Eduardo Bolsonaro condenado no Brasil a 4 anos e 2 meses de prisão por coação a juízes

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi condenado hoje a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil por coação aos juízes da Corte.

Executive Digest com Lusa

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi condenado hoje a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil por coação aos juízes da Corte.


Momentos antes, o STF condenou por unanimidade Eduardo por coação no curso do processo por atuar, nos Estados Unidos, para interferir no julgamento em que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado por tentativa de golpe de Estado.


Faltava, no entanto, fixar a dosimetria das penas para o político bolsonarista, que ainda pode recorrer da decisão e apresentar embargos de declaração.


Os juízes da Primeira Turma do STF acompanharam o voto do relator Alexandre de Moraes, que defendeu que Eduardo perca o cargo público de escrivão da Polícia Federal e fique inelegível para concorrer às eleições pelo prazo de oito anos.


O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também terá de pagar 50 dias de multa, no valor total de 162,1 mil reais, cerca de 27,4 mil euros na cotação atual.

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No seu voto, Alexandre de Moraes seguiu o entendimento da Procuradoria-Geral da Pública (PGR) do Brasil que entendeu que Eduardo atuou para constranger juízes do STF e interferir no andamento da Justiça.


Segundo acusação, Eduardo fez declarações públicas e postagens em redes sociais em que afirma ter colaborado para que o governo Donald Trump, dos Estados Unidos, impusesse sanções a autoridades brasileiras.


Ao proferir o seu voto, Moraes declarou que o político bolsonarista, que perdeu o mandato por decisão da Câmara dos Deputados ano passado por faltas, fez lobby nos Estados Unidos.

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 “Não é função de deputado federal brasileiro fazer lobby no exterior contra o próprio país. Mesmo que estivesse no exercício do mandato e não licenciado, mesmo que estivesse no exercício, não estaria acobertado pela imunidade parlamentar”, declarou o relator.


Em março de 2025, Eduardo anunciou que iria se licenciar temporariamente do mandato parlamentar para morar nos Estados Unidos e, à época, disse que o afastamento do Brasil seria para “se dedicar integralmente e buscar as devidas sanções aos violadores de direitos humanos”.


Alexandre de Moraes indicou que as ameaças de Eduardo “se concretizaram”, inclusive contra o próprio Brasil, com o aumento de tarifas pelos EUA a produtos brasileiros, “no intuito de beneficiar o próprio pai”.

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