EDP reconhece falhas de energia «superiores ao habitual» em Lisboa. Saiba o que fazer quando fica sem luz

Alguns moradores da região da Grande Lisboa têm apresentado queixas de falhas de energia. Isso fica a dever-se a uma sobrecarga da rede elétrica da EDP Distribuição em função do tempo frio e do confinamento, que levam a maior utilização de equipamentos em casa.

A falha de energia foi sentida no início da semana, pelo menos, nas localidades de Odivelas e Pontinha, na zona da Grande Lisboa. Em resposta à Executive Digest, a EDP Distribuição reconhece que foram registadas “algumas interrupções no fornecimento regular de energia, relacionadas com a descida abrupta das temperaturas”. Tal foi também potenciado “por uma alteração do padrão de consumo da energia elétrica, resultante do incremento do teletrabalho”.

Devido à constante sobrecarga da rede elétrica nesta altura do ano, não é a primeira vez que os moradores da Grande Lisboa se queixam de falhas de energia. De facto, entre 24 de dezembro e 13 de janeiro as interrupções foram reportadas três vezes. A EDP Distribuição considera que “a situação tende para a normalidade”, embora “a região de Lisboa continue com um número de ocorrências ligeiramente superior ao habitual para esta altura do ano”.

A falha detetada esta semana durou 14 horas, o que traz consequências, desde os alimentos que se estragam às pessoas que estão em casa e que se veem impossibilitadas de trabalhar. O que podem os clientes fazer nestes casos?

A Executive Digest também contactou a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO) para perceber como devem os consumidores agir quando se deparam com uma falha no fornecimento de energia.

Segundo a jurista da DECO, Carolina Gouveia, nestas situações, “o primeiro passo é contactar o operador de rede distribuição para despiste do problema e, se necessário, para que seja enviado um piquete de reparação da avaria que causou a interrupção”. Ou seja, neste caso, na zona da Grande Lisboa, o operador de rede a contactar é precisamente a EDP Distribuição.

Se a situação for recorrente, a falha de energia acontecer várias vezes num curto espaço de tempo, pode apresentar uma reclamação escrita à EDP Distribuição, dando também conhecimento à Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE). No entanto, é importante apurar as causas que deram origem à interrupção do fornecimento, “para que se possa perceber que melhorias podem ser introduzidas para evitar que volte a acontecer”, explica Carolina Gouveia.

“Os consumidores têm direito à qualidade do serviço que lhes é fornecido, e neste caso, a que o fornecimento de eletricidade seja prestado de forma contínua, sem interrupções”, sublinha a jurista da DECO.

A EDP Distribuição garante que está a ser feito um “reforço de equipas operacionais e de Contact Center” e que se mantém “atenta a todas as ocorrências que possam surgir, procedendo a reforços adicionais de meios, se necessário, visando a célere resolução dos incidentes”.

Perante o incumprimento dos padrões da qualidade de serviço no Regulamento da Qualidade de Serviço da ERSE estão previstas compensações. “No entanto, existem situações consideradas de força maior ou fortuitas, para as quais nem sempre se aplicam as compensações”, sublinha Carolina Gouveia.

Então, o que fazer neste caso? “Terá de ser avaliada a origem da interrupção para se perceber se o consumidor terá direito à compensação”, algo que deve, então, perceber junto do seu operador de rede.

A EDP Distribuição explica que “os limites temporais para o restabelecimento do fornecimento de energia aos clientes estão definidos no Regulamento da Qualidade de Serviço” e que, todos os anos, “é avaliado, para cada consumidor, o respetivo nível de serviço e processadas automaticamente as compensações devidas, quando aplicáveis”.

Assim, o contacto com o operador de rede é fundamental para a resolução do problema.

A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor refere que já recebeu várias reclamações de consumidores devido às falhas de energia e, por isso, vai “contactar a EDP Distribuição para obter os esclarecimentos desta entidade”. A associação refere ainda que os clientes que já reportaram a mesma situação podem fazer chegar “a sua reclamação” à DECO.

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