As constituições de empresas no mês de Março passaram de 4.457, no mesmo período, para 2.319, numa altura em que surgiram os primeiros casos de Covid-19 em Portugal. Ou seja, menos 2.138 empresas em termos homólogos (-48%), segundo dados da Iberinform.
Em termos acumulados, verifica-se uma diminuição face a 2018 (11,4%) e 2019 (25,7%). No primeiro trimestre deste ano foram constituídas 11.898 empresas, menos 4.118 que em 2019.
O número mais significativo de novas constituições regista-se em Lisboa com 3.925 empresas (decréscimo de 22,3%), seguindo-se o Porto com 2.154 empresas (-25,9%).
Embora todos os distritos apresentem diminuições, as mais significativas registaram-se em Évora (42,9%), Aveiro (40,6%), Angra do Heroísmo (38%), Leiria (35,9%), Bragança (34,1%), Viseu (30,7%), Braga (30%), Madeira (29,9%), Guarda (29,5%), Coimbra (-8,4%), Beja (28,1%), Vila Real (27,6%), Castelo Branco (25,9%), Setúbal (25,9%), Viana do Castelo (25,4%), Santarém (24,1%) e Faro (21,4%).
À excepção do sector de Electricidade, Gás e Água, que viu o número de constituições aumentar 18,5%, todos os outros registam decréscimos. As quebras mais significativas verificam-se na Indústria Extrativa (76,5%), Indústria Transformadora (33,7%), Comércio por Grosso (31,3%), Construções e Obras Públicas (30,4%), Comércio a Retalho (28,6%), Comércio de Veículos (27%), Telecomunicações (26,5%), Hotelaria/Restauração e Outros Serviços (ambos com um decréscimo de 25,9%) e Agricultura, Caça e Pesca (24%).
Insolvências a subir
O terceiro mês do ano registou uma diminuição de 15,7% das insolvências em Portugal: 391 empresas insolventes, menos 73 que no período homólogo de 2019.
«Apesar do agravamento dos negócios em Março, a queda registada é explicada, em parte, pela suspensão dos prazos estabelecida no âmbito da situação de emergência em Portugal. Considerando os dados de Janeiro e Fevereiro, o seu valor acumulado apresenta um incremento de 11,5% face ao ano passado, com mais 149 acções de insolvências», justifica a Iberinform.
Até ao final de Março, acrescenta, as declarações de insolvências requeridas aumentaram 5,1% face ao ano passado. Já as insolvências pedidas pelas próprias empresas evoluíram de 274 para um total de 359, o que traduz um acréscimo de 31%.
Os encerramentos com plano de insolvência aumentaram 54,5% face ao ano passado evoluindo de 11 para 17. O total de novas acções face a 2019 traduz o incremente trimestral registado.
Lisboa e o Porto são os distritos que apresentam o valor de insolvências mais elevados: 294 e 357 respectivamente. Comparando com 2019, regista-se um aumento de 7,7% em Lisboa e de 7,9% no Porto.
Até Março, os decréscimos mais acentuados nas insolvências registaram-se na Horta (50%), Coimbra (33,3%), Setúbal (14,9%), Beja (11,1%), Guarda (11,1%), Vila Real (11,1%), Ponta Delgada (10%) e Madeira (2,8%). Os aumentos face ao ano passado verificaram-se em Angra do Heroísmo (150%), Portalegre (100%), Castelo Branco (80%), Bragança (66,7%), Faro (38,8%), Évora (30%), Viana do Castelo (25%), Aveiro (24,3%), Santarém (22,4%), Braga (22%), Leiria (15,4%) e Viseu (13,8%).
Já os sectores com os maiores aumentos nas insolvências foram a Eletricidade, Gás, Água (200%), Indústria Extrativa (100%), Agricultura, Caça e Pesca (63,2%), Hotelaria e Restauração (23,2%), Outros Serviços (23,2%), Comércio a Retalho (20,1%), Comércio por Grosso (14%), Indústria Transformadora (9,7%) e Transportes (1,5%).
Apenas três sectores apresentam decréscimos neste período: Telecomunicações (50%), Construções e Obras Públicas (11%) e Comércio de Veículos (4,4%).
*Notícia actualizada às 11:27














