisjordânia como parte de um futuro Estado independente que inclua Jerusalém Oriental e Gaza. Atualmente, cerca de meio milhão de israelitas vivem na Cisjordânia, entre aproximadamente três milhões de palestinianos.</p>
<p>Desde que entrou no Governo há três anos, Smotrich tem defendido um reforço do controlo israelita sobre a Cisjordânia e tem rejeitado a criação de um Estado palestiniano. O atual Executivo israelita tem supervisionado uma expansão significativa dos colonatos e a criação de novos assentamentos.</p>
<p><strong>Abbas acusa Israel de política “provocadora”</strong></p>
<p>O gabinete do presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, condenou o anúncio e acusou Israel de adotar políticas “provocadoras” que empurram a região para novas rondas de violência.</p>
<p>A presidência palestiniana apelou ainda aos Estados Unidos para que travem aquilo que classificou como “loucura” israelita.</p>
<p>A administração de Donald Trump tem sido menos crítica da rápida expansão dos colonatos israelitas do que anteriores administrações americanas. Ainda assim, Trump afirmou em setembro passado que não permitiria a anexação da Cisjordânia por Israel, provocando irritação entre alguns deputados israelitas de direita.</p>
<p>Os Emirados Árabes Unidos, um dos poucos Estados árabes com relações oficiais com Israel, também já advertiram publicamente o Governo israelita contra uma eventual anexação da Cisjordânia.</p>
<p><strong>Smotrich ameaça Autoridade Palestiniana</strong></p>
<p>A tensão entre Smotrich e a liderança palestiniana agravou-se nas últimas semanas. A 19 de maio, o ministro israelita afirmou que iria travar uma “guerra” contra a Autoridade Palestiniana, que exerce poder civil limitado na Cisjordânia.</p>
<p>A declaração surgiu depois de Smotrich dizer ter sido informado de que o procurador do Tribunal Penal Internacional teria pedido um mandado de captura confidencial contra si. O TPI não confirmou essa informação.</p>
<p>O novo plano de expansão dos colonatos reforça a estratégia do Governo israelita de consolidar presença na Cisjordânia. Para os palestinianos, porém, cada novo projeto reduz ainda mais o espaço político e territorial para uma solução de dois Estados.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771709]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Ucrânia. Maior central nuclear da Europa fica 20 minutos dependente de geradores após ataque com drone</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 13:24:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
		<category><![CDATA[Zaporizhzhia]]></category>
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					<description><![CDATA[Corte afetou a única linha elétrica disponível para a central durante cerca de 20 minutos. Nesse período, os geradores a diesel de emergência da instalação entraram em funcionamento e asseguraram o fornecimento de eletricidade até a linha ser reconectada pouco antes da meia-noite]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A central nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia, voltou a perder temporariamente o fornecimento externo de energia depois de um ataque com drone a uma subestação situada nas margens do rio Dnieper, noticia o &#8217;20 Minutos&#8217;. A Agência Internacional de Energia Atómica confirmou que esta foi já a 17ª interrupção temporária de energia na central desde o início da guerra.</p>
<p>O corte afetou a única linha elétrica disponível para a central durante cerca de 20 minutos. Nesse período, os geradores a diesel de emergência da instalação entraram em funcionamento e asseguraram o fornecimento de eletricidade até a linha ser reconectada pouco antes da meia-noite.</p>
<p>A central de Zaporizhzhia, a maior da Europa, está localizada em território ucraniano, mas sob controlo russo desde a invasão lançada por Moscovo em fevereiro de 2022. A AIEA não atribuiu responsabilidades pelo ataque à subestação de Nikopolska, situada do outro lado do rio Dnieper.</p>
<p><strong>AIEA alerta para risco de acidente nuclear</strong></p>
<p>Rafael Grossi, diretor-geral da AIEA, afirmou que o incidente volta a mostrar os “perigos constantes” para a segurança nuclear em contexto de guerra. O responsável reiterou a necessidade de contenção militar para evitar o risco de um acidente nuclear numa infraestrutura que tem estado no centro de sucessivos episódios de tensão.</p>
<p>A Agência Internacional de Energia Atómica tem acompanhado de perto a situação em Zaporizhzhia, onde os riscos não se limitam aos ataques diretos. A perda de energia externa é um dos cenários mais sensíveis numa central nuclear, porque obriga à utilização de sistemas de emergência para manter funções críticas de segurança.</p>
<p>Segundo o &#8217;20 Minutos&#8217;, o episódio desta quarta-feira foi provocado por um ataque com drone à subestação de Nikopolska, levando à desconexão temporária da única linha disponível. A reposição aconteceu ao fim de cerca de 20 minutos, sem que tenham sido relatadas consequências radiológicas.</p>
<p><strong>Moscovo e Kiev trocam acusações</strong></p>
<p>As autoridades russas têm acusado repetidamente o exército ucraniano de lançar ataques contra a central nuclear e as áreas envolventes. Moscovo voltou a apontar o dedo a Kiev depois de, no sábado, um projétil ucraniano ter atingido, segundo a versão russa, o edifício da turbina da Unidade 6 do complexo.</p>
<p>A Ucrânia, por seu lado, tem responsabilizado a Rússia pelos incidentes e pelos riscos associados à ocupação militar da central. A troca de acusações tem sido constante desde que Zaporizhzhia passou a estar sob controlo russo.</p>
<p>O novo corte de energia surge num momento em que a guerra continua a intensificar-se também através de ataques com drones e mísseis. Para a AIEA, o essencial continua a ser evitar que a central seja envolvida em operações militares que possam comprometer a sua segurança.</p>
<p><strong>A maior central nuclear da Europa continua vulnerável</strong></p>
<p>Zaporizhzhia tem sido um dos pontos mais sensíveis da guerra na Ucrânia. Embora a interrupção desta semana tenha sido temporária, o facto de a central depender de apenas uma linha elétrica externa aumenta a preocupação internacional.</p>
<p>A existência de geradores de emergência permitiu manter a eletricidade durante o corte, mas a repetição destes episódios reforça o alerta da AIEA: enquanto a guerra continuar a aproximar-se da infraestrutura, o risco de erro, dano colateral ou escalada permanecerá elevado.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771692]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>XXXI Conferência Executive Digest já tem data. Evento de referência vai reunir Presidentes, CEO e gestores na Culturgest</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/xxxi-conferencia-executive-digest-ja-tem-data-evento-de-referencia-vai-reunir-presidentes-ceo-e-gestores-na-culturgest/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 13:23:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Conferências]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[culturgest]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[XXXI Conferência Executive Digest]]></category>
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					<description><![CDATA[No dia 24 de novembro de 2026, a Culturgest volta a ser palco de um dos eventos de referência do panorama empresarial nacional, a XXXI Conferência Executive Digest, que vai juntar em palco Presidentes, CEO e gestores de prestígio do tecido empresarial nacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 24 de novembro de 2026, a Culturgest volta a ser palco de um dos eventos de referência do panorama empresarial nacional, a <strong>XXXI Conferência Executive Digest</strong>, que vai juntar em palco Presidentes, CEO e gestores de prestígio do tecido empresarial nacional.</p>
<p>A XXXI Conferência Executive Digest vai decorrer entre as 9h e as 13h, e a restante informação, nomeadamente tema e oradores convidados, serão divulgadas brevemente nas plataformas digitais da Executive Digest, website e redes sociais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Reserve esta data e inscreva-se através do email </strong><a href="margarida.perdigao@multipublicacoes.pt"><strong>f</strong>rancisca.garcias@multipublicacoes.pt.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Mais informações:</strong> Margarida Perdigão &#8211; 210123421</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-771700" src="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/CONF.-ED-Post-para-Instagram-45.png" alt="" width="1080" height="1350" srcset="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/CONF.-ED-Post-para-Instagram-45.png 1080w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/CONF.-ED-Post-para-Instagram-45-240x300.png 240w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/CONF.-ED-Post-para-Instagram-45-360x450.png 360w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/CONF.-ED-Post-para-Instagram-45-768x960.png 768w, https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/CONF.-ED-Post-para-Instagram-45-600x750.png 600w" sizes="(max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771698]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>ASAE apreende mais de 14 mil peças automóveis contrafeitas em operação que envolveu peritos europeus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 13:17:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[ASAE]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) anunciou o desmantelamento de uma rede ligada à comercialização de peças automóveis contrafeitas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) anunciou o desmantelamento de uma rede ligada à comercialização de peças automóveis contrafeitas, numa operação realizada nas últimas semanas que culminou na apreensão de 14.629 artigos e na instauração de um processo-crime relacionado com diversos ilícitos económicos e de propriedade industrial.</p>
<p>A ação, denominada “Operação Motor Seguro”, foi conduzida pela Unidade Nacional de Informações e Investigação Criminal da ASAE e incidiu sobre os concelhos de Vila Nova de Gaia, Leiria e Lisboa, no âmbito de uma investigação direcionada ao combate à contrafação de componentes destinados ao setor automóvel.</p>
<p><strong>Operação visou proteger consumidores e segurança rodoviária</strong><br />
Segundo a ASAE, o principal objetivo da operação consistiu em verificar o cumprimento da legislação aplicável à comercialização de componentes automóveis de marcas de referência internacional, assegurando a autenticidade, a origem e a conformidade técnica dos produtos colocados no mercado.</p>
<p>Em comunicado, a autoridade explica que a intervenção procurou igualmente reforçar a proteção dos consumidores e contribuir para a segurança rodoviária, prevenindo a circulação de peças cuja qualidade e fiabilidade não estão garantidas.</p>
<p>De acordo com a ASAE, a operação destinou-se a verificar “o cumprimento das normas legais aplicáveis à comercialização de componentes automóveis de marcas de renome mundial no setor automóvel, nomeadamente quanto à sua autenticidade, origem e conformidade técnica dos produtos colocados no mercado e assegurar a proteção dos consumidores e da segurança rodoviária”.</p>
<p>Mais de 14 mil peças apreendidas</p>
<p>No decorrer das diligências foram apreendidos 14.629 artigos, suspeitos de constituírem casos de contrafação, imitação ou utilização ilegal de marca.</p>
<p>Entre os produtos apreendidos encontram-se vários componentes essenciais para o funcionamento e segurança dos veículos, incluindo:</p>
<ul>
<li>Filtros de óleo;</li>
<li>Filtros de combustível;</li>
<li>Filtros de ar;</li>
<li>Filtros de habitáculo;</li>
<li>Rolamentos;</li>
<li>Válvulas;</li>
<li>Tensores de correia;</li>
<li>Cilindros de travão.</li>
</ul>
<p>Segundo a ASAE, o valor global da apreensão ultrapassa os 600 mil euros.</p>
<p><strong>Processo-crime instaurado</strong><br />
Na sequência das irregularidades detetadas, foi instaurado um processo-crime relacionado com os ilícitos identificados durante a investigação.</p>
<p>A autoridade refere que, além das infrações ligadas à contrafação, imitação e uso ilegal de marca, foram igualmente detetadas situações enquadráveis nos crimes de fraude sobre mercadorias, bem como venda ou ocultação de produtos.</p>
<p><strong>Operação contou com apoio internacional</strong><br />
A investigação contou com a colaboração de especialistas europeus representantes das marcas lesadas, que prestaram apoio técnico na identificação e confirmação da falta de autenticidade das peças apreendidas.</p>
<p>Segundo o comunicado, esta cooperação permitiu reforçar a eficácia da operação e a validação técnica dos indícios recolhidos.</p>
<p>“A operação teve o apoio de peritos europeus das marcas lesadas que prestaram apoio técnico na identificação e confirmação da não autenticidade dos produtos apreendidos”, refere a ASAE, sublinhando que esta colaboração reforçou “a cooperação entre entidades públicas e privadas na defesa da legalidade e da segurança dos consumidores”.</p>
<p>A operação contou ainda com a participação de um investigador da OLAF &#8211; European Anti-Fraud Office, organismo europeu especializado no combate à fraude e às atividades ilícitas que afetam interesses financeiros e económicos.</p>
