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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Novas regras dos táxis adiadas por 60 dias após contestação do setor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 13:26:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A entrada em vigor do novo regulamento tarifário dos táxis, inicialmente prevista para esta sexta-feira, 19 de junho, foi adiada por 60 dias na sequência da contestação apresentada pelas principais associações representativas do setor.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A entrada em vigor do novo regulamento tarifário dos táxis, inicialmente prevista para esta sexta-feira, 19 de junho, foi adiada por 60 dias na sequência da contestação apresentada pelas principais associações representativas do setor. A decisão surge depois de a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) ter aceitado analisar um conjunto de propostas de alteração apresentadas pelos operadores, abrindo espaço para novas negociações antes da aplicação das mudanças.</p>
<p>O regulamento tinha sido publicado em Diário da República a 9 de junho e previa um prazo de apenas dez dias para entrar em vigor. Contudo, a Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL) revelou que a implementação foi suspensa após uma reunião de urgência realizada na segunda-feira, 15 de junho, entre representantes do setor e a AMT.</p>
<p>Segundo a ANTRAL, durante esse encontro foram apresentadas diversas preocupações relacionadas com o conteúdo do novo regulamento. Em comunicado, a associação explicou que foi identificado “um conjunto de preocupações relativamente a vários aspetos do regulamento que, no entendimento das associações, justificam correção ou revisão antes da sua entrada em vigor”.</p>
<p>A Federação Portuguesa do Táxi (FPT) acompanha esta posição e anunciou igualmente que irá apresentar propostas de alteração ao regulador nas próximas semanas. As duas estruturas defendem que o novo enquadramento tarifário só deverá avançar quando for encontrada uma solução considerada equilibrada tanto para os operadores como para os passageiros.</p>
<p><strong>Divergências centram-se nos veículos de maior capacidade</strong><br />
Entre os principais pontos de discórdia está o regime aplicável aos táxis com capacidade para mais de quatro passageiros. As associações defendem que estas viaturas apenas deveriam aplicar uma tarifa agravada quando transportassem efetivamente mais de quatro pessoas.</p>
<p>Na interpretação dos representantes do setor, a versão final do regulamento publicada em Diário da República acaba por penalizar permanentemente este tipo de veículos, independentemente do número de passageiros transportados em cada viagem.</p>
<p>Além desta questão, os operadores manifestaram reservas relativamente às regras aplicáveis às viagens de regresso após deslocações para fora da área habitual de operação. Foram também levantadas dúvidas sobre a adaptação técnica dos taxímetros às novas regras e sobre a forma como os novos preços serão apresentados e comunicados aos passageiros.</p>
<p><strong>O que prevê o novo modelo tarifário</strong><br />
Caso a redação atualmente publicada em Diário da República se mantenha inalterada após o período de negociação, os passageiros irão assistir a mudanças significativas na forma como o preço das viagens é calculado.</p>
<p>Uma das alterações mais visíveis é a redução da bandeirada inicial, que passará dos atuais 3,25 euros para 2 euros.</p>
<p>O novo sistema prevê ainda que o valor final da viagem resulte da combinação entre três fatores: o valor inicial, a distância percorrida e o tempo de duração do percurso.</p>
<p>Por outro lado, desaparecem dois suplementos atualmente cobrados: o suplemento de bagagem, fixado em 1,60 euros, e o suplemento associado ao transporte de animais domésticos.</p>
<p>Mantém-se apenas o suplemento de chamada, que continuará fixado em 80 cêntimos.</p>
<p><strong>Feriados, turismo e viagens entre concelhos</strong><br />
O regulamento introduz ainda a possibilidade de aplicação de agravamentos tarifários em períodos específicos, nomeadamente durante feriados e épocas festivas.</p>
<p>Outra novidade é a criação de tarifas sazonais em zonas com forte procura turística, permitindo ajustar os preços em determinados períodos do ano.</p>
<p>Em contrapartida, o novo modelo elimina as penalizações atualmente associadas às viagens realizadas entre diferentes concelhos. A medida pretende reduzir disparidades tarifárias e uniformizar os custos das deslocações entre municípios.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778121]]></sapo:autor>
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		<title>Pequenos reatores nucleares entram na corrida europeia: Rolls-Royce ganha contrato na Suécia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 13:03:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[reatores nucleares]]></category>
		<category><![CDATA[Rolls-Royce SMR]]></category>
		<category><![CDATA[Suécia]]></category>
		<category><![CDATA[Videberg Kraft]]></category>
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					<description><![CDATA[Contrato está a ser apresentado pelo Governo britânico como uma das maiores conquistas recentes de exportação da indústria nuclear do Reino Unido]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rolls-Royce SMR foi selecionada pela sueca Videberg Kraft para desenvolver pequenos reatores modulares na Suécia, num acordo avaliado em vários milhares de milhões de libras. O &#8216;El Economista&#8217; escreve que o contrato está a ser apresentado pelo Governo britânico como uma das maiores conquistas recentes de exportação da indústria nuclear do Reino Unido.</p>
<p>O acordo transforma a Rolls-Royce SMR em parceira tecnológica da Videberg Kraft para o programa nuclear sueco e reforça a posição da empresa num mercado europeu ainda em formação, mas considerado estratégico para a próxima geração de energia nuclear.</p>
<p>Os pequenos reatores modulares, conhecidos pela sigla SMR, são uma tecnologia pensada para acelerar a implantação da energia nuclear através de unidades mais pequenas, replicáveis e com prazos de construção potencialmente mais curtos do que os das centrais nucleares convencionais.</p>
<p>A escolha da Rolls-Royce surge depois de uma campanha de apoio do Governo britânico, que incluiu uma visita à Suécia do secretário dos Negócios, Peter Kyle, para promover a proposta da empresa. O Executivo de Keir Starmer vê o acordo como uma validação da sua estratégia industrial e da aposta na revitalização da cadeia de valor nuclear britânica.</p>
<p>Para a Suécia, o objetivo passa por reforçar a segurança energética e aumentar a capacidade de produção firme e de baixo carbono. O país procura responder a um contexto europeu marcado pela eletrificação da economia, pelo encerramento gradual de algumas centrais a combustíveis fósseis e pela necessidade de reduzir a dependência de combustíveis importados.</p>
<p>Para o Reino Unido, o contrato representa uma oportunidade de exportar uma tecnologia que também será usada no mercado interno. Em junho de 2025, a Rolls-Royce SMR foi escolhida pela Great British Energy-Nuclear como parceira tecnológica preferencial para o programa britânico de pequenos reatores modulares.</p>
<p>O primeiro projeto de SMR do Reino Unido deverá ser construído em Wylfa, no norte do País de Gales. Segundo o Governo britânico, o projeto poderá criar cerca de 3.000 empregos no pico da construção e milhares de outros ao longo da cadeia de fornecimento.</p>
<p>Keir Starmer classificou o acordo como “uma grande vitória para a economia britânica” e afirmou que permite ao país mostrar a sua capacidade de engenharia no plano internacional. O secretário da Energia, Ed Miliband, associou o contrato à estratégia de energia limpa do Governo e defendeu que o Reino Unido deve voltar a “fabricar e construir” em setores industriais estratégicos.</p>
<p>A ministra das Finanças, Rachel Reeves, destacou que o acordo demonstra a capacidade das empresas britânicas para competir no mercado global das tecnologias limpas. Já Peter Kyle afirmou que a escolha da Rolls-Royce confirma o Reino Unido como um parceiro relevante para a próxima geração de energia nuclear.</p>
<p>Tufan Erginbilgic, presidente executivo da Rolls-Royce, afirmou que a empresa venceu todos os processos seletivos competitivos para pequenos reatores modulares realizados na Europa. Segundo o responsável, o sucesso na Suécia confirma o impulso comercial da tecnologia e reforça a posição da Rolls-Royce SMR como a única empresa com múltiplos compromissos contratuais para fornecer unidades SMR no continente europeu.</p>
<p>O Governo britânico estima que o mercado global de pequenos reatores modulares possa atingir quase 500 mil milhões de libras, cerca de 585 mil milhões de euros, até 2050. Nesse contexto, o acordo sueco é mais do que um contrato isolado: é um teste à ambição do Reino Unido de transformar a sua tecnologia nuclear numa plataforma de exportação.</p>
<p>A aposta chega num momento em que vários países europeus reavaliam o papel da energia nuclear na transição energética. Entre a necessidade de eletricidade estável, a pressão para reduzir emissões e a procura por menor dependência energética externa, os pequenos reatores modulares começam a surgir como uma das tecnologias que podem disputar espaço na nova arquitetura energética europeia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778103]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal adotou medidas &#8220;tímidas&#8221; face à crise energética e aos estragos da tempestade Kristin, diz Costa Silva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 12:55:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ex-ministro da Economia António Costa Silva considerou hoje, em Luanda, que Portugal adotou medidas tímidas face à crise energética e aos estragos da tempestade Kristin, alertando que setores inteiros da economia nacional ficaram sem resposta adequada.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ex-ministro da Economia António Costa Silva considerou hoje, em Luanda, que Portugal adotou medidas tímidas face à crise energética e aos estragos da tempestade Kristin, alertando que setores inteiros da economia nacional ficaram sem resposta adequada.</p>
<p>Costa Silva falava hoje à Lusa, em Luanda, à margem da apresentação do estudo &#8220;Banca em Análise&#8221;, da Deloitte, questionado sobre o posicionamento de Portugal perante a crise desencadeada pelo conflito no Médio Oriente e as suas implicações para a economia nacional.</p>
<p>O académico considerou que Portugal tem adotado &#8220;um posicionamento na segunda fila, a assistir aos acontecimentos, a tentar não criar grandes ondas&#8221;, considerando que a preservação da relação com os Estados Unidos é &#8220;fulcral&#8221; para um país atlântico.</p>
