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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Wed, 24 Jun 2026 16:01:18 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Ucrânia diz ter destruído 60 mil toneladas de munições russas perto de São Petersburgo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 16:01:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Informação foi divulgada pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, citando um relatório do chefe dos serviços de informações militares ucranianos, Oleh Ivashchenko]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ucrânia afirma ter destruído mais de 60 mil toneladas de munições num arsenal da Frota do Báltico, perto de São Petersburgo, na sequência de ataques de longo alcance em território russo, avança o &#8216;Kyiv Post&#8217;. A informação foi divulgada pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, citando um relatório do chefe dos serviços de informações militares ucranianos, Oleh Ivashchenko.</p>
<p>Numa mensagem publicada esta quarta-feira no Telegram, Zelensky afirmou que Kiev discutiu a execução do plano de “sanções de longo alcance” contra a Rússia e os passos necessários para aproximar a paz.</p>
<p>“Entre as recentes derrotas eficazes no território do ocupante, vale a pena destacar a eliminação de mais de 60 mil toneladas de munições no arsenal da Frota do Báltico, perto de São Petersburgo”, declarou o presidente ucraniano.</p>
<p>Os ataques ucranianos a São Petersburgo ocorreram no início de junho e coincidiram com o arranque do Fórum Económico Internacional de São Petersburgo, um dos principais eventos empresariais promovidos pela Rússia.</p>
<p>Zelensky acrescentou que as avaliações dos serviços de informações confirmaram que a Ucrânia atingiu alvos previamente definidos em instalações russas ligadas à produção militar.</p>
<p>Segundo o presidente ucraniano, as forças de Kiev atacaram também empresas russas responsáveis pela produção de componentes de radioeletrónica e outros elementos críticos para o esforço militar de Moscovo.</p>
<p>O Estado-Maior ucraniano divulgou igualmente esta quarta-feira um relatório sobre os resultados de um ataque ao Centro de Comunicações Espaciais de Dubna, na região de Moscovo. A infraestrutura é descrita como o maior complexo terrestre de comunicações por satélite da Rússia e é usada para comunicações militares, incluindo o controlo de repetidores por satélite utilizados pelo Ministério da Defesa russo.</p>
<p>De acordo com o relatório citado pelo &#8216;Kyiv Post&#8217;, o ataque ocorreu na madrugada desta segunda-feira e atingiu o complexo de hardware e módulos da antena MARK-IV de 32 metros, usada em comunicações por satélite, bem como um edifício técnico adjacente.</p>
<p>O Estado-Maior ucraniano confirmou ainda danos no principal edifício administrativo e de produção da instalação, incluindo a destruição parcial de uma das paredes. O edifício alberga equipamentos centrais de comunicações, sistemas de controlo terrestre e o painel central de controlo da rede de satélites.</p>
<p>Zelensky afirmou ainda que os serviços de informações ucranianos obtiveram documentos internos russos que avaliam o impacto dos ataques de longo alcance de Kiev. Segundo o presidente, Moscovo começou a deslocar sistemas de defesa aérea para proteger a capital russa e a ponte de Kerch, que liga a Rússia à Crimeia ocupada.</p>
<p>“Na prática, estas são as duas áreas que os russos receberam ordem para defender como prioridade, mesmo que isso signifique enfraquecer outras regiões no seu próprio território e nas áreas temporariamente ocupadas da Ucrânia”, afirmou Zelensky.</p>
<p>O presidente ucraniano referiu também um relatório separado sobre a produção russa de mísseis e a aviação estratégica, garantindo que Kiev está a preparar novas respostas à continuação da guerra.</p>
<p>“É importante que o maior número possível de russos compreenda que a guerra está a ser prolongada precisamente pela recusa da liderança russa em envolver-se na diplomacia. A Ucrânia apresentou propostas diplomáticas significativas”, acrescentou.</p>
<p>No início de junho, as forças ucranianas realizaram ataques noturnos contra vários alvos militares e energéticos no interior da Rússia, incluindo o terminal petrolífero de São Petersburgo, instalações na base naval de Kronstadt e uma empresa da indústria de defesa na região de Tambov.</p>
<p>Um grande incêndio deflagrou em São Petersburgo a 3 de junho, depois de autoridades russas terem relatado um ataque massivo de drones durante a noite na região de Leninegrado.</p>
<p>Responsáveis russos afirmaram que as defesas aéreas intercetaram vários drones. O governador Alexander Drozdenko disse inicialmente que três drones tinham sido abatidos e, mais tarde, referiu que cerca de 30 aparelhos estiveram envolvidos no ataque.</p>
<p>Apesar das declarações oficiais sobre interceções, vídeos divulgados em canais russos de Telegram mostraram chamas e fumo intenso a subir da zona portuária de São Petersburgo. O canal independente &#8216;Astra&#8217; e outros meios russos identificaram o local em chamas como o terminal petrolífero JSC Petersburg Oil Terminal, uma das maiores instalações de movimentação de petróleo do noroeste da Rússia.</p>
<p>As autoridades ativaram ainda o plano de segurança “Kover” no aeroporto de Pulkovo, em São Petersburgo, causando perturbações, atrasos e cancelamentos em mais de dez voos de partida.</p>
<p>Zelensky elogiou a operação, que, segundo afirmou, envolveu o Serviço de Segurança da Ucrânia, as Forças de Sistemas Não Tripulados, as Forças de Operações Especiais, o Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras e outras unidades.</p>
