Aida Tavares é educadora de infância da Câmara Municipal de Lisboa, mas atualmente é responsável pelas Artes Performativas e Pensamento do CCB (Centro Cultural de Belém), uma posição que lhe garante 5.386 euros brutos mensais, praticamente tanto quanto o presidente do CCB ou do primeiro-ministro Luís Montenegro, referiu o ‘Correio da Manhã’: é diretora do CCB desde dezembro de 2023, em regime de comissão de serviço.
A entrada de Aida Tavares – que vive em união de facto com Miguel Honrado, ex-secretário de Estado da Cultura e ex-líder da empresa de gestão dos espaços culturais da Câmara de Lisboa – deu-se sem concurso público, sendo que a sugestão partiu do então ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, ao então presidente do CCB, Elísio Summavielle. “A direção artística para as Artes Performativas e Pensamento não existia neste modelo, e foi criada especificamente em dezembro de 2023. A contratação da sua diretora [Aida Tavares] não foi precedida de concurso”, apontou a Fundação CCB ao jornal diário.
O ordenado de Aida Tavares representa 81% do ordenado-base do presidente do CCB, que ganha 6.632 euros mensais, ou 85% do salário de Luís Montenegro, que recebe 6.270 euros – é praticamente igual ao da ministra da Cultura, Dalila Rodrigues, que ganha 5.440 euros. A comissão de serviço termina a 15 de dezembro de 2027, sendo que se for exonerada antes dessa data tem direito a receber uma indemnização no valor máximo de 75.400 euros. Há também outros benefícios associados ao cargo: reembolso de despesas de representação até 150 euros mensais, telemóvel com limite mensal de 100 euros, e 310 euros por mês em combustível.














