Na última reunião com a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (Fiequimetal), a 23 de março, a EDP manteve a sua proposta de aumentos de 0,6%, o que levou os trabalhadores a marcarem uma greve e concentração junto à sede da EDP em Lisboa para dia 6 de abril. As negociações entre as estruturas sindicais e a EDP começaram no início de fevereiro.
“A empresa ao manter a proposta de aumentos de 6% não deixou alternativa aos trabalhadores, pois trata-se de um valor completamente inaceitável, que daria cerca de seis euros aos escalões mais baixos, onde estão cerca de 500 trabalhadores”, afirmou Joaquim Gervásio, dirigente da Fiequimetal.
A Fiequimetal reivindica aumentos salariais de 70 euros por trabalhador.
No dia 6 de abril, enquanto decorre a Assembleia Geral Anual da EDP, os trabalhadores em greve vão manifestar-se junto da sede da empresa por “aumentos salariais justos”.
“Os acionistas do Grupo EDP vão atribuir a si próprios 750 milhões de euros de dividendos, valor superior aos lucros do ano, e os trabalhadores vão mostrar a sua indignação, reivindicando o aumento dos salários, a valorização das carreiras e dos direitos”, afirmou o sindicalista.
A federação e os seus sindicatos (SIESI, SITE Norte, SITE Centro-Norte e SITE CSRA) vão, entretanto, realizar plenários e outras iniciativas de mobilização para a jornada de luta de 6 de abril.














