O Ministério Público (MP) está a apurar o montante total dos salários, prémios e regalias que António Mexia e João Manso Neto, ambos arguidos no caso EDP, receberam da eléctrica nacional desde o início de funções na empresa, em 2006, avança hoje o ‘Correio da Manhã’.
O valor total desses benefícios ainda não foi apurado, mas em ordenados e prémios, segundo os relatórios da EDP sobre o governo da sociedade, Mexia ganhou, como presidente, entre 2006 e 2018 (12 anos), mais de 22 milhões de euros e Manso Neto recebeu, como administrador, mais de 14 milhões no mesmo período.
O apuramento do montante total dos salários, prémios e regalias pagos pela EDP a Mexia e Manso Neto é revelado no despacho em que os procuradores do caso EDP elencam os factos imputados a João Conceição, ex-assessor de Manuel Pinho no governo de Sócrates, explica o CM.
Nesse despacho, os procuradores alegam que, na sequência do acordo que terá permitido a Pinho dar alegados benefícios indevidos à EDP, “os arguidos João Conceição e Manuel Pinho conseguiram ainda, como pretendiam e se comprometeram com os arguidos João Manso Neto e António Mexia, que estes dois últimos se mantivessem à frente da EDP até hoje, permitindo-lhes receber durante todos estes anos os inerentes salários, prémios e regalias de vários milhões de euros, ainda concretamente por determinar”.
O cálculo do valor total dos salários, prémios e regalias pagas a Mexia e Manso Neto estará relacionado com os benefícios indevidos alegadamente atribuídos à EDP quando Manuel Pinho era ministro da Economia, entre março de 2005 e junho de 2009.