<p>O presidente ucraniano confirmou também um ataque ao terminal petrolífero de São Petersburgo, localizado a cerca de 1.100 quilómetros da fronteira ucraniana, e afirmou que foram atingidos “alvos puramente militares” na base naval de Kronstadt.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781137]]></sapo:autor>
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		<title>Não fala alemão? Então não entra nesta piscina: regra abre polémica na Alemanha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 15:54:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[Halle]]></category>
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					<description><![CDATA[Caso envolve o Heidebad, um popular complexo de lazer com praia artificial e lago, habitualmente muito procurado durante o verão]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um centro de lazer em Halle, no leste da Alemanha, passou a impedir a entrada de pessoas que não falem alemão, numa decisão justificada com razões de segurança, mas que já está a gerar acusações de discriminação. A medida, avançada pelo &#8217;20 Minutos&#8217;, surge em plena onda de calor na Europa, numa altura em que piscinas e zonas balneares estão a receber milhares de visitantes.</p>
<p>O caso envolve o Heidebad, um popular complexo de lazer com praia artificial e lago, habitualmente muito procurado durante o verão. A partir de agora, segundo o gerente Mathias Nobel, os visitantes que não consigam compreender alemão terão de procurar outros espaços.</p>
<p>“Precisamos garantir que os visitantes entendam as nossas regras para que possamos garantir a segurança”, afirmou Nobel, em declarações à &#8216;NTV&#8217;.</p>
<p>A decisão foi apresentada como uma medida de prevenção, relacionada com os protocolos de segurança e com a necessidade de os nadadores-salvadores conseguirem comunicar instruções de emergência. Ainda assim, a proibição levantou críticas imediatas por excluir pessoas com base na língua que falam.</p>
<p>O episódio que originou a nova regra terá envolvido um menor que ignorou instruções e regras do espaço, colocando-se em risco. Segundo testemunhas, o rapaz ultrapassou a área definida para natação no lago e não falava alemão.</p>
<p>“Nós temos um lago com 13 metros de profundidade em alguns pontos; isso é muito perigoso”, justificou Mathias Nobel.</p>
<p>O argumento da segurança não convenceu as autoridades locais. A cidade de Halle exigiu que o gerente revogasse a proibição, alegando que a medida afeta o caráter público do espaço e exclui amplamente “grupos populacionais inteiros”.</p>
<p>A polémica ganhou ainda maior dimensão por surgir num contexto político sensível na Alemanha. Muitos cidadãos associaram a decisão ao crescimento da Alternativa para a Alemanha, partido de extrema-direita que tem alimentado o debate sobre a presença de imigrantes em espaços públicos.</p>
<p>Num publicação no &#8216;Facebook&#8217;, a AfD defendeu que as piscinas, antes vistas como locais seguros de lazer, estariam a transformar-se em “verdadeiras zonas de perigo” devido às políticas dos partidos tradicionais.</p>
<p>Mathias Nobel rejeita que a medida tenha motivação xenófoba. A Associação Alemã de Resgate Marítimo, citada pelo &#8217;20 Minutos&#8217;, também se demarcou da proibição no Lago Heidesee, afirmando que se distancia claramente da decisão.</p>
<p>A polémica pode ainda chegar ao plano jurídico. Um porta-voz da agência nacional antidiscriminação, consultado pelo The Guardian, admitiu que a proibição pode justificar medidas legais.</p>
<p>As autoridades municipais pediram, por sua vez, soluções menos restritivas para lidar com a barreira linguística. Entre as alternativas apontadas estão pictogramas universalmente compreensíveis e mensagens de segurança em vários idiomas.</p>
<p>O caso reabre uma discussão mais ampla: até onde pode ir uma regra de segurança quando o seu efeito prático é excluir pessoas que não dominam a língua local?</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781131]]></sapo:autor>
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		<title>“Cheringonça”: o Chega dá a mão ao PSD nas autarquias — e ganha pelouros, cargos e influência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 15:48:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Acordos locais que contrastam com a linha nacional de Luís Montenegro, que voltou a defender que o PSD governa sem se deixar condicionar pela “imaturidade ‘chegana’”]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Chega está a viabilizar executivos liderados pelo PSD em várias autarquias e, em troca, tem conquistado pelouros, lugares em estruturas municipais e influência em dossiês estratégicos, revela a &#8216;<a href="https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/os-tachos-da-cheginconca" target="_blank" rel="noopener">Sábado</a>&#8216;. A revista descreve acordos locais que contrastam com a linha nacional de Luís Montenegro, que voltou a defender que o PSD governa sem se deixar condicionar pela “imaturidade ‘chegana’”.</p>
<p>Em abril de 2025, o primeiro-ministro afirmou que era “impossível governar com o Chega”, mantendo a lógica do “não é não” em relação a entendimentos de governação com o partido de André Ventura. Mas, desde as eleições autárquicas de outubro de 2025, vários presidentes de câmara do PSD garantiram maiorias através de acordos com o Chega.</p>
