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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Thu, 18 Jun 2026 21:40:04 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Wall Street fecha em alta a saudar assinatura de protocolo entre Irão e EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 21:40:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em alta, na véspera de um feriado, com os investidores a saudarem a assinatura do protocolo de acordo por Washington e Teerão para acabar com a guerra iniciada pelo ataque israelo-norte-americano ao Irão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em alta, na véspera de um feriado, com os investidores a saudarem a assinatura do protocolo de acordo por Washington e Teerão para acabar com a guerra iniciada pelo ataque israelo-norte-americano ao Irão. </P><br />
<P>Os resultados da sessão indicam que o índice tecnológico Nasdaq avançou 1,91%, o alargado S&amp;P500 progrediu 1,09% e o seletivo Dow Jones Industrial Average subiu 0,14%.</P><br />
<P>O acordo entre EUA e Irão &#8220;está na origem de uma sólida recuperação em Wall Street&#8221;, resumiu Jose Torres, da Interactive Brokers.</P><br />
<P>Os EUA anunciaram hoje o levantamento do bloqueio dos portos iranianos e os navios puderam atravessar o Estreito de Ormuz, passagem essencial para o comércio internacional de hidrocarbonetos. </P><br />
<P>Segundo o acordo, o tráfego dos navios comerciais no Estreito vai estar plenamente restabelecido dentro de 30 dias, depois de ficar desminado. </P><br />
<P>Esta informações acalmaram os receios inflacionistas, mas alguns analistas mantêm-se cautelosos. </P><br />
<P>Para os analistas da Argus Media, podem passar entre quatro a seis meses antes que o volume de exportações petrolíferas regresse ao nível anterior à guerra. </P><br />
<P>A subida dos índices reflete também um movimento d caça aos bons negócios, depois da forte baixa na véspera, observou Patrick O&#8217;Hare, de Briefing.com.</P><br />
<P>&#8220;O mercado atravessou uma turbulência na quarta-feira, provocada por uma nova alteração da Rserva Federal&#8221;, acrescentou Jose Torres.</P><br />
<P>Sem surpresa, o banco central dos EUA manteve a taxa de juro de referência. </P><br />
<P>Porém, os seus dirigentes admitiram, nas suas previsões, que um endurecimento monetário pode ocorrer até ao final do ano, o que causou uma queda das cotações e uma subida dos rendimentos obrigacionistas.</P><br />
<P>Entre as cotadas, o preço da ação SpaceX recuou 3,56%, fechando em baixa pela segunda sessão consecutiva, uma semana depois da sua introdução em bolsa. </P><br />
<P>&#8220;Trata-se de um recuo normal, depois da subida em flecha da ação&#8221;, comentou Patrick O&#8217;Hare.</P><br />
<P>Apesar destas baixas, a cotação da empresa de Elon Musk está com uma valorização de 37% em relação a sexta-feira, quando começou a ser negociada em Wall Street.</P><br />
<P>A praça bolsista está encerrada na sexta-feira por dia feriado, para celebrar o fim da escravatura nos EUA. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778539]]></sapo:autor>
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		<title>UE/Cimeira: Líderes aprovam conclusões sobre Ucrânia por unanimidade pela primeira vez em 18 meses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 21:13:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os líderes UE aprovaram hoje pela primeira vez em mais de um ano conclusões sobre a Ucrânia por unanimidade, nas quais dizem estar preparados para "intensificar o empenho" em "esforços diplomáticos" para acabar com a guerra.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os líderes UE aprovaram hoje pela primeira vez em mais de um ano conclusões sobre a Ucrânia por unanimidade, nas quais dizem estar preparados para &#8220;intensificar o empenho&#8221; em &#8220;esforços diplomáticos&#8221; para acabar com a guerra.</P><br />
<P>&#8220;Hoje, os 27 líderes estão todos juntos, unidos e empenhados em apoiar a Ucrânia&#8221;, escreveu o presidente do Conselho Europeu, António Costa, numa publicação nas redes sociais, pouco antes de os líderes da União Europeia (UE) terem terminado o ponto da cimeira europeia sobre a Ucrânia, que contou com a participação presencial de Volodymyr Zelensky.</P><br />
<P>Uma porta-voz de António Costa indicou que as conclusões foram aprovadas por unanimidade, tendo os líderes igualmente decidido renovar sanções setoriais à Rússia por mais 12 meses.</P><br />
<P>A última vez que uma cimeira do Conselho Europeu tinha aprovado por unanimidade conclusões sobre a Ucrânia tinha sido em dezembro de 2024. Desde então, todas as conclusões só tinham recebido o apoio de 26 Estados-membros &#8211; a Hungria, na altura liderada por Viktor Orbán, tinha-se sempre oposto.</P><br />
<P>Nas conclusões hoje adotadas, que receberam a &#8216;luz verde&#8217; do novo primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, os líderes da UE dizem apoiar os &#8220;esforços diplomáticos para pôr fim à guerra na Ucrânia&#8221; e manifestam-se disponíveis para &#8220;intensificar o seu empenho&#8221; nesse processo.</P><br />
<P>&#8220;A Europa tem um papel fundamental a desempenhar numa futura resolução do conflito e está pronta para defender os seus interesses&#8221;, declaram.</P><br />
<P>Os chefes de Estado e de Governo instam ainda a Rússia a &#8220;demonstrar uma vontade genuína de paz, a aceitar um cessar-fogo total, incondicional e imediato e a empenhar-se em negociações construtivas com vista a uma paz justa e duradoura&#8221;.</P><br />
<P>Depois de a Rússia ter atacado, esta segunda-feira, a Catedral da Dormição, um monumento histórico em Kiev, os líderes da UE &#8220;condenam veementemente a recente e grave escalada por parte da Rússia&#8221; e criticam &#8220;o comportamento cada vez mais agressivo, imprudente e irresponsável para com Estados-membros da UE&#8221;, designadamente o recente incidente com um &#8216;drone&#8217; russo na Roménia.</P><br />
<P>&#8220;O Conselho Europeu reafirma o seu compromisso inabalável com a segurança de todos os Estados-membros&#8221;, afirmam. </P><br />
<P>No que se refere à imposição de sanções, os líderes da UE afirmam &#8220;continuar determinados a aumentar ainda mais a pressão sobre a Rússia e a continuar a enfraquecer a economia de guerra russa, para que esta ponha fim à sua brutal guerra de agressão e encete negociações com vista à paz&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O Conselho Europeu reitera a importância de reduzir ainda mais as receitas energéticas da Rússia, de travar as operações da sua frota paralela e de restringir ainda mais o seu sistema bancário&#8221;, afirmam, apelando à &#8220;rápida adoção&#8221; do 21.º pacote de sanções contra a Rússia, atualmente em discussão. </P><br />
<P>Uma das medidas propostas nesse pacote é a proibição de entrada em solo europeu de qualquer combatente russo que tenha participado na guerra na Ucrânia, com os líderes europeus a concordarem que ex-combatentes russos podem representar uma &#8220;potencial ameaça, incluindo no longo prazo, para a segurança interna da UE&#8221;.</P><br />
<P>Nesse contexto, &#8220;o Conselho Europeu incentiva a prossecução dos trabalhos técnicos para avaliar possíveis formas de abordar esta questão, sem prejuízo das competências dos Estados-membros neste domínio&#8221;.</P><br />
<P>Os líderes saúdam ainda a abertura, esta segunda-feira, dos primeiros capítulos das negociações de adesão da Ucrânia à UE, relativos aos valores e direitos fundamentais, &#8220;e aguarda com expectativa a abertura dos restantes capítulos o mais rapidamente possível&#8221;.</P><br />
<P>Os líderes da UE estão hoje e sexta-feira reunidos em Bruxelas para debater o apoio à Ucrânia, numa fase de avanço do alargamento do bloco, e tentar aproximar posições sobre o próximo orçamento europeu de longo prazo.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778500]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Mundial2026: Suíça bate Bósnia e espreita 16 avos de final</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 21:09:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Suíça deu hoje um passo importante com vista ao apuramento para os 16 avos de final do Mundial2026 de futebol, ao vencer a Bósnia-Herzegovina por 4-1, em jogo disputado em Los Angeles.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Suíça deu hoje um passo importante com vista ao apuramento para os 16 avos de final do Mundial2026 de futebol, ao vencer a Bósnia-Herzegovina por 4-1, em jogo disputado em Los Angeles.</P><br />
