EDP quer investir mais de 500 milhões em renováveis na Grécia até 2025

A EDP pretende investir mais de 500 milhões de euros em diferentes projetos de energia renovável na Grécia até 2025, para atingir 500 megawatts (MW) de capacidade, avançou hoje o presidente, Miguel Stilwell d’Andrade.

“O nosso plano estratégico para o mercado grego vai até 2025, com uma multitude de diferentes projetos, alcançando 500 megawatts e mais de 500 milhões de euros de investimento”, disse o líder da empresa portuguesa que hoje inaugurou o seu primeiro parque eólico em território grego, na zona de Livadi, perto da cidade de Malesina.

Relativamente ao parque Livadi, com 45 MW de capacidade, a empresa não quis avançar o valor do investimento.

Em declarações aos jornalistas, à margem da cerimónia de inauguração, o CEO da EDP e da EDP Renováveis (EDPR) explicou que dos 500 MW previstos no plano de negócios para o território helénico, 150 MW de energia eólica já estão construídos, em fase de construção ou em fase avançada de licenciamento, num total de cinco projetos já em fase mais avançada.

Quanto aos restantes 350 MW, cerca de uma centena deverá corresponder a energia solar.

No entanto, de acordo com o líder da energética, o investimento de 500 milhões de euros não contempla projetos de energia eólica no mar (‘offshore’), uma vez que é ainda algo “muito embrionário” na Grécia, mas a EDPR tem uma parceria com a empresa grega Terna, para analisar a possibilidade de investir em ‘offshore’ flutuante.

“Estamos a falar com o Governo grego, para tentar perceber se vai haver regulação e vontade de desenvolver [eólica ‘offshore’]. Havendo, logo tomaremos uma decisão”, esclareceu Stilwell d’Andrade.

Stilwell d’Andrade prevê que ao longo dos próximos 18 meses a empresa consiga alcançar mais 150 MW e os restantes 200 MW até 2025, acrescentando, porém, que o objetivo é continuar a crescer na Grécia após aquela data.

O responsável adiantou também que estão a analisar a possibilidade de investir em alguns países dos Balcãs, mas não há ainda projetos concretos.

“Por agora, a nossa prioridade tem sido alargar o número de países. Já passámos de 12 em 2018 para 25 países hoje, mas queremos agora aprofundar nos países onde estamos e ter mais megawatts nesses países”, afirmou o CEO.

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