<p>&#8220;A administração Trump é temporária, mas o parceiro americano é fulcral para Portugal&#8221;, justificou, alertando para o enfraquecimento do eixo atlântico dentro da União Europeia após a saída do Reino Unido.</p>
<p>No que diz respeito à resposta à crise energética, o ex-ministro disse que as medidas adotadas pelo Governo &#8220;são tímidas&#8221; e &#8220;era necessário mais&#8221;, manifestando preocupação com a combinação de duas crises: o conflito no Médio Oriente e os estragos da tempestade Kristin, que atingiu duramente a indústria de componentes para automóveis, os moldes e a fabricação automóvel, concentrados no eixo Leiria-Aveiro.</p>
<p>A tempestade Kristin atingiu Portugal em 28 de janeiro de 2026 com rajadas superiores a 200 quilómetros por hora, provocando destruição generalizada na região Centro e deixando cerca de 1,7 milhões de pessoas sem eletricidade, levando o Governo a declarar situação de calamidade em cerca de 60 municípios.</p>
<p>Em poucas horas, a tempestade provocou estragos significativos em habitações, empresas, explorações agrícolas, infraestruturas rodoviárias e ferroviárias e equipamentos públicos, tendo o Governo aprovado um pacote de apoios com um potencial até 2,5 mil milhões de euros.</p>
<p>&#8220;As empresas hoje estão em economias de redes e, se elas deixam de aparecer e estão muito tempo ausentes, vai ser mais difícil recuperarem&#8221;, advertiu Costa Silva, lamentando a ausência de medidas de reposição da capacidade produtiva nesses setores.</p>
<p>O gestor e académico defendeu que, em matéria de combustíveis, o modelo do anterior Governo (que integrou) devia servir de referência, recordando &#8220;uma panóplia de medidas&#8221;, da redução do IVA dos combustíveis ao apoio ao gasóleo profissional, aos transportadores e à logística.</p>
<p>&#8220;O Estado não deve ficar com aquilo que resulta do aumento dos preços dos combustíveis &#8212; deve devolver às pessoas, através da redução do IVA, tudo aquilo que resulta dos aumentos verificados&#8221;, defendeu, reconhecendo que a medida é &#8220;criticada pelos economistas&#8221; por ser &#8220;uma espécie de medida cega&#8221;, mas contrapondo que, em 2023, &#8220;ajudou muita gente que mais precisava&#8221;.</p>
<p>O anterior Governo liderado por António Costa aplicou uma descida do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP), que devolveu aos consumidores a receita adicional gerada pela subida dos preços.</p>
<p>Sobre o impacto económico da crise energética para Portugal, Costa Silva previu &#8220;um crescimento muito anémico este ano&#8221;, recordando que a inflação atingiu 3,2% em maio.</p>
<p>Questionado sobre o que alteraria no seu Plano de Recuperação e Resiliência se o elaborasse hoje, o autor da Visão Estratégica para o PRR português disse que expandiria as agendas mobilizadoras &#8212; cerca de oito mil milhões de euros em investimento &#8212;, apesar de terem sido &#8220;talvez das partes do PRR que melhor funcionaram, porque as empresas é que dirigiram todo esse processo&#8221;.</p>
<p>Destacou nomeadamente as agendas da saúde, do mar e da inteligência artificial, esta última pela sua capacidade de transformar a administração pública. &#8220;O que precisamos é de não digitalizar a burocracia&#8221;, alertou.</p>
<p>O especialista em energia defendeu também o papel das grandes empresas, relatando um episódio que o marcou enquanto ministro, quando um CEO de uma grande empresa lhe confessou ter &#8220;medo de divulgar os lucros&#8221; devido à reação da opinião pública e dos meios de comunicação.</p>
<p>&#8220;Nós hostilizamos as empresas, hostilizamos os lucros, hostilizamos aquilo que são os meios para o país criar riqueza&#8221;, lamentou.</p>
<p>&#8220;Não pode haver empresas sem ter lucros &#8212; que país é que estamos a construir&#8221;, questionou, ressalvando que as empresas devem &#8220;operar dentro do quadro legal e serem sancionadas quando não observem esse quadro&#8221;.</p>
<p>Mas &#8220;à partida desconfiar, hostilizar e tratá-las de forma indevida não ajuda nada ao investimento e ao desenvolvimento do país&#8221;, acrescentou.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778107]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>O mapa dos vencedores e vencidos: acordo de Trump com o Irão expõe derrota estratégica dos EUA</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/o-mapa-dos-vencedores-e-vencidos-acordo-de-trump-com-o-irao-expoe-derrota-estrategica-dos-eua/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 12:41:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
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					<description><![CDATA[Texto, endossado também pelo presidente do Parlamento iraniano, Masoud Pezeshkian, será formalizado esta sexta-feira em Genebra, numa cerimónia em que deverá participar JD Vance]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Donald Trump apresenta o memorando de entendimento com o Irão como uma vitória diplomática. Mas, fora da Casa Branca, a leitura é muito menos favorável aos Estados Unidos. O acordo assinado entre Washington e Teerão está a ser visto por vários jornais e analistas internacionais como uma cedência estratégica americana, capaz de redefinir o equilíbrio de forças no Médio Oriente e de transformar o Irão no principal vencedor político da guerra dos últimos meses.</p>
<p>O texto, que deverá ser formalizado esta sexta-feira em Genebra, prevê a suspensão das hostilidades em várias frentes e abre caminho a um acordo definitivo entre os dois países. Mas o ponto central está nas concessões económicas e estratégicas atribuídas a Teerão: reabertura do Estreito de Ormuz, alívio das sanções, autorização para exportações petrolíferas, desbloqueio de fundos iranianos e eventual financiamento para reconstrução e desenvolvimento económico.</p>
<p>O primeiro vencedor é o próprio Irão. Durante a guerra, Teerão demonstrou que conseguia condicionar uma das passagens marítimas mais importantes do mundo. O Estreito de Ormuz, essencial para o transporte global de petróleo e gás, tornou-se a principal arma negocial iraniana. A partir do momento em que a sua instabilidade pressionou os mercados energéticos e agravou os receios económicos, Washington passou a ter um incentivo direto para fechar um acordo.</p>
<p>É essa a leitura feita por vários observadores críticos. O &#8216;Wall Street Journal&#8217; considera que o Irão manteve Ormuz refém durante a guerra e que o acordo corre o risco de formalizar essa pressão num novo ‘status quo’, no qual Teerão ganha margem para influenciar a futura administração da passagem. Mais do que uma simples trégua, o memorando reconhece o poder iraniano sobre um ponto nevrálgico da economia mundial.</p>
<p>O segundo vencedor é o regime iraniano. Segundo o &#8216;El Confidencial&#8217;, o acordo pode encerrar uma guerra fria parcial de três décadas entre Washington e Teerão, iniciada em 1995 com as sanções impostas por Bill Clinton contra a indústria petrolífera iraniana e o comércio bilateral. O ponto 7 do memorando prevê que os Estados Unidos se comprometam a pôr fim, num calendário a definir, às sanções impostas à República Islâmica do Irão, incluindo sanções americanas primárias e secundárias.</p>
<p>A dimensão simbólica é difícil de ignorar. Trump retirou os Estados Unidos do acordo nuclear de 2015, assinado durante a Administração Obama, depois de o ter classificado como “o pior acordo da história”. Agora, o mesmo Trump aceita um entendimento que pode ir mais longe nas concessões económicas, em troca da garantia iraniana de que nunca fabricará armas nucleares, uma posição que Teerão sempre disse defender.</p>
<p>O terceiro vencedor pode ser o petróleo iraniano. O memorando prevê que, imediatamente após a assinatura, Washington emita autorizações para exportações de crude iraniano, produtos petroquímicos e derivados, incluindo serviços bancários, seguros e transporte. Na prática, o Irão poderá voltar a colocar petróleo no mercado mesmo antes de um acordo final estar fechado.</p>
<p>Para Trump, esse ponto tem uma utilidade política imediata. A subida do petróleo durante a guerra pressionou os combustíveis e ameaçou tornar-se um problema interno nos Estados Unidos. Ao desbloquear a oferta iraniana e ao reabrir Ormuz, o acordo ajuda a travar os preços do crude, mas à custa de uma concessão que muitos críticos consideram excessiva.</p>
<p>O quarto vencedor pode ser o Hezbollah. Fontes citadas pela &#8216;Reuters&#8217; indicam que o grupo libanês apoiado por Teerão espera obter benefícios políticos e financeiros do acordo, sobretudo se os fundos iranianos começarem a ser desbloqueados. Segundo essas fontes, o Irão terá garantido ao Hezbollah que reforçará o apoio financeiro assim que o dinheiro voltar a circular.</p>
<p>Esse eventual reforço seria um revés para Israel. O Hezbollah sofreu perdas pesadas na guerra de 2024 e nos combates posteriores, viu as suas finanças pressionadas e chegou a reduzir pagamentos em dinheiro. Uma injeção de fundos iranianos poderia ajudar o grupo a recompor a sua base social, reconstruir alianças políticas no Líbano e recuperar capacidade de influência.</p>
<p>Washington tenta travar essa leitura. Um responsável americano afirmou que os fundos não serão desbloqueados se forem canalizados para organizações terroristas e defendeu que o acordo incentiva o Irão a controlar os seus grupos aliados. Mas, no terreno, a situação é mais complexa. O Hezbollah continua a ser considerado por Teerão um ativo estratégico e dificilmente o Irão aceitará abandoná-lo como contrapartida de um entendimento com os EUA.</p>
<p>O primeiro vencido é, por isso, a estratégia americana de pressão máxima. Durante anos, Washington apostou em sanções, isolamento económico e pressão militar para limitar o poder iraniano. O acordo sugere uma inversão: depois de cem dias de guerra, os EUA aceitam negociar a partir de uma posição em que precisam de Ormuz aberto, do petróleo mais barato e de uma descompressão regional.</p>
<p>O segundo vencido é Israel. A imprensa israelita mais crítica descreveu o entendimento como uma capitulação. Um artigo de opinião no &#8216;Times of Israel&#8217; classificou o acordo como uma “capitulação catastrófica” perante o Irão e alertou que deixa Israel mais vulnerável. A irritação é compreensível: o pacto não obriga Teerão a cortar laços com os seus aliados regionais e inclui o Líbano no esforço de cessar hostilidades.</p>
<p>Benjamin Netanyahu já deixou claro que o acordo não vincula Israel. Essa posição abre espaço para novas tensões, sobretudo no sul do Líbano, onde Israel mantém tropas e onde os confrontos, embora reduzidos, continuam. O problema para o primeiro-ministro israelita é que, se desafiar frontalmente o memorando, arrisca entrar em choque com Trump; se aceitar o acordo, vê o Irão sair reforçado e o Hezbollah ganhar margem política.</p>