<P>Num jogo que só &#8216;abriu&#8217; no último quarto de hora, os suíços derrubaram a barreira contrária aos 74 minutos, com um golo de Johan Manzambi, jogador que &#8216;bisou&#8217; aos 90, depois de Rubén Vargas ter feito o 2-0, aos 84. Granit Xhaka, aos 90+7, fechou a contagem do jogo, na conversão de uma grande penalidade, que respondeu ao tento solitário bósnio, anotado por Ermin Mahmic, aos 90+3.</P><br />
<P>Com este triunfo, a Suíça isolou-se provisoriamente no comando do Grupo B, com quatro pontos, muito próximo de assegurar a passagem aos 16 avos de final, enquanto a Bósnia soma apenas um ponto e está obrigada a vencer na última jornada o Qatar, seleção asiática que encerra a segunda ronda diante do Canadá.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778499]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Diretor de Recursos Humanos da ULS Lisboa Ocidental suspenso e alvo de processo disciplinar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 21:09:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[  Lisboa, 18 jun 2026 (Lusa) -- O diretor de Recursos Humanos da ULS Lisboa Ocidental, acusado de ter amarrado uma funcionária a uma cadeira com fita-cola, foi suspenso e está a ser alvo de um processo disciplinar, confirmou hoje à Lusa a instituição.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>  O diretor de Recursos Humanos da ULS Lisboa Ocidental, acusado de ter amarrado uma funcionária a uma cadeira com fita-cola, foi suspenso e está a ser alvo de um processo disciplinar, confirmou hoje à Lusa a instituição. </P><br />
<P>Segundo a notícia avançada pela TVI, André Coelho Dias, foi suspenso por 90 dias.</P><br />
<P>Contactado pela Lusa, a Unidade Local de Saúde Lisboa Ocidental (ULSLO) afirmou que, por decisão do conselho de administração, &#8220;o diretor de Recursos Humanos está afastado de funções enquanto estiver a decorrer o processo disciplinar&#8221;.   </P><br />
<P>O funcionamento da área de Gestão de Recursos Humanos da instituição levou o bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Luís Filipe Barreira, a enviar no final de maio um ofício à presidente do Conselho da ULS de Lisboa Ocidental, Isabel Aldir, e uma participação à Inspeção-Geral das Atividades da Saúde (IGAS).</P><br />
<P>Nessa participação, a que a Lusa também teve acesso, a Ordem denuncia a atuação da direção do Serviço de Gestão de Recursos Humanos e anexa uma tomada de posição subscrita por mais de 95% dos diretores, gestores e responsáveis de estruturas clínicas e assistenciais da ULS Lisboa Ocidental, dirigida ao Conselho de Administração, na qual são descritas situações de &#8220;elevada gravidade&#8221;.</P><br />
<P> A ordem diz que recebeu diversos relatos que &#8220;reforçam a preocupação&#8221; relativamente ao ambiente laboral existente na ULS Lisboa Ocidental e à atuação da direção do referido serviço.</P><br />
<P>Entre os casos denunciados está o de uma trabalhadora com mais de 20 anos de serviço naquele departamento, que terá sido alvo de uma situação descrita por vários profissionais como &#8220;particularmente humilhante&#8221;.</P><br />
<P> Segundo os relatos recebidos, o episódio terá ocorrido há cerca de um mês e incluiu &#8220;a utilização de fita-cola e expressões dirigidas à trabalhadora em tom intimidatório&#8221;, designadamente: &#8220;Não se levanta até terminar o que lhe mandei&#8221;.</P><br />
<P>A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) já instaurou um processo de esclarecimento para apurar os factos relacionados com denúncias que envolvem o diretor do serviço de Gestão de Recursos Humanos, segundo noticiou o Público.</P><br />
<P>Segundo a IGAS, o processo de esclarecimento foi instaurado por despacho do inspetor-geral, Carlos Carapeto, em 5 de Junho, com &#8220;o objetivo de apurar os factos relacionados com denúncias de alegadas situações de assédio envolvendo um dirigente na Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental&#8221;.</P><br />
<P>No dia 31 de maio, João Gamelas demitiu-se do cargo de diretor clínico para a área hospitalar da ULS Lisboa Ocidental por razões pessoais, mas reconheceu à Lusa que &#8220;o problema que se vive na confiança e na relação com os profissionais&#8221; pesou na decisão.</P><br />
<P>   O médico saiu da instituição quando existiam várias denúncias sobre o ambiente de trabalho vivido no Serviço de Gestão de Recursos Humanos da ULS, que integra os hospitais São Francisco Xavier, Egas Moniz e Santa Cruz, além de 19 centros de saúde com 40 unidades funcionais nos cuidados de saúde primários.</P><br />
<P>  Questionado sobre as razões da saída do cargo e da ULS Lisboa Ocidental, onde foi também diretor de Serviço de Urgência e dirigiu o Serviço de Ortopedia e Traumatologia, o especialista invocou razões pessoais.</P><br />
<P>  &#8220;Vou mudar para uma vida mais consentânea com os meus 65 anos de idade, mas deixo com muita pena a instituição, ao fim de tantas décadas, e tantos, tantos amigos, ainda para mais numa situação tão difícil como a que vivemos no momento&#8221;, declarou.</P><br />
<P>  João Gamelas reconheceu também que &#8220;o problema que se vive na confiança e na relação com os profissionais&#8221; pesou na decisão que tomou em março e foi concretizada no final de maio.</P><br />
<P>  Fontes da instituição disseram na altura à Lusa que, apesar de o médico ter alegado razões pessoais para deixar o cargo, a situação tensa vivida nos recursos humanos terá sido um dos fatores que o levaram a renunciar ao cargo.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778498]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Gaza mantida por improvisação humanitária e perseverança palestiniana &#8211; ONU</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 21:02:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A ONU alertou hoje que Gaza está a ser mantida unida apenas por "soluções humanitárias improvisadas e pela perseverança palestiniana", numa "situação insustentável", pedindo a remoção imediata das restrições israelitas a artigos de sobrevivência.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A ONU alertou hoje que Gaza está a ser mantida unida apenas por &#8220;soluções humanitárias improvisadas e pela perseverança palestiniana&#8221;, numa &#8220;situação insustentável&#8221;, pedindo a remoção imediata das restrições israelitas a artigos de sobrevivência. </P><br />
<P>O Conselho de Segurança da ONU reuniu-se para abordar a situação humanitária na Faixa de Gaza, com o subsecretário-geral para Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, a descrever um quadro sombrio do enclave, sublinhando que os palestinianos continuam privados do básico: segurança, abrigo, água potável, assistência médica e educação.</P><br />
<P>Apesar da redução dos combates ativos, civis continuam a ser mortos e mutilados em ataques aéreos diários, bombardeamentos e tiroteios, disse, lembrando que, desde o cessar-fogo, quase mil palestinianos foram mortos, incluindo mais de 250 crianças, de acordo com dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).</P><br />
<P>&#8220;É isto que acontece quando as crianças são descritas como danos colaterais e potenciais terroristas, em vez de seres humanos e potenciais vizinhos&#8221;, criticou Fletcher.</P><br />
<P>Já para os trabalhadores humanitários, Gaza continua a ser o local mais perigoso do mundo para prestar auxílio, disse o representante da ONU, lembrando que quase 600 trabalhadores humanitários foram mortos em Gaza em cerca de três anos de conflito, mais de metade do número total registado em todo o mundo.</P><br />
<P>Fletcher observou que o Plano de Paz para Gaza do Presidente norte-americano, Donald Trump, aprovado pelo próprio Conselho de Segurança da ONU, afastou o enclave palestiniano de uma situação catastrófica, mas não levou à satisfação das necessidades fundamentais da população.</P><br />