<p>A esta realidade autárquica tem sido dado o nome de “Cheringonça”, numa referência às alianças à direita que replicam, em sentido inverso, a lógica da antiga “Geringonça” à esquerda. A diferença é que, neste caso, os entendimentos locais têm permitido ao Chega entrar em áreas sensíveis como polícia municipal, fiscalização, transparência, infraestruturas e desenvolvimento económico.</p>
<p>Sintra é um dos exemplos mais expressivos. Depois das eleições, o PSD venceu por margem curta e ficou com quatro vereadores, os mesmos do PS, enquanto o Chega elegeu três. Para garantir estabilidade, o presidente Marco Almeida acabou por encontrar no partido de André Ventura o parceiro decisivo.</p>
<p>Segundo a revista semanal, o PSD ofereceu ao Chega dois vereadores com pelouros. A vereadora Anabela Macedo ficou responsável pelo departamento de polícia e fiscalização municipal, áreas que coincidem com bandeiras políticas do partido. A partir daí, avançaram nomeações de figuras próximas do Chega para estruturas municipais.</p>
<p>Entre os casos referidos estão Paula Guinote, deputada municipal do Chega, nomeada chefe de divisão da fiscalização municipal, e Pedro Magrinho, agente da PSP e antigo candidato do partido, indicado para chefe de divisão da Polícia Municipal. A autarquia garante que as nomeações cumprem a legalidade e não foram colocadas em causa por qualquer força partidária.</p>
<p>O Chega tem usado Sintra como montra política, sobretudo em operações ligadas à fiscalização de habitações sociais. Nas redes sociais, a vereadora responsável pela área tem divulgado imagens do interior de casas municipais alvo de operações da Polícia Municipal, que tutela. Também publicou montagens suas, feitas com Inteligência Artificial, vestida com a farda da Polícia Municipal.</p>
<p>Em Benavente, o partido ficou com outro dossiê de peso: o acompanhamento do novo aeroporto de Lisboa. O Chega, que tem dois vereadores no concelho, negociou pelouros com o executivo PSD/CDS e assegurou responsabilidades nas áreas de desenvolvimento económico e investimento.</p>
<p>Frederico Colaço Antunes, vereador do Chega em Benavente, passou a integrar a Comissão Interna de Acompanhamento do novo aeroporto, um grupo de trabalho municipal. À &#8216;Sábado&#8217;, afirmou estar presente em negociações sobre o projeto, reunir-se com investidores e analisar quais os projetos mais vantajosos para o concelho.</p>
<p>O vereador defende que PSD e Chega foram “parceiros naturais” naquele concelho, historicamente liderado pela CDU. “As duas direitas conversaram e decidiram isolar a esquerda”, afirmou.</p>
<p>Em Cascais, o entendimento foi mais surpreendente, tendo em conta o histórico de tensão entre Carlos Carreiras e o Chega. Ainda em 2025, antes de terminar o último mandato, Carreiras acusou o vereador João Rodrigues dos Santos de fazer política “populista, extremista, mentirosa” e declarou que nunca teria acordo com o Chega.</p>
<p>Poucos meses depois, Nuno Piteira Lopes, sucessor de Carreiras, foi eleito presidente da câmara e assegurou a maioria através de um acordo com o Chega, deixando o PS fora da solução de governação.</p>
<p>Na Assembleia Municipal de Cascais, a aliança foi anunciada pela bancada municipal do Chega, perante surpresa do PS. O executivo diz que o PS aceitou inicialmente a proposta para integrar o executivo, mas que, depois de o Chega considerar ter condições para assumir pelouros, os socialistas devolveram as pastas.</p>
<p>Em Cascais, o acordo foi escrito. O documento, citado pela &#8216;Sábado&#8217;, prevê uma aliança de quatro anos, a atribuição de um pelouro ao Chega e a possibilidade de o partido indicar uma pessoa para a Comissão de Acompanhamento e Fiscalização das Águas de Cascais.</p>
<p>O acordo inclui ainda a viabilização de orçamentos municipais, prestações de contas e alterações ao mapa de pessoal durante o mandato autárquico de 2025-2029. Eventuais conflitos deverão ser resolvidos por decisão conjunta dos presidentes das comissões políticas concelhias dos dois partidos.</p>
<p>Em Aveiro, o PSD também governa com o apoio do Chega. O vereador Diogo Machado ficou com o pelouro da Proteção Civil, num executivo em que PSD e PS tinham quatro vereadores cada e em que o representante do Chega se tornou decisivo para a maioria.</p>
<p>A autarquia descreve o Chega como “um aliado fiável e um parceiro objetivo da boa governação”. Mas Diogo Machado chegou às eleições com um caso antigo a marcar a campanha: quando foi diretor da Aveiro Expo, empresa municipal de eventos, foi demitido na sequência de acusações de uso do cartão de crédito da empresa para despesas pessoais, incluindo um computador portátil de 600 euros, levantamentos de 200 euros e gastos em restaurantes e gasolineiras.</p>
<p>Durante a campanha, Ribau Esteves recuperou o tema e acusou Diogo Machado de ter usado o cartão da empresa mesmo depois de sair. O vereador do Chega rejeita qualquer dívida e afirmou ter apresentado uma queixa-crime contra o antigo autarca por difamação agravada.</p>
<p>A revista identifica ainda outro padrão depois das autárquicas: antes de fechar acordos com o Chega, alguns executivos tentaram convencer eleitos do partido a desfiliarem-se e a integrarem os executivos como independentes.</p>
<p>Em Vila Nova de Gaia, António Barbosa, eleito vereador pelo Chega, acabou por se desfiliar e integrar o executivo de Luís Filipe Menezes como independente. Em Lisboa, Ana Simões Silva também se desfiliou do Chega e assumiu os pelouros da Saúde e do Desperdício Alimentar. Em Coimbra, Maria Lencastre Portugal, eleita pelo Chega, chegou a acordo com a socialista Ana Abrunhosa, tendo como condição a desfiliação do partido de direita radical.</p>