<p>O terceiro vencido é o Governo libanês. Beirute tentou, nos últimos meses, negociar uma solução para o conflito e limitar o papel militar do Hezbollah. Mas o facto de o Líbano ter entrado na agenda das negociações entre Washington e Teerão enfraquece a margem de manobra das autoridades libanesas. O presidente Joseph Aoun chegou a acusar o Irão de usar o Líbano como moeda de troca, embora depois tenha saudado o memorando.</p>
<p>A médio prazo, o acordo pode também deixar em segundo plano a discussão sobre o desarmamento do Hezbollah. Enquanto houver presença militar israelita no sul do Líbano, o grupo poderá continuar a justificar a manutenção das armas com o argumento da resistência. Analistas citados pela &#8216;Reuters&#8217; admitem que uma fórmula mais realista poderia passar por algum tipo de desmilitarização do sul do Líbano em troca de retirada israelita, mas o impasse permanece.</p>
<p>O quarto vencido pode ser a oposição iraniana no exílio. A imprensa iraniana próxima do regime está a usar o acordo para atacar os grupos opositores que apostaram numa mudança de regime apoiada pelos EUA e por Israel. A mensagem de Teerão é clara: quando a guerra deixou de servir os interesses americanos, esses aliados foram descartados.</p>
<p>No fim, o acordo de Trump desenha um mapa desconfortável. O Irão sai com sanções em vias de alívio, petróleo perto de regressar ao mercado, fundos congelados em discussão e influência regional intacta. O Hezbollah pode ganhar oxigénio político e financeiro. Os mercados recebem a promessa de Ormuz aberto e crude mais barato. Já os Estados Unidos ficam com a imagem de uma potência que iniciou uma guerra, pagou um custo elevado e acabou por aceitar grande parte das exigências do adversário.</p>
<p>A paz pode ser boa para a região. Mas, do ponto de vista estratégico, o memorando deixa uma conclusão difícil para Washington: a vitória que Trump proclama parece, para muitos aliados e adversários, uma vitória do Irão.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778083]]></sapo:autor>
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		<title>Câmara de Castelo Branco opõe-se à instalação de central solar na Gardunha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 12:39:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O presidente da Câmara de Castelo Branco disse hoje que se opõe à instalação de uma central fotovoltaica na Serra da Gardunha, caso esta ocupe áreas protegidas, ocupe solos agrícolas ou tenha forte impacto na paisagem.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente da Câmara de Castelo Branco disse hoje que se opõe à instalação de uma central fotovoltaica na Serra da Gardunha, caso esta ocupe áreas protegidas, ocupe solos agrícolas ou tenha forte impacto na paisagem.</p>
<p>Na sessão pública do executivo realizada hoje, Leopoldo Rodrigues informou os vereadores de que reuniu com um promotor que pretende instalar um parque eólico e solar nas proximidades da Serra da Gardunha, no concelho de Castelo Branco, cujo investimento ronda os 1,2 mil milhões de euros.</p>
<p>O autarca explicou que reuniu com o grupo investidor (Eurowind) há cerca de dois ou três meses que lhe comunicou que tinha licença para a instalação de um parque misto e que queria fazer o investimento em Castelo Branco.</p>
<p>&#8220;Fui muito claro quanto às condições das quais a Câmara não abdica: A não utilização de espaços agrícolas, a não utilização de áreas protegidas e a instalação em zonas que tivessem forte impacto na paisagem. Fiquei convicto que tinham percebido&#8221;, vincou.</p>
<p>Porém, decorridos alguns meses, um consultor que trabalha para o grupo investidor pediu nova reunião com a Câmara, no sentido de arrendar cerca de sete hectares de terreno propriedade do município, precisamente, na Serra da Gardunha.</p>
<p>&#8220;Fiquei surpreso com a proposta para alugar os sete hectares para a instalação de uma central fotovoltaica e transmiti ao consultor que devia haver equívoco. O próprio consultor não sabia das premissas que tinha transmitido ao investidor&#8221;, explicou.</p>
<p>Leopoldo Rodrigues disse ainda que passados poucos dias foi novamente abordado pelo grupo que apresentou a área de instalação da central fotovoltaica recusada no imediato.</p>
<p>&#8220;Nós manifestámos a nossa discordância absoluta, apesar das promessas do investidor, nomeadamente contrapartidas de sete milhões de euros para a Câmara Municipal, entre outras. Reiterámos os nossos princípios. É inaceitável o uso da serra [Gardunha] neste projeto&#8221;, frisou.</p>
<p>Segundo o autarca, eleito pelo PS, daqui a uma semana irá reunir, novamente, com o grupo investidor e mantém a posição que assumiu nas três premissas que apresentou.</p>
<p>&#8220;Trata-se de um assunto sensível e importante. Não sou contra a produção de energias alternativas, mas há regras, limites e linhas que não estamos disponíveis para ultrapassar&#8221;, disse.</p>
<p>A vereadora do PSD/CDS-PP Margarida Lourenço Duarte, de entre vários assuntos, questionou o presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco sobre o caso de interdição do acesso ao cais de Malpica do Tejo.</p>
<p>Trata-se de um assunto que se arrasta há anos e que coloca em confronto a população daquela localidade e o proprietário de um terreno por onde passa um caminho que dá acesso ao cais situado junto ao rio Tejo vedado, com o argumento de se tratar de caminho privado.</p>
<p>O caso foi para tribunal e, neste momento, ainda não há uma decisão definitiva sobre se o acesso é público ou privado.</p>
<p>E, aproveitando a intervenção de Leopoldo Rodrigues onde mencionou a manifestação feita em Monfortinho devido ao IC31, instou, com alguma ironia, que se devia fazer uma manifestação em Malpica do Tejo devido à interdição do caminho de acesso ao cais.</p>
<p>O presidente da Câmara explicou à vereadora todo o processo de envolvimento do município neste assunto e realçou que neste momento se encontra &#8220;no domínio da Justiça [Tribunal]&#8221;.</p>
<p>&#8220;Seria uma afronta [à Justiça], o presidente da Câmara fazê-lo [instar à manifestação]. Aguarda-se uma decisão [judicial]&#8221;, frisou.</p>
<p>O autarca foi ainda confrontado, por parte do vereador a do PSD/CDS-PP José Augusto Alves, com uma moção aprovada em dezembro de 2025 sobre a instalação de ATM-Multibanco nas freguesias.</p>
<p>O vereador quis saber quais as diligências feitas para a respetiva instalação dos ATM, o que motivou alguma troca de palavras e de argumentos entre ambos.</p>
<p>Contudo, ficou o compromisso do presidente de instalar esses ATM, apesar de haver cada vez menos interesse por parte das instituições bancárias.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778097]]></sapo:autor>
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		<title>IA consumirá 8% da eletricidade mundial em 2050</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 12:39:31 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O avanço da Inteligência Artificial (IA) multiplicará por sete o consumo de eletricidade dos centros de dados até 2050, altura em que representará 8% da procura mundial, o que constitui um dos principais desafios para as redes de energia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O avanço da Inteligência Artificial (IA) multiplicará por sete o consumo de eletricidade dos centros de dados até 2050, altura em que representará 8% da procura mundial, o que constitui um dos principais desafios para as redes de energia.</p>
<p>Esta é a previsão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) no relatório &#8220;Perspetivas Mundiais do Petróleo para 2050&#8221;, divulgado hoje, na capital da Áustria, Viena.</p>
<p>Em termos absolutos, o documento detalhou que a procura de eletricidade impulsionada pelos centros de dados e pela IA registará um aumento de 3.606 terawatts-hora (TWh) até 2050.</p>
<p>Os números revelam que o consumo multiplicar-se-á por sete, passando dos 602 TWh registados em 2025 para cerca de 4.208 TWh em meados do século.</p>
<p>Assim, o consumo de eletricidade proveniente destes setores passará de cerca de 2% do total global em 2025 para 8% em 2050.</p>
<p>A IA, com o seu enorme consumo energético, torna-se assim um dos principais motores do crescimento da procura global de eletricidade, que, no conjunto, aumentará mais de 85%, ultrapassando os 50.500 TWh em 2050.</p>
<p>A produção mundial de eletricidade aumentará mais de 85% entre 2025 e 2050, passando de cerca de 32.000 para 59.500 TWh, impulsionada pelo crescimento nos países em desenvolvimento, especialmente na Ásia.</p>
<p>A enorme procura por IA, segundo o relatório, exerce uma grande pressão sobre as redes elétricas nas economias mais avançadas.</p>
<p>Nos EUA, por exemplo, a procura proveniente dos centros de dados e da IA está a crescer mais rapidamente do que a capacidade da rede para a satisfazer, pelo que algumas empresas tecnológicas planeiam construir fontes de energia fora da rede pública.</p>
<p>O grande desafio dos centros de dados e da IA é que exigem um fornecimento de eletricidade ininterrupto, contínuo e altamente fiável, algo que as energias renováveis, devido à sua natureza intermitente, nem sempre conseguem garantir.</p>
<p>Perante esta situação, o relatório da OPEP destacou a tendência das empresas do setor energético para apostar na energia nuclear como fonte de energia.</p>
<p>Grandes empresas como a Amazon, a Google, a Microsoft e a Meta anunciaram possíveis acordos de fornecimento de eletricidade ligados à energia nuclear, em muitos casos relacionados com o desenvolvimento de pequenos reatores modulares (SMR), salientou a organização.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778095]]></sapo:autor>
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		<title>Mulher detida por suspeita de matar enteada de 8 anos em Valpaços</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 12:39:29 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma mulher de 48 anos foi detida pela suspeita de ter matado a enteada de 8 anos, cujo desaparecimento foi participado pelo pai na quarta-feira, em Valpaços, anunciou a Polícia Judiciária (PJ).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma mulher de 48 anos foi detida pela suspeita de ter matado a enteada de 8 anos, cujo desaparecimento foi participado pelo pai na quarta-feira, em Valpaços, anunciou a Polícia Judiciária (PJ).</p>
<p>A PJ disse, em comunicado, que a mulher está fortemente indiciada pela prática dos crimes de homicídio qualificado e profanação de cadáver, um crime que terá acontecido na zona da serra da Padrela, já no concelho de Vila Pouca de Aguiar, a mais de 20 quilómetros da aldeia onde a família reside, em Celeirós, freguesia de Friões, concelho de Valpaços.</p>
<p>A investigação do Departamento de Investigação Criminal de Vila Real da Polícia Judiciária (PJ) teve início na sequência da comunicação, quarta-feira, ao final da tarde, do desaparecimento de uma criança.</p>
