Para a EDP, a transição energética é uma estratégia de competitividade e liderança global, assumida muito antes de se tornar obrigatória.
há empresas que respondem à mudança. Há empresas que a antecipam. A EDP posiciona‑se no segundo grupo, transformando os desafios climáticos num motor de crescimento, inovação e liderança, numa combinação de escala global, estratégia de longo prazo e soluções concretas para a economia real.
Cerca de 90% da electricidade produzida pelo grupo EDP já tem origem em fontes renováveis. Este número não é um ponto de chegada, é o reflexo de um percurso que começou antes de a maioria das empresas europeias ter inscrito a descarbonização nos seus planos estratégicos. Com presença em mercados na Europa, América do Norte, América do Sul e Ásia- ‑Pacífico, a EDP não se limitou a acompanhar a transição energética: ajudou a defini‑la.
Em 2025, o investimento anual do grupo totalizou cerca de 5,4 mil milhões de euros, com uma capacidade instalada de 30,2 GW – mais 1,2 GW em comparação ao ano anterior, impulsionados sobretudo por novos projectos solares e eólicos.
Portugal tem vindo a consolidar uma evolução muito positiva do seu mix energético, com um aumento significativo da produção renovável e a EDP tem sido um dos principais agentes desse percurso, através do desenvolvimento de novos projectos, da modernização de activos existentes e da promoção de soluções descentralizadas. Este contributo tem reforçado a competitividade e a resiliência do sistema eléctrico nacional, consolidando o posicionamento de Portugal como um dos países europeus mais avançados na incorporação de energias renováveis.
Esta trajectória não resulta de adaptação reactiva. A EDP integra a descarbonização e a sustentabilidade no centro das suas decisões estratégicas e planos de investimento. Muito antes de muitos destes requisitos se tornarem obrigatórios, assumiu metas climáticas alinhadas com a ciência e validadas pela Science Based Targets initiative (SBTi). «A descarbonização e a sustentabilidade são factores estruturais de competitividade e criação de valor no longo prazo», refere a EDP.
Os riscos climáticos e de transição estão integrados nos processos de planeamento e decisão, e a governação e o reporte seguem referências como a TCFD. Esta consistência tem sido reconhecida externamente – a EDP mantém a sua posição no S&P Global Sustainability Yearbook, que distingue as empresas com melhor desempenho ESG a nível mundial.
Para além da dimensão ambiental, a EDP incorpora critérios sociais e de governação na sua estratégia, promovendo práticas responsáveis ao longo da cadeia de valor, a protecção da biodiversidade e a criação de valor partilhado com as comunidades onde opera.
A sustentabilidade está integrada de forma transversal nas decisões de investimento, no crescimento do negócio e na relação com todos os stakeholders.
Ao estender esta ambição à cadeia de valor, promovendo critérios ambientais e sociais junto de parceiros e fornecedores, a EDP reforça a ideia de que a transição energética não depende só da produção de energia, mas de todo um ecossistema económico alinhado com objectivos de longo prazo.
Em Portugal, a EDP tem desempenhado um papel estruturante na transformação do sistema eléctrico, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e aumentando a produção renovável. O encerramento e reconversão das centrais a carvão de Sines e Carregado – preparadas para acolher novas plataformas de tecnologias limpas como solar, armazenamento e hidrogénio verde – constitui um sinal concreto desta ambição.
Esta transformação dos antigos activos energéticos reflecte uma lógica de reaproveitamento estratégico da infra-estrutura existente.
A ideia é prepará‑la para responder às exigências futuras do sistema energético, reforçando a sua robustez, flexibilidade e capacidade de integração de produção renovável variável. Tecnologias como o armazenamento de energia e o hidrogénio verde assumem,neste contexto, um papel crescente na gestão da intermitência e na estabilidade do sistema.
A escala da aposta é também visível no território: a EDP já desenvolveu seis parques híbridos em Portugal, totalizando mais de 785 MW de capacidade instalada. O mais recente, inaugurado em 2026, é o parque híbrido de Pracana, o primeiro do país a combinar energia hídrica e solar terrestre.
Soluções para empresas e consumidores
A transição energética não se faz apenas pelo lado da oferta. A EDP encara a eficiência energética como um pilar essencial da sua estratégia, assumindo um papel central na actuação do lado da procura.
No segmento empresarial, a aposta passa por parcerias de longo prazo com empresas de diferentes sectores, apoiando‑as nos seus objectivos de descarbonização através de soluções integradas: eficiência energética, autoconsumo renovável, contratos de fornecimento de energia verde (PPA), electrificação de processos e sistemas avançados de monitorização e gestão de energia. Estas parcerias permitem reduzir emissões, aumentar a competitividade e reforçar a resiliência energética, alinhando desempenho económico e ambição climática.