<p><strong>ASAE alerta para riscos das peças contrafeitas</strong><br />
A ASAE aproveitou a divulgação dos resultados da operação para alertar para os perigos associados à utilização de componentes automóveis falsificados.</p>
<p>Segundo a autoridade, peças contrafeitas podem comprometer o desempenho dos veículos e colocar em risco a segurança de condutores, passageiros e restantes utilizadores da via pública.</p>
<p>No comunicado, a entidade recorda que, enquanto órgão de polícia criminal, mantém um compromisso permanente no combate à contrafação e à economia paralela, salientando que “a utilização de peças automóveis contrafeitas constitui um grave risco para a segurança rodoviária e para a integridade física dos condutores e passageiros”.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771687]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Do feed para a estrada: dona do TikTok prepara entrada nos carros elétricos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 13:17:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[ByteDance]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[Seres]]></category>
		<category><![CDATA[TikTok]]></category>
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					<description><![CDATA[Objetivo é lançar uma nova marca até ao final de 2026, com uma proposta centrada não apenas na mobilidade elétrica, mas sobretudo na experiência digital a bordo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A ByteDance, grupo chinês proprietário do TikTok, prepara-se para entrar no universo do automóvel elétrico através de uma parceria com a Seres, avança o &#8216;Motor1&#8217;. O objetivo é lançar uma nova marca até ao final de 2026, com uma proposta centrada não apenas na mobilidade elétrica, mas sobretudo na experiência digital a bordo.</p>
<p>O projeto será desenvolvido sob a Saidou Technology, empresa que até há poucos dias era conhecida como Chongqing Landian Technology. A mudança de nome foi acompanhada por uma reestruturação e por um aumento de capital de cerca de 6,67 mil milhões de yuan (aproximadamente 847 milhões de euros).</p>
<p>O primeiro modelo poderá chegar ainda este ano. Segundo informações da imprensa chinesa citadas pelo &#8216;Motor1&#8217;, deverá tratar-se de um crossover, a meio caminho entre uma berlina e um SUV, com versões 100% elétricas e também com tecnologia de prolongador de autonomia, conhecida como ‘range extender’.</p>
<p><strong>O carro elétrico com ADN TikTok</strong></p>
<p>O grande elemento diferenciador não deverá estar apenas na motorização. A nova marca deverá apoiar-se nas tecnologias da Volcano Engine, a plataforma de cloud e inteligência artificial da ByteDance, para criar um habitáculo mais interativo.</p>
<p>A ambição passa por integrar modelos de linguagem avançados e assistentes virtuais capazes de dialogar de forma natural com os ocupantes. Na prática, a dona do TikTok quer levar para o automóvel parte daquilo que melhor conhece: software, dados, interação digital e serviços inteligentes.</p>
<p>A ByteDance, contudo, não pretende entrar diretamente no terreno da condução autónoma. A empresa prefere concentrar-se no desenvolvimento de serviços de cloud, inteligência artificial e infraestruturas de software, deixando a componente automóvel mais tradicional para a parceria com a Seres.</p>
<p><strong>Uma ofensiva virada para os mais jovens</strong></p>
<p>A futura gama deverá apontar sobretudo a clientes jovens e sensíveis à tecnologia. Por isso, a Saidou deverá apostar numa rede comercial dedicada, tanto para o mercado chinês como para a expansão internacional.</p>
<p>A estratégia faz sentido num mercado onde o automóvel já não é vendido apenas pela autonomia, potência ou preço. A experiência digital dentro do habitáculo tornou-se um argumento central, sobretudo entre marcas chinesas que competem pela integração de ecrãs, assistentes, conectividade, aplicações e serviços inteligentes.</p>
<p>Neste caso, a associação à ByteDance acrescenta uma camada diferente: a possibilidade de transformar o carro numa extensão do ecossistema digital que já domina o tempo de milhões de utilizadores.</p>
<p><strong>Seres ganha novo palco no elétrico</strong></p>
<p>A parceria representa também um novo capítulo para a Seres, fabricante chinesa que tem vindo a crescer no segmento dos veículos de novas energias. Em maio de 2026, a marca entregou 33.476 veículos. Nos primeiros cinco meses do ano, as vendas acumuladas chegaram às 145.108 unidades, uma subida de 15,1% face ao mesmo período de 2025.</p>
<p>Esta base industrial e comercial poderá dar à ByteDance uma porta de entrada mais rápida no setor automóvel, sem obrigar o grupo tecnológico a construir sozinho todo o conhecimento necessário para desenvolver, produzir e vender carros.</p>
<p>Para já, faltam detalhes sobre nome da marca, especificações finais, mercados de lançamento e posicionamento de preço. Mas a ideia já circula na China com uma etiqueta fácil de perceber: a primeira verdadeira ‘voiture électrique de TikTok’, ou seja, o primeiro carro elétrico do TikTok.</p>
<p><strong>Mais do que um carro?</strong></p>
<p>A expressão pode ser simplificadora, mas ajuda a perceber o que está em causa. A ByteDance não parece querer apresentar apenas mais um elétrico chinês num mercado já cheio de novos modelos. A aposta está numa experiência em que o software seja tão importante como a bateria, o design ou a autonomia.</p>
<p>Se a promessa se confirmar, o primeiro carro da órbita TikTok poderá ser menos um produto automóvel clássico e mais uma plataforma digital sobre rodas. Uma ideia que pode entusiasmar os consumidores mais jovens, mas que também levanta uma questão óbvia para o setor: até onde podem ir as empresas tecnológicas quando decidem entrar no automóvel?</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771686]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>China &#8220;é um problema muito grande&#8221; para as sanções da UE à Rússia, alerta enviado de Bruxelas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 13:04:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[A União Europeia considera que a China continua a ser um dos principais obstáculos à eficácia das sanções impostas à Rússia devido à guerra na Ucrânia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia considera que a China continua a ser um dos principais obstáculos à eficácia das sanções impostas à Rússia devido à guerra na Ucrânia. O alerta foi deixado por David O’Sullivan, enviado especial da UE para as sanções, que afirmou, numa entrevista à Euronews, que Pequim permanece “um problema muito grande” devido ao papel desempenhado no contorno das restrições económicas e comerciais aplicadas a Moscovo.</p>
<p>As declarações surgem numa altura em que Bruxelas trabalha na preparação do 21.º pacote de sanções contra a Rússia, numa tentativa de aumentar a pressão sobre a economia russa e limitar a capacidade de financiamento do esforço de guerra que já entra no quinto ano desde a invasão em larga escala da Ucrânia.</p>
<p>Segundo O’Sullivan, as autoridades europeias continuam a abordar a questão junto das mais altas instâncias chinesas, mas sem resultados significativos. “Levantamos regularmente esta questão ao mais alto nível junto das autoridades chinesas, mas a resposta deles é que não consideram estar a fazer nada de errado. Por isso, continuamos a ter de tomar medidas unilaterais contra empresas e instituições financeiras chinesas”, afirmou.</p>
<p><strong>Bruxelas denuncia apoio indireto à máquina de guerra russa</strong><br />
De acordo com o responsável europeu, a China tem desempenhado um papel relevante no fornecimento indireto de bens e componentes que acabam por apoiar a indústria militar russa. O’Sullivan descreveu esta estratégia como um processo de “substituição” ou “preenchimento de lacunas”, através do qual empresas chinesas passam a fornecer produtos anteriormente disponibilizados por parceiros internacionais que abandonaram o mercado russo devido às sanções.</p>
<p>Embora este fenómeno abranja bens de consumo comuns, Bruxelas está particularmente preocupada com o fornecimento de componentes eletrónicos e tecnologias de dupla utilização que podem ser incorporados em drones, mísseis e outros sistemas militares utilizados pelas forças russas no campo de batalha ucraniano.</p>
<p>O 20.º pacote de sanções europeu já visou 56 empresas ligadas ao desenvolvimento e fabrico de equipamentos militares utilizados pela Rússia. Muitas dessas entidades têm origem chinesa e foram sancionadas por alegadamente fornecerem tecnologias consideradas críticas para a produção de armamento russo.</p>
<p>A reação de Pequim não tardou. Em resposta às medidas europeias, a China proibiu sete empresas europeias do setor da defesa de receber produtos fabricados no país asiático. Para O’Sullivan, trata-se de mais um exemplo da estratégia de retaliação chinesa.</p>
<p>“Os chineses jogam duro”, afirmou o enviado especial. Ainda assim, defendeu que a UE não pode recuar. “É muito importante continuarmos a transmitir uma mensagem forte de que estamos vigilantes relativamente às tentativas de contornar as nossas sanções e que, sempre que encontrarmos provas, iremos agir.”</p>
<p><strong>Novo pacote de sanções ganha urgência</strong><br />
A preparação do 21.º pacote de sanções acelerou nas últimas semanas, segundo diplomatas europeus citados pela Euronews, após um incidente ocorrido junto à fronteira da Roménia com a Ucrânia. Um drone russo caiu sobre um complexo residencial, provocando ferimentos em duas pessoas e reacendendo preocupações sobre os riscos do conflito para o território europeu.</p>
<p>O episódio reforçou, em Bruxelas, a convicção de que é necessário continuar a pressionar o Kremlin através de medidas económicas mais duras.</p>
<p>No entanto, O’Sullivan alerta que qualquer novo pacote continuará a enfrentar o mesmo problema estrutural: a capacidade da Rússia para encontrar vias alternativas de abastecimento através de países terceiros, com a China a ocupar um lugar central nesse processo.</p>
<p><strong>Petróleo russo divide aliados europeus</strong><br />
Outra das questões centrais nas negociações europeias prende-se com o futuro das restrições ao petróleo russo.</p>
<p>A União Europeia aprovou anteriormente uma proibição total dos serviços marítimos associados ao transporte de petróleo russo, mas a aplicação da medida ficou dependente de um entendimento ao nível do G7.</p>
<p>Países como a Grécia e Malta, que possuem importantes setores marítimos, continuam a manifestar reservas relativamente à iniciativa. Ao mesmo tempo, o contexto internacional tornou-se mais complexo devido à instabilidade energética provocada pelo encerramento do Estreito de Ormuz e pela escalada das tensões no Médio Oriente.</p>
<p>Os líderes do G7 deverão reunir-se ainda este mês em Evian, França, mas permanece incerto se o tema será formalmente discutido.</p>
<p>Questionado sobre a possibilidade de um acordo, O’Sullivan mostrou-se pouco otimista.</p>
<p>“Neste momento, não existe apetite para adotar medidas adicionais que possam agravar essa situação”, afirmou, acrescentando que “estamos num novo mundo”.</p>
<p><strong>Limite ao preço do petróleo poderá ser revisto</strong><br />
O debate envolve também o mecanismo de limitação do preço do petróleo russo criado pelo G7 em 2022.</p>
<p>Segundo a legislação europeia, esse teto deve ser ajustado periodicamente para permanecer cerca de 15% abaixo do preço médio de mercado do crude russo. Com a recente valorização do petróleo devido às tensões internacionais, uma revisão técnica implicaria um aumento do limite atualmente em vigor.</p>
<p>O’Sullivan defendeu, contudo, uma abordagem cautelosa.</p>
<p>“Não devemos aumentar o limite de preço a um ponto que se torne excessivamente generoso para a Rússia”, afirmou, defendendo a manutenção de valores próximos dos atuais 60 dólares por barril.</p>
<p>O responsável europeu reconheceu ainda que teria preferido que os Estados Unidos não tivessem concedido recentemente várias isenções relacionadas com sanções ao petróleo russo. A administração norte-americana justificou essas exceções com a necessidade de preservar a estabilidade dos mercados energéticos globais durante a crise no Médio Oriente.</p>
<p>Apesar disso, O’Sullivan considera que a Rússia continua a enfrentar dificuldades significativas para exportar petróleo em condições favoráveis.</p>
<p><strong>Mudança política na Hungria pode abrir novas portas</strong><br />
Outra questão que poderá marcar o próximo pacote de sanções prende-se com o patriarca Kirill, líder da Igreja Ortodoxa Russa.</p>
<p>A União Europeia tentou sancioná-lo pela primeira vez em 2022 devido ao seu apoio à invasão da Ucrânia e à alegada divulgação de propaganda favorável ao Kremlin. Contudo, a iniciativa foi bloqueada pelo então primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, que invocou preocupações relacionadas com a liberdade religiosa.</p>
<p>Agora, com o novo Governo húngaro liderado por Péter Magyar, Bruxelas acredita que poderá existir uma maior abertura para avançar com a medida.</p>
<p>Sem revelar detalhes do futuro pacote, O’Sullivan admitiu que existe uma alteração evidente da posição húngara.</p>
