EDP avança com nova ação contra o Estado e reclama 546 milhões

A EDP queixa-se de que o Estado a sobreavaliou em sucessivas privatizações, em prejuízo dos novos acionistas.

Executive Digest

Alegando um erro na avaliação da empresa relacionado com um instrumento do setor elétrico entretanto extinto (conta de correção de hidraulicidade), a EDP avançou agora com uma nova ação contra o Estado, reclamando uma compensação de 546 milhões de euros, avança o ‘Expresso’.

Segundo apurou a publicação, a ação já deu entrada no Tribunal Administrativo de Lisboa e tem como réus o Estado, o Ministério das Finanças e o IGCP, em em causa está a conta de correção de hidraulicidade, que já em dezembro do ano passado tinha motivado uma primeira ação judicial da EDP,  de 717 milhões de euros.

A conta de hidraulicidade, mecanismo criado em Portugal na década de 1980, visou precaver a variação de disponibilidade das barragens para produzir eletricidade entre anos secos e húmidos, permitindo suavizar o impacto das variações no custo da energia.

Em 2010 foi decidida a sua extinção faseada, o que se prolongou até 2016. À data foi criado um grupo de trabalho que entre outros objetivos tinha de aferir se havia necessidade de compensar a EDP. Saiu então um relatório concluindo que não haveria lugar a qualquer pagamento.

A elétrica contestou e em dezembro de 2019 avançou para tribunal reclamando 717 milhões de euros. Essa ação judicial não teve ainda qualquer desenvolvimento.

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Nesta nova ação, apurou o Expresso, a EDP defende que, perante a decisão do Governo de homologar o referido relatório, “os pressupostos da avaliação da empresa em sucessivas privatizações estavam errados”. A EDP calculou em 388 milhões de euros o desvio nessas avaliações, que ao valor atual se traduzem em 546 milhões de euros.

 

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