<P>Setenta por cento da população precisa de abrigo adequado e os serviços essenciais estão à beira do colapso.</P><br />
<P>E menos de um quarto do apelo humanitário para Gaza foi atendido, advertiu o chefe humanitário da ONU.  </P><br />
<P>Tom Fletcher instou o Conselho de Segurança a garantir a proteção dos civis, incluindo os trabalhadores humanitários; o acesso humanitário seguro, sustentado e sem entraves em toda a Faixa de Gaza; e um financiamento que seja oportuno, flexível e proporcional à dimensão desta crise. </P><br />
<P>Insistiu igualmente na remoção imediata das restrições israelitas aos artigos essenciais de sobrevivência, especificamente equipamentos médicos, incluindo ferramentas de diagnóstico, mas também peças de substituição críticas para água e saneamento, fornecimento constante de combustível e óleo de motor, equipamentos de comunicação e proteção para os trabalhadores humanitários.</P><br />
<P>&#8220;Os civis não podem esperar por um momento diplomático mais conveniente para receber o básico para a sobrevivência&#8221;, insistiu.</P><br />
<P>Na mesma reunião esteve presente Bushra Khalidi, chefe de Políticas Humanitárias da OXFAM Internacional, uma confederação global de mais de 20 organizações não-governamentais independentes, que, num discurso emocionado, afirmou que o &#8220;cessar-fogo está a fracassar&#8221;.</P><br />
<P>Bushra Khalidi falou ao Conselho também no papel de mãe palestiniana de Jerusalém, que vive na Cisjordânia, e cuja família do marido está presa em Gaza e cujo filho conhece a família apenas &#8220;através da separação, do deslocamento forçado e da perda&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Partilho isto não porque a minha história seja excecional, mas porque reflete uma realidade palestiniana mais vasta. Gaza não está separada de Jerusalém ou da Cisjordânia. É governada pelo mesmo sistema de ocupação ilegal de Israel&#8221;, afirmou perante o corpo diplomático, incluindo o embaixador israelita junto da ONU.</P><br />
<P>&#8220;Um sistema que regula e nega a circulação, restringe as passagens, ameaça os lares e divide famílias como a minha. Não podemos viajar livremente e Gaza é onde este sistema atinge a sua expressão mais devastadora&#8221;, acrescentou. </P><br />
<P>Khalidi afirmou que as forças israelitas continuam a matar palestinianos e a levar Gaza a uma nova fragmentação, onde uma parcela cada vez maior da população está comprimida numa fração cada vez menor e onde os civis permanecem presos, deslocados, famintos e desprotegidos. </P><br />
<P>&#8220;A paz não pode ser medida por declarações&#8221;, insistiu, sublinhando que deve ser medida pela capacidade das pessoas de viverem em paz.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778495]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Irão: Macron não acredita que guerra tenha terminado e pede responsabilidade a Netanyahu</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 20:26:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Presidente francês afirmou hoje não acreditar que a guerra "tenha terminado por completo", apesar do acordo assinado na quarta-feira, pedindo ao primeiro-ministro israelita prova de "responsabilidade e racionalidade" na frente libanesa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Presidente francês afirmou hoje não acreditar que a guerra &#8220;tenha terminado por completo&#8221;, apesar do acordo assinado na quarta-feira, pedindo ao primeiro-ministro israelita prova de &#8220;responsabilidade e racionalidade&#8221; na frente libanesa.</P><br />
<P>&#8220;É sempre melhor ter um acordo do que a guerra, sobretudo quando podem existir riscos de escalada&#8221;, disse Emmanuel Macron em declarações à estação France 2.</P><br />
<P>&#8220;Entramos numa nova fase, que é a da cooperação e do diálogo, o que é melhor do que a guerra&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>Um dos pontos frágeis do acordo continua a ser a ofensiva israelita no Líbano, cuja cessação consta no memorando de entendimento, e embora o líder francês reconheça que &#8220;o [movimento xiita libanês] Hezbollah seja um risco para Israel&#8221;, defendeu que a longo prazo a ofensiva &#8220;é contrária aos interesses&#8221; do Estado judaico.</P><br />
<P>&#8220;O Hezbollah é um risco para Israel, isso é absolutamente verdade&#8221;, mas a segurança do Estado israelita &#8220;não pode ser garantida pela conquista de um território vizinho&#8221;, disse. </P><br />
<P>A política do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, tanto no Líbano, como na Faixa de  Gaza e na Cisjordânia, &#8220;alimenta o ressentimento e a violência de todas as populações da região&#8221;.</P><br />
<P>Macron anunciou que ia, mais uma vez, tentar mobilizar a comunidade internacional para &#8220;ajudar o exército libanês a retomar o controlo do seu território&#8221;.</P><br />
<P>Israel avisou já que não prevê uma retirada total do sul do Líbano, o que o Irão considera uma violação do entendimento que pode torná-lo nulo e sem efeito, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano.</P><br />
<P>Também o vice-presidente norte-americano, JD Vance, tinha já pedido contenção a Netanyahu no Líbano.</P><br />
<P>Vance instou mesmo Israel a respeitar o processo de paz iniciado com o Irão, o qual exige o fim das hostilidades no Líbano entre as forças israelitas e o Hezbollah, aliado de Teerão, seja abrangido pelo cessar-fogo total na região. </P><br />
<P>&#8220;Israel tem o direito de se defender, mas, fundamentalmente, os israelitas, como todos os outros, devem respeitar este processo de paz, essencialmente benéfico tanto para eles como para toda a região&#8221;, sustentou. </P><br />
<P>JD Vance fez alusão à secção sobre o Líbano no texto do memorando por se tratar de um acordo sobre &#8220;paz regional&#8221;, o que implica que as milícias do Hezbollah &#8220;não vão lançar foguetes ou drones contra israelitas e, por sua vez, os israelitas não vão agir de forma imprudente&#8221; no país vizinho, onde expandiram a ocupação terrestre nos últimos três meses.</P><br />
<P>Sobre a assinatura do acordo, Macron adiantou que a decisão de o Presidente norte-americano, Donald Trump, de assinar o documento no Palácio de Versalhes durante um jantar para o qual o tinha convidado no final da cimeira do grupo dos sete países mais industrializados do mundo (G7), em Evian (leste), foi &#8220;tomada de forma bastante espontânea&#8221;.</P><br />
<P>Estava inicialmente previsto que o acordo fosse assinado na sexta-feira na Suíça por JD Vance, e pelo principal negociador e presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf.</P><br />
<P>O acordo estipula a reabertura imediata do estreito de Ormuz e o fim do bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos.</P><br />
<P>O acordo estabelece ainda o fim das hostilidades em todas as frentes, incluindo o Líbano, e abre um período de 60 dias de negociações centradas no programa nuclear da República Islâmica e diluição do urânio enriquecido, em troca do levantamento total de sanções a Teerão, que pode começar desde já a comercializar produtos petrolíferos, além da disponibilização dos fundos iranianos congelados no exterior.</P><br />
<P>O acordo prevê ainda um fundo de 300 mil milhões de dólares, a ser reunido com os parceiros regionais, para a reconstrução do Irão e que Washington insiste que não vai custar &#8220;um cêntimo&#8221; aos contribuintes norte-americanos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778487]]></sapo:autor>
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		<title>Treinador Cristian Chivu prolonga contrato com campeão Inter de Milão até 2028</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 19:44:06 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O treinador romeno Cristian Chivu prolongou contrato com o Inter de Milão até 2028, estendendo o vínculo que já tinha por mais uma época, informou hoje o campeão italiano de futebol.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O treinador romeno Cristian Chivu prolongou contrato com o Inter de Milão até 2028, estendendo o vínculo que já tinha por mais uma época, informou hoje o campeão italiano de futebol.</P><br />