<p>Estes casos replicam uma fórmula já testada no mandato anterior na Moita, com Ivo Pedaço, eleito pelo Chega, que se tornou independente e passou a alinhar com o PS contra a CDU, enquanto a mulher entrou nos quadros da câmara.</p>
<p>No plano nacional, o PSD continua a traçar uma linha de separação em relação ao Chega. Nas autarquias, porém, a realidade tem sido mais pragmática: onde faltam votos para governar, o partido de André Ventura tornou-se parceiro, aliado ou fornecedor de eleitos independentes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781117]]></sapo:autor>
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		<title>Mercado livre tem ofertas mais baratas na luz, mas não no gás no 2º trimestre, revela ERSE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 15:43:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[eletricidade]]></category>
		<category><![CDATA[ERSE]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As ofertas de eletricidade no mercado liberalizado apresentavam poupanças anuais até 317 euros face à tarifa regulada no segundo trimestre, enquanto no gás natural nenhum comercializador tinha preços mais competitivos, segundo a ERSE.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As ofertas de eletricidade no mercado liberalizado apresentavam poupanças anuais até 317 euros face à tarifa regulada no segundo trimestre, enquanto no gás natural nenhum comercializador tinha preços mais competitivos, segundo a ERSE. </P><br />
<P>De acordo com os boletins das ofertas comerciais da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), no segundo trimestre deste ano existiam 22 comercializadores com ofertas de eletricidade e oito comercializadores com ofertas duais.</P><br />
<P>Na comparação entre a oferta de eletricidade mais competitiva e a oferta do mercado regulado, o regulador concluiu que os consumidores com consumos anuais mais elevados eram os que conseguiam poupar mais, em termos absolutos, se optassem pelo mercado liberalizado.</P><br />
<P>A ERSE compara as ofertas com base em três perfis residenciais: o consumidor tipo 1 corresponde a um casal sem filhos, o consumidor tipo 2 a um casal com dois filhos e o consumidor tipo 3 a um casal com quatro filhos, com consumos anuais crescentes de eletricidade e gás natural. </P><br />
<P>Segundo a entidade reguladora, o consumidor tipo 3 podia poupar 317 euros por ano no contrato de eletricidade, uma poupança de 12%, enquanto o consumidor tipo 1 podia poupar 60 euros por ano, correspondente a 14%.</P><br />
<P>Dos 22 comercializadores com ofertas de eletricidade, entre 7 e 12 têm ofertas inferiores à tarifa regulada, consoante o perfil de consumidor.</P><br />
<P>Nas ofertas duais, que combinam eletricidade e gás natural, entre dois e três dos oito comercializadores apresentavam preços inferiores à tarifa regulada.</P><br />
<P>Neste segmento, a maior poupança anual face ao mercado regulado era de 120 euros, ou 4%, para o consumidor tipo 3. Já o consumidor tipo 1 podia poupar até oito euros por ano, o equivalente a 1%.</P><br />
<P>No gás natural, a ERSE contabilizou 14 comercializadores com ofertas comerciais e oito comercializadores com ofertas duais.</P><br />
<P>Contudo, nas ofertas apenas de gás natural, as poupanças no mercado liberalizado eram nulas para os três consumidores tipo analisados, não existindo qualquer oferta comercial mais competitiva do que o mercado regulado.</P><br />
<P>A análise da ERSE considera as ofertas disponíveis para novas adesões no simulador de preços de energia.</P><br />
<P>O regulador excluiu da análise as ofertas com serviços adicionais obrigatórios, como assistência técnica ou diagnósticos energéticos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781114]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>ERC dá um prazo à LiveModeTV para se registar como serviço de &#8216;streaming&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 15:42:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[ERC]]></category>
		<category><![CDATA[LiveModeTV]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Esta nova deliberação segue-se a uma primeira decisão, datada de 16 de junho, na qual a ERC entendia que a plataforma LiveModeTV estava sujeita a registo obrigatório no regulador enquanto órgão de comunicação social]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) deu um prazo de 72 horas à plataforma LiveModeTV, que transmite jogos de futebol do Mundial2026 em Portugal, para proceder ao registo no regulador enquanto serviço audiovisual a pedido (&#8216;streaming&#8217;).</p>
<p>Esta nova deliberação segue-se a uma primeira decisão, datada de 16 de junho, na qual a ERC entendia que a plataforma LiveModeTV estava sujeita a registo obrigatório no regulador enquanto órgão de comunicação social.</p>
<p>De acordo com a anterior análise da ERC, a plataforma apresentava &#8220;características próprias de um serviço de comunicação social organizado editorialmente, incluindo identidade visual e editorial própria, programação estruturada, responsabilidade editorial sobre os conteúdos, presença de apresentadores e comentadores, bem como exploração económica do serviço&#8221;.</p>
<p>Contudo, na nova deliberação de 22 de junho, a ERC refere que face à &#8220;reconfiguração material do projeto&#8221; da LiveModeTV, deixou de se verificar a &#8220;existência de um serviço de programas televisivo, designadamente a organização de uma grelha de programação linear, contínua e unitária&#8221;.</p>