<p>A GNR já tinha confirmado à Lusa que o desaparecimento foi participado pelo pai da menor na quarta-feira, no posto da Guarda de Carrazedo de Montenegro, localidade onde a criança frequentava a escola.</p>
<p>A Judiciária disse ainda que as diligências realizadas permitiram apurar &#8220;indícios de que a vítima teria sido alvo de agressão violenta, da qual resultou a sua morte, ao que tudo indica por asfixia mecânica&#8221;.</p>
<p>Acrescentou que a investigação &#8220;possibilitou a rápida identificação da presumível autora dos factos, bem como a recolha de indícios consistentes da sua alegada intervenção na morte da menor e na subsequente ocultação e abandono do cadáver, em zona florestal, na serra da Padrela, em Vila Pouca de Aguiar&#8221;.</p>
<p>A vítima residia juntamente com o seu pai e a companheira, a suposta autora dos crimes sob investigação.</p>
<p>A detida vai ser presente no Tribunal de Valpaços para primeiro interrogatório judicial e aplicação de eventuais medidas de coação.</p>
<p>O inquérito é titulado pelo Ministério Público de Valpaços.</p>
<p>PLI/JGS</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778094]]></sapo:autor>
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		<title>Governo vai aprovar decreto que permite que Forças Armadas recrutem até 31 mil militares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 12:37:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo vai aprovar hoje em Conselho de Ministros o novo decreto-lei de efetivos, que dará às Forças Armadas capacidade para recrutar até perto de 31 mil militares, anunciou o ministro da Defesa Nacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo vai aprovar hoje em Conselho de Ministros o novo decreto-lei de efetivos, que dará às Forças Armadas capacidade para recrutar até perto de 31 mil militares, anunciou o ministro da Defesa Nacional.</p>
<p>&#8220;Enquanto falamos, estará a ser aprovado em Conselho de Ministros o novo decreto-lei de efetivos. E falamos de um decreto-lei de efetivos que aumentará para números próximos de 31 mil o número de militares que poderão ser recrutados para as Forças Armadas&#8221;, anunciou Nuno Melo em declarações aos jornalistas no final de uma reunião de ministros de Defesa da NATO, em Bruxelas.</p>
<p>Questionado sobre como é que o Governo tenciona garantir que se conseguem recrutar esses 31 mil militares, Nuno Melo disse que o importante é garantir que esse aumento é possível e que há uma &#8220;melhoria dos números de retenção&#8221; que permita atingir essa meta.</p>
<p>O ministro afirmou que, quando o Governo tomou posse em 2024, &#8220;os números de recrutamento e de retenção vinham caindo persistentemente desde 2015&#8221;, acusando os executivos socialistas de, entre 2015 e 2024, terem reduzido o número de efetivos de &#8220;perto de 29 mil para perto de 23 mil&#8221;.</p>
<p>&#8220;Nos últimos dois anos, nós implementámos um conjunto de medidas &#8212; que tem a ver com o quadro retributivo, de suplementos, mas também direcionadas para a habitação &#8212; (&#8230;) e o facto é que houve uma inversão dos números de recrutamento e de retenção&#8221;, disse.</p>
<p>Nuno Melo referiu, contudo, que é necessário crescer até um &#8220;valor desejável de 30.800 militares neste ciclo&#8221;, o que implica que sejam &#8220;identificados os problemas&#8221; e se invista mais nas Forças Armadas.</p>
<p>Em 14 de abril, Nuno Melo indicou que Portugal tem atualmente 24.517 militares nas Forças Armadas, insistindo na ideia de uma reversão da tendência de queda, apesar de o número ainda estar longe do objetivo legal de 32 mil em 2028.</p>
<p>De acordo com a Lei Orgânica de Bases da Organização das Forças Armadas, os efetivos militares, em todas as situações, são fixados trianualmente, por decreto-lei, sob proposta do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), ouvido o Conselho de Chefes de Estado-Maior.</p>
<p>Contudo, até ao momento, o último decreto trianual em vigor é relativo aos anos de 2022-2024. O último decreto publicado sobre efetivos data de maio de 2025 mas remete para o anterior.</p>
<p>TA/ARL</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778093]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Deutsche Bank prevê aumento das taxas de juro do BCE e descida da Fed</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 12:31:21 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Fed]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[taxas de juro]]></category>
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					<description><![CDATA[O Deutsche Bank estima que o Banco Central Europeu (BCE) possa aumentar as taxas de juro em 0,25 pontos, para 2,50%, enquanto considera que a Reserva Federal dos EUA (Fed) manterá uma postura prudente, com uma possível descida em 2027.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Deutsche Bank estima que o Banco Central Europeu (BCE) possa aumentar as taxas de juro em 0,25 pontos, para 2,50%, enquanto considera que a Reserva Federal dos EUA (Fed) manterá uma postura prudente, com uma possível descida em 2027.</p>
<p>Na apresentação das perspetivas macroeconómicas e da estratégia de investimento para o segundo semestre de 2026, a diretora de investimento da instituição alemã, Rosa Duce, salientou que, apesar do memorando entre os Estados Unidos da América (EUA) e o Irão para o fim da guerra, o prazo de 60 dias concedido para a assinatura definitiva provocará volatilidade nos mercados.</p>
<p>Referindo-se à política monetária dos bancos centrais após a decisão da Reserva Federal de manter as taxas de juro entre 3,50% e 3,75%, a responsável considerou que a Reserva Federal optou por uma postura prudente e não irá baixar as taxas para 3% &#8211; 3,25% até 2027, uma vez que os custos energéticos mais elevados e o consumo mais fraco nos EUA são compensados pela continuidade do apoio fiscal e pelo investimento em Inteligência Artificial (IA).</p>
<p>Na quarta-feira, a Fed decidiu manter as taxas de juro no intervalo entre 3,50% e 3,75%.</p>
<p>No caso dos EUA, prevê-se que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) se mantenha nos 2% em 2026 e 2027, enquanto a inflação permanecerá acima da meta.</p>
<p>A Fed elevou a estimativa de inflação para o final do ano para 3,6%, acima dos 2,7% projetados em março.</p>
<p>No caso da Europa, Duce referiu que a inflação irá manter-se elevada na segunda metade do ano, à medida que os custos mais elevados da energia, provocados pela guerra no Irão, impactam os preços, e previu que a inflação europeia poderá ultrapassar os 4% no verão, embora considere que poderá diminuir para 2,5% no próximo ano.</p>
<p>Neste contexto, a instituição bancária acredita que o BCE aumentará novamente as taxas de juro em 0,25%, para 2,50%.</p>
<p>No dia 11 de junho, o BCE decidiu subir as taxas de juro em 25 pontos base, para 2,25%, naquele que foi o primeiro aumento das taxas diretoras em quase três anos, desde setembro de 2023.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778072]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: Costa Silva avisa que acordo é frágil e lamenta que Europa seja reativa em vez de protagonista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 12:31:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[António Costa Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Memorando de entendimento assinado prevê que o Irão tome medidas para garantir a retoma da circulação de navios mercantes no estreito no prazo de 30 dias, mas a reposição da normalidade não deverá ser imediata, devido à danificação de infraestruturas energéticas durante a guerra]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ex-ministro da Economia português António Costa Silva considerou hoje, em Luanda, que o acordo EUA-Irão é &#8220;frágil&#8221;, estando por negociar questões cruciais, alertando para a &#8220;errática&#8221; liderança americana e iraniana e criticando o papel passivo da Europa.</p>
<p>Costa Silva falava hoje à Lusa, em Luanda, à margem da apresentação do estudo &#8220;Banca em Análise&#8221;, da Deloitte, numa altura em que Washington e Teerão assinaram um memorando de entendimento que estabelece o cessar-fogo, a reabertura do Estreito de Ormuz e prevê negociações sobre um acordo final nos próximos 60 dias.</p>
<p>&#8220;É evidente que o acordo é sempre um alívio, mas o acordo não é mais do que um memorando de entendimento &#8211; as questões cruciais têm de ser negociadas nos próximos 60 dias&#8221;, sublinhou o académico, acrescentando que &#8220;o foco do acordo, como o Presidente americano tem explicado, é a reabertura do Estreito de Ormuz&#8221;.</p>
<p>Para o ex-governante, este é precisamente o ponto mais frágil do entendimento, lembrando que o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo, estava aberto no dia em que os Estados Unidos e Israel desencadearam o ataque ao Irão.</p>
<p>&#8220;Nós regressamos a uma espécie de ponto zero, o que põe em causa porque é que esta guerra foi feita e quais foram os seus objetivos&#8221;, questionou, apontando a &#8220;situação terrível para a economia mundial&#8221; induzida pelo conflito.</p>
<p>O memorando de entendimento assinado prevê que o Irão tome medidas para garantir a retoma da circulação de navios mercantes no estreito no prazo de 30 dias, mas a reposição da normalidade não deverá ser imediata, devido à danificação de infraestruturas energéticas durante a guerra.</p>
<p>O autor da Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030 &#8212; que serviu de base ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) português &#8212; apontou ainda uma contradição no resultado do conflito.</p>
<p>&#8220;No fundo, a guerra era para prevenir que o Irão tivesse uma arma de destruição maciça e acaba por conferir ao Irão outra arma de destruição maciça&#8221;, afirmou, referindo-se ao poder de estrangulamento do Estreito de Ormuz &#8212; uma capacidade que Teerão nunca tinha utilizado até ao início do conflito, mas que a guerra demonstrou que pode ser &#8220;muito letal para a economia mundial&#8221;.</p>
<p>Costa Silva alertou ainda para a fratura crescente no Médio Oriente, com os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita em posições divergentes, e para o receio generalizado de que o Irão volte a recorrer ao bloqueio do estreito.</p>
<p>&#8220;Temos duas lideranças erráticas &#8212; a americana e a iraniana, que é cada vez mais radical, com lutas dentro do regime &#8212; e tudo isto parece muito frágil&#8221;, vincou, admitindo que os mercados vão &#8220;respirar de alívio&#8221; no imediato, mas que a situação exige monitorização permanente.</p>
<p>O ex-ministro dirigiu críticas igualmente à Europa, cuja liderança é também &#8220;infelizmente muito errática&#8221; e &#8220;no modo reativo&#8221;.</p>