<P>&#8220;O FC Internazionale Milano tem o prazer de confirmar a renovação do contrato do treinador Cristian Chivu. Graças à renovação, Chivu vai manter-se no comando da equipa nerazzurri até 2028&#8221;, referiu o clube.</P><br />
<P>Chivu, que terminou a carreira de futebolista no Inter de Milão em 2012/13, tinha assumido o comando técnico da equipa em junho de 2025, no Mundial de clubes, substituindo o italiano Simone Inzaghi.</P><br />
<P>Na sua primeira época, após o Mundial, Chivu levou os &#8216;nerazzurri&#8217; à &#8216;dobradinha&#8217;, com a conquista na última época da Série A italiana e da Taça de Itália.</P><br />
<P>O grande rival do Inter e equipa da mesma cidade, o AC Milan, será na próxima época orientado pelo português Ruben Amorim.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778486]]></sapo:autor>
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		<title>Gana apela ao reconhecimento do sofrimento das mulheres escravizadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 19:24:48 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente ganês, apelou hoje, numa conferência de alto nível em Acra, ao reconhecimento do sofrimento das mulheres escravizadas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Presidente ganês, apelou hoje, numa conferência de alto nível em Acra, ao reconhecimento do sofrimento das mulheres escravizadas.</P><br />
<P>&#8220;Qualquer estrutura para a busca da verdade, comemoração, justiça restaurativa ou responsabilização histórica que não reconheça a experiência específica das mulheres permanecerá incompleta&#8221;, afirmou John Dramani MahamaMahama, num discurso proferido na conferência que procura dar seguimento à resolução da ONU que declarou a escravatura transatlântica o crime mais grave contra a humanidade.</P><br />
<P>Mahama explicou que as mulheres e raparigas escravizadas sofreram formas de exploração que iam para além do trabalho forçado e que a sua capacidade de gerar filhos foi utilizada para perpetuar a escravatura durante gerações, motivo para concluir que um processo que não reconheça estas experiências &#8220;não fará justiça&#8221;.</P><br />
<P>Para o presidente ganês, a próxima etapa do processo de reparações reconhecido pela ONU deverá incluir medidas práticas como a investigação, a educação, a comemoração, a restituição e parcerias mais fortes entre África, a diáspora africana e a comunidade internacional.</P><br />
<P>&#8220;A história não nos pede para herdar culpa, mas sim responsabilidade&#8221;, enfatizou Mahama.</P><br />
<P>A resolução proposta pelo Gana recebeu 123 votos a favor e três contra (Estados Unidos, Israel e Argentina) na Assembleia Geral da ONU, a 25 de março. E registou 52 abstenções, incluindo as de Portugal, Espanha, França, Alemanha, Países Baixos e Reino Unido, bem como da maioria das nações europeias.</P><br />
<P>A resolução identifica &#8220;o tráfico transatlântico de escravos e a escravatura racializada de africanos&#8221; como o crime máximo devido à &#8220;rutura definitiva que representou na história mundial, à sua magnitude, duração, natureza sistémica, brutalidade e consequências duradouras que continuam a moldar a vida de todas as pessoas através de regimes racializados de trabalho, propriedade e capital&#8221;.</P><br />
<P>Embora o tráfico transatlântico de escravos tenha terminado no século XIX, a &#8220;escravatura moderna&#8221; persiste hoje, manifestando-se no trabalho forçado, no tráfico de pessoas, no casamento forçado, na exploração infantil e na servidão imposta pelo Estado.</P><br />
<P></P><br />
<P>TEYM // MLL</P><br />
<P>Lusa/ Fim</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778485]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Irão: Khamenei aprova acordo com Washington mas admite diferenças com Presidente iraniano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 19:22:17 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, disse hoje que aprovou o acordo preliminar de paz com os Estados Unidos, apesar de ter uma "opinião diferente" sobre o entendimento, assinado pelo Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, disse hoje que aprovou o acordo preliminar de paz com os Estados Unidos, apesar de ter uma &#8220;opinião diferente&#8221; sobre o entendimento, assinado pelo Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.</P><br />
<P>&#8220;Tive uma opinião diferente, mas dei a minha aprovação devido ao compromisso que o estimado Presidente [iraniano], como presidente do Conselho Supremo de Segurança Nacional, assumiu comigo, em nome próprio e em nome dos restantes membros, de proteger os direitos da nação iraniana e do Eixo da Resistência&#8221; disse Khamenei numa mensagem por escrito, lida na televisão estatal.</P><br />
<P>Segundo o guia espiritual xiita, Pezeshkian deu-lhe garantias de que &#8220;se o lado americano fizer exigências excessivas&#8221; durante as negociações de 60 dias para um acordo final, estas não serão atendidas. </P><br />
<P>&#8220;É claro que as futuras negociações presenciais não implicam a aceitação do ponto de vista do inimigo&#8221;, observou o líder supremo na primeira reação ao anúncio de um memorando de entendimento entre Washington e Teerão, que prevê o fim imediato das hostilidades, ao fim de mais de três meses de guerra, e a abertura de um processo negocial para um acordo definitivo.  </P><br />
<P>O memorando foi já assinado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, e pelo homólogo iraniano e, de acordo com a Casa Branca, o prazo de 60 dias de negociações subsequentes começou hoje.</P><br />
<P>Na declaração televisiva, Mojtaba Khamenei considerou que Donald Trump procurou o acordo &#8220;num ato de desespero&#8221;, utilizando &#8220;todos os meios de pressão&#8221; para garantir o aval de Teerão para pôr fim à guerra.</P><br />
<P>O memorando de entendimento prevê o fim do conflito em todas frentes, incluindo no Líbano entre Israel e o grupo xiita Hezbollah, aliado de Teerão, a reabertura do estreito de Ormuz ao tráfego marítimo comercial e o levantamento do bloqueio naval norte-americano aos portos do Irão, que pode desde já voltar a comercializar bens petrolíferos.</P><br />
<P>Nos próximos dois meses, as partes vão discutir na Suíça os detalhes do acordo final, incluindo o programa nuclear do Irão e o destino do seu urânio enriquecido, em troca do levantamento de todas as sanções a Teerão e descongelamento dos ativos iranianos no exterior.</P><br />
<P>Está ainda prevista a criação de um fundo de 300 mil milhões de dólares (cerca de 260 mil milhões de euros) para a reconstrução da República Islâmica.</P><br />
<P>&#8220;A partir de agora, nós &#8212; isto é, vós, a orgulhosa nação, e este humilde servidor &#8212; aguardaremos o cumprimento das condições acima referidas&#8221;, acrescentou o líder supremo, depois de elogiar os &#8220;grandes esforços&#8221; e a &#8220;boa vontade&#8221; dos negociadores iranianos.</P><br />
<P>Mojtaba Khamenei foi nomeado líder supremo em 08 de março para suceder ao pai, Ali Khamenei, assassinado em Teerão no primeiro dia dos ataques israelo-americanos, em 28 de fevereiro. </P><br />
<P>Desde então, não é visto em público e as suas declarações têm sido feitas por escrito e lidas na televisão estatal.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778484]]></sapo:autor>
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		<title>Tratolixo rejeita responsabilidades no foco de poluição que interditou praia em Oeiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 19:00:20 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A empresa de tratamento de resíduos Tratolixo negou hoje ter responsabilidade no foco de poluição que levou à interdição temporária da praia de Santo Amaro de Oeiras, no distrito de Lisboa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A empresa de tratamento de resíduos Tratolixo negou hoje ter responsabilidade no foco de poluição que levou à interdição temporária da praia de Santo Amaro de Oeiras, no distrito de Lisboa.</P><br />