<p>O regulador acrescenta que as alterações comunicadas pela LiveModeTV, a 19 e 22 de junho, e o início das emissões do Mundial de Futebol, &#8220;permitem conferir um novo ângulo sobre a qualificação dos serviços a disponibilizar&#8221; pela plataforma.</p>
<p>Segundo a ERC, o modelo atual da plataforma consiste na oferta de conteúdos audiovisuais organizados em &#8216;playlists&#8217; e secções temáticas, disponibilização contínua de vídeos gravados, acesso livre e individualizado pelo utilizador e ausência de grelha de programação linear contínua.</p>
<p>&#8220;Esta estrutura corresponde, em termos funcionais, a uma forma de organização de conteúdos audiovisuais suscetível de integrar o conceito de serviço audiovisual a pedido&#8221;, sustentado &#8220;por publicidade (Advertising Video On demand- AVOD), através de plataformas de terceiros (OTT &#8212; over the top)&#8221;, lê-se ainda na deliberação.</p>
<p>&#8220;Embora exista uma componente linear durante a transmissão dos eventos desportivos, esta assume natureza funcionalmente limitada ao período de realização desses eventos, não constituindo uma programação linear permanente suscetível de caracterizar autonomamente um serviço de programas televisivo&#8221;, acrescenta o documento.</p>
<p>Assim, a ERC considera que alterações introduzidas ao serviço afastam a qualificação como Web TV, &#8220;mas não permitem afastar a qualificação de um serviço de comunicação audiovisual &#8212; na modalidade de SAP -, o qual exige registo prévio na ERC antes de iniciar a atividade&#8221;.</p>
<p>A LiveModeTV divulgou em 11 de junho, quando arrancou o Mundial2026 que decorre nos Estados Unidos, no México e no Canadá, que iria transmitir 34 jogos da competição, incluindo todos da seleção portuguesa.</p>
<p>Na nota de imprensa, a plataforma destacou que está disponível em Portugal na rede social YouTube e na Prime Video, e que &#8220;além do jogo do dia de cada jornada, terá várias horas de programação dedicada ao Campeonato do Mundo 2026, contando com cerca de 8 horas diárias&#8221;.</p>
<p>A LiveModeTV apresentou-se como uma &#8220;plataforma de transmissão digital que combina futebol de alto nível com uma experiência interativa e próxima dos fãs&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781097]]></sapo:autor>
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		<title>“Somos todos muito mais pobres do que os nossos irmãos da UE”: especialistas alertam para nova subida da pobreza em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 15:39:03 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Estimativa é partilhada por vários intervenientes de setores sociais e económicos, que alertam para a persistência de baixos rendimentos, desigualdades escondidas pelas médias nacionais e dificuldades crescentes sentidas por famílias e instituições no terreno]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal tem mais de 1,7 milhões de pessoas em situação de pobreza e as previsões do Eurostat apontam para uma nova subida da taxa de pobreza no país, avançou Luísa Loura, diretora da Pordata, no debate no programa &#8216;Consulta Pública&#8217;, da &#8216;Antena 1&#8217;.</p>
<p>A estimativa é partilhada por vários intervenientes de setores sociais e económicos, que alertam para a persistência de baixos rendimentos, desigualdades escondidas pelas médias nacionais e dificuldades crescentes sentidas por famílias e instituições no terreno.</p>
<p>“Portugal é um país pobre, não consegue ter o mesmo nível de vida dos restantes europeus com os rendimentos que tem”, afirmou Luísa Loura, diretora da Pordata.</p>
<p><strong>“Somos todos muito mais pobres do que os nossos irmãos da União Europeia”</strong></p>
<p>A frase de Luísa Loura resume uma das ideias centrais do debate: apesar dos indicadores macroeconómicos, os rendimentos em Portugal continuam a afastar o país dos níveis de vida médios da União Europeia.</p>
<p>Elizabeth Santos, socióloga da Rede Europeia Anti-Pobreza, alertou também para o facto de os indicadores nacionais poderem esconder realidades muito mais graves em determinados territórios.</p>
<p>“Os indicadores escondem várias bolsas de pobreza em grandes territórios que provavelmente terão taxas de pobreza muito maiores, mas que estão escondidas pelas médias”, afirmou.</p>
<p>Já Susana Peralta, especialista em Economia Política e Economia Pública, rejeitou a ideia de que exista uma relação automática entre o aumento da população e a evolução do PIB per capita. A economista ironizou com a leitura segundo a qual haveria “um efeito mecânico do aumento da população no PIB per capita”.</p>
<p>“Não podemos fazer contas de merceeiro e concluir que o PIB vai baixar na proporção exata do aumento da população”, acrescentou.</p>
<p>O programa contou ainda com o testemunho de Carla Teixeira, que integra atualmente o Conselho Local de Cidadãos do Porto e tem uma história de vida marcada pela pobreza. A antiga beneficiária deixou um apelo direto aos responsáveis políticos.</p>
<p>“Convido os políticos a irem passar uma semana a casa de uma família pobre”, afirmou.</p>
<p>Para Carla Teixeira, a situação no terreno está a agravar-se. “O país está a pôr as pessoas ainda mais pobres. As pessoas estão a baixar os braços”, alertou.</p>
<p>A Prestação Social Única também marcou o debate na rádio pública. José António Pinto, assistente social na Junta de Freguesia de Campanhã, criticou duramente a postura do Governo de Luís Montenegro em relação à medida.</p>
<p>“A postura do Governo sobre a PSU revela enorme falta de sensibilidade social e de cultura democrática, arrogância no exercício do poder político e desvalorização total por estas pessoas. Como se fossem lixo”, acusou.</p>