<p>&#8220;A Europa reage aos acontecimentos, nunca é protagonista, está sempre à espera que os Estados Unidos se movam, e eu acho que isso é um erro estratégico&#8221;, defendeu, num momento em que a luta entre as grandes potências mundiais torna crucial que a União Europeia estabeleça alianças com várias partes do mundo.</p>
<p>&#8220;Quanto mais alianças existirem com a União Europeia, menos probabilidade há destas aventuras militaristas terem lugar&#8221;, argumentou.</p>
<p>Na sua leitura, a diplomacia norte-americana &#8220;praticamente não existe&#8221; &#8212; a equipa de negociação norte-americana, disse, é composta por &#8220;promotores imobiliários com pouca perceção das questões geopolíticas&#8221; &#8212;, razão pela qual estes acordos são &#8220;sempre muito frágeis&#8221;.</p>
<p>Apelou, por isso, a que a União Europeia, detentora de &#8220;uma máquina diplomática forte&#8221;, seja &#8220;muito mais proativa e menos reativa nos assuntos internacionais&#8221;.</p>
<p>Na sua intervenção, o professor do Instituto Superior Técnico criticou ainda a &#8220;política predatória das grandes potências mundiais&#8221;, lamentando que o mundo esteja a regressar ao imperialismo do século XIX e apontou o recuo do comércio internacional como um dos aspetos mais negativos desse retrocesso.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778071]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Nova plataforma do IHRU para pedir e renovar apoio às rendas congeladas já está disponível</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 12:29:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma nova plataforma para gerir o programa Compensação aos Senhorios, destinado aos senhorios de contratos de arrendamento para habitação celebrados antes de 1990, está já disponível no 'site' do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma nova plataforma para gerir o programa Compensação aos Senhorios, destinado aos senhorios de contratos de arrendamento para habitação celebrados antes de 1990, está já disponível no &#8216;site&#8217; do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).</p>
<p>Dois anos depois do início do programa, a plataforma permite submeter candidaturas e pedidos anuais de renovação dos apoios às chamadas rendas &#8220;congeladas&#8221;, solicitar alterações, consultar pagamentos, receber notificações e responder a pedidos de esclarecimento, acompanhar o estado das candidaturas e dos apoios atribuídos e ainda atualizar dados e informações sobre os processos.</p>
<p>O IHRU informou que as candidaturas anteriormente submetidas transitam automaticamente para a nova plataforma.</p>
<p>Lançado em julho de 2024, o programa Compensação aos Senhorios tem sido alvo de críticas das associações de senhorios devido à burocracia e complexidade exigidas aos proprietários de casas arrendadas antes de 1990.</p>
<p>A Associação Lisbonense de Proprietários (ALP) apresentou inclusive uma queixa na Provedoria de Justiça denunciando &#8220;as arbitrariedades e injustiças flagrantes&#8221; no tratamento das candidaturas e pagamento da compensação aos senhorios.</p>
<p>&#8220;O Estado está deliberadamente a bloquear o acesso à compensação pelos senhorios, a sua maioria idosos ou muito idosos, ao introduzir um circuito burocrático impraticável&#8221;, acusou a ALP, considerando que a anterior plataforma era &#8220;extremamente complexa&#8221;.</p>
<p>A ausência de meios presenciais para submeter as candidaturas foi igualmente contestada pela ALP, constituindo &#8220;um dos pontos mais penosos e perversos quando em causa estão senhorios muito idosos, que face às barreiras apresentadas desistem sequer de iniciar o processo&#8221;.</p>
<p>O programa Compensação aos Senhorios consiste no pagamento de um apoio financeiro aos senhorios impedidos de atualizar as rendas dos contratos anteriores a 1990 pelo facto de os inquilinos terem idade superior a 65 anos, um grau de incapacidade igual ou superior a 60% ou apresentarem rendimentos anuais inferiores a cinco salários mínimos nacionais.</p>
<p>O apoio é atribuído mensalmente, por um período de 12 meses renovável.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778087]]></sapo:autor>
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		<title>Tragédia na Alemanha: bebé morre dentro de carro enquanto região estava sob aviso de calor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 12:27:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[calor]]></category>
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					<description><![CDATA[Mãe, de 44 anos, encontrou a filha várias horas depois de a ter deixado no carro. Quando os serviços de emergência chegaram ao local, já não foi possível salvar a criança]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma menina de 20 meses morreu depois de ter sido deixada dentro de um carro em Schondorf, perto de Estugarda, no sudoeste da Alemanha, numa altura em que a região estava sob aviso de calor extremo. O &#8217;20 Minutos&#8217; escreve que a criança terá sido esquecida pela mãe no interior da viatura.</p>
<p>Segundo a polícia local, a mãe, de 44 anos, encontrou a filha várias horas depois de a ter deixado no carro. Quando os serviços de emergência chegaram ao local, já não foi possível salvar a criança.</p>
<p>Na região de Schondorf, os serviços meteorológicos tinham alertado para temperaturas elevadas. Os termómetros chegaram aos 30ºC, o valor mais alto registado até então este mês naquela zona.</p>
<p>O caso volta a chamar a atenção para o risco extremo de deixar crianças dentro de veículos, mesmo quando a temperatura exterior não parece excecionalmente elevada. De acordo com o Automóvel Clube Alemão, citado pelo jornal alemão &#8216;Stern&#8217;, com 30 ºC no exterior, o interior de um carro pode atingir 56 ºC em apenas uma hora.</p>
<p>A polícia e o Ministério Público estão a investigar as circunstâncias da morte. Está também prevista a realização de uma autópsia para determinar a causa exata da morte da criança.</p>
<p>Robert Silbe, agente de uma esquadra local, afirmou à imprensa alemã que a mãe se encontra “em estado de profundo sofrimento emocional”. Para já, as autoridades não divulgaram mais detalhes sobre o desenvolvimento da investigação.</p>
<p>A tragédia ocorreu num momento em que vários países europeus enfrentam episódios de calor intenso, aumentando os alertas para os riscos associados a crianças, idosos e animais deixados dentro de automóveis. Mesmo por períodos curtos, a temperatura no interior de uma viatura pode subir rapidamente e tornar-se fatal.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778079]]></sapo:autor>
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		<title>Zelensky assume ataque a Moscovo e avisa: “Se a Ucrânia arder, Moscovo também vai arder”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 12:22:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Moscovo]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
		<category><![CDATA[Volodymyr Zelensky]]></category>
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					<description><![CDATA[Declarações surgem depois de o presidente ucraniano ter confirmado a responsabilidade de Kiev no ataque com drones que conseguiu atravessar as defesas russas e atingir um complexo de refinarias no sudeste de Moscovo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou como “absolutamente justo” o ataque realizado pelas forças ucranianas contra Moscovo com dezenas de drones, apresentado como resposta ao ataque russo que, esta segunda-feira, atingiu uma das catedrais históricas de Kiev.</p>
<p>“Claro que não queremos que a Ucrânia arda por causa do inimigo, mas se a Ucrânia arder, Moscovo também vai arder”, afirmou Zelensky, numa mensagem de voz enviada a partir de Bruxelas ao grupo de WhatsApp dos jornalistas que acompanham a atualidade ucraniana, citada pelo site &#8217;20 Minutos&#8217;.</p>
<p>As declarações surgem depois de o presidente ucraniano ter confirmado a responsabilidade de Kiev no ataque com drones que conseguiu atravessar as defesas russas e atingir um complexo de refinarias no sudeste de Moscovo. A mesma zona já tinha sido alvo de um ataque na terça-feira, que provocou vários incêndios.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p lang="zxx" dir="ltr"><a href="https://t.co/hmAektZLdI">pic.twitter.com/hmAektZLdI</a></p>
<p>&mdash; Defense of Ukraine (@DefenceU) <a href="https://x.com/DefenceU/status/2067507481199128688?ref_src=twsrc%5Etfw">June 18, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>Apesar do tom duro, Zelensky voltou a desafiar o presidente russo, Vladimir Putin, a aceitar um cessar-fogo imediato e a sentar-se à mesa para negociar o fim da guerra. A mensagem combina, assim, uma ameaça direta de retaliação com uma nova proposta de abertura negocial.</p>
<p>Do lado russo, o presidente da Câmara de Moscovo, Serguei Sobianin, confirmou que as defesas antiaéreas continuavam a responder ao ataque. “Vários drones conseguiram atingir uma refinaria de petróleo de Moscovo”, escreveu o autarca na plataforma Telegram.</p>
<p>Sobianin acrescentou ainda que restos de um drone abatido caíram sobre um centro comercial situado junto ao grande complexo industrial onde se encontram as refinarias de Kapotnia, no sudeste da capital russa.</p>
<p>O ataque reforça a pressão ucraniana sobre infraestruturas energéticas russas e mostra a capacidade crescente de Kiev para levar a guerra até zonas simbólicas e estratégicas dentro da Rússia. Moscovo, que durante grande parte da invasão permaneceu distante da linha da frente, volta assim a sentir diretamente os efeitos do conflito.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="zxx" dir="ltr"><a href="https://t.co/CARe4Da9v2">pic.twitter.com/CARe4Da9v2</a></p>
<p>&mdash; Defense of Ukraine (@DefenceU) <a href="https://x.com/DefenceU/status/2067518499086303426?ref_src=twsrc%5Etfw">June 18, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>A ação surge num momento em que a Ucrânia procura responder aos ataques russos contra alvos civis, religiosos e energéticos, ao mesmo tempo que tenta manter a atenção internacional sobre a necessidade de apoio militar e diplomático. Segundo o &#8217;20 Minutos&#8217;, Zelensky enquadrou o ataque como uma resposta proporcional à ofensiva russa contra Kiev.</p>
<p>A guerra entra, desta forma, numa fase em que a distância entre frente militar e retaguarda política se torna cada vez menor. Para Zelensky, a mensagem é clara: se Moscovo continuar a atacar cidades ucranianas, a capital russa também poderá ser atingida.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778074]]></sapo:autor>
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		<title>Acordo de Trump com o Irão provoca revolta no movimento MAGA e divide republicanos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 12:10:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
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		<category><![CDATA[Trump]]></category>