<P>&#8220;A Tratolixo esclarece que, ao contrário do que está a ser veiculado pela comunicação social, a rotura que está na origem da interdição da Praia de Santo Amaro, em Oeiras, não se verificou em nenhuma infraestrutura da Tratolixo, mas sim numa infraestrutura que se encontra fora das instalações da Tratolixo e sobre a qual a empresa não tem qualquer responsabilidade&#8221;, indicou numa nota.</P><br />
<P>Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a praia de Santo Amaro de Oeiras foi hoje temporariamente interditada na sequência de um episódio de poluição na ribeira da Laje, provocado por uma rotura numa conduta da Tratolixo.</P><br />
<P>Em comunicado, a APA refere que o alerta foi registado cerca das 13:00 e teve origem numa rotura numa conduta da empresa de tratamento de resíduos, que provocou uma descarga de lixiviados tratados a cerca de seis quilómetros da praia de Santo Amaro, no concelho de Oeiras, distrito de Lisboa.</P><br />
<P>&#8220;As entidades competentes procederam à averiguação das causas e já se encontra estancada a rotura, bem como a aplicação de outras medidas de mitigação, em curso&#8221;, indica a nota.</P><br />
<P>Contudo, explica a mesma fonte, &#8220;decorrente da avaliação de risco&#8221;, as autoridades de saúde e do município de Oeiras decidiram interditar a praia, &#8220;até haver evidência da qualidade da água balnear&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778480]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Sueco Anders Hallberg designado novo treinador de andebol do Benfica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 18:37:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[O sueco Anders Hallberg foi designado como novo treinador de andebol da equipa masculina do Benfica, tendo assinado um contrato de três temporadas, até 2029, anunciou hoje o emblema lisboeta.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O sueco Anders Hallberg foi designado como novo treinador de andebol da equipa masculina do Benfica, tendo assinado um contrato de três temporadas, até 2029, anunciou hoje o emblema lisboeta. </P><br />
<P>O jovem técnico, de 40 anos, que sucede ao espanhol Jota González, chega ao clube da Luz proveniente dos suecos do IFK Kristianstad, pelos quais conquistou o campeonato e a Taça daquele país na temporada passada. </P><br />
<P>As &#8216;águias&#8217;, que terminaram a fase final da última edição do campeonato português no terceiro lugar, atrás do FC Porto e do tricampeão Sporting, destacam o &#8220;grande conhecimento do andebol nórdico e europeu&#8221; de Anders Hallberg, um treinador &#8220;reconhecido&#8221; por gostar &#8220;de potenciar jovens atletas&#8221;. </P><br />
<P>O Benfica, campeão nacional em sete ocasiões, não conquista o título desde a época 2007/08.  </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778473]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Europa corre risco de se tornar &#8220;insignificante&#8221; a nível tecnológico &#8211; CEO da Cohere</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 18:24:36 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Europa corre o risco de se tornar "totalmente insignificante a nível tecnológico", alertou hoje o presidente da Cohere, uma startup canadiana de inteligência artificial (IA), numa entrevista à AFP à margem da feira VivaTech, em Paris.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Europa corre o risco de se tornar &#8220;totalmente insignificante a nível tecnológico&#8221;, alertou hoje o presidente da Cohere, uma startup canadiana de inteligência artificial (IA), numa entrevista à AFP à margem da feira VivaTech, em Paris.</P><br />
<P>&#8220;Os vossos dados, a vossa produtividade, as vossas indústrias estratégicas, a vossa capacidade de defesa &#8212; tudo dependerá do que os outros vos permitirem ter&#8221;, acrescentou Aidan Gomez no dia seguinte à cimeira do G7 em Evian, na qual esteve presente ao lado de cerca de uma dezena de responsáveis de empresas de IA, como Sam Altman, da OpenAI, e Dario Amodei, da Anthropic.</P><br />
<P>A questão da dependência tecnológica em relação aos Estados Unidos, que agita a Europa há meses, acentuou-se ainda mais quando o Governo de Trump ordenou, na semana passada, que a Anthropic bloqueasse o acesso dos estrangeiros aos seus modelos mais poderosos, obrigando a startup norte-americana a retirá-los de linha.</P><br />
<P>&#8220;É como se todos tivessem levado com um balde de água fria na cabeça&#8221;, afirmou Gomez, que pretende posicionar a sua empresa como uma alternativa soberana nos mercados europeu e asiático.</P><br />
<P>Fundada em 2019, a Cohere desenvolve modelos de IA para empresas e governos, afastando-se do grande público para se concentrar em aplicações concretas nas áreas da saúde, finanças, energia e segurança nacional.</P><br />
<P>Para garantir uma verdadeira soberania, e não apenas uma soberania de fachada, é necessária &#8220;uma série de garantias técnicas&#8221; para o responsável.</P><br />
<P>No setor privado, trata-se de implementar as soluções de IA &#8220;em infraestruturas que se controlam, geridas por uma entidade soberana, ou seja, uma empresa nacional&#8221;, explicou.</P><br />
<P>A empresa tem, assim, os olhos postos na Europa, &#8220;bastião democrático&#8221; face ao avanço tecnológico de potências autocráticas, como a China.</P><br />
<P>No mês passado, anunciou a aquisição da startup alemã Aleph Alpha, criando um grupo avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares, com sedes em Toronto e Berlim, apoiado pelos dois governos. Na sequência disso, a empresa adquiriu também a empresa biomédica Reliant AI, que opera entre o Canadá e a Alemanha.</P><br />
<P>Em maio, assinou ainda parcerias com as empresas espanholas Indra, especializada em defesa, e Multiverse Computing, que desenvolve software de IA.</P><br />
<P>Existe &#8220;um alinhamento a nível da história e dos valores&#8221; entre a Europa e o Canadá, segundo Gomez.</P><br />
<P>A Europa representa, aliás, a segunda maior fonte de receitas para a Cohere, a seguir à América do Norte, precisou.</P><br />
<P>&#8220;Estamos a assistir a uma adoção que avança muito rapidamente&#8221;, afirmou o dirigente, cuja empresa conta com 700 colaboradores e está a trabalhar numa próxima ronda de angariação de fundos.</P><br />
<P>Quanto ao apelo para travar o desenvolvimento da IA face aos riscos que esta tecnologia acarreta &#8212; apelo esse que surgiu no início de junho por parte de gigantes norte-americanos como a OpenAI e a Anthropic &#8212;, Aidan Gomez não acredita nisso.</P><br />
<P>&#8220;Ninguém vai fazer uma pausa, é uma postura estúpida e irrealista&#8221;, afirma. &#8220;Pelo contrário, o Canadá e a Europa têm de acelerar&#8221;.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778472]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Mundial2026: África do Sul e República Checa empatam e complicam hipóteses de apuramento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 18:15:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A África do Sul e a República Checa empataram hoje 1-1, no jogo de abertura da segunda jornada do Mundial2026 de futebol, complicando as suas chances de apuramento no Grupo A da competição.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A África do Sul e a República Checa empataram hoje 1-1, no jogo de abertura da segunda jornada do Mundial2026 de futebol, complicando as suas chances de apuramento no Grupo A da competição.</P><br />
<P>Em Atlanta, Estados Unidos, checos e sul-africanos apresentaram-se com uma derrota sofrida na primeira jornada, pelo que só o triunfo lhes interessava para manterem boas hipóteses de seguirem em frente. A equipa europeia começou melhor a partida, com o golo de Michal Sadilek, aos seis minutos, mas o conjunto africano igualou na reta final, por Teboho Mokoena, aos 83, de grande penalidade.</P><br />
<P>Com este empate, as duas equipas estão obrigadas a vencer na derradeira jornada, perante Coreia do Sul e México, coanfitrião da prova, formações vitoriosas na primeira jornada e que se defrontam já com a hipótese de apuramento em vista, caso uma delas triunfe no embate previsto para as 02:00 de sexta-feira, em Guadalajara.</P><br />
<P>Na classificação, o México lidera, com três pontos, os mesmos da Coreia do Sul, mas com vantagem na diferença de golos, enquanto a República Checa é terceira e a África do Sul, quarta, ambas com um ponto.</P></p>