<p>“No passado, a Hungria vetou várias propostas de sanções contra entidades e indivíduos. Vamos testar até que ponto isso mudou”, declarou.</p>
<p>O enviado especial acrescentou que nomes anteriormente discutidos, como o de Patriarch Kirill, poderão voltar a ser considerados, embora tenha evitado antecipar se integrarão a versão final do 21.º pacote de sanções.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771682]]></sapo:autor>
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		<title>CGTP garante &#8220;adesão massiva&#8221; à greve geral, com paralisação em vários setores. Governo diz que é &#8220;residual e mesmo nula&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 12:20:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) fez esta quarta-feira um balanço amplamente positivo da greve geral convocada contra o pacote de reforma laboral do Governo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) fez esta quarta-feira um balanço amplamente positivo da greve geral convocada contra o pacote de reforma laboral do Governo, assegurando que a paralisação registou uma adesão significativa em múltiplos setores da economia e da Administração Pública. Em declarações realizadas durante a tarde, o secretário-geral da central sindical, Tiago Oliveira, afirmou que o protesto constituiu uma demonstração clara da oposição dos trabalhadores às alterações previstas na legislação laboral e renovou a exigência de retirada da proposta governamental.</p>
<p>Segundo o dirigente sindical, a greve teve impacto expressivo em empresas privadas de vários ramos de atividade. No setor industrial, a CGTP indicou adesões de 100% em unidades como a DS Smith, em Leiria, a Saica, a Schnellecke, a Sovena, a Bimbo, a Cerealto, a ESAI, bem como em diversas empresas dos setores da construção, cerâmica e vidro, incluindo a Cimpor. A central sindical destacou ainda paralisações totais em empresas como a GNL Solutions, em Leiria, a Apico, a Fico Cabos e a Knorr, em Lisboa. Na Bosch, a adesão terá atingido os 95%, de acordo com os números divulgados pela CGTP.</p>
<p>Também no setor privado da saúde, Tiago Oliveira referiu impactos significativos em várias unidades hospitalares, apontando os hospitais Lusíadas da Amadora e de Lisboa, o Hospital CUF Sintra e o Hospital da Luz Lisboa entre as estruturas afetadas pela paralisação. Nos setores têxtil e do calçado, a central sindical assegura que várias empresas registaram níveis de adesão superiores a 90%.</p>
<p>Nos transportes, um dos setores tradicionalmente mais afetados pelas greves gerais, a CGTP reportou adesões muito elevadas. De acordo com os dados apresentados, o Metro de Lisboa registou 100% de adesão, enquanto a Transdev Viseu, os Transportes Urbanos da Guarda e os Transportes Urbanos da Covilhã também terão parado totalmente. As oficinas da Carris registaram uma adesão de 98%, enquanto a Transtejo Soflusa atingiu 85%. Tiago Oliveira referiu igualmente fortes perturbações na CP e na Infraestruturas de Portugal, apesar da existência de serviços mínimos, bem como um impacto relevante no setor aéreo.</p>
<p>No setor público, a CGTP destacou ainda a participação de trabalhadores das autarquias, sobretudo nos serviços de recolha de resíduos, além do encerramento de um elevado número de estabelecimentos de ensino ao longo do dia.</p>
<p>Para o secretário-geral da CGTP, a mobilização demonstra o descontentamento crescente dos trabalhadores perante as políticas laborais do Executivo. “O reflexo da greve do dia de hoje é uma adesão massiva dos trabalhadores. Os trabalhadores usaram um direito que é seu, o da greve, para se manifestarem contra o pacote laboral do Governo”, afirmou. Tiago Oliveira acrescentou que a central sindical exige ao Executivo que “retire o pacote laboral de cima da mesa” e defendeu que o Governo deve “ouvir a realidade de quem trabalha”, apontando como principais problemas os baixos salários e o aumento da precariedade laboral.</p>
<p>O dirigente sindical respondeu também às declarações da ministra do Trabalho sobre uma alegada baixa adesão à greve. Segundo Tiago Oliveira, as posições assumidas pelo Governo já estariam a ser preparadas desde a véspera pelo primeiro-ministro. “Já ontem o primeiro-ministro veio preparar o terreno para as declarações de hoje”, afirmou, considerando que o Executivo procura desvalorizar o alcance da paralisação.</p>
<p>Na leitura da CGTP, o mais relevante não é discutir os números da adesão, mas compreender as razões que levaram os trabalhadores a avançar para mais uma greve geral. “O que assistimos com o primeiro-ministro é que devia preocupar-se porque os trabalhadores terem avançado com duas greves gerais em menos de um ano, na sua legislatura. A preocupação devia ser com o que está a acontecer que leva a isto”, declarou Tiago Oliveira.</p>
<p>O secretário-geral da central sindical foi ainda mais longe nas críticas ao chefe do Governo, defendendo que existe um afastamento entre a realidade vivida pela maioria dos trabalhadores e a perceção do Executivo. “O primeiro-ministro não faz esta interrogação porque não vive com o salário que tem a maioria dos trabalhadores”, afirmou.</p>
<p><strong>&#8220;Esmagadora maioria está a trabalhar&#8221;: Governo aponta adesão &#8220;residual e mesmo nula&#8221; à greve geral</strong><br />
 ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, afirmou esta quinta-feira que o Governo tem “respeito total pelo direito à greve”, mas também pelo “direito a trabalhar”, defendendo que os dados provisórios recolhidos pelo Executivo apontam para uma adesão limitada à paralisação.</p>
<p>Segundo a governante, a informação transmitida por confederações de vários setores de atividade privada e pública permite concluir que “a esmagadora maioria dos trabalhadores portugueses está a trabalhar nos seus locais de trabalho”, havendo ainda casos de trabalhadores que optaram pelo teletrabalho.</p>
<p>Maria do Rosário Palma Ramalho sustentou que, no setor privado, a adesão à greve é “absolutamente residual” e, em algumas áreas, “mesmo nula”. A ministra apontou em particular para a indústria, afirmando que “todas as fábricas estão a trabalhar” nas principais áreas de produção em Portugal, incluindo têxtil, calçado e metalomecânica, com base em dados da CIP e de empresas do setor.</p>
<p>A ministra acrescentou que, nos transportes, nas grandes superfícies e no comércio, “as portas estão abertas”, garantindo que não houve “qualquer perturbação” no atendimento nas grandes superfícies nem na logística.</p>
<p>Segundo Maria do Rosário Palma Ramalho, o transporte de bens e mercadorias “processou-se normalmente”, com base em dados da Confederação do Comércio e da APED. Também no turismo, a informação transmitida pela Confederação do Turismo de Portugal aponta, segundo a governante, para ausência de perturbações na hotelaria e nas agências de viagens.</p>
<p>A ministra admitiu apenas “efeitos indiretos” associados à adesão na TAP, mas sublinhou que esses efeitos não se traduzem numa perturbação da operação turística em geral.</p>
<p>No setor agrícola, com base em dados da CAP, Palma Ramalho afirmou que a greve “não teve qualquer expressão” e que, nas grandes empresas agrícolas, o funcionamento é “absolutamente normal”.</p>
<p>Na banca, a ministra afirmou que, de acordo com informação da Caixa Geral de Depósitos e dos principais bancos privados, “todas as agências estão abertas” e os serviços centrais estão a funcionar.</p>
<p>Na construção, segundo Maria do Rosário Palma Ramalho, “não houve qualquer efeito”. Já nas telecomunicações, a governante apontou para uma adesão de 1,2% na MEO. No outsourcing, indicou uma adesão de 1,3%.</p>
<p>A ministra referiu ainda que, nos hospitais privados, “não há perturbação”, citando dados da Associação Portuguesa de Hospitais Privados, segundo os quais o funcionamento é normal.</p>
<p>“São dados expressivos, que evidenciam o que disse: a esmagadora maioria dos trabalhadores do setor privado está a trabalhar”, afirmou.</p>
<p>Maria do Rosário Palma Ramalho reconheceu, no entanto, que no setor público há uma adesão maior, como já tinha acontecido na greve geral de dezembro. Ainda assim, sustentou que os serviços públicos estão “genericamente a responder”, seja em pleno funcionamento, seja através dos serviços mínimos, com destaque para os transportes e a saúde.</p>
<p>No setor público, a ministra detalhou depois os serviços com maior impacto. Na Segurança Social, afirmou que o IEFP está “a funcionar a 100%”, com uma adesão de 3% dos trabalhadores. Já nos locais de atendimento da Segurança Social, há alguns serviços encerrados, com uma adesão de 11,5%.</p>
<p>Maria do Rosário Palma Ramalho indicou ainda que havia três Lojas do Cidadão encerradas, sublinhando que a recolha de dados é provisória e terá de ser confirmada ao longo do dia.</p>
<p>A educação foi assumida pela ministra como uma das principais preocupações, sobretudo devido à prova de Português. Segundo a governante, a indicação disponível é que 40% dos alunos não puderam realizar a prova. Em termos gerais, entre 38% e 45% das escolas estarão encerradas.</p>
<p>A ministra apontou para uma adesão de 41% entre o pessoal não docente e de 24% entre os professores, explicando que a falta de assistentes operacionais pode obrigar ao encerramento das escolas por razões de segurança.</p>
<p>Nos transportes, Maria do Rosário Palma Ramalho reconheceu uma adesão mais elevada, com supressões em vários meios de transporte. Ainda assim, garantiu que os serviços mínimos estão a ser assegurados e que, em alguns casos, tem havido “mais transporte do que o previsto” pelos serviços mínimos.</p>
<p>No balanço político, a ministra insistiu que a greve tem “expressão muito reduzida no setor privado” e que “o país está a trabalhar”. Palma Ramalho sublinhou ainda que é precisamente no setor privado que estão os trabalhadores a quem se aplicará a reforma laboral, ao contrário do setor público, onde admitiu que o impacto é maior.</p>
<p>&#8220;O Governo ouve toda a gente&#8221;, finalizou a ministra do Trabalho, &#8220;incluindo os que querem trabalhar&#8221;. &#8220;Uma greve geral é sempre grave porque impacta na vida de todas as pessoas. Mas esta parece ter significativamente muito pouca adesão, sobretudo no setor privado, o setor onde se vai aplicar preferencialmente esta legislação. Os trabalhadores do setor privado não se sentiram motivados a exercer o seu direito à greve. Mas a economia não pára, o país está a trabalhar.&#8221;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771617]]></sapo:autor>
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		<title>Mapa europeu revela choque entre salários e rendas: Lisboa é o caso mais extremo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 12:03:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A crescente pressão sobre o mercado habitacional europeu está a aprofundar o fosso entre salários e rendas, com as cidades do sul da Europa a destacarem-se pelos níveis mais elevados de esforço financeiro exigido aos arrendatários.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A crescente pressão sobre o mercado habitacional europeu está a aprofundar o fosso entre salários e rendas, com as cidades do sul da Europa a destacarem-se pelos níveis mais elevados de esforço financeiro exigido aos arrendatários. Um novo estudo divulgado pela Tradingpedia e representado num mapa elaborado pelo <a href="https://www.eleconomista.es/vivienda-inmobiliario/noticias/13951368/06/26/el-gran-mapa-europeo-de-salarios-y-precios-del-alquiler-el-sur-de-europa-asesta-el-mayor-golpe-a-la-asequibilidad.html" target="_blank" rel="noopener">El Economista</a> revela que Lisboa é atualmente a cidade europeia onde o arrendamento absorve a maior percentagem do rendimento dos trabalhadores, colocando a capital portuguesa no topo de um ranking que evidencia o agravamento da crise da acessibilidade à habitação.</p>
<p>A análise compara o valor médio da renda de um apartamento com um quarto localizado nos centros urbanos com o salário líquido médio disponível em 127 cidades europeias. Para isso, foram utilizados dados sobre custo de vida da plataforma Numbeo e históricos de preços de arrendamento recolhidos através da Wayback Machine. O resultado mostra uma realidade preocupante: em várias cidades europeias, a habitação está a consumir uma parcela cada vez maior dos rendimentos das famílias, mas é no sul do continente que o problema assume proporções mais severas.</p>
<p><strong>Lisboa destaca-se como o caso mais extremo da Europa</strong><br />
Segundo o estudo, Lisboa ocupa o primeiro lugar entre as cidades menos acessíveis da Europa em termos de relação entre salários e rendas. O salário líquido médio na capital portuguesa ronda os 1.343 euros mensais, enquanto a renda média de um apartamento com um quarto situado numa zona central atinge os 1.331 euros.</p>
<p>Na prática, isto significa que cerca de 99,15% do rendimento mensal é absorvido pelo pagamento da habitação, restando apenas 11 euros disponíveis para todas as restantes despesas, incluindo alimentação, transportes, energia, saúde ou lazer.</p>
<p>O estudo identifica Lisboa como o exemplo mais extremo de uma tendência que se tem vindo a agravar desde a pandemia, período durante o qual a inflação persistente e o aumento generalizado do custo de vida pressionaram significativamente os orçamentos familiares em toda a Europa.</p>