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					<description><![CDATA[O pré-acordo de paz alcançado entre os Estados Unidos e o Irão está a provocar uma das maiores convulsões políticas do segundo mandato de Donald Trump, abrindo fraturas visíveis tanto no movimento MAGA como entre os aliados republicanos tradicionalmente mais próximos da Casa Branca.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O pré-acordo de paz alcançado entre os Estados Unidos e o Irão está a provocar uma das maiores convulsões políticas do segundo mandato de Donald Trump, abrindo fraturas visíveis tanto no movimento MAGA como entre os aliados republicanos tradicionalmente mais próximos da Casa Branca. Depois de mais de três meses de conflito, o entendimento preliminar assinado pelo presidente norte-americano com Teerão não só alterou o rumo da guerra como desencadeou uma disputa interna sem precedentes entre diferentes correntes do conservadorismo norte-americano.</p>
<p>As linhas gerais do memorando começaram por ser divulgadas por vários meios internacionais, entre os quais a Bloomberg e o canal saudita Al Arabiya. O documento prevê o levantamento imediato das sanções impostas ao Irão, permitindo ao país voltar a exportar petróleo, bem como o descongelamento progressivo dos ativos iranianos retidos no estrangeiro. Além disso, está prevista a elaboração de um plano de reconstrução avaliado em, pelo menos, 300 mil milhões de dólares.</p>
<p>Em troca, Teerão compromete-se a não desenvolver armas nucleares. Contudo, segundo as informações conhecidas até ao momento, o memorando não especifica qualquer mecanismo de inspeção semelhante ao que integrava o acordo nuclear negociado pela administração de Barack Obama em 2015, do qual Donald Trump retirou os Estados Unidos em 2018. O destino das reservas de urânio enriquecido será discutido durante os próximos 60 dias, período que deverá servir para negociar um acordo de paz definitivo.</p>
<p>Embora a Casa Branca ainda não tenha publicado oficialmente o memorando, distribuiu documentação destinada a justificar politicamente o entendimento. A administração norte-americana sustenta que o principal benefício do acordo será impedir que o Irão venha a obter armamento nuclear, garantindo maior segurança aos cidadãos dos Estados Unidos. Segundo a argumentação oficial, o regime iraniano só aceitou negociar devido à pressão exercida pela estratégia de força adotada por Trump.</p>
<p>O próprio presidente confirmou esta quarta-feira a assinatura do pré-acordo durante uma visita ao Palácio de Versalhes, em França, ao lado do Presidente francês, Emmanuel Macron. Mais tarde, o conselheiro presidencial Dan Scavino divulgou nas redes sociais imagens em que Trump surge a assinar o documento antes de o entregar ao secretário de Estado, Marco Rubio.</p>
<p>A assinatura do entendimento surge após 108 dias de conflito que, segundo vários analistas citados no debate político norte-americano, reforçaram a perceção de que os Estados Unidos enfrentam crescentes dificuldades em alcançar vitórias militares claras. Referências às guerras do Vietname e do Afeganistão voltaram a surgir no debate público, alimentando críticas sobre a eficácia das intervenções militares norte-americanas.</p>
<p>Os primeiros sinais de contestação partiram da ala mais isolacionista do movimento MAGA. Figuras como Tucker Carlson ou Marjorie Taylor Greene criticaram duramente o envolvimento dos Estados Unidos no conflito, defendendo que Washington não deveria agir em função dos interesses de Israel. Para estes setores, uma guerra contra um país com mais de 90 milhões de habitantes, fortemente militarizado e governado por uma teocracia consolidada, dificilmente serviria os interesses dos cidadãos norte-americanos.</p>
<p>Contudo, a divulgação do pré-acordo alterou o foco da revolta. Desta vez, a oposição mais ruidosa está a surgir precisamente entre os setores republicanos mais próximos de Israel, que durante anos defenderam uma postura de máxima pressão sobre Teerão. Entre os críticos encontram-se nomes como Lindsey Graham, Ted Cruz, influentes círculos evangélicos conservadores e vários comentadores ligados à Fox News.</p>
<p>O comentador Mark Levin protagonizou nos últimos dias trocas de acusações com representantes da ala isolacionista do movimento MAGA, enquanto o influenciador conservador Ben Shapiro manifestou indignação perante a possibilidade de representantes iranianos participarem em encontros oficiais com responsáveis norte-americanos. Shapiro questionou ainda o impacto do acordo na liberdade de ação de Israel, perguntando: “Se Israel não é signatário do acordo&#8230; Como se pode limitar a capacidade de Israel de se defender?”.</p>
<p>Também Batya Ungar-Sargon, conhecida ativista sionista norte-americana, assumiu publicamente o seu desapontamento com o desfecho do conflito. “Odeio estar errada e estive tremendamente errada sobre isto”, declarou, considerando que os Estados Unidos acabaram por sair enfraquecidos de um confronto com um país que classificou como economicamente debilitado.</p>
<p>No Capitólio, muitos congressistas republicanos admitem não conhecer ainda os detalhes completos do memorando. O desconforto aumentou depois de Trump ter elogiado publicamente os negociadores iranianos durante a cimeira do G7. O Presidente norte-americano afirmou que estava a lidar com pessoas “muito racionais”, acrescentando que eram interlocutores “agradáveis” e interessados em ajudar o seu país.</p>
<p>Ao mesmo tempo, Trump tem procurado atribuir responsabilidades ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu. Nos últimos dias, o Presidente norte-americano afirmou que “Israel existe graças a mim” e criticou alguns métodos militares utilizados por Telavive, incluindo operações que, segundo descreveu, envolvem a destruição de edifícios residenciais inteiros para atingir alvos específicos.</p>
<p>Esta postura está a gerar forte desconforto entre os setores pró-Israel do Partido Republicano, que observam com preocupação o afastamento de Trump em relação a Netanyahu e o aparente reposicionamento da política externa norte-americana perante o conflito regional.</p>
<p>Apesar das críticas, alguns indicadores sugerem que a estratégia poderá encontrar maior aceitação junto da opinião pública norte-americana. Um inquérito do Pew Research Center divulgado em abril concluiu que seis em cada dez norte-americanos têm pouca ou nenhuma confiança em Netanyahu. Entre os cidadãos judeus dos Estados Unidos, a percentagem ascende a 57%.</p>
<p>Os dados refletem uma transformação gradual da perceção pública sobre o conflito israelo-palestiniano. Desde 2022, a imagem de Israel junto dos norte-americanos tem-se deteriorado progressivamente, enquanto a simpatia pela causa palestiniana tem aumentado. Segundo o texto original, esta evolução é frequentemente associada à resposta israelita aos ataques do Hamas em outubro de 2023 e às mudanças geracionais observadas na sociedade norte-americana.</p>
<p>As diferenças tornam-se particularmente evidentes quando se analisam as faixas etárias. Entre os chamados “baby boomers”, o apoio a Israel continua relativamente forte, embora tenha diminuído. Já entre os mais jovens, especialmente os cidadãos entre os 18 e os 35 anos, a tendência é significativamente mais favorável à causa palestiniana.</p>
<p>No Partido Democrata também se observam mudanças. Embora figuras como o antigo Presidente Joe Biden tenham mantido historicamente uma posição de apoio firme a Israel, começam a surgir sinais de divisão interna. Em abril, 40 dos 48 senadores democratas votaram contra o envio de ajuda militar para Israel, um gesto descrito como sem precedentes.</p>
<p>Ainda assim, nem todas as reações ao memorando são negativas. O comentador progressista Cenk Uygur considerou que, caso o conteúdo divulgado corresponda à versão final, o entendimento representa um “bom acordo”, argumentando que impede o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irão e garante a reabertura do Estreito de Ormuz em troca do levantamento de sanções e da libertação de ativos financeiros.</p>
<p>Também Trita Parsi, vice-presidente do Quincy Institute e especialista em assuntos iranianos, considerou que existe uma “justiça poética” no facto de Israel surgir como um dos principais prejudicados pelo entendimento entre Washington e Teerão, defendendo que o Estado israelita teve um papel determinante na escalada do conflito.</p>
<p>Apesar da assinatura do memorando, o processo está longe de concluído. As próximas negociações decorrerão ao longo de 60 dias e poderão ainda alterar substancialmente o resultado final. Entre os riscos apontados encontram-se novas ações militares israelitas, eventuais tentativas de sabotagem diplomática ou mesmo o aumento da pressão interna sobre Trump.</p>
<p>Segundo o texto original, as resistências não surgem apenas fora da administração. Diversos meios norte-americanos relatam que responsáveis influentes do próprio Governo, incluindo o secretário da Defesa, Pete Hegseth, e Marco Rubio manifestaram reservas em relação ao memorando.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778055]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>EUA cedem ao Irão e petróleo afunda: Brent perde em cinco dias os ganhos de três meses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 12:10:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[brent]]></category>
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		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
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					<description><![CDATA[Preço do Brent, referência internacional, perdeu em poucos dias todos os ganhos acumulados entre março, abril e maio, recuando para 77,5 dólares por barril, cerca de 66,65 euros, um nível que não era observado desde fevereiro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O acordo entre os Estados Unidos e o Irão abriu um novo capítulo na relação entre Washington e Teerão, mas o primeiro efeito visível surgiu nos mercados petrolíferos. O &#8216;El Economista&#8217; escreve que o preço do Brent, referência internacional, perdeu em poucos dias todos os ganhos acumulados entre março, abril e maio, recuando para 77,5 dólares por barril, cerca de 66,65 euros, um nível que não era observado desde fevereiro.</p>
<p>A queda foi rápida. A 11 de junho, os futuros do Brent para entrega em agosto chegaram aos 95,5 dólares por barril, cerca de 82,13 euros. Desde então, o preço desceu para mínimos próximos de 77,19 dólares, cerca de 66,38 euros, numa correção superior a 18%. O movimento alivia os países importadores de petróleo e pode começar a refletir-se nos postos de abastecimento.</p>
<p>O recuo do crude está ligado à expectativa de que o acordo permita normalizar a circulação de petróleo no Estreito de Ormuz e devolver ao mercado parte da oferta bloqueada nos últimos meses. A reabertura desta passagem estratégica, por onde circula uma parte relevante do petróleo mundial, deverá reduzir a pressão sobre os preços e reforçar a ideia de que o mercado caminha para uma situação de maior oferta.</p>