<p>Francisco Branco, professor da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica, também manifestou “as maiores dúvidas e preocupações” sobre o impacto da Prestação Social Única na vulnerabilidade social.</p>
<p>O académico alertou que poderá ser necessário esperar pelos efeitos concretos da medida para confirmar um agravamento da pobreza. “Vamos ter que esperar para verificar que a pobreza vai aumentar e que o Governo não está a entender” o impacto que a PSU poderá ter, afirmou.</p>
<p>A RTP destaca ainda a situação dos Açores, que lideram vários indicadores de pobreza no país. De acordo com o estudo “Portugal, Balanço Social 2025”, há pessoas que não conseguem assegurar uma alimentação digna ou que ficam privadas de cuidados de saúde.</p>
<p>No terreno, as instituições de caráter social têm sentido um aumento da procura. Mesmo estruturas de dimensão local enfrentam mais pressão perante o agravamento das dificuldades das famílias.</p>
<p>Um dos exemplos é o projeto Porta da Misericórdia, na ilha Terceira, onde o trabalho de proximidade tem procurado responder a situações de pobreza, privação alimentar e falta de acesso a cuidados essenciais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781095]]></sapo:autor>
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		<title>Baloise ultrapassa 3,2 mil milhões em ativos sob gestão em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 15:35:58 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A Baloise Vie Luxembourg ultrapassou os 3,2 mil milhões de euros em ativos sob gestão em Portugal e entra numa nova fase de crescimento após a integração com a Helvetia, num movimento que reforça a presença da empresa no segmento de seguros de vida ligados à estruturação patrimonial.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Baloise Vie Luxembourg ultrapassou os 3,2 mil milhões de euros em ativos sob gestão em Portugal e entra numa nova fase de crescimento após a integração com a Helvetia, num movimento que reforça a presença da empresa no segmento de seguros de vida ligados à estruturação patrimonial.</p>
<p>Em 2025, os ativos sob gestão da operação portuguesa atingiram 3,24 mil milhões de euros, o equivalente a 22% do total do grupo. No mesmo período, Portugal representou 25% do total de prémios emitidos, num montante de 295 milhões de euros, consolidando-se como um dos três principais mercados da Baloise Vie Luxembourg, a par de países como Bélgica, França, Itália, Alemanha, Mónaco e Polónia.</p>
<p>A empresa, especializada em soluções de seguros de vida de direito luxemburguês, tem vindo a reforçar a sua posição junto de clientes privados e profissionais ligados à gestão e estruturação de património. Em Portugal, o mercado tem mostrado resiliência, com os prémios a atingirem cerca de 185 milhões de euros em 2024 e a regressarem a uma trajetória de crescimento em 2025, num contexto de procura crescente por soluções de planeamento patrimonial de longo prazo.</p>
<p>Desde a entrada no mercado português em 2010, a Baloise registou uma expansão significativa. Os prémios passaram de cerca de 80 milhões de euros no primeiro ano para um pico de 350 milhões em 2016, enquanto a equipa local cresceu de três para 11 colaboradores. Atualmente, a empresa serve cerca de 900 clientes em Portugal, sobretudo portugueses, mas também famílias internacionais e residentes estrangeiros, acompanhando a crescente internacionalização do país.</p>
<p>A oferta em Portugal centra-se em soluções unit-linked e de capitalização, frequentemente utilizadas em contextos de banca privada. Estas soluções são desenhadas para responder a necessidades de preservação de património, mobilidade internacional e planeamento sucessório, beneficiando do enquadramento regulatório luxemburguês, considerado particularmente robusto em termos de proteção do investidor e governação.</p>
<p>A Baloise integra ainda uma rede de bancos privados, gestores de ativos e family offices, o que permite o desenvolvimento de soluções personalizadas para clientes com perfis patrimoniais complexos, incluindo empresários e famílias com presença internacional.</p>
<p>O ano de 2025 marca também a fusão entre a Baloise e a Helvetia, dando origem ao grupo Helvetia Baloise.</p>
<p>Segundo João Marmelo, diretor comercial para Portugal, esta evolução reforça o compromisso da empresa com o mercado nacional: “Portugal tornou-se um dos mercados fundamentais para a Baloise Vie Luxembourg ao longo dos últimos quinze anos. A combinação com a Helvetia permite-nos reforçar ainda mais o nosso compromisso de longo prazo com clientes e parceiros portugueses, continuando a investir em expertise, inovação e qualidade de serviço”.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781103]]></sapo:autor>
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		<title>BdP quer evitar &#8220;comunicações defensivas&#8221; dos bancos no combate ao branqueamento de capitais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 15:33:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O diretor do Banco de Portugal (BdP) João Raposo disse hoje, no parlamento, que o supervisor será "menos tolerante" quando um banco não comunica às autoridades operações suspeitas mas que também quer evitar que haja "comunicações defensivas".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O diretor do Banco de Portugal (BdP) João Raposo disse hoje, no parlamento, que o supervisor será &#8220;menos tolerante&#8221; quando um banco não comunica às autoridades operações suspeitas mas que também quer evitar que haja &#8220;comunicações defensivas&#8221;.</p>