<p><strong>Porto também surge entre os mercados mais pressionados</strong><br />
A situação portuguesa não se limita à capital. O Porto surge igualmente entre os mercados de arrendamento mais sobrecarregados do continente.</p>
<p>De acordo com os dados analisados, os inquilinos da cidade do Porto destinam mais de 85% dos seus rendimentos ao pagamento da renda, colocando a segunda maior cidade portuguesa entre os exemplos mais significativos de perda de acessibilidade habitacional na Europa.</p>
<p>O relatório refere que os problemas deixaram de estar concentrados apenas nas tradicionais capitais financeiras europeias, atingindo também cidades médias e importantes destinos turísticos. Os autores associam este fenómeno à forte procura turística, à expansão do alojamento temporário e à escassez de oferta habitacional, fatores que continuam a impulsionar os preços e a reduzir a capacidade financeira dos residentes locais.</p>
<p><strong>Tirana, Kiev, Milão e Málaga entre as cidades mais afetadas</strong><br />
Depois de Lisboa, a capital da Albânia, Tirana, surge como a segunda cidade europeia menos acessível para quem procura arrendar habitação. Nesse caso, as rendas absorvem mais de 93% dos salários médios.</p>
<p>Kiev aparece na terceira posição. Apesar de os valores absolutos das rendas serem significativamente mais baixos do que noutras cidades europeias, os rendimentos locais são igualmente reduzidos, levando os residentes a gastar quase 88% dos seus salários em habitação.</p>
<p>Entre os casos mais preocupantes encontram-se ainda Milão e Málaga. Nas duas cidades, os arrendatários necessitam de aproximadamente três quartos dos seus rendimentos mensais para suportar o custo de uma habitação localizada em zonas centrais.</p>
<p><strong>Norte e centro da Europa apresentam cenário oposto</strong><br />
O contraste torna-se evidente quando se observam os mercados do centro e norte da Europa. Embora as rendas sejam frequentemente elevadas em termos absolutos, os salários mais altos permitem preservar uma maior capacidade financeira após o pagamento da habitação.</p>
<p>A Alemanha destaca-se particularmente neste indicador. Cidades como Essen, Mannheim, Nuremberga e Dresden permitem aos residentes conservar entre 76% e 81% do salário depois de paga a renda.</p>
<p>Entre as dez cidades mais acessíveis da Europa predominam centros urbanos alemães, suíços, austríacos, britânicos e suecos. Nenhuma cidade do sul da Europa integra este grupo.</p>
<p>O exemplo mais favorável é Essen, considerada a cidade com o mercado de arrendamento mais acessível do continente. Nessa cidade alemã, a renda média de um apartamento no centro representa apenas 18,9% do salário mensal dos residentes.</p>
<p><strong>Rendas continuam a subir em grande parte da Europa</strong><br />
Apesar de algumas exceções, a tendência geral continua a apontar para uma subida dos preços do arrendamento.</p>
<p>O estudo conclui que Odessa, na Ucrânia, registou o maior aumento anual entre todas as cidades analisadas, com uma valorização média das rendas de 26,8% face ao ano anterior.</p>
<p>Entre as cidades espanholas, destacam-se os aumentos observados em Valência, Málaga e Bilbau, que também figuram entre os mercados com maior crescimento dos preços.</p>
<p><strong>Lisboa regista descida moderada, mas continua sob forte pressão</strong><br />
Curiosamente, Lisboa surge entre as cidades que registaram uma redução dos preços das rendas durante o último ano. Segundo o estudo, a capital portuguesa verificou uma descida de 5,7%, enquanto Sevilha apresentou uma redução de 6,2%.</p>
<p>Ainda assim, essa correção não foi suficiente para alterar significativamente a posição de Lisboa no ranking europeu da acessibilidade habitacional. A discrepância entre rendimentos e custos de habitação continua a ser tão elevada que a cidade permanece como o exemplo mais extremo da dificuldade de acesso ao arrendamento no continente.</p>
<p>Os autores do estudo consideram que estes ajustamentos poderão refletir uma desaceleração da procura após vários anos de crescimento acelerado dos preços, mas sublinham que o problema estrutural da acessibilidade permanece particularmente grave no sul da Europa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771651]]></sapo:autor>
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		<title>IA prometia poupar dinheiro, mas uma empresa recebeu fatura de 430 milhões num só mês</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 11:58:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Pressão para adotar IA tem levado muitas empresas a avançar rapidamente, por receio de ficarem para trás numa indústria em transformação acelerada. A promessa é conhecida: automatizar tarefas, acelerar fluxos de trabalho, aumentar eficiência e, em teoria, poupar dinheiro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A corrida empresarial à inteligência artificial está a criar uma nova dor de cabeça financeira: quanto mais as empresas incentivam os trabalhadores a usar agentes de IA, maior pode ser a fatura. Um dos casos mais extremos envolve uma empresa que terá gasto 500 milhões de dólares (cerca de 430 milhões de euros) num único mês, depois de não ter imposto limites ao uso de licenças do Claude, da Anthropic, escreve a &#8216;Unilad Tech&#8217;. </p>
<p>A pressão para adotar IA tem levado muitas empresas a avançar rapidamente, por receio de ficarem para trás numa indústria em transformação acelerada. A promessa é conhecida: automatizar tarefas, acelerar fluxos de trabalho, aumentar eficiência e, em teoria, poupar dinheiro.</p>
<p>Mas a realidade pode ser menos simples. Quando o uso da IA é incentivado sem limites claros, os custos podem disparar — e há empresas a descobrir que a automatização também pode sair cara.</p>
<p><strong>Rankings internos para usar mais IA</strong></p>
<p>Segundo a &#8216;Unilad Tech&#8217;, algumas empresas têm criado iniciativas internas para estimular a utilização de inteligência artificial pelos trabalhadores. Uma das práticas passa por rankings que classificam os funcionários com base na frequência com que usam ferramentas de IA durante a semana ou o mês.</p>
<p>A intenção é clara: premiar a adoção rápida e criar uma cultura de experimentação tecnológica. Mas há um risco evidente. Se o indicador principal for apenas “usar mais IA”, os trabalhadores podem ser levados a recorrer às ferramentas para tarefas banais, desnecessárias ou pouco eficientes.</p>
<p>É neste contexto que surge o fenómeno conhecido como ‘tokenmaxxing’: usar agentes de IA para tudo e mais alguma coisa, não necessariamente porque é útil, mas para mostrar atividade, subir nos rankings internos e provar adesão à nova tecnologia.</p>
<p><strong>Quando perguntar pelo tempo também custa dinheiro</strong></p>
<p>O problema está nos tokens, a unidade que mede o processamento de texto nos modelos de IA. Cada pergunta, resposta, documento analisado ou tarefa automatizada consome recursos. E, quando multiplicado por milhares de trabalhadores e por utilizações constantes, esse consumo pode transformar-se numa despesa enorme.</p>
<p>O caso citado pela &#8216;Unilad Tech&#8217; aponta para uma empresa que enfrentou uma fatura superior a 500 milhões de dólares (cerca de 430 milhões de euros) num só mês por não ter limitado os gastos com licenças do Claude.</p>
<p>O relatório referido no texto aponta ainda exemplos de uso excessivo de IA em tarefas absurdamente simples. Um diretor de tecnologia relatou casos de trabalhadores a usarem IA para consultar a meteorologia — uma pergunta que poderia ser feita gratuitamente num motor de pesquisa.</p>
<p><strong>O dilema: usar muito, mas gastar pouco</strong></p>
<p>A consequência natural deste tipo de situação é a imposição de limites de despesa. Mas essa resposta cria uma contradição interna: as empresas dizem aos trabalhadores para adotarem IA o mais rapidamente possível, mas ao mesmo tempo pedem que reduzam o uso para controlar custos.</p>
<p>O resultado é uma tensão difícil de gerir. Se a empresa limita demasiado, trava a adoção. Se não limita, arrisca uma fatura imprevisível. E, se mede apenas volume de utilização, pode incentivar maus comportamentos, desperdício e uma corrida artificial aos rankings.</p>
<p><strong>A promessa de poupança começa a ser posta à prova</strong></p>
<p>A inteligência artificial foi vendida a muitas organizações como uma ferramenta capaz de reduzir custos, automatizar tarefas e até justificar cortes de pessoal. Mas a subida das faturas está a expor uma contradição: a tecnologia que prometia poupar dinheiro pode, em alguns casos, tornar-se mais cara do que o previsto.</p>
<p>Há empresas que já usam o aumento dos custos com IA como argumento para despedimentos, escreve a &#8216;Unilad Tech&#8217;. Isto cria um paradoxo: trabalhadores foram dispensados porque a automatização prometia eficiência, mas a própria automatização pode acabar por gerar novas despesas estruturais.</p>
<p>A questão deixa assim de ser apenas tecnológica. Passa a ser de gestão: que tarefas devem mesmo ser automatizadas, que limites devem existir, como medir produtividade real e como evitar que a IA seja usada apenas porque há pressão para a usar.</p>
<p><strong>O aviso para as empresas</strong></p>
<p>O caso da fatura de 500 milhões de dólares mostra que a adoção de IA não pode ser tratada como uma corrida sem regras. Incentivar o uso é uma coisa; medir valor real é outra.</p>
<p>Sem limites, políticas claras e métricas de utilidade, a inteligência artificial pode deixar de ser uma ferramenta de eficiência e transformar-se numa nova linha de despesa difícil de controlar.</p>
<p>A lição é simples: usar IA por usar pode dar boa imagem num ranking interno, mas nem sempre dá bons resultados na conta final.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771633]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>A IA não vai matar os serviços de IT, mas vai eliminar as empresas que não se adaptarem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 11:44:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<category><![CDATA[ia]]></category>
		<category><![CDATA[IT]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de José Afonso Pires, CEO da Link Consulting, Linkcom e Country Manager Linkroad]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por José Afonso Pires, CEO da Link Consulting, Linkcom e Country Manager Linkroad</strong></em></p>
<p>As empresas tecnológicas estão no centro da revolução da Inteligência Artificial. Os analistas da indústria concordam: o investimento em serviços de IT vai continuar a crescer, mas uma parte cada vez maior desse crescimento está a ser capturada pelos hyperscalers que investem em infraestrutura de IA, diretamente à custa dos prestadores tradicionais de serviços profissionais.</p>
<p>Os agentes vão substituir humanos em várias atividades de desenvolvimento de software e consultoria. A verdadeira questão já não é se isso vai acontecer, mas sim como nos vamos adaptar. Acredito que é preciso atuar em três eixos fundamentais, suportados por um modelo sólido de governação e por um centro de excelência capaz de acelerar esta transformação.</p>
<p>O <strong>primeiro eixo</strong> passa pela <strong>reestruturação das ofertas de serviços</strong>.  A forma mais imediata de transformação é conseguir entregar os mesmos resultados a um custo inferior, através de modelos híbridos entre humanos e agentes. O desenvolvimento tradicional de aplicações é provavelmente o exemplo mais evidente do impacto que a IA terá no custo, no tempo e na forma como os projetos são executados.</p>
<p>Mas o mais interessante não é apenas fazer o mesmo de forma mais eficiente. É conseguir fazer aquilo que antes não era possível. Hoje, por exemplo, já conseguimos migrar data warehouses legacy para arquiteturas modernas de lakehouse potenciadas por IA e Machine Learning em poucos meses e com equipas humanas relativamente reduzidas. Há poucos anos, este tipo de transformação simplesmente não era economicamente viável.</p>
<p>A conclusão é simples: as empresas que não se reinventarem vão desaparecer.</p>
<p>O <strong>segundo eixo</strong> está relacionado com a <strong>capacitação das equipas.</strong></p>
<p>A IA altera praticamente todas as funções dentro de uma organização de serviços de IT, desde vendas até delivery, suporte ou gestão de projetos. Por isso, torna-se essencial existir uma abordagem estruturada de formação transversal a toda a organização.</p>
<p>Disponibilizar ferramentas é apenas uma pequena parte do caminho. Identificar a formação adequada para cada função é igualmente importante. Mas aquilo de que as pessoas realmente precisam são exemplos práticos e concretos de como utilizar IA nas suas atividades do dia a dia. E aqui existe um fator crítico: velocidade.</p>
<p>A rapidez tornou-se mais importante do que a perfeição. Daqui a seis meses, a tecnologia já terá evoluído, os exemplos serão diferentes e apenas quem já estiver em movimento conseguirá adaptar-se facilmente. A adoção precoce deixou de ser opcional, mesmo quando o plano ainda não está totalmente fechado.</p>
<p>O <strong>terceiro eixo</strong> passa pela <strong>transformação dos processos organizacionais.</strong></p>