<p>O memorando de entendimento entre os EUA e o Irão já terá sido assinado: entre os pontos noticiados estão a possibilidade de Washington permitir a venda imediata de petróleo iraniano, o eventual descongelamento de ativos iranianos e o apoio a um fundo de reconstrução para a República Islâmica avaliado em 300 mil milhões de dólares, cerca de 258 mil milhões de euros.</p>
<p>As possíveis concessões económicas provocaram críticas nos Estados Unidos, incluindo dentro do campo republicano. Alguns aliados de Donald Trump e figuras tradicionalmente mais duras em relação ao Irão receiam que Teerão obtenha vantagens demasiado amplas sem contrapartidas suficientes. A antiga embaixadora americana na ONU Nikki Haley afirmou que, a confirmar-se o alívio imediato para as exportações petrolíferas iranianas, o Irão sairia em vantagem.</p>
<p>O &#8216;El Economista&#8217; destaca em particular o ponto do acordo que permitiria, após a assinatura, isenções para exportações de petróleo bruto iraniano, produtos petroquímicos e derivados, bem como serviços associados, incluindo banca, seguros e transporte. Para críticos como Brett McGurk, antigo responsável de segurança nacional em várias administrações americanas, trata-se de um pacote de concessões invulgarmente amplo.</p>
<p>Perante a polémica, Donald Trump procurou limitar a interpretação das notícias sobre o acordo. Durante a cimeira do G7, realizada em França, o presidente americano negou que os Estados Unidos fossem contribuir financeiramente para o fundo de reconstrução do Irão e classificou essas informações como falsas. “Não vamos contribuir com um único cêntimo”, afirmou, garantindo que Washington não tem qualquer fundo próprio para esse efeito.</p>
<p>Ainda assim, o memorando representa uma mudança relevante na política americana em relação a Teerão. Trump insistiu que o Irão nunca poderá obter uma arma nuclear, mas admitiu um caminho negocial que pode incluir margem para enriquecimento de urânio, desenvolvimento de mísseis balísticos e acesso a fundos congelados, três temas que há anos dividem Washington, Teerão e os aliados dos EUA no Médio Oriente.</p>
<p>A leitura económica é clara: a pressão dos combustíveis pesou na decisão política. Nos Estados Unidos, a subida dos preços na bomba tem impacto direto sobre os consumidores e rapidamente se transforma em problema para a Casa Branca. O Brent chegou a negociar acima dos 115 dólares por barril, cerca de 98,9 euros, durante a escalada do conflito, antes de inverter a trajetória com a perspetiva de acordo.</p>
<p>O mercado petrolífero já dava sinais de caminhar para maior disponibilidade de oferta antes do conflito. A Agência Internacional de Energia estima que, até 2027, possa existir um excedente entre quatro e seis milhões de barris por dia, cerca de 636 a 954 milhões de litros diários, permitindo às economias avançadas e à China reconstruir reservas depois dos meses de pressão associados ao Estreito de Ormuz.</p>
<p>Além disso, embora os inventários globais tenham caído em várias regiões, incluindo Europa, Estados Unidos e China, o petróleo armazenado no Golfo Pérsico terá atingido níveis elevados devido às dificuldades de exportação. Com a normalização gradual da navegação, esse crude acumulado poderá chegar sobretudo aos mercados asiáticos, onde a escassez foi mais sentida.</p>
<p>Para os consumidores, o ponto essencial é simples: se a queda do Brent se mantiver, a pressão sobre os combustíveis deverá aliviar nas próximas semanas. Para os mercados, o acordo entre EUA e Irão é mais do que uma trégua diplomática. É também uma possível viragem na oferta mundial de petróleo, com efeitos imediatos nos preços, nas reservas estratégicas e na fatura energética de vários países importadores.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778046]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Fisco avaliou 31 benefícios fiscais e está a avaliar mais uma dezena</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 12:07:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O fisco avaliou 31 dos cerca de 540 benefícios fiscais que existem no ordenamento jurídico português na área tributária e está a avaliar mais uma dezena de incentivos, disse hoje a diretora-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O fisco avaliou 31 dos cerca de 540 benefícios fiscais que existem no ordenamento jurídico português na área tributária e está a avaliar mais uma dezena de incentivos, disse hoje a diretora-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT).</p>
<p>Numa audição no parlamento no grupo de trabalho para avaliação dos Benefícios Fiscais, constituído por deputados da Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP), a diretora-geral da AT, Helena Borges, disse que a Unidade Técnica de Avaliação de Políticas Tributárias e Aduaneiras (U-TAX) está a fazer uma avaliação sucessiva dos incentivos fiscais, estando neste momento a avaliar 10/11 benefícios.</p>
<p>Helena Borges disse que de 2019 até ao momento o número de benefícios fiscais tem-se mantido estável, tendo havido alterações pontuais, mas não estruturais, e que a despesa fiscal tem rondado entre 5% e 7% do Produto Interno Bruto (PIB).</p>
<p>Embora tenha havido um aumento do valor em termos reais, estruturalmente, o peso no PIB tem-se mantido estável, situou.</p>
<p>Cerca de 60% dos incentivos têm uma reduzida expressão na despesa fiscal, inferior a um milhão de euros, disse ainda a diretora-geral.</p>
<p>Há um conjunto de benefícios que são expressivos, relacionados com o IVA e impostos sobre o rendimento, onde há maior despesa fiscal concentrada num menor número de intervenientes a usufruírem desses benefícios.</p>
<p>Em resposta às perguntas dos deputados do grupo de trabalho, a diretora-geral disse que a maior fatia dos benefícios fiscais resulta da aplicação de taxas preferenciais do IVA (das isenções e taxas reduzidas, em vez do IVA normal de 23%) e de incentivos na área do IRC (onde se inclui o SIFIDE) e do IRS (em particular com o IRS reduzido dos residentes não habituais e dos cidadãos com deficiência).</p>
<p>Na mesma audição, a diretora da Unidade Técnica de Avaliação de Políticas Tributárias e Aduaneiras (U-TAX), entidade da AT que está incumbida de fazer a avaliação dos benefícios fiscais, Isabel Dias Proença, disse que &#8220;é muito difícil e muito arriscado&#8221; fazer uma comparação com outros países quando se mede o peso dos incentivos fiscais, porque &#8220;nem todos os países quantificam a despesa fiscal da mesma forma&#8221;, havendo conceitos diferentes de país para país.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778059]]></sapo:autor>
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		<title>Exames Nacionais 2026: Veja a prova de Biologia e Geologia e os critérios de correção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 12:03:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Milhares de estudantes realizaram, na manhã desta quinta-feira, o exame nacional de Biologia e Geologia (702), uma das provas mais relevantes do calendário da 1.ª fase dos exames nacionais do ensino secundário.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Milhares de estudantes realizaram, na manhã desta quinta-feira, o exame nacional de Biologia e Geologia (702), uma das provas mais relevantes do calendário da 1.ª fase dos exames nacionais do ensino secundário. A avaliação, destinada aos alunos do 11.º ano, voltou a registar uma forte adesão, confirmando-se como uma das disciplinas com maior procura entre os candidatos aos exames deste ano.</p>
<p>Estiveram inscritos 38.715 alunos para realizar a prova de Biologia e Geologia, o que faz desta a terceira avaliação mais concorrida da presente época de exames nacionais. Entretanto, foram também disponibilizados o enunciado da prova e os respetivos critérios de classificação, documentos divulgados pelo Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (Eduqa).</p>
<p>Veja aqui o <a href="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/exame-nacional-biologia-geologia-1-fase-2026-20260618-124641.pdf" target="_blank" rel="noopener">enunciado da prova</a> e os <a href="https://executivedigest.b-cdn.net/wp-content/uploads/2026/06/criterios-classificacao-exame-nacional-biologia-geologia-1-fase-2026-20260618-124714.pdf" target="_blank" rel="noopener">critérios de correção</a></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778048]]></sapo:autor>
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		<title>Mundial&#8217;2026: aposta 258 mil euros contra Portugal no jogo de estreia e ganha quase um milhão com empate surpresa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 11:56:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[apostas]]></category>
		<category><![CDATA[Mundial'2026]]></category>
		<category><![CDATA[Polymarket]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Utilizador, identificado como “BreakTheBank”, apostou pouco menos de 300 mil dólares, cerca de 258 mil euros, na possibilidade de Portugal não vencer o encontro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um apostador online arriscou quase 300 mil dólares, cerca de 258 mil euros, contra a vitória de Portugal no jogo do Mundial frente à República Democrática do Congo e acabou por lucrar perto de um milhão de dólares, depois de a seleção africana ter conseguido um empate surpreendente. A &#8216;Forbes&#8217; escreve que a aposta foi feita no mercado de previsões Polymarket pouco antes do início da partida, disputada em Houston.</p>
<p>O utilizador, identificado como “BreakTheBank”, apostou pouco menos de 300 mil dólares, cerca de 258 mil euros, na possibilidade de Portugal não vencer o encontro. À hora da aposta, essa hipótese surgia com apenas 23% de probabilidade, mas acabou por se concretizar quando o jogo terminou empatado a 1-1.</p>
<p>O resultado transformou uma aposta de alto risco num ganho milionário. Segundo os dados citados pela &#8216;Forbes&#8217;, o retorno total foi de 1.249.918,80 dólares, cerca de 1,07 milhões de euros, o que representa um lucro superior a 957 mil dólares, aproximadamente 823 mil euros.</p>
<p>Portugal, apontado como um dos candidatos fortes antes do torneio e quinto classificado no ranking da FIFA, entrou melhor no jogo e chegou cedo à vantagem. Mas a República Democrática do Congo, número 46 do ranking, respondeu antes do intervalo, com um golo de Yoane Wissa que acabaria por fixar o empate.</p>
<p>O resultado teve também um peso histórico para a seleção africana. O golo de Wissa foi o primeiro da República Democrática do Congo num Campeonato do Mundo. A equipa tinha disputado apenas três jogos anteriores na competição, todos em 1974, quando perdeu frente à Jugoslávia por 9-0, à Escócia por 2-0 e ao Brasil por 3-0.</p>
