“A Escola pode não ter meios ou condições para responder a todos os desafios que se lhe apresentam; porém, a Escola não pode deixar de responder, entre muitos outros, ao desafio da cidadania e do desenvolvimento, e essa não pode ser uma mera opção”, afirma a Fenprof, numa posição validada, por unanimidade, pelo Conselho Nacional, sobre a disciplina de Educação para a Cidadania e o Desenvolvimento.
O Conselho Nacional da Federação Nacional do Professores, considera, assim, que a desconfiança lançada em relação à forma como esta disciplina está a ser ministrada nas escolas representa “mais um inaceitável ataque aos seus professores, bem como aos seus órgãos pedagógicos e de direção”.
“A Educação para a Cidadania e o Desenvolvimento é um espaço curricular onde as crianças e os jovens falam da vida; é um espaço onde se debatem os direitos humanos, a educação sexual, a educação rodoviária ou a educação ambiental, “contribuindo, assim, para a formação de cidadãos responsáveis, autónomos, críticos e solidários numa sociedade que se deseja democrática”, reforçam.
A Fenprof dá ainda nota de que o facto de Portugal figurar nos últimos lugares do índice europeu que mede a cidadania ativa (Measuring Active Citizenship in Europe) reforça a necessidade de manter a obrigatoriedade da disciplina de Educação para a Cidadania e o Desenvolvimento.