<p>Os resultados que esperamos alcançar ao reestruturar as ofertas só serão possíveis se tivermos as pessoas certas a trabalhar sobre os processos certos. A IA pode aumentar significativamente a produtividade individual, mas só terá impacto real no desempenho organizacional se existir uma lógica comum de execução.</p>
<p>O processo passa a definir como os agentes são orquestrados, onde deve existir intervenção humana, que agentes executam cada atividade, como os resultados se relacionam entre si e como validar os outputs produzidos.</p>
<p>Esta será provavelmente a mudança mais difícil de todas. Vai redefinir funções existentes, fazer desaparecer algumas delas, desafiar mentalidades e encontrar resistência real dentro das organizações. Mas será também a mudança que permitirá criar métricas suficientemente robustas para estimar esforço, produtividade e sustentabilidade em modelos híbridos de execução. Quanto mais cedo estes novos processos forem implementados, mais rapidamente será possível recolher métricas reais e tornar o negócio sustentável neste novo contexto.</p>
<p>A IA introduz também um conjunto de temas que exigem <strong>governação</strong>. Com dezenas de ferramentas e modelos disponíveis, as pessoas precisam de respostas claras sobre aquilo que podem utilizar, em que circunstâncias e que dados podem ser partilhados. Em desenvolvimento de software surgem questões ainda mais sensíveis, como a exposição de código gerado por agentes a terceiros ou a utilização indevida de propriedade intelectual. Uma boa política de adoção deve responder a tudo isto de forma clara, prática e sem ambiguidades.</p>
<p>Existe igualmente uma dimensão importante de formação e monitorização. Os custos associados à IA acumulam-se rapidamente. Definir que subscrição e que modelos cada função realmente necessita, e acompanhar a utilização desde o primeiro dia, torna-se fundamental para garantir eficiência e controlo.</p>
<p>Os workshops práticos assumem também um papel essencial. Continuam a ser a forma mais eficaz de disseminar conhecimento aplicado sobre IA dentro das organizações. Mas precisam de ser contínuos, estruturados e constantemente atualizados, porque aquilo que hoje é relevante rapidamente ficará ultrapassado.</p>
<p>Outro ponto crítico será a reengenharia de processos por oferta. Consultoria, desenvolvimento de software e Data/Machine Learning têm dinâmicas completamente diferentes e exigem modelos próprios de produção. Não é possível transformar tudo ao mesmo tempo. Governar significa precisamente conseguir priorizar e sequenciar esta mudança de forma intencional.</p>
<p>É aqui que um <strong>centro de excelência (CoE) para adoção de IA</strong> se torna verdadeiramente estratégico. O processo tem de ser inevitavelmente iterativo, feito de ciclos rápidos que criam impacto real mas que rapidamente ficam desatualizados. O papel do CoE é explorar as evoluções mais recentes, prototipar novas abordagens, documentar casos de uso e alimentar continuamente o resto da organização com esse conhecimento.</p>
<p>E é importante perceber quem deve estar nesse centro de excelência. Não são os gestores. Mas sim pessoas técnicas, que interagem intensamente com as ferramentas, inovadoras, que desafiam o status quo e que tenham experiência real na entrega de projetos. A governação pega depois nesses inputs e transforma-os em novas vagas de transformação: novos processos, novas ferramentas, novas iniciativas de capacitação.</p>
<p>A IA já está a transformar os serviços de IT. Resta saber quais serão as organizações capazes de se transformar à mesma velocidade.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de José Afonso Pires, CEO da Link Consulting, Linkcom e Country Manager Linkroad]]></sapo:autor>
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		<title>Explicador: Quem é efetivamente mais afetado pelo pacote laboral, o setor privado ou o público?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 11:40:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[explicador]]></category>
		<category><![CDATA[greve]]></category>
		<category><![CDATA[greve Geral]]></category>
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		<category><![CDATA[pacote laboral]]></category>
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					<description><![CDATA[Com mais de uma centena de mudanças previstas no Código do Trabalho, a iniciativa tem sido alvo de forte contestação sindical e de intenso debate político. Mas afinal, o impacto será maior no setor privado ou na Administração Pública?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A proposta de reforma laboral apresentada pelo Governo da AD está no centro da greve geral de hoje, convocada pela CGTP, e promete alterar de forma significativa o mercado de trabalho português. Com mais de uma centena de mudanças previstas no Código do Trabalho, a iniciativa tem sido alvo de forte contestação sindical e de intenso debate político. Mas afinal, o impacto será maior no setor privado ou na Administração Pública?</p>
<p><strong>O pacote laboral afeta mais o setor privado ou o setor público?</strong><br />
No imediato, a reforma laboral terá consequências mais profundas no setor privado. A razão é simples: a esmagadora maioria das alterações incide diretamente sobre matérias reguladas pelo Código do Trabalho, aplicável sobretudo aos trabalhadores do setor privado.</p>
<p>Contudo, o impacto não se limita às empresas privadas. Algumas áreas da Administração Pública também poderão ser abrangidas, nomeadamente serviços e entidades onde os trabalhadores exercem funções através de Contrato Individual de Trabalho (CIT) ou cujos regimes jurídicos remetem para as regras do Código do Trabalho.</p>
<p><strong>Que trabalhadores da Administração Pública podem ser abrangidos?</strong><br />
Entre os trabalhadores potencialmente afetados encontram-se milhares de profissionais dos hospitais EPE, incluindo técnicos superiores, assistentes técnicos, assistentes operacionais, administrativos, técnicos de diagnóstico e terapêutica e também muitos médicos contratados ao abrigo de Contrato Individual de Trabalho.</p>
<p>No ensino superior, a situação aplica-se a investigadores cujos vínculos resultaram da conversão de bolsas em contratos de trabalho, bem como a docentes convidados, técnicos e funcionários administrativos.</p>
<p>Também vários institutos públicos com regime de direito privado e empresas públicas de transportes contam com trabalhadores nesta situação. Entre os exemplos referidos encontram-se o IPMA, o INFARMED, o Metro de Lisboa, o Metro do Porto, a Carris e a CP.</p>
<p><strong>Quantos funcionários públicos poderão ser afetados?</strong><br />
As estimativas apontam para cerca de 100 mil trabalhadores do Estado com Contrato Individual de Trabalho. Considerando que a Administração Pública emprega aproximadamente 800 mil pessoas, isso significa que cerca de 700 mil trabalhadores não serão diretamente abrangidos por muitas das alterações previstas na proposta governamental.</p>
<p>Por esse motivo, especialistas e organizações sindicais consideram que o impacto estrutural da reforma será bastante mais significativo no setor privado do que no universo da Função Pública.</p>
<p><strong>Quais são as medidas com maior impacto no setor privado?</strong><br />
Entre as alterações mais polémicas encontra-se a reintrodução do banco de horas individual, mecanismo eliminado em 2019. A proposta permite que o período normal de trabalho seja aumentado até duas horas por dia, podendo atingir 50 horas semanais e um limite anual de 150 horas suplementares, mediante acordo entre trabalhador e empregador.</p>
<p>Outra das mudanças relevantes é o alargamento da duração máxima dos contratos a termo. Os contratos a termo certo poderão passar dos atuais dois anos para períodos que podem chegar aos três ou cinco anos, enquanto os contratos a termo incerto poderão estender-se até cinco anos.</p>
<p>O diploma facilita ainda a contratação a prazo em situações como o lançamento de novas atividades empresariais, o arranque de novos estabelecimentos ou a contratação de desempregados de longa duração, pessoas à procura do primeiro emprego e reformados.</p>
<p>O Governo pretende igualmente flexibilizar as regras do outsourcing, alterar o regime do teletrabalho, rever as condições do trabalho suplementar e facilitar determinadas formas de organização do tempo de trabalho.</p>
<p>Outro ponto particularmente controverso diz respeito aos despedimentos ilícitos. O Executivo propõe alargar a todas as empresas a possibilidade de solicitar aos tribunais que afastem a reintegração de trabalhadores despedidos ilegalmente, desde que demonstrem que o regresso do funcionário seria gravemente prejudicial para o funcionamento da organização. Em contrapartida, prevê-se um aumento das indemnizações pagas aos trabalhadores.</p>
<p><strong>O que muda no teletrabalho?</strong><br />
A proposta elimina a obrigação de o empregador fundamentar por escrito a recusa de pedidos de teletrabalho quando estes sejam compatíveis com as funções exercidas.</p>
<p>Na prática, esta alteração poderá facilitar a rejeição de pedidos apresentados pelos trabalhadores, reduzindo o grau de proteção atualmente existente.</p>
<p><strong>Há mudanças nas férias e nos subsídios?</strong><br />
Sim. O Governo pretende voltar a permitir que os subsídios de férias e de Natal sejam pagos em duodécimos, desde que exista acordo entre trabalhador e empregador.</p>
<p>Está igualmente prevista a possibilidade de os trabalhadores requererem até dois dias adicionais de férias sem remuneração, mantendo, porém, outros direitos associados, como subsídios e subsídio de refeição. A utilização desses dias dependerá de acordo com a entidade patronal.</p>
<p><strong>Que novidades existem para pais e famílias?</strong><br />
A reforma laboral inclui várias medidas relacionadas com a conciliação entre vida profissional e familiar.</p>
<p>Uma das novidades é a introdução da jornada contínua no setor privado para pais e avós de crianças até aos 12 anos ou de menores com deficiência, doença crónica ou doença oncológica. Esta modalidade permite reduzir a pausa para almoço e terminar a jornada mais cedo, mediante acordo com o empregador.</p>
<p>A proposta prevê ainda o reforço da licença parental. O objetivo é permitir que a licença inicial possa atingir seis meses pagos a 100%, desde que os últimos 60 dias sejam partilhados entre ambos os progenitores.</p>
<p>No caso da licença exclusiva do pai, mantém-se a duração total de 28 dias, mas passa a ser exigido que 14 desses dias sejam gozados consecutivamente logo após o nascimento da criança.</p>
<p><strong>Porque está a questão da amamentação a gerar tanta polémica?</strong><br />
A alteração das regras da dispensa para amamentação tornou-se um dos temas mais contestados da reforma laboral.</p>
<p>O Governo mantém a intenção de exigir declaração médica desde o início da utilização deste direito, com renovação obrigatória a cada seis meses. Além disso, pretende limitar a dispensa até aos dois anos de idade da criança.</p>
<p>O Executivo defende que continua a existir um regime favorável, uma vez que se preservam as duas horas diárias de dispensa remunerada até aos dois anos do filho. Já os sindicatos acusam o Governo de criar obstáculos adicionais às mães trabalhadoras.</p>
<p><strong>Quais as medidas que também afetam a Função Pública?</strong><br />
Apesar de a maioria das alterações incidir sobre o setor privado, existem várias medidas com potencial impacto na Administração Pública.</p>
<p>Entre elas encontram-se mudanças relacionadas com a avaliação de desempenho, redistribuição de trabalhadores, progressões na carreira, mobilidade, revisão de carreiras e valorização salarial.</p>
<p>Também as novas regras sobre pré-avisos de greve e algumas alterações ao regime das baixas médicas emitidas por entidades privadas poderão ter reflexos nos serviços públicos.</p>
<p><strong>Porque motivo a CGTP convocou uma greve geral?</strong><br />
A central sindical considera que a proposta representa um recuo nos direitos laborais, acusando o Governo de facilitar despedimentos, aumentar a precariedade, reforçar a flexibilidade patronal e enfraquecer a proteção dos trabalhadores.</p>
<p>Por sua vez, o Executivo defende que a reforma é necessária para responder a problemas estruturais da economia portuguesa, como os baixos salários, a reduzida produtividade, a segmentação do mercado de trabalho e a dificuldade em reter jovens qualificados no país.</p>
<p>Com a proposta já entregue na Assembleia da República, o debate parlamentar deverá agora determinar quais destas medidas avançarão efetivamente para a legislação final, mas uma conclusão parece consensual: embora existam efeitos para alguns trabalhadores do Estado, o impacto principal da reforma laboral continuará concentrado no setor privado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771592]]></sapo:autor>
	</item>
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		<title>Entrevista. “Portugal não é uma grande potência. E essa pode ser a sua maior vantagem na ONU”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 11:35:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Sandra Balão]]></category>