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		<title>Segundo navio reabastecedor da Marinha já começou a ser construído na Turquia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 18:08:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O segundo navio reabastecedor e logístico da Marinha portuguesa, NRP D. Dinis, já começou a ser construído na Turquia, e tem entrega prevista para 2028, anunciou hoje o ramo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O segundo navio reabastecedor e logístico da Marinha portuguesa, NRP D. Dinis, já começou a ser construído na Turquia, e tem entrega prevista para 2028, anunciou hoje o ramo.</P><br />
<P>Em comunicado, a Armada adiantou que a cerimónia do corte da primeira chapa do NRP D. Dinis, que marca o início da construção do navio, decorreu hoje no estaleiro ADA Shipyard, em Istambul, na Turquia.</P><br />
<P>Este é o segundo de dois navios reabastecedores que vão reforçar a Marinha portuguesa &#8211; o primeiro já está em fase mais avançada de construção nos estaleiros turcos e foi batizado Luís de Camões &#8211; com chegada prevista a Portugal em abril e dezembro de 2028.</P><br />
<P>De acordo com a Marinha, estes navios têm como missão &#8220;garantir o apoio logístico sustentado em operações militares nacionais e internacionais, bem como em missões de interesse público&#8221;.</P><br />
<P>As embarcações levarão quase tudo até alto mar: combustível para reabastecer outros navios e aeronaves, permitindo que as missões continuem sem necessidade de deslocações ao porto, mas também água potável, carga sólida geral e munições, além de oferecerem apoio logístico diversificado e funções hospitalares acrescidas para situações de catástrofe.</P><br />
<P>A guarnição de cada navio será composta por 50 militares, dispondo ainda de alojamento extra para mais 50 elementos e capacidade temporária para mais de 100 pessoas, adiantou a Marinha. </P><br />
<P>O ramo realça que a aquisição destas duas embarcações representa &#8220;um passo estratégico para reforçar a autonomia e a capacidade operacional da Marinha Portuguesa, garantindo maior flexibilidade em missões nacionais e internacionais&#8221;.</P><br />
<P>O custo total ronda os 100 milhões de euros e as verbas serão da Lei de Programação Militar (LPM).</P><br />
<P>A Marinha está a fazer um conjunto alargado de compras de equipamento, com entregas previstas nos próximos anos: o porta-drones D. João II, que está a ser construído na Roménia e tem entrega prevista para este ano, os seis Navios de Patrulha Oceânicos (NPO&#8217;s), cuja primeira embarcação deverá chegar em 2027, dois reabastecedores logísticos em 2028, estando também prevista a aquisição de três fragatas de nova geração, no âmbito dos empréstimos europeus SAFE. </P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>UE/Cimeira: Portugal e 15 países da coesão rejeitam cortes nas negociações orçamentais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 18:08:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Portugal e 15 outros Estados-membros da União Europeia (UE) que mais beneficiam da política de coesão defenderam hoje uma "posição unida" nas negociações do próximo orçamento plurianual de 2028 e 2034, rejeitando cortes nestas verbas e nas agrícolas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Portugal e 15 outros Estados-membros da União Europeia (UE) que mais beneficiam da política de coesão defenderam hoje uma &#8220;posição unida&#8221; nas negociações do próximo orçamento plurianual de 2028 e 2034, rejeitando cortes nestas verbas e nas agrícolas.</P><br />
<P>À margem da reunião de dois dias do Conselho Europeu que hoje arranca em Bruxelas, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, reuniu-se com os seus homólogos de 15 países considerados como &#8220;Amigos da Coesão&#8221; &#8212; Bulgária, Croácia, Estónia, Grécia, Itália, Letónia, Lituânia, Malta, Polónia, República Checa, Roménia, Eslovénia, Eslováquia, Espanha e Hungria &#8212; para defender &#8220;uma posição unida nas negociações&#8221; sobre o Quadro Financeiro Plurianual (QFP) 2028-2034, segundo uma nota divulgada por Roma.</P><br />
<P>Nesta ocasião, foi &#8220;reiterada a convicção partilhada de que o futuro orçamento da União deve permitir responder aos novos desafios estratégicos sem prejudicar as políticas previstas nos Tratados, começando pela política de coesão, pela Política Agrícola Comum e pela Política Comum das Pescas&#8221;, de acordo com o Governo italiano.</P><br />
<P>&#8220;Os participantes sublinharam que estas políticas representam investimentos essenciais para o futuro da Europa, capazes de reforçar a coesão económica, social e territorial, a segurança alimentar, a competitividade e a resiliência das comunidades europeias&#8221;, acrescentou a mesma fonte.</P><br />
<P>No encontro, foi também defendida &#8220;uma ação coordenada também ao nível político, garantindo continuidade, visibilidade e eficácia à ação do grupo em todas as fases das negociações relativas ao próximo QFP&#8221;, referiu ainda o executivo italiano.</P><br />
<P>Para este grupo informal de países comunitários que trabalha em conjunto para defender a política de coesão, é urgente &#8220;reforçar a coordenação política sobre o próximo QFP da UE, numa fase crucial das negociações que definirá as prioridades estratégicas e a arquitetura do futuro orçamento europeu&#8221;.</P><br />
<P>Na reunião do Conselho Europeu a decorrer hoje e sexta-feira em Bruxelas, os líderes da UE vão debater o apoio contínuo à Ucrânia numa fase de avanços no alargamento e iniciar difíceis negociações em torno do próximo orçamento de longo prazo visando um acordo este ano.</P><br />
<P>Na sexta-feira, segundo dia da reunião, as atenções estarão centradas no QFP para o período 2028-2034, considerado por diplomatas como o tema politicamente mais complexo do encontro.</P><br />
<P>Os líderes vão fazer o ponto da situação das negociações apresentado pela presidência cipriota, que neste semestre lidera o Conselho da UE, numa fase em que as posições entre os Estados-membros continuam afastadas.</P><br />
<P>Portugal chega a esta fase das negociações com uma posição reforçada, depois de Bruxelas ter reconhecido a necessidade de um ajustamento do envelope nacional, traduzido num reforço adicional de cerca de 1,6 mil milhões de euros, sobretudo na coesão.</P><br />
<P>Ainda assim, o resultado final permanece em aberto, dependendo do equilíbrio global do orçamento, incluindo o desfecho das negociações sobre as novas fontes de receita, sendo que o objetivo é alcançar um acordo interinstitucional ainda este ano.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778462]]></sapo:autor>
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		<title>TAP reforça emissão de dívida para 350 ME e fixa juro em 4,750%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 18:05:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A TAP prevê emitir 350 milhões de euros em obrigações seniores, mais 50 milhões do que tinha anunciado na quarta-feira, com um juro de 4,750% e vencimento em 2031.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A TAP prevê emitir 350 milhões de euros em obrigações seniores, mais 50 milhões do que tinha anunciado na quarta-feira, com um juro de 4,750% e vencimento em 2031. </P><br />
<P>Em comunicado hoje divulgado, a companhia aérea portuguesa indicou que a operação foi reforçada face ao montante inicialmente previsto de 300 milhões de euros.</P><br />
<P>Segundo a TAP, as obrigações serão emitidas a um preço de emissão de 99,44951%, estando a liquidação da oferta prevista para 26 de junho, sujeita às condições habituais.</P><br />
<P>A transportadora acrescentou que as receitas ilíquidas da emissão serão utilizadas para &#8220;finalidades societárias gerais&#8221; e para pagar comissões e despesas associadas à operação.</P><br />
<P>A TAP advertiu que as obrigações não foram nem serão registadas junto da Securities and Exchange Commission, o regulador dos mercados financeiros dos Estados Unidos, pelo que não podem ser oferecidas ou vendidas naquele país sem registo ou sem uma isenção aplicável.</P><br />