<p>A surpresa do empate ganhou ainda maior dimensão pela exibição portuguesa. Vários relatos desportivos apontaram para uma prestação pouco convincente da equipa nacional e destacaram uma noite apagada de Cristiano Ronaldo, que terminou o jogo sem remates enquadrados e sem ocasiões criadas.</p>
<p>Mas o mesmo jogo que rendeu quase um milhão de dólares a um apostador deixou outro utilizador da Polymarket com uma perda quase equivalente. Outro apostador perdeu 986.388 dólares, cerca de 848 mil euros, depois de apostar que Portugal e República Democrática do Congo marcariam, em conjunto, mais de 2,5 golos. Essa previsão tinha 55% de probabilidade estimada e poderia ter pago 1,78 milhões de dólares, cerca de 1,53 milhões de euros.</p>
<p>O episódio surge num Mundial em que o mercado das apostas desportivas deverá atingir números inéditos. A consultora Eilers &#038; Krejcik Gaming estima que só nos Estados Unidos sejam apostados 4,4 mil milhões de dólares, cerca de 3,78 mil milhões de euros, durante a competição.</p>
<p>A dimensão deste mercado está ligada ao contexto americano. Este é o primeiro Mundial disputado num momento em que a maioria da população dos Estados Unidos tem acesso legal a apostas desportivas. Dan Singer, responsável pela área de Sports and Gaming da McKinsey &#038; Company, citado pelo &#8216;The New York Times&#8217;, estimou que o volume apostado poderá atingir o equivalente a “oito a dez Super Bowls”.</p>
<p>O empate de Portugal frente à República Democrática do Congo fica, por isso, como uma das primeiras grandes histórias paralelas do Mundial: um resultado inesperado dentro de campo, um feito histórico para a seleção africana e uma aposta contra a lógica desportiva que rendeu uma fortuna.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778040]]></sapo:autor>
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		<title>Governo cria grupo de trabalho para reformular rede de urgências e aposta em modelo centralizado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 11:55:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo decidiu avançar com uma revisão profunda da Rede Nacional de Urgência e Emergência (RNUE), criando um grupo de trabalho encarregado de apresentar propostas para atualizar a organização da resposta urgente em Portugal. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo decidiu avançar com uma revisão profunda da Rede Nacional de Urgência e Emergência (RNUE), criando um grupo de trabalho encarregado de apresentar propostas para atualizar a organização da resposta urgente em Portugal. Entre as principais novidades está a intenção de integrar formalmente o conceito de urgências centralizadas, um modelo que pretende reforçar a coordenação regional dos cuidados e adequar os recursos disponíveis às necessidades assistenciais de cada território.</p>
<p>Segundo o despacho publicado em Diário da República e citado pelo Público, a atual organização da RNUE continua centrada na classificação dos serviços de urgência polivalentes, médico-cirúrgicos e básicos, bem como nas urgências metropolitanas das áreas de Lisboa e Porto. No entanto, o Ministério da Saúde considera que a evolução da realidade assistencial exige novos modelos organizativos capazes de assegurar uma gestão mais integrada da resposta às situações urgentes e emergentes.</p>
<p>O diploma, assinado pela ministra da Saúde e com efeitos a partir desta quinta-feira, determina que a rede seja revista através da atualização dos circuitos de referenciação clínica, da melhoria da articulação funcional entre instituições e da consolidação de modelos colaborativos. O objetivo passa igualmente por reforçar a coordenação entre diferentes unidades hospitalares e integrar as diversas Vias Verdes já existentes, bem como aquelas que venham a ser criadas no futuro.</p>
<p>A revisão deverá prever a criação de urgências centralizadas sempre que tal seja considerado necessário, permitindo concentrar e coordenar a resposta local e regional de especialidades médicas e cirúrgicas. O Governo entende que esta cooperação interinstitucional poderá contribuir para melhorar o acesso dos cidadãos a cuidados urgentes e emergentes em tempo útil. A aposta surge numa altura em que já foram implementadas duas experiências deste género na área da ginecologia e obstetrícia da Grande Lisboa. Uma delas funciona entre os hospitais de Loures e Vila Franca de Xira, enquanto a outra opera na Península de Setúbal, através do Hospital Garcia de Orta, em articulação com os hospitais do Barreiro e de Setúbal, assegurando também resposta ao litoral alentejano.</p>
<p>O despacho determina ainda que a futura rede incorpore o funcionamento das Vias Verdes Coronária, AVC, Sépsis e Trauma, além de promover a implementação efetiva da Via Verde de Trauma na cadeia de socorro de doentes em situação crítica. Entre as missões atribuídas ao grupo de trabalho está igualmente a apresentação de propostas que reforcem a articulação entre hospitais, cuidados de saúde primários e emergência pré-hospitalar, identificando os locais de atendimento mais adequados para cada situação clínica em função do seu grau de complexidade.</p>
<p>O grupo será coordenado por António Marques da Silva, médico anestesiologista da Unidade Local de Saúde de Santo António, e integra especialistas de medicina interna e cirurgia geral de várias regiões do país, além de um representante da Direção Executiva do SNS. Os trabalhos terão a colaboração de entidades como o INEM, a Direção-Geral da Saúde, a Administração Central do Sistema de Saúde e os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde. Embora o mandato seja de um ano, a proposta específica relativa às urgências centralizadas terá de ser entregue até 27 de novembro de 2026. Em paralelo, o Governo criou também dois novos grupos de trabalho para elaborar redes de referenciação hospitalar nas áreas da imunoalergologia e da ortopedia, com um prazo de 90 dias para apresentarem as respetivas propostas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778017]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Férias sim, mas com contas feitas: portugueses cortam orçamento e privilegiam Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 11:48:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[férias]]></category>
		<category><![CDATA[Observador Cetelem]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais recente estudo “Férias 2026” do Observador Cetelem, centro de estudos sobre consumo do BNP Paribas Personal Finance em Portugal, revela que 78% dos inquiridos já têm férias marcadas este ano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As férias continuam a ser uma prioridade para os portugueses, apesar do contexto económico desafiante. O mais recente estudo “Férias 2026” do Observador Cetelem, centro de estudos sobre consumo do BNP Paribas Personal Finance em Portugal, revela que 78% dos inquiridos já têm férias marcadas este ano, embora a maioria esteja a adaptar os planos para manter o controlo do orçamento.</p>
<p>O estudo mostra um consumidor mais prudente, mas ainda determinado em preservar os períodos de descanso. O orçamento médio previsto para as férias situa-se nos 861 euros, abaixo dos 967 euros registados no verão do ano passado e bastante distante dos 1.353 euros observados antes da pandemia, no verão de 2019. A diferença representa uma queda de 37% face ao período pré-pandémico.</p>
<p>Perante esta pressão financeira, quase três em cada dez portugueses admitem cortar gastos nas férias. Mais de metade dos inquiridos, 57%, impôs um limite às despesas, fixando-as abaixo dos 1.000 euros, enquanto apenas 17% tencionam gastar mais de 1.500 euros. Ao mesmo tempo, 48% tentarão manter o mesmo nível de consumo do último ano e só 12%, sobretudo jovens entre os 18 e os 24 anos, perspetivam gastar mais.</p>
<p>A inflação surge como o principal fator a condicionar as decisões sobre férias, sendo apontada por 39% dos inquiridos. Seguem-se a intenção de poupar, referida por 36%, o aumento dos combustíveis, com 35%, e as limitações do próprio orçamento, mencionadas por 31%.</p>
<p>A maioria dos portugueses continua a financiar as férias com recursos próprios. Segundo o Observador Cetelem, 54% recorrem ao salário ou ao subsídio de férias e 49% utilizam poupanças acumuladas. Ainda assim, 16% admitem usar soluções de crédito, incluindo 12% através de cartão de crédito e 2% com recurso a crédito pessoal.</p>
<p>Na distribuição do orçamento, os custos fixos continuam a absorver a maior parte da despesa. O alojamento representa 32% da fatura prevista, seguido da alimentação, com 29%. Os transportes correspondem a 21% do orçamento, deixando apenas 18% disponíveis para atividades de lazer, entretenimento e outros extras.</p>
<p>Para fazer render o dinheiro disponível, os portugueses estão a ajustar escolhas. Entre as principais estratégias estão a redução de gastos em atividades e restauração, referida por 28%, a escolha de alojamentos mais económicos, com 27%, e a desistência de viajar para fora do país, apontada por 21%.</p>
<p>Ainda assim, viajar continua nos planos de uma parte significativa da população. Entre os 66% de portugueses que pretendem fazê-lo, 44% planeiam passar férias exclusivamente em Portugal, 30% vão optar apenas pelo estrangeiro e 21% pretendem combinar destinos nacionais e internacionais.</p>
<p>A escolha do destino revela diferenças geracionais. As viagens ao estrangeiro são mais impulsionadas pelos jovens entre os 18 e os 34 anos, enquanto as faixas etárias entre os 35 e os 74 anos assumem maior peso no turismo nacional. Para as famílias e consumidores mais velhos, Portugal mantém-se como destino dominante, associado a maior previsibilidade, controlo de custos e proximidade.</p>
<p>Também o calendário mostra comportamentos distintos. No plano geral, 64% dos inquiridos continuam a concentrar o período de descanso no verão, entre junho e setembro, com agosto a manter-se como o mês mais escolhido, reunindo 34% das preferências. Os jovens entre os 18 e os 34 anos contrariam parcialmente esta tendência, distribuindo mais as férias ao longo do ano.</p>
<p>A duração típica das férias continua a ser de duas semanas, opção indicada por 53% dos inquiridos. No alojamento, o conforto mantém peso relevante: a hotelaria é a preferência de 43% dos portugueses, seguindo-se o Alojamento Local, com 24%, o arrendamento de moradias ou apartamentos, com 19%, e a estadia em casa de familiares, também com 19%.</p>
<p>Os dados do Observador Cetelem apontam, assim, para um verão em que os portugueses não abdicam das férias, mas viajam com mais contas feitas. A prioridade ao descanso mantém-se, mas o orçamento condiciona destinos, alojamento, duração, restauração e atividades. Entre a vontade de sair e a necessidade de poupar, as férias de 2026 confirmam um consumidor mais seletivo, mais atento aos preços e mais racional na forma como planeia o descanso.</p>
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