EDP junta-se a mais de 100 grandes empresas para pedir reforço das metas ambientais na Europa

Os dirigentes europeus são os principais destinatários de uma carta-compromisso subscrita por mais de 150 líderes de grandes empresas e investidores, incluindo a EDP, a pedir valores mais elevados na definição das metas ambientais.

A carta entregue esta terça-feira abrange várias propostas, entre as quais se destaca o apelo aos dirigentes da União Europeia (UE) para apoiarem a ambição estabelecida no Acordo Verde Europeu (Green Deal) e a redução das emissões de gases de efeito de estufa em pelo menos 55% até 2030.

Além da EDP, empresas como Unilever, Microsoft, Ikea, Deutsche Bank, H&M, Google, EDF ou Efacec, e mais 21 redes e associações empresariais subscrevem esta carta, indica a EDP em comunicado de imprensa.

Recorde-se que esta semana, a Comissão Europeia vai reunir-se para discutir propostas para as novas metas de emissões até 2030. Além disso, está previsto para esta quarta-feira o discurso sobre o Estado da União.

“O que precisamos urgentemente de contemplar a seguir é uma implementação ambiciosa do pacote de recuperação focado em alcançar uma transição verde e digital, com o Acordo Verde Europeu no seu núcleo e tendo em vista uma elevada meta de redução de emissões de curto prazo”, destaca a carta conjunta dos líderes empresariais.

«Precisamos de uma acção mais célere sobre as alterações climáticas a partir de agora. A orientação regulamentar definida pela UE proporcionou um enorme crescimento em áreas como as energias renováveis e devemos manter a dinâmica da política se quisermos registar mudanças semelhantes em áreas como os transportes, o aquecimento e a indústria pesada. Vamos apoiar os decisores políticos em cada etapa do caminho para um mundo neutro em carbono em 2050», afirma Miguel Stilwell de Andrade, CEO interino da EDP, em comunicado.

Antes do discurso da Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, acerca do Estado da União de 2020, e na preparação para a Semana do Clima em Nova Iorque, os subscritores da carta apelam aos líderes europeus para que evitem os piores efeitos das mudanças climáticas e garantam uma recuperação económica sustentável e competitiva.

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