<p>João Raposo esteve hoje a ser ouvido na Comissão de Orçamento e Finanças, a propósito de um requerimento do PS, tendo o deputado socialista Hugo Costa questionado o responsável sobre as dificuldades operacionais do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), recentemente noticiadas, em analisar todas as comunicações que lhe chegam no âmbito da prevenção e combate ao branqueamento de capitais.</p>
<p>Segundo o diretor do Departamento de Averiguação e Ação Sancionatória, João Raposo, o aumento das operações suspeitas que são comunicadas deve-se a duas razões, desde logo ao &#8220;fenómeno da fraude digital&#8221;, que vem aumentando significativamente.</p>
<p>Afirmou ainda que para o aumento também contribui a melhoria dos sistemas de controlo dos bancos, com mais ferramentas de monitorização e mais trabalhadores e com mais formação, pressionados pela lei dos últimos anos que &#8216;apertou a malha&#8217;.</p>
<p>Segundo João Raposo, neste âmbito, a ação do BdP é primeiramente garantir que os sistemas de controlo são adequados, desde logo auxiliando as entidades a parametrizar corretamente os alertas, e que as comunicações devidas são feitas às autoridades competentes. Depois, se detetar que uma instituição falhou no dever de comunicar uma operação suspeita, aplica sanções.</p>
<p>Para o futuro, afirmou, o BdP será &#8220;menos tolerante&#8221; quando há operações que deveriam ter sido comunicadas e não o foram.</p>
<p>Noutro sentido, também disse que o BdP quer garantir que, de futuro, são evitadas &#8220;comunicações defensivas&#8221;, isto é, reportes que as instituições fazem às autoridades sobretudo para se salvaguardarem.</p>
<p>&#8220;Não há ali um verdadeiro indício, mas vamos [comunicar]. Tem um efeito pernicioso&#8221;, disse, acrescentando contudo que não tem números sobre quantas comunicações podem ser consideradas &#8220;defensivas&#8221;.</p>
<p>Em Portugal, os bancos mas também empresas de investimento ou sociedades gestoras de fundos de pensões são obrigados a informar o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e a Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária caso detetem transações e atividades financeiras suspeitas.</p>
<p>O Banco de Portugal integra a Comissão de Coordenação das Políticas de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais e ao Financiamento do Terrorismo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781066]]></sapo:autor>
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		<title>Banca portuguesa está resiliente mas riscos devem ser monitorizados, alerta FMI</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 15:32:40 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[setor bancário]]></category>
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					<description><![CDATA[O sistema financeiro português, em particular o setor da banca, tem mostrado ser resiliente e está mais forte desde a crise da dívida, mas os riscos devem ser seguidos de perto, disse hoje o Fundo Monetário Internacional (FMI).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O sistema financeiro português, em particular o setor da banca, tem mostrado ser resiliente e está mais forte desde a crise da dívida, mas os riscos devem ser seguidos de perto, disse hoje o Fundo Monetário Internacional (FMI).</p>
<p>Na Avaliação da Estabilidade do Sistema Financeiro de Portugal, divulgada hoje, o FMI considera que &#8220;os bancos demonstram resiliência sob severos testes de stress adversos, incluindo choques de magnitude semelhante aos da crise da dívida europeia&#8221;.</p>
<p>Por outro lado, &#8220;a rápida valorização dos imóveis justifica um acompanhamento rigoroso, visto que o crédito imobiliário está em plena expansão&#8221;, ainda que as medidas macroprudenciais contribuam para limitar os riscos sistémicos.</p>
<p>Para o FMI, as autoridades devem &#8220;assegurar recursos adequados para enfrentar os desafios emergentes&#8221;, sendo que os riscos do mercado imobiliário &#8220;exigem uma monitorização rigorosa e o Banco de Portugal (BdP) deve continuar a desenvolver ferramentas para seguir os riscos do setor bancário&#8221;.</p>
<p>Em conferência de imprensa, Ranjit Singh, chefe da missão do FMI para o Programa de Avaliação do Setor Financeiro, sinalizou que &#8220;o sistema financeiro está numa posição mais forte do que há uma década, os bancos estão mais capitalizados e resilientes&#8221;.</p>
<p>Desta forma, o sistema tem capacidade para resistir a choques financeiros, mas olhando para o futuro, a prioridade deve ser &#8220;preservar a resiliência enquanto o ambiente está a mudar&#8221;, nomeadamente no contexto internacional.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781080]]></sapo:autor>
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		<title>Países Baixos registam primeiro caso de eutanásia numa criança com menos de 12 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 15:26:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[eutanásia]]></category>
		<category><![CDATA[Países Baixos]]></category>
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					<description><![CDATA[Até há dois anos, a legislação neerlandesa permitia a eutanásia apenas em recém-nascidos e em pessoas com mais de 12 anos, desde que se encontrassem numa situação de sofrimento intolerável e sem perspetiva realista de alívio]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma criança gravemente doente tornou-se a primeira pessoa com menos de 12 anos a receber eutanásia nos Países Baixos, revelou a ministra neerlandesa da Saúde, Sophie Hermans, numa carta enviada ao Parlamento. O caso foi registado no final do ano passado pelo comité de supervisão, escreve o &#8216;The Times&#8217;.</p>