A colaboração com grandes empresas internacionais estende esta lógica à escala global. Nos Estados Unidos, a parceria com a Microsoft no projecto de produção solar Pleasantville Solar, no Illinois, contribui para o fornecimento de energia renovável a longo prazo. No Japão, em Motoyoshi, na província de Miyagi, a EDP desenvolve iniciativas de energia e envolvimento comunitário que apoiam a robustez energética local.
Para os consumidores, a resposta passa pela digitalização da relação com a energia. A app EDP permite acompanhar a evolução dos consumos, identificar onde se gasta mais, receber alertas e recomendações personalizadas de poupança e tomar decisões mais informadas no dia-a-dia. Esta abordagem contribui para um sistema energético mais equilibrado, flexível e menos exposto a flutuações de preços ou de oferta.
Digitalização, inteligência artificial e mobilidade eléctrica
A inovação constitui outro pilar de diferenciação da EDP. O projecto POCITYF, em Évora, é um exemplo dessa abordagem sistémica: combina produção renovável local, eficiência energética e participação activa dos cidadãos numa cidade‑piloto europeia, demonstrando como a transição energética pode ser vivida a uma escala humana e colaborativa.
A digitalização é um factor crítico para a optimização do consumo energético e para a eficiência dos sistemas. A EDP tem investido de forma contínua em monitorização em tempo real, análise avançada de dados, automação e inteligência artificial, melhorando a gestão das redes e apoiando decisões mais informadas.
Um exemplo concreto é o PREDIS, um sistema de previsão em tempo quase real da produção e do consumo de energia, que recorre à analítica e à inteligência artificial para antecipar variações de procura, optimizar a operação do sistema eléctrico e integrar de forma mais eficiente a produção renovável. Para além da previsão, estas tecnologias assumem também um papel crescente na manutenção preditiva das infra-estruturas e na detecção antecipada de anomalias nas redes, aumentando a fiabilidade operacional num sistema cada vez mais complexo.
Esta evolução do lado da procura e da gestão de sistemas digitais traduz uma mudança mais profunda: a passagem de um sistema energético centrado na produção para um ecossistema integrado, onde produção, consumo e flexibilidade são geridos de forma dinâmica e interligada.
Neste contexto, consumidores e empresas assumem um papel progressivamente mais activo, participando num sistema energético mais inteligente e descarbonizado.
Gerir a intermitência do solar e do eólico com níveis crescentes de precisão é um dos grandes desafios técnicos da transição energética – e a digitalização afirma‑se como uma resposta estrutural.
«A mobilidade eléctrica constitui um eixo estratégico fundamental para a descarbonização do sector dos transportes», assinala a EDP. A empresa tem vindo a desenvolver soluções que integram infra-estruturas de carregamento, fornecimento de energia renovável e plataformas digitais de gestão. Os dados de carregamentos na rede pública gerida pela EDP no fim‑de‑semana prolongado da Páscoa de 2026 ilustram essa trajectória: o número de carregamentos subiu mais de 20% face ao período homólogo, com novos recordes registados mês a mês.
Os desafios persistem – expansão das redes, capacidade do sistema eléctrico, gestão eficiente da procura – e a resposta passa por investimento contínuo, inovação tecnológica e parcerias com entidades públicas e privadas. Uma das apostas está na instalação de pontos de carregamento em locais de conveniência, integrando a mobilidade eléctrica de forma natural no quotidiano.
Uma visão de longo prazo
A EDP olha para o futuro com a convicção de que liderar a transição energética é, acima de tudo, um compromisso com a sociedade e com as próximas gerações.
As prioridades passam pela aceleração da produção de energia limpa, pela electrificação sustentável da economia e pela transformação profunda do sistema energético, tornando‑o mais inteligente, eficiente, integrado e resiliente. Esta ambição traduz‑se no reforço contínuo das energias renováveis, na expansão de soluções de eficiência energética e na aposta em inovação, digitalização e redes inteligentes.
«A transição energética é também uma visão de responsabilidade social e criação de valor partilhado », afirma a EDP. Ao contribuir para um sistema energético mais limpo, acessível e inclusivo, a empresa apoia o crescimento económico numa trajectória de baixo carbono e ajuda a construir um futuro mais justo e sustentável para as comunidades onde opera, hoje e amanhã.
Este artigo faz parte do Caderno Especial “Ecologia, eficiência energética e energias renováveis”, publicado na edição de Abril (n.º 241) da Executive Digest.