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					<description><![CDATA[Sandra Balão, diretora do Strategy &#038; Strategic Studies Department do ISCSP, da Universidade de Lisboa, falou em exclusivo à 'Executive Digest' ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal disputa com a Alemanha e a Áustria um lugar como membro não permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas para o mandato 2027-2028. À primeira vista, a corrida parece desigual: Berlim chega com o peso da quarta maior economia do mundo e uma influência central na União Europeia, na NATO, no G7 e na arquitetura financeira internacional; Viena beneficia da tradição de neutralidade ativa e do prestígio de acolher instituições-chave da ONU.</p>
<p>Mas Sandra Balão, diretora do Strategy &#038; Strategic Studies Department do ISCSP, da Universidade de Lisboa, defende que a leitura puramente hierárquica pode falhar o essencial. Numa eleição decidida por 193 Estados-membros, muitos deles pequenos e médios países do Sul Global, o que pesa não é apenas a dimensão económica. É também a perceção de representatividade, confiança e ausência de ambição hegemónica.</p>
<p>“Portugal não é uma grande potência e isso é, paradoxalmente, a sua credencial mais valiosa”, afirma a especialista, numa entrevista à Executive Digest.</p>
<p><strong>A vantagem de não ser uma grande potência</strong></p>
<p>A candidatura portuguesa entra na corrida sem o peso financeiro da Alemanha nem o simbolismo institucional da Áustria. Mas é precisamente essa menor escala que, segundo Sandra Balão, pode tornar Portugal mais aceitável para países que não querem ver o Conselho de Segurança transformar-se apenas num prolongamento dos interesses das grandes potências.</p>
<p>“A lógica das eleições para o Conselho de Segurança da ONU não recompensa apenas o poder em termos ‘brutos’”, sublinha. Para muitos Estados do Sul Global, a preocupação central é garantir que o Conselho reflita “algo mais próximo da diversidade real de condições, vulnerabilidades e perspetivas do mundo”.</p>
<p>Portugal procura apresentar-se como um país médio, com histórico multilateral, presença em operações de paz e relações políticas e culturais que atravessam várias geografias. Sandra Balão lembra que o país contribuiu com mais de 20 mil militares e civis para operações de paz das Nações Unidas ao longo de mais de seis décadas e tem na CPLP uma plataforma de ligação ao mundo lusófono.</p>
<p>O argumento português é, assim, diferente do alemão ou do austríaco. Não se baseia em força estrutural, mas em alcance relacional.</p>
<p>Portugal, diz a especialista, “pode reivindicar um alcance geográfico e civilizacional que nem a Alemanha nem a Áustria conseguem igualar, e fá-lo sem a sombra de qualquer ambição hegemónica”.</p>
<p>Numa Assembleia Geral onde muitos países “sofreram as consequências das decisões das grandes potências em vez de as tomarem”, essa diferença pode ser politicamente relevante.</p>
<p><strong>O “construtor de pontes” ainda serve?</strong></p>
<p>Paulo Rangel tem apresentado Portugal como um “construtor de pontes”. A expressão poderia soar a fórmula diplomática gasta, sobretudo numa ONU marcada pela guerra na Ucrânia, pelo Médio Oriente, pela rivalidade entre Estados Unidos e China e pelo bloqueio frequente do Conselho de Segurança. Sandra Balão rejeita essa leitura.</p>
<p>Para a especialista, a imagem deve ser entendida “não como retórica diplomática, mas como uma afirmação operacional comprovada”. Portugal não tem poder coercivo comparável ao das grandes potências, mas pode exercer influência por outras vias: posicionamento estrutural, credibilidade normativa e capacidade de criar confiança entre blocos opostos.</p>
<p>“É um membro fundador da NATO, totalmente empenhado na resposta ocidental à guerra da Rússia contra a Ucrânia e, simultaneamente, um Estado cuja Assembleia da República influenciou o Governo a reconhecer a Palestina”, nota Sandra Balão.</p>
<p>Esta dupla posição, reconhece, não está isenta de riscos. Num Conselho cada vez mais marcado por lógicas binárias — Ocidente contra Rússia, potências ocidentais contra mundo árabe e Sul Global em Gaza, Estados Unidos contra China na tecnologia e na ordem regional — quem se apresenta como mediador pode ser acusado de ambiguidade.</p>
<p>Mas Sandra Balão distingue mediação de equidistância.</p>
<p>A credibilidade portuguesa, defende, dependerá da capacidade de promover diálogo “sem abandonar compromissos normativos claros com o direito internacional, a proteção dos civis e a integridade do sistema multilateral”. A ideia de Portugal como construtor de pontes só terá peso se assentar em princípios e não numa neutralidade oportunista.</p>
<p><strong>Um centro diplomático multioceânico</strong></p>
<p>A especialista propõe uma leitura mais ambiciosa da candidatura portuguesa: Portugal como “centro diplomático multioceânico”, capaz de ligar Norte e Sul, Este e Oeste, Atlântico e Indo-Pacífico, Europa e África.</p>
<p>A posição geográfica e histórica do país é, nesta leitura, mais do que uma nota de contexto. É um ativo estratégico. Portugal cruza o eixo Atlântico Norte-Sul, através da ligação entre Europa, América do Norte, África lusófona e Brasil; o eixo euro-mediterrânico; a governação oceânica associada à sua zona económica exclusiva; e o acesso ao Indo-Pacífico através de Timor-Leste e da diáspora lusófona.</p>
<p>Sandra Balão chama a isto uma arquitetura para o “Diálogo de Múltiplas Interconectividades”. A expressão é técnica, mas a ideia é simples: Portugal pode ser útil se conseguir transformar as suas várias ligações históricas e geográficas numa rede diplomática operacional.</p>
<p>Essa capacidade, avisa, não nascerá de slogans. Exige investimento em capital diplomático relacional, com consultas prévias à União Africana, à CARICOM, aos observadores da ASEAN e à Liga Árabe.</p>
<p><strong>Guterres como modelo e aviso</strong></p>
<p>Há ainda uma camada portuguesa que não pode ser ignorada: António Guterres. Para Sandra Balão, qualquer análise sobre o que Portugal pode alcançar no Conselho de Segurança deve ter em conta o “panorama institucional herdado” do trabalho do secretário-geral das Nações Unidas.</p>
<p>Guterres representa, ao mesmo tempo, um modelo e um aviso.</p>
<p>O lado positivo está numa agenda ambiciosa: a mobilização de 22,7 mil milhões de dólares em ajuda humanitária em 2023, alcançando cerca de 160 milhões de pessoas em necessidade urgente; a Nova Agenda para a Paz; a Cimeira do Futuro; a iniciativa UN80; e a invocação, pela primeira vez em 34 anos, do Artigo 99.º da Carta das Nações Unidas relativamente a Gaza.</p>
<p>“Estas não são conquistas triviais”, sublinha Sandra Balão. Representam uma tentativa de tornar a ONU mais proativa e menos reativa.</p>
<p>Mas o outro lado é igualmente importante. O Conselho de Segurança continuou paralisado perante a Ucrânia e Gaza, porque o veto dos cinco membros permanentes transformou projetos de resolução em “reféns diplomáticos”.</p>
<p>A conclusão da especialista é clara: um secretário-geral pode alargar as fronteiras normativas da ONU, mas não pode reformar sozinho a estrutura constitucional da organização.</p>
<p>“Essa tarefa cabe, precisamente, aos membros eleitos que estejam dispostos a usar o seu mandato no Conselho para construir as coligações necessárias à mudança estrutural. Esta é a abertura institucional que Portugal pode e deve ocupar.”</p>
<p><strong>Prevenção, Parceria, Proteção: o lema tem de sair do papel</strong></p>
<p>A candidatura portuguesa assenta no lema “Prevenção, Parceria, Proteção”. Para Sandra Balão, a fórmula está alinhada com o momento multilateral, mas só terá valor se for traduzida em prioridades concretas.</p>
<p>Na prevenção, Portugal deve insistir na ligação entre clima e segurança. A degradação ambiental, a escassez de recursos e a subida do nível do mar já não são apenas temas ambientais; são fatores estruturais de conflito armado. A experiência portuguesa na governação dos oceanos e na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar dá ao país uma base técnica para liderar esse debate.</p>
<p>A prevenção deve incluir também, defende a especialista, uma utilização mais proativa da autoridade do secretário-geral ao abrigo do Artigo 99.º, em vez de esperar que as crises se tornem intratáveis.</p>
<p>Na parceria, Portugal pode transformar a CPLP num recurso diplomático formal. Sandra Balão sugere sessões informativas de pré-consulta com Estados africanos lusófonos antes de votações do Conselho sobre regiões que lhes digam respeito. Defende ainda uma ligação mais forte entre a arquitetura de paz e segurança da União Africana e as deliberações do Conselho.</p>
<p>Apoiar o Consenso de Ezulwini, que reclama maior representação africana no Conselho de Segurança, seria um sinal concreto para os 54 Estados africanos.</p>
<p>Na proteção, Portugal deve promover normas de moderação no uso do veto, defender mandatos de proteção civil, responsabilização por violações do direito internacional humanitário e integridade operacional das agências humanitárias.</p>
<p>A chave, para Sandra Balão, é a coerência: estes princípios não podem ser defendidos apenas quando coincidem com os alinhamentos geopolíticos convenientes.</p>
<p><strong>A eleição joga-se longe dos discursos</strong></p>
<p>A votação será secreta e envolve os 193 Estados-membros da Assembleia Geral. Isso significa que a eleição não se decide apenas na qualidade dos discursos públicos. Decide-se no acumulado de relações diplomáticas, apoios regionais, reciprocidades e alinhamentos construídos ao longo de anos.</p>
<p>Sandra Balão identifica quatro variáveis: apoio dos grupos regionais, reciprocidade diplomática bilateral, coligações em torno de questões específicas e, no caso dos Estados maiores, influência económica.</p>
<p>A disputa no grupo da Europa Ocidental e Outros Estados é apenas o primeiro obstáculo. O peso decisivo está no G77 e na China, bloco que controla cerca de 130 votos e cujas prioridades nem sempre coincidem com as capitais da Europa Ocidental.</p>
<p>Aqui, a força da Alemanha pode também ser um problema. Sandra Balão considera que o peso económico alemão é “uma credencial de dois gumes”: sinaliza influência, mas pode alimentar a perceção de que o Conselho continuará a ser dominado pelos interesses económicos e geopolíticos do Norte.</p>
<p>Portugal tenta apresentar outro perfil: menor presença, diplomacia ativa na África lusófona, apoio à representação permanente de países africanos e uma história de potência não hegemónica.</p>
<p>A CPLP não chega para garantir a eleição, mas pode servir de núcleo inicial para uma coligação mais ampla. Angola, Moçambique, Cabo Verde e Brasil pertencem a grupos regionais que podem projetar apoios adicionais. As relações com a CARICOM, observadores da ASEAN e Liga Árabe também podem pesar.</p>
<p>A pergunta decisiva é se esse capital relacional chega para compensar a força institucional dos adversários.</p>
<p><strong>O que Portugal pode fazer num Conselho bloqueado?</strong></p>
<p>Mesmo que seja eleito, Portugal entrará num Conselho de Segurança frequentemente paralisado pelos vetos dos cinco membros permanentes: Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido.</p>
<p>Sandra Balão não ignora esse limite. Mas defende que a influência dos membros eleitos não se mede apenas pelo voto formal. Mede-se pela capacidade de formar coligações informais, definir agendas e introduzir linguagem normativa em resoluções.</p>
<p>A presidência rotativa é um dos instrumentos mais relevantes. Se eleito, Portugal deverá exercê-la pelo menos uma vez durante o mandato de dois anos. Isso permitiria controlar a agenda, escolher peritos convidados e programar debates temáticos.</p>
<p>Outro instrumento é o copatrocínio de projetos de resolução. Em matérias controversas, a legitimidade dos membros permanentes pode depender do apoio dos eleitos. Portugal poderia usar essa margem para introduzir referências à proteção de civis, segurança climática e responsabilização.</p>
<p>Por fim, há as consultas informais, como a chamada “fórmula Arria”, e os grupos de trabalho onde muitas das negociações reais acontecem antes das sessões formais.</p>
<p>É nesses espaços, mais discretos e menos televisionados, que um país com credibilidade, equipa diplomática eficiente e relações amplas pode pesar acima da sua dimensão formal.</p>
<p><strong>A estratégia mais consequente disponível</strong></p>
<p>Sandra Balão aponta quatro caminhos estratégicos caso Portugal seja eleito.</p>
<p>O primeiro é liderar o grupo ACT na responsabilização pelo veto, transformando a posição portuguesa numa resolução da Assembleia Geral capaz de criar custo político para o uso do veto em casos de atrocidades em massa.</p>
<p>O segundo é assumir a liderança no nexo oceano-clima-segurança, um espaço onde nenhum membro permanente tem hegemonia e onde a experiência portuguesa na governação marítima pode constituir vantagem comparativa.</p>
<p>O terceiro é ativar o corredor de segurança da CPLP, sobretudo na Guiné-Bissau, em Moçambique e no interface Sahel-Atlântico, integrando melhor a África lusófona nos mandatos de operações de paz e nos mecanismos de alerta precoce.</p>
<p>O quarto é posicionar Portugal como interlocutor de confiança entre países ocidentais e não alinhados, sobretudo nas fraturas abertas pela Ucrânia e pelo Médio Oriente.</p>
