Eduardo Cabrita: «Não devemos falar de expectativas de desconfinamento»

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, deixou claro esta terça-feira que o foco pandémico atual não deve estar no alívio de medidas, mas antes na «consolidação de resultados» obtidos, numa altura em que os principais indicadores epidemiológicos registam uma redução substancial.

Em entrevista à ‘Renascença’ o responsável defende que «não devemos falar de expectativas de desconfinamento», porque apesar de os números estarem melhores, a situação ainda não está ultrapassada. «Temos de consolidar resultados», afirmou sublinhando o objetivo de ter «um verão com menos preocupações».

No que diz respeito ao comportamento dos portugueses no âmbito das regras do estado de emergência, o ministro desvaloriza as situações de incumprimento, dizendo que são «números irrisórios», face ao que se verifica em outros países. «Existe um generalizado cumprimento», defende.

No dia em que se assinala um ano, desde que o primeiro caso de Covid-19 entrou em Portugal, Eduardo Cabrita faz um balanço, destacando que «num ano terrível para todos nós, que ninguém previa, nunca como antes percebemos como o Serviço Nacional de Saúde é essencial».

Para além disso, o responsável sublinha o importante papel das instituições democráticas, que revelaram ter uma grande «capacidade de resistência». «Vivemos um ano de estado de emergência com proporcionalidade no cerceamento das liberdades», reiterou.


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