<P>A oferta destina-se exclusivamente a investidores profissionais e contrapartes elegíveis, estando vedada a investidores de retalho.</P><br />
<P>A emissão surge uma semana depois de a TAP ter anunciado a conclusão formal do plano de reestruturação acordado com a Comissão Europeia em 2021, após a venda das participações na Cateringpor e na SPdH, antiga Groundforce.</P><br />
<P>A companhia está também em processo de privatização parcial, com Air France-KLM e Lufthansa a terem de apresentar propostas vinculativas até ao final de julho. </P><br />
<P>O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, disse na terça-feira à Antena1 que o Governo prevê escolher o vencedor até setembro e que o grupo escolhido poderá assumir a cogestão da transportadora ainda em 2026, antes da entrada efetiva no capital, estimada para o verão de 2027, após a &#8216;luz verde&#8217; de Bruxelas. </P></p>
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		<title>Pedro Duarte diz que reforma laboral é importante mas &#8220;não é decisiva&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 18:05:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O ex-ministro dos Assuntos Parlamentares e presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, afirmou hoje que o país "tem muito a ganhar" se conseguir modernizar a sua legislação laboral, mas considerou que a reforma laboral "não é decisiva".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O ex-ministro dos Assuntos Parlamentares e presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, afirmou hoje que o país &#8220;tem muito a ganhar&#8221; se conseguir modernizar a sua legislação laboral, mas considerou que a reforma laboral &#8220;não é decisiva&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Acho que se a reforma laboral não puder ir para a frente, desviemos um bocadinho e continuamos o nosso caminho. Às vezes nem sempre se tem de ir pela mesma estrada. É importante olharmos para o destino final (&#8230;). Sim, acho que [a reforma laboral] não é decisiva&#8221;, afirmou hoje o Pedro Duarte.</P><br />
<P>O social-democrata, que falava com os jornalistas à margem de um evento da Câmara do Porto, ressalvou que, para si, &#8220;o país tem muito a ganhar se conseguir modernizar a sua legislação laboral e adaptá-la aos novos tempos&#8221;.</P><br />
<P>Pedro Duarte falava a propósito de uma entrevista publicada hoje ao jornal Expresso.</P><br />
<P>&#8220;Nós temos um Governo que tem tentado fazer esse esforço de puxar o país para a frente e temos tido outras forças que parece que se acomodaram, até gostam de ver o país permanentemente parado e que obstaculizam ao progresso&#8221;, criticou, acrescentando ainda que espera que o Governo &#8220;não vacile e continue a querer desenvolver aquilo que é um projeto para o país&#8221;.</P><br />
<P>A proposta do Governo de revisão da legislação laboral está a ser hoje discutida no parlamento, com a UGT a assistir e uma concentração da CGTP em &#8216;pano de fundo&#8217;, estando a votação na generalidade prevista para sexta-feira, sem aprovação garantida.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778459]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Quem permitir continuidade da discussão do pacote laboral está a trair trabalhadores, garante CGTP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 18:04:11 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[reforma laboral]]></category>
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					<description><![CDATA[O secretário-geral da CGTP avisou hoje que os partidos que permitirem, esta sexta-feira, com o seu voto, a continuação da discussão do pacote laboral estão a trair a vontade dos trabalhadores e prometeu responsabilizá-los.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O secretário-geral da CGTP avisou hoje que os partidos que permitirem, esta sexta-feira, com o seu voto, a continuação da discussão do pacote laboral estão a trair a vontade dos trabalhadores e prometeu responsabilizá-los. </P><br />
<P>&#8220;[&#8230;] Todos os deputados e partidos que, com o seu voto favorável ou abstenção, permitirem a continuidade da discussão do pacote laboral estão a trair a vontade dos trabalhadores&#8221;, afirmou o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, que falava aos jornalistas em frente à Assembleia da República, em Lisboa, onde decorria um protesto organizado pela intersindical, no mesmo dia em que a proposta esteve em discussão em São Bento. </P><br />
<P>A central sindical adiantou que estará, esta sexta-feira, presente nas galerias do parlamento, à semelhança do que aconteceu hoje, e prometeu responsabilizar todos os partidos que viabilizarem a reforma laboral.</P><br />
<P>&#8220;De uma forma ou de outra, o documento será votado amanhã [sexta-feira]: ou será votado na generalidade ou será votado um requerimento para que não haja votação e desça à especialidade. O documento só não será derrotado amanhã, se os partidos permitirem que ele continue a sobreviver&#8221;, apontou. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778425]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Padrasto de menores abandonados no Alentejo vai continuar para já preso em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 18:02:53 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[crianças francesas]]></category>
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		<category><![CDATA[Tribunal da Relação de Évora]]></category>
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					<description><![CDATA[O Tribunal da Relação de Évora determinou hoje que o padrasto dos dois meninos franceses abandonados na zona de Alcácer do Sal só será entregue às autoridades francesas quando a sua prisão "deixar de interessar" a Portugal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Tribunal da Relação de Évora determinou hoje que o padrasto dos dois meninos franceses abandonados na zona de Alcácer do Sal só será entregue às autoridades francesas quando a sua prisão &#8220;deixar de interessar&#8221; a Portugal.</p>
<p>O homem francês, de 55 anos, em prisão preventiva à ordem do processo que corre os seus termos no Tribunal Judicial da Comarca de Setúbal, foi hoje apresentado no Tribunal da Relação de Évora (TRE), divulgou o Conselho Superior de Magistratura (CSM), em comunicado.</p>
<p>O cidadão, que é padrasto das crianças abandonadas em maio na zona de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, foi presente ao TRE no âmbito de um mandado de detenção europeu (MDE) de que é alvo, emitido pelas autoridades de França.</p>
<p>Segundo o tribunal, citado no comunicado do Conselho Superior de Magistratura, o homem foi ouvido e manifestou &#8220;a sua aceitação em ser entregue&#8221; ao Estado requerente do mandado.</p>
<p>Já que o homem está em prisão preventiva, &#8220;foi homologada a aceitação da entrega, que só será efetuada quando deixar de interessar a prisão do requerido à ordem do processo de Setúbal&#8221;, esclareceu o Tribunal da Relação.</p>
<p>&#8220;Face aos contornos do caso, a execução do mandado de detenção europeu ficou circunscrita aos factos que não foram cometidos em território português&#8221;, disse o tribunal, embora sem referir o que motivou a emissão do mandado.</p>
<p>A agência Lusa procurou obter mais esclarecimentos sobre este caso, junto do Tribunal da Relação de Évora e do Conselho Superior de Magistratura, mas não obteve explicações adicionais até ao momento.</p>
<p>No passado dia 19 de maio, por volta das 19:00, dois irmãos menores franceses, de 4 e 5 anos, foram encontrados por um popular quando estavam sozinhos, a vaguear junto à Estrada Nacional 253 (EN253), na zona do Monte Novo do Sul, entre Comporta e Alcácer do Sal.</p>
<p>Transportavam uma mochila com uma muda de roupa, fruta e uma garrafa de água e, de acordo com o que foi noticiado pelos meios de comunicação social, relataram que a mãe os vendou e lhes disse que iam fazer um jogo, altura em que os terá abandonado, partindo de carro com o companheiro.</p>
<p>Os dois suspeitos, a mãe de 41 anos e o padrasto de 55, foram detidos pela GNR no dia 21 de maio, quando se encontravam na esplanada de um café situado nas imediações da cidade de Fátima, no concelho de Ourém, distrito de Santarém.</p>