<p>A ambição, portanto, não é imitar a diplomacia das grandes potências. É ocupar os espaços que elas deixam vazios.</p>
<p>“Em suma, o percurso de Portugal desde a candidatura até à influência no Conselho não passa pela emulação da diplomacia das grandes potências, mas pelo cultivo disciplinado de credibilidade normativa, capital relacional e liderança temática nos espaços que as grandes potências deixaram em aberto”, conclui Sandra Balão.</p>
<p>E deixa o aviso que resume a candidatura portuguesa: “Não se trata de uma estratégia de consolação. Na arquitetura do multilateralismo contemporâneo, pode ser a estratégia mais consequente disponível.”</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771600]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>World Corporate Golf Challenge Portugal by AUDI reuniu empresas de todo o país na 3.ª Etapa disputada em Ponte de Lima</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 11:31:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Axis Golfe Ponte de Lima recebeu mais uma jornada de qualificação para a Final Nacional do maior torneio corporativo de golfe do mundo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ponte de Lima recebeu, no passado dia 30 de maio, a 3.ª etapa de qualificação do World Corporate Golf Challenge Portugal by AUDI, reunindo empresários, gestores e líderes empresariais de várias regiões do país no desafiante percurso do Axis Golfe Ponte de Lima.</p>
<p>Integrado no maior torneio corporativo de golfe do mundo, o World Corporate Golf Challenge continua a afirmar-se como uma plataforma privilegiada de networking, relacionamento empresarial e promoção dos valores do desporto, proporcionando aos participantes uma experiência única dentro e fora do campo.</p>
<p>A competitividade foi uma constante ao longo da jornada disputada no Axis Golfe Ponte de Lima, com a dupla Jaime Cunha e Rui Lira Silva, da APR Mediação Seguros, a conquistar o primeiro lugar da classificação Net, assegurando a presença na Final Nacional do World Corporate Golf Challenge Portugal by AUDI. O segundo lugar Net foi alcançado por João Martins Ribeiro e Francisco Lopo, em representação da FL Construções. Na classificação Gross, o destaque foi para a equipa CGPL 2, composta por José Simão Oliveira e Custódio Castro, que arrecadou o primeiro lugar da categoria.</p>
<p>A equipa vencedora da classificação Net não escondeu a satisfação pela conquista: &#8220;Já há muito tempo que procurávamos chegar à Final do World Corporate Golf Challenge. Temos participado nos últimos anos e ficado sempre muito perto. Esta vitória representa o culminar de todo o nosso esforço e dedicação ao longo do tempo. É uma enorme satisfação conseguir finalmente alcançar este objetivo.&#8221;</p>
<p>Para o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Paulo Sousa, a realização desta prova representa uma importante oportunidade para promover o território: &#8220;O facto deste torneio se realizar em Ponte de Lima é muito importante para nós porque promovemos o desporto, mas também o território. Hoje é indissociável falar de qualidade de vida, de uma ligação à natureza, de bons serviços públicos e de uma excelente gastronomia. Estou certo de que este tipo de eventos é essencial para projetarmos Ponte de Lima, a vila mais antiga de Portugal, e dar a conhecer tudo aquilo que nos distingue. Estes torneios trazem pessoas de várias localidades do país, que têm a oportunidade de praticar golfe num campo de excelência e, simultaneamente, descobrir melhor esta vila extraordinária.&#8221;</p>
<p>Também o Diretor do Axis Golfe Ponte de Lima, Manuel de Miguel, destacou a relevância da competição para o clube e para a região: &#8220;Para Ponte de Lima é um enorme orgulho receber esta etapa do World Corporate Golf Challenge, que integra o maior torneio corporativo de golfe amador do mundo. Fazemos tudo o que está ao nosso alcance para apresentar o campo nas melhores condições possíveis e para garantir que todos os jogadores saem daqui satisfeitos e a falar bem de Ponte de Lima. Esse é o nosso principal objetivo.&#8221;</p>
<p>O patrocinador principal do circuito, a LG Portugal, voltou a reforçar o seu compromisso com o evento. O representante da marca destacou a importância estratégica da parceria: &#8220;É uma honra para a LG associar-se ao World Corporate Golf Challenge como patrocinador principal. Sendo uma das marcas líderes de eletrónica de consumo em Portugal, sentimos a responsabilidade de continuar próximos dos nossos clientes e parceiros. Este evento é particularmente importante porque reúne empresários, gestores e decisores, permitindo fortalecer relações, criar novas oportunidades de negócio e consolidar parcerias. Para a LG, trata-se de uma plataforma privilegiada para reforçar o networking e a proximidade ao tecido empresarial português.&#8221;</p>
<p>As Executive Partner do WCGC Portugal sublinharam igualmente a dimensão nacional do projeto e a relevância do apoio dos parceiros: &#8220;O World Corporate Golf Challenge é um circuito verdadeiramente nacional. Costumamos dizer que é um circuito nómada, porque percorre o país de norte a sul com o objetivo de estar próximo dos jogadores e das empresas, sejam elas regionais ou nacionais. O nosso propósito é unir o golfe e o mundo empresarial através de uma plataforma de relacionamento única. O apoio de parceiros como a LG confere uma enorme credibilidade ao evento e é fundamental para o seu crescimento. Partilhamos os mesmos valores de networking, proximidade e construção de relações duradouras com empresas e clientes.&#8221;</p>
<p>Com mais uma etapa concluída, o World Corporate Golf Challenge Portugal by AUDI aproxima- se da reta final da temporada, continuando a proporcionar experiências únicas aos participantes e a fortalecer a ligação entre o desporto e o mundo empresarial.</p>
<p>A última etapa de qualificação decorrerá no dia 26 de Junho, antes da realização da Final Nacional, onde serão encontradas as equipas que representarão Portugal na Final Mundial do World Corporate Golf Challenge.</p>
<p>A organização agradece ainda o apoio de todos os parceiros que contribuíram para a realização deste evento: AUDI, LG, Município de Óbidos, Turkish Airlines, Visit Azores, Axis Hotéis, CC Viagens, Associação de Promoção da Madeira, Madeira Golf Passport, IB Putter Sweetspot, Ivan Ballesteros Golf Design, Câmara Municipal de Sesimbra, Octant, Vista Alegre, BDR, Distintus, Simões e Guerreiro, Fitness Nestlé , Sogenave, Cigala, Nicola, Poças, Ursu, Uriage, Santos e Vale, Fundação S. João de Deus, Floor Sensation e Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa, Município de Ponte de Lima, Federação Portuguesa de Golfe, Executive Digest, RFM, Viagens &amp; Resorts, Evoque Mag, Analógica Group, TNews, Revista Business Portugal, Wherever Magazine.</p>
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<p>O registo fotográfico do evento ficou a cargo da Visionari Visuals.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771618]]></sapo:autor>
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		<title>Investigação à morte do fundador da Mango alarga-se e procura agora eventuais cúmplices do filho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 11:14:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[andic]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Mango]]></category>
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					<description><![CDATA[Até agora, as suspeitas concentravam-se sobretudo no filho mais velho de Andic, Jonathan Andic, mas a justiça espanhola pretende agora esclarecer se existiram terceiros com algum grau de envolvimento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A investigação judicial à morte de Isak Andic, fundador da gigante espanhola da moda Mango, entrou numa nova fase depois de a magistrada responsável pelo caso ter determinado diligências destinadas a apurar se outras pessoas poderão ter participado, direta ou indiretamente, nos acontecimentos que culminaram na morte do empresário. Até agora, as suspeitas concentravam-se sobretudo no filho mais velho de Andic, Jonathan Andic, mas a justiça espanhola pretende agora esclarecer se existiram terceiros com algum grau de envolvimento.</p>
<p>Isak Andic morreu a 14 de dezembro de 2024 durante uma caminhada na serra de Montserrat, na Catalunha, após cair numa ravina. O caso foi inicialmente tratado como um acidente de montanha. Contudo, o surgimento de novos elementos levou as autoridades a reabrirem a investigação e a centrarem atenções em Jonathan Andic, que acabou por ser detido em maio deste ano pelos Mossos d&#8217;Esquadra como suspeito da alegada prática de homicídio.</p>
<p>Embora tenha sido libertado após prestar uma caução de um milhão de euros, Jonathan Andic continua sujeito a medidas de coação, incluindo a entrega do passaporte e a obrigação de se apresentar periodicamente perante as autoridades judiciais.</p>
<p>Segundo uma decisão judicial citada pela imprensa espanhola, a juíza Raquel Nieto, responsável pela instrução do processo em Martorell, considera necessário aprofundar a investigação para determinar com exatidão o eventual papel desempenhado por outras pessoas.</p>
<p>Na decisão, a magistrada pede aos investigadores que averiguem &#8220;a existência de uma terceira pessoa que direta ou indiretamente participasse nos factos&#8221;, uma possibilidade que não tinha sido publicamente revelada até agora.</p>
<p>Entre as pessoas mencionadas encontra-se J. L., terapeuta familiar que acompanhou a família Andic e que, segundo os elementos recolhidos pela investigação, poderá ter tido um papel relevante nos conflitos familiares e patrimoniais existentes entre pai e filho.</p>
<p>A magistrada ordenou igualmente a análise detalhada do tráfego de chamadas e mensagens associadas ao telemóvel de Jonathan Andic, em particular durante uma deslocação relâmpago a Quito, no Equador, realizada em março de 2025. Os investigadores pretendem perceber com quem o empresário contactou antes e depois dos acontecimentos e se essas comunicações podem ajudar a reconstruir os factos.</p>
<p><strong>Suspeitas de premeditação continuam presentes</strong><br />
A nova decisão judicial reforça a posição já assumida pela juíza quando determinou a prisão preventiva, posteriormente substituída por caução.</p>
<p>Segundo a magistrada, continuam a existir indícios de uma possível participação &#8220;ativa, premeditada e preparada&#8221; de Jonathan Andic na morte do pai.</p>
<p>Os investigadores analisam vários fatores, entre os quais tensões familiares, divergências relacionadas com questões financeiras e a alegada insistência do filho em receber parte da herança enquanto Isak Andic ainda era vivo.</p>
<p>Apesar disso, nenhuma outra pessoa possui atualmente o estatuto formal de arguido ou investigado no processo.</p>
<p><strong>Terapeuta familiar ganha relevância na investigação</strong><br />
Um dos aspetos que mais atenção tem merecido por parte da justiça prende-se com o papel da terapeuta familiar J. L.</p>
<p>A procuradora responsável pelo processo, Teresa Yoldi, especialista em julgamentos com júri popular, também solicitou diligências destinadas a avaliar &#8220;a possível influência nos factos de terceiras pessoas, concretamente da psicóloga J. L.&#8221;.</p>
<p>O nome da terapeuta surgiu durante a investigação devido às sessões realizadas entre Isak Andic, Jonathan Andic e outros membros da família.</p>
<p>Segundo os elementos recolhidos pelos investigadores, Jonathan Andic terá manifestado repetidamente a intenção de receber uma &#8220;herança em vida&#8221; do pai, numa altura em que Isak Andic ponderava criar uma fundação de caráter beneficente.</p>
<p>De acordo com a decisão judicial anteriormente conhecida, a terapeuta relatou que o empresário acabou por aceitar transferir parte do património para o filho com o objetivo de preservar a relação familiar.</p>
<p><strong>Mensagens contradizem versão apresentada pelo filho</strong><br />
Outro dos pilares da investigação são as comunicações trocadas entre pai e filho.</p>
<p>Embora familiares, amigos e pessoas ligadas ao universo empresarial da Mango tenham descrito a relação entre ambos como positiva, e o próprio Jonathan Andic tenha afirmado que o relacionamento estava melhor do que nunca à data da morte do pai, os investigadores consideram que as mensagens recuperadas do telemóvel de Isak Andic apontam numa direção diferente.</p>
<p>Segundo a magistrada, os conteúdos analisados sugerem a existência de conflitos mais profundos do que aqueles que foram inicialmente admitidos.</p>
<p>A decisão judicial refere ainda que, segundo o testemunho da terapeuta, Jonathan Andic teria exercido uma alegada &#8220;manipulação emocional&#8221; sobre o pai para alcançar objetivos de natureza económica.</p>
<p>Nas sessões terapêuticas, o filho mais velho do fundador da Mango terá expressado sentimentos de &#8220;ódio e ressentimento&#8221;, bem como ideias relacionadas com a ausência da figura paterna, segundo os elementos recolhidos pela investigação.</p>
<p>A juíza sustenta que Isak Andic aceitou realizar uma conversa privada com o filho durante a caminhada em Montserrat numa tentativa de reconciliação.</p>
<p><strong>Defesa denuncia julgamento público antecipado</strong><br />
