A empresa de energia portuguesa, EDP Renováveis, fechou esta quinta-feira um acordo de venda de energia limpa em Espanha com a farmacêutica Novartis, que terá a duração de 15 anos.
«Com este novo contrato, a EDPR já garantiu, em Espanha, CAEs para projetos no total de 229 MW a serem instalados de 2020 a 2023», revela num comunicado enviado à CMVM, onde acrescenta que vai continuar a «analisar e desenvolver projetos que se enquadrem nos seus critérios internos de risco e rentabilidade».
Segundo a empresa a produção da eletricidade ficará a cargo de uma central eólica de 36 megawatts, bem como de uma central solar de 27 megawatts (MW), cuja instalação está prevista para 2022/2023. «A partir de hoje, a EDPR vai garantir 86% da energia eólica e solar global para o período de 2019-2022, conforme comunicado na atualização de março de 2019», acrescenta.
A assinatura deste contrato surge na sequência de outros quatro que a Novartis assinou e anunciou hoje e que vão fazer com que a espanhola adicione mais 275 megawhatts de energia renovável à sua rede, estando muito perto de cumprir o objetivo de ser 100% renovável.
Num outro comunicado enviado às redações, a farmacêutica sublinha que este movimento «torna a Novartis na primeira empresa farmacêutica empenhada em atingir 100% de energia renovável nas suas operações europeias, por meio de contratos de compra de energia virtual».
«Estes acordos representam um marco importante na política de sustentabilidade ambiental da Novartis e no objetivo de tornar as nossas operações neutras em carbono até 2025 e em toda a cadeia de valor até 2030», acrescenta a empresa na mesma nota.
Para além da EDP Renováveis a Novartis assinou também acordos com a espanhola Acciona e a italiana Enel Green Power. A expectativa é que em 2023 todos os projetos estejam em funcionamento, contribuindo para «a redução da pegada de carbono».