<p>No dia seguinte, o juiz presidente do Tribunal Judicial de Setúbal, António José Fialho, esclareceu que os dois menores residiam com a mãe em França, estando os pais separados. O pai dispõe &#8220;de um direito de visita limitado e supervisionado&#8221;.</p>
<p>Mãe e padrasto estão em prisão preventiva e indiciados pelos crimes de ofensa à integridade física qualificada e de exposição e abandono.</p>
<p>As duas crianças regressaram a França no dia 29 de maio, numa viagem organizada e acompanhada pelas autoridades francesas e portuguesas, tendo ficado &#8220;ao cuidado dos serviços do apoio social de Colmar&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_778438]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Evento imobiliário israelita em Londres terá anunciado terrenos em colonatos ilegais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 17:34:07 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Caso está a gerar pressão política sobre o Governo britânico, depois de mais de 100 parlamentares e várias organizações da sociedade civil terem pedido o cancelamento do evento]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um evento imobiliário israelita realizado no norte de Londres terá promovido projetos em colonatos israelitas em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia ocupada, apesar de os organizadores terem negado anteriormente que seriam comercializadas propriedades em colonatos ilegais. O &#8216;The Guardian&#8217; teve acesso a folhetos distribuídos no evento, que incluíam projetos em Ma’ale Adumim, Givat Ze’ev, Kfar Eldad e Teneh Omarim, na Cisjordânia ocupada, bem como em Ramat Eshkol e Givat Hamatos, em Jerusalém Oriental.</p>
<p>O caso está a gerar pressão política sobre o Governo britânico, depois de mais de 100 parlamentares e várias organizações da sociedade civil terem pedido o cancelamento do evento. Os críticos argumentavam que a iniciativa era incompatível com as obrigações do Reino Unido ao abrigo do direito internacional e com as orientações oficiais sobre atividade económica ligada a colonatos.</p>
<p>Andy McDonald, deputado e copresidente do grupo parlamentar multipartidário britânico-palestiniano, afirmou que existe “pelo menos um caso prima facie” de que foram publicitados terrenos em colonatos ilegais, o que, disse, é contrário à lei. Na semana passada, McDonald enviou uma carta à ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, assinada por 101 políticos, na qual descrevia o evento como integrado no projeto de expansão colonial de Israel e pedia ao Governo que impedisse a sua realização.</p>
<p>Também o presidente da Câmara de Londres, Sadiq Khan, manifestou preocupação antes do evento. Segundo o &#8216;The Guardian&#8217;, Khan falou com a Polícia Metropolitana e foi informado de que quaisquer alegações de criminalidade relacionadas com a venda ilegal de propriedades seriam avaliadas com vista a eventual investigação. A polícia recusou comentar o caso.</p>
<p>O encontro em Londres foi a última etapa de uma série internacional de eventos imobiliários, depois de Toronto e Nova Iorque. A iniciativa tinha anunciado a possibilidade de os participantes explorarem “os melhores bairros anglo” e encontrarem a sua “casa de sonho”, numa formulação que já tinha levantado críticas por poder abranger zonas ocupadas.</p>
<p>O evento convidava interessados a registar interesse em Gush Etzion, um colonato israelita na Cisjordânia ocupada que o Governo britânico considera ilegal. Os organizadores tinham rejeitado anteriormente as acusações de que seriam apresentadas propriedades na Cisjordânia, classificando essas alegações como “ridículas” e motivadas por apoiantes “anti-israelitas e terroristas”. Garantiram ainda que os expositores forneceriam informações apenas sobre propriedades e projetos dentro da chamada Linha Verde.</p>
<p>Esta terça-feira, depois de o tema ser levantado no Parlamento britânico, os organizadores pediram desculpa pelo que descreveram como um “erro” nos folhetos do evento. “Ninguém no evento promoveu ou falou sobre propriedades nos ‘territórios disputados’, como Givat Ze’ev ou Kfar Eldad. A sua menção no folheto do evento foi feita por erro, pelo qual pedimos desculpa”, afirmaram ao Jewish News.</p>
<p>A página do evento de 2025, que mencionava Gush Etzion, foi entretanto retirada. Já na página de 2026, a referência ao colonato foi removida depois de as preocupações se tornarem públicas. A página incluía também um mapa do território sem delimitação de Gaza e da Cisjordânia ocupada, bem como dos Montes Golã, território sírio ocupado por Israel.</p>
<p>A deputada Ellie Chowns questionou a ministra dos Negócios Estrangeiros, Yvette Cooper, na Câmara dos Comuns, perguntando como podia o Governo falhar “até em impedir a comercialização de propriedade ilegal neste país” e continuar sem agir.</p>
<p>O ministro dos Negócios Estrangeiros Hamish Falconer terá escrito à autoridade britânica de normas publicitárias, a Advertising Standards Authority, pedindo uma análise urgente a eventuais provas de publicidade ou promoção de propriedades em colonatos ilegais. Cooper afirmou que o Governo pediu à entidade que analisasse o caso “com urgência” e sublinhou que é “extremamente importante” que os padrões legais sejam cumpridos no Reino Unido.</p>
<p>A Advertising Standards Authority confirmou ao &#8216;The Guardian&#8217; ter recebido a carta do Governo, mas disse não ter recebido queixas publicitárias sobre o caso. A entidade acrescentou que não tem uma posição sobre a lei nesta matéria e remeteu a responsabilidade para o Governo.</p>
<p>Andy McDonald considerou a referência à autoridade publicitária “completamente inadequada” e defendeu que os ministros devem investigar se há fundamento, ao abrigo da lei de Inglaterra e do País de Gales, para processar empresas britânicas eventualmente envolvidas. O deputado comparou o caso a uma hipotética venda de terras ocupadas no Donbas, afirmando que o Governo britânico reagiria de forma muito mais dura nessa situação.</p>
<p>A Amnistia Internacional Reino Unido também criticou a resposta do Governo, classificando o envio do caso para a autoridade publicitária como uma manobra “ridícula” que ignora a devastação causada pelos colonatos israelitas aos palestinianos.</p>
<p>O evento decorreu numa altura em que a violência de colonos na Cisjordânia atingiu níveis inéditos e em que uma coligação de países ocidentais, incluindo Reino Unido, França, Canadá, Alemanha e Itália, apelou ao fim da construção de colonatos israelitas, que considera violarem o direito internacional.</p>
<p>Na semana passada, o Reino Unido, em conjunto com outros países ocidentais, anunciou sanções contra seis empresas e uma pessoa por facilitarem e financiarem o recente aumento da violência de colonos na Cisjordânia. Ainda assim, o Governo britânico não avançou para a proibição de comércio com colonatos ilegais, medida que mais de 140 deputados trabalhistas tinham defendido no início do mês.</p>
<p>À porta do evento, decorreu um protesto que terminou com 14 detenções. Uma participante que entrou no encontro de forma encoberta, ligada ao grupo Jewish Anti-Zionist Action, disse ter ido com o objetivo de recolher provas de venda ilegal de terrenos. Depois de ser expulsa, juntou-se à manifestação no exterior.</p>
<p>A Comissão de Caridade de Inglaterra e País de Gales ainda não abriu um processo de conformidade nem uma investigação formal sobre o incidente, mas confirmou estar a avaliar preocupações relativas ao evento, realizado numa sinagoga associada à United Synagogue. A instituição religiosa informou que se tratou de um aluguer a terceiros e que a diligência prévia indicava que todas as propriedades comercializadas eram legais segundo a lei inglesa.</p>
<p>O caso coloca o Governo britânico perante uma questão sensível: se considera ilegais os colonatos israelitas, que consequências deve aplicar quando projetos associados a esses territórios são alegadamente promovidos em solo britânico? Para os críticos, a resposta dada até agora não basta. Para os organizadores, as referências nos folhetos foram um erro. A disputa segue agora no terreno político, jurídico e diplomático.</p>
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