Jonathan Andic continua a negar qualquer envolvimento na morte do pai e sustenta que a queda fatal foi um acidente.</p>
<p>Nos últimos meses, a estratégia da defesa ultrapassou o âmbito estritamente judicial. O advogado Cristóbal Martell tem denunciado aquilo que considera ser uma &#8220;condenação pública prematura&#8221;, alegando que a divulgação de elementos da investigação e a publicação de imagens do empresário algemado contribuíram para criar uma perceção de culpa antes de qualquer julgamento.</p>
<p>A preocupação da defesa é particularmente relevante porque, caso o processo avance para julgamento, a decisão será tomada por um júri popular.</p>
<p>Paralelamente, pessoas próximas de Jonathan Andic têm promovido uma campanha pública destinada a sustentar a versão do acidente. Entre as iniciativas desenvolvidas contam-se a divulgação de uma carta pessoal, a apresentação de relatórios periciais alternativos e críticas à atuação dos Mossos d&#8217;Esquadra e a alguns dos elementos recolhidos durante a investigação.</p>
<p>A família Andic também tem manifestado apoio público ao empresário desde a sua detenção, insistindo que não existem provas conclusivas que o liguem à morte do fundador da Mango e apelando ao respeito pelo princípio da presunção de inocência enquanto o processo continua em curso.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771591]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>&#8220;Esmagadora maioria está a trabalhar&#8221;: Governo aponta adesão &#8220;residual e mesmo nula&#8221; à greve geral</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 10:43:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[greve Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Maria do Rosário Palma Ramalho sustentou que, no setor privado, a adesão à greve é “absolutamente residual” e, em algumas áreas, “mesmo nula”]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, afirmou esta quinta-feira que o Governo tem “respeito total pelo direito à greve”, mas também pelo “direito a trabalhar”, defendendo que os dados provisórios recolhidos pelo Executivo apontam para uma adesão limitada à paralisação.</p>
<p>Segundo a governante, a informação transmitida por confederações de vários setores de atividade privada e pública permite concluir que “a esmagadora maioria dos trabalhadores portugueses está a trabalhar nos seus locais de trabalho”, havendo ainda casos de trabalhadores que optaram pelo teletrabalho.</p>
<p>Maria do Rosário Palma Ramalho sustentou que, no setor privado, a adesão à greve é “absolutamente residual” e, em algumas áreas, “mesmo nula”. A ministra apontou em particular para a indústria, afirmando que “todas as fábricas estão a trabalhar” nas principais áreas de produção em Portugal, incluindo têxtil, calçado e metalomecânica, com base em dados da CIP e de empresas do setor.</p>
<p>A ministra acrescentou que, nos transportes, nas grandes superfícies e no comércio, “as portas estão abertas”, garantindo que não houve “qualquer perturbação” no atendimento nas grandes superfícies nem na logística.</p>
<p>Segundo Maria do Rosário Palma Ramalho, o transporte de bens e mercadorias “processou-se normalmente”, com base em dados da Confederação do Comércio e da APED. Também no turismo, a informação transmitida pela Confederação do Turismo de Portugal aponta, segundo a governante, para ausência de perturbações na hotelaria e nas agências de viagens.</p>
<p>A ministra admitiu apenas “efeitos indiretos” associados à adesão na TAP, mas sublinhou que esses efeitos não se traduzem numa perturbação da operação turística em geral.</p>
<p>No setor agrícola, com base em dados da CAP, Palma Ramalho afirmou que a greve “não teve qualquer expressão” e que, nas grandes empresas agrícolas, o funcionamento é “absolutamente normal”.</p>
<p>Na banca, a ministra afirmou que, de acordo com informação da Caixa Geral de Depósitos e dos principais bancos privados, “todas as agências estão abertas” e os serviços centrais estão a funcionar.</p>
<p>Na construção, segundo Maria do Rosário Palma Ramalho, “não houve qualquer efeito”. Já nas telecomunicações, a governante apontou para uma adesão de 1,2% na MEO. No outsourcing, indicou uma adesão de 1,3%.</p>
<p>A ministra referiu ainda que, nos hospitais privados, “não há perturbação”, citando dados da Associação Portuguesa de Hospitais Privados, segundo os quais o funcionamento é normal.</p>
<p>“São dados expressivos, que evidenciam o que disse: a esmagadora maioria dos trabalhadores do setor privado está a trabalhar”, afirmou.</p>
<p>Maria do Rosário Palma Ramalho reconheceu, no entanto, que no setor público há uma adesão maior, como já tinha acontecido na greve geral de dezembro. Ainda assim, sustentou que os serviços públicos estão “genericamente a responder”, seja em pleno funcionamento, seja através dos serviços mínimos, com destaque para os transportes e a saúde.</p>
<p>No setor público, a ministra detalhou depois os serviços com maior impacto. Na Segurança Social, afirmou que o IEFP está “a funcionar a 100%”, com uma adesão de 3% dos trabalhadores. Já nos locais de atendimento da Segurança Social, há alguns serviços encerrados, com uma adesão de 11,5%.</p>
<p>Maria do Rosário Palma Ramalho indicou ainda que havia três Lojas do Cidadão encerradas, sublinhando que a recolha de dados é provisória e terá de ser confirmada ao longo do dia.</p>
<p>A educação foi assumida pela ministra como uma das principais preocupações, sobretudo devido à prova de Português. Segundo a governante, a indicação disponível é que 40% dos alunos não puderam realizar a prova. Em termos gerais, entre 38% e 45% das escolas estarão encerradas.</p>
<p>A ministra apontou para uma adesão de 41% entre o pessoal não docente e de 24% entre os professores, explicando que a falta de assistentes operacionais pode obrigar ao encerramento das escolas por razões de segurança.</p>
<p>Nos transportes, Maria do Rosário Palma Ramalho reconheceu uma adesão mais elevada, com supressões em vários meios de transporte. Ainda assim, garantiu que os serviços mínimos estão a ser assegurados e que, em alguns casos, tem havido “mais transporte do que o previsto” pelos serviços mínimos.</p>
<p>No balanço político, a ministra insistiu que a greve tem “expressão muito reduzida no setor privado” e que “o país está a trabalhar”. Palma Ramalho sublinhou ainda que é precisamente no setor privado que estão os trabalhadores a quem se aplicará a reforma laboral, ao contrário do setor público, onde admitiu que o impacto é maior.</p>
<p>&#8220;O Governo ouve toda a gente&#8221;, finalizou a ministra do Trabalho, &#8220;incluindo os que querem trabalhar&#8221;. &#8220;Uma greve geral é sempre grave porque impacta na vida de todas as pessoas. Mas esta parece ter significativamente muito pouca adesão, sobretudo no setor privado, o setor onde se vai aplicar preferencialmente esta legislação. Os trabalhadores do setor privado não se sentiram motivados a exercer o seu direito à greve. Mas a economia não pára, o país está a trabalhar.&#8221;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771575]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Tempos de espera na saúde na Europa: Reino Unido, Eslovénia, Polónia e Portugal entre os piores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 10:41:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os tempos de espera para consultas médicas, acesso a especialistas e realização de cirurgias continuam a representar um dos maiores desafios dos sistemas de saúde europeus. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os tempos de espera para consultas médicas, acesso a especialistas e realização de cirurgias continuam a representar um dos maiores desafios dos sistemas de saúde europeus. Dados divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), no relatório Health at a Glance 2025, revelam que, em vários países, os doentes enfrentam atrasos que podem prolongar-se durante meses e, em alguns casos, quase dois anos antes de receberem tratamento.</p>
<p>A OCDE alerta que o adiamento dos cuidados médicos tem consequências diretas na qualidade de vida dos pacientes, prolongando períodos de dor, incapacidade e sofrimento, além de poder comprometer os resultados clínicos após a intervenção. Segundo o organismo, os atrasos tornaram-se uma preocupação crescente de política pública em vários países europeus, refletindo dificuldades persistentes na capacidade de resposta dos sistemas nacionais de saúde.</p>
<p><strong>Consultas de medicina geral também registam atrasos</strong><br />
O problema começa muitas vezes antes mesmo de os doentes chegarem a um especialista. Em diversos países europeus, conseguir uma consulta com um médico de clínica geral ou com um enfermeiro pode implicar uma espera superior a uma semana.</p>
<p>A Suécia surge entre os casos mais preocupantes, com 23% dos pacientes a aguardarem mais de sete dias por uma consulta. Em França e na Alemanha, a proporção atinge 20%, enquanto no Reino Unido se situa nos 18%.</p>
<p>Quando são incluídos os utentes que aguardam entre seis e sete dias, os números aumentam significativamente. Na Suécia, cerca de 30% dos pacientes esperam quase uma semana ou mais por uma consulta. Em França, essa percentagem sobe para 28%, no Reino Unido para 27% e na Alemanha para 26%.</p>
<p><strong>Reino Unido lidera nas esperas para especialistas</strong><br />
Os atrasos tornam-se ainda mais evidentes no acesso a consultas de especialidade. O Reino Unido apresenta o cenário mais grave entre os países analisados, com 11% dos pacientes a declararem ter esperado mais de um ano para serem observados por um especialista.</p>
<p>Em França e na Alemanha, apenas 2% reportaram tempos de espera superiores a doze meses. Ainda assim, os períodos intermédios continuam a ser consideráveis.</p>
<p>Em França, 43% dos pacientes aguardam entre dois meses e um ano por uma consulta especializada. No Reino Unido, essa situação afeta 32% dos utentes, enquanto na Suécia representa 29% e na Alemanha 22%.</p>
<p>Os dados mostram que, mesmo quando os atrasos não ultrapassam um ano, milhões de cidadãos europeus continuam sujeitos a longos períodos de espera antes de obterem acompanhamento médico especializado.</p>
<p><strong>Portugal entre os países mais afetados nas cirurgias às cataratas</strong><br />
As listas de espera para cirurgias às cataratas constituem outro dos indicadores analisados pela OCDE. Neste caso, o estudo mede a percentagem de pacientes que aguardam mais de três meses entre a avaliação por um especialista e a realização da operação.</p>
<p>A Noruega lidera este ranking, com 81% dos doentes a esperarem mais de três meses. Segue-se a Finlândia, com 71%.</p>
<p>Portugal surge entre os países mais afetados, juntamente com o Reino Unido, registando 58% dos pacientes em espera superior a três meses. Em Espanha, a percentagem atinge 53%.</p>
<p>Em contraste, a Polónia apresenta apenas 13% dos doentes nessa situação, seguida pela Hungria com 17%, pela Suécia com 22% e pela Itália com 27%.</p>
<p><strong>Impacto da pandemia continua visível</strong><br />
A comparação entre 2019 e 2024 demonstra que a pandemia de covid-19 continua a produzir efeitos duradouros nos sistemas de saúde europeus.</p>
<p>Dos nove países analisados pela OCDE nesta área, sete registaram um agravamento dos tempos de espera para cirurgia às cataratas. Apenas a Polónia e a Hungria conseguiram reduzir os atrasos.</p>
<p>No Reino Unido, a proporção de doentes à espera mais de três meses aumentou de 22% para 58% em apenas cinco anos. Na Noruega, o indicador subiu de 65% para 81%.</p>
<p>Os dados sugerem que muitos sistemas de saúde continuam a recuperar da pressão acumulada durante os anos da pandemia, enfrentando dificuldades para responder à procura crescente.</p>
<p><strong>Eslovénia aproxima-se dos dois anos de espera para próteses da anca</strong><br />
Uma das situações mais extremas identificadas pela OCDE diz respeito às cirurgias de substituição da anca.</p>
<p>Na Eslovénia, o tempo médio de espera atingiu 667 dias em 2024, o equivalente a quase dois anos. A Polónia surge na segunda posição, com 343 dias.</p>
<p>Seguem-se a Hungria, com 209 dias, e o Reino Unido, com 174 dias de espera.</p>
<p>A OCDE recorda que estes valores representam medianas estatísticas, o que significa que metade dos pacientes aguardou ainda mais tempo do que os números indicados.</p>
<p><strong>Especialistas apontam falta de capacidade e envelhecimento da população</strong><br />
Segundo a OCDE, as listas de espera resultam, em grande medida, de um desequilíbrio entre a procura e a oferta de serviços de saúde.</p>
<p>O investigador Luigi Siciliani, da Universidade de York, sublinha que os tempos de espera variam significativamente entre países devido a fatores como limitações de capacidade instalada, opções de financiamento, disponibilidade de profissionais de saúde e dificuldades em acompanhar uma procura crescente impulsionada pelo envelhecimento da população e pela evolução tecnológica.</p>
<p>O especialista considera que os atrasos nos cuidados não urgentes constituem atualmente uma preocupação central para muitos sistemas de saúde, onde os pacientes podem esperar semanas ou meses para aceder a consultas, exames ou intervenções cirúrgicas.</p>
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