<p>Até há dois anos, a legislação neerlandesa permitia a eutanásia apenas em recém-nascidos e em pessoas com mais de 12 anos, desde que se encontrassem numa situação de sofrimento intolerável e sem perspetiva realista de alívio. No caso de menores de 18 anos, era também necessário o consentimento de um dos pais ou do tutor legal.</p>
<p>Em 2024, porém, o Parlamento dos Países Baixos aprovou uma regulamentação que alargou esta possibilidade a crianças com menos de 12 anos. O objetivo declarado era permitir que menores em situações médicas extremas pudessem “morrer com dignidade” quando não existisse uma alternativa razoável para aliviar dor intensa ou sofrimento severo.</p>
<p>A decisão foi tomada apesar das reservas manifestadas sobre a capacidade de crianças tão novas avaliarem plenamente uma decisão desta gravidade. A aplicação do mecanismo era esperada apenas num número muito reduzido de casos por ano, dada a exigência elevada imposta aos médicos.</p>
<p>Em cada caso, o médico responsável tem de demonstrar posteriormente às autoridades que não existia uma alternativa humana e viável. Esta exigência é considerada particularmente elevada quando estão em causa crianças pequenas.</p>
<p>A ministra Sophie Hermans não revelou detalhes sobre a idade concreta da criança, nome, género, localidade ou condição médica. A informação foi inicialmente avançada pela &#8216;NOS&#8217;, a estação pública neerlandesa.</p>
<p>A eutanásia, em condições estritamente definidas, foi gradualmente descriminalizada pelos tribunais neerlandeses a partir do início da década de 1970. Em 2002, os Países Baixos tornaram-se um dos primeiros países a colocar a prática num quadro legal abrangente para adultos.</p>
<p>A lei foi posteriormente alargada a jovens de 16 e 17 anos, mediante consulta dos pais, e a menores entre os 12 e os 15 anos, com consentimento parental. Atualmente, a eutanásia representa pouco mais de 5% das mortes registadas no país.</p>
<p>Os Países Baixos não foram tão longe como a Bélgica, que aboliu em 2014 o limite mínimo de idade para a eutanásia. Desde então, terão sido registados seis casos de eutanásia em menores de 18 anos naquele país, incluindo uma criança de nove anos com um tumor cerebral incurável e outra de 11 anos com distrofia muscular.</p>
<p>O tema continua a gerar debate noutros países europeus. No Reino Unido, uma proposta para legalizar a morte assistida aplicava-se apenas a adultos em fase terminal, mentalmente competentes e avaliados como tendo seis meses ou menos de vida. A proposta acabou por ficar sem tempo de debate na Câmara dos Lordes em maio.</p>
<p>Lauren Edwards, deputada trabalhista por Rochester e Strood, afirmou que pretende voltar a apresentar a legislação na Câmara dos Comuns em setembro.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781087]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Atraso nas credenciais deixa professores sem acesso à correção dos exames e pode comprometer pautas</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/atraso-nas-credenciais-deixa-professores-sem-acesso-a-correcao-dos-exames-e-pode-comprometer-pautas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 15:20:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[exames nacionais]]></category>
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					<description><![CDATA[Atraso está a gerar preocupação entre diretores e sindicatos, numa altura em que o calendário dos exames nacionais é particularmente sensível para milhares de alunos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os professores classificadores ainda não receberam as credenciais necessárias para corrigir o exame de Português do 12º ano, avança a &#8216;TSF&#8217;. Os dados deveriam ter sido disponibilizados esta terça-feira, mas os docentes continuam sem conseguir aceder à plataforma, o que reduz o prazo disponível para a classificação das provas.</p>
<p>O atraso está a gerar preocupação entre diretores e sindicatos, numa altura em que o calendário dos exames nacionais é particularmente sensível para milhares de alunos. Em declarações à &#8216;TSF&#8217;, o presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, admitiu que o prazo para a correção “pode estar comprometido”.</p>
<p>A data prevista para a entrega das classificações é 6 de julho. Com a falha no acesso à plataforma, os professores têm agora menos tempo para concluir a correção das provas, o que pode ter impacto nas etapas seguintes do calendário.</p>
<p>Filinto Lima alerta sobretudo para o risco de comprometimento do “dia D”, a afixação das pautas, marcada para 14 de julho. O responsável sublinha que qualquer atraso nesta fase pode repercutir-se nos procedimentos posteriores, incluindo os que dependem dos agrupamentos de exames e da própria tutela.</p>
<p>Perante o impasse, o presidente da Associação de Diretores identifica duas possibilidades: o Ministério da Educação pode convocar mais professores classificadores para tentar recuperar o tempo perdido ou pode encurtar os prazos das fases seguintes.</p>
<p>“Porque a seguir há a entrega das provas pelos professores, e essa entrega, de acordo com o cronograma, termina dia 6 de julho. Há mais cinco fases seguintes, que são mais dependentes não tanto das escolas, não tanto dos professores, mas mais dos agrupamentos de exame e da própria tutela, e poderão ter de ser encurtadas”, afirmou Filinto Lima.</p>
<p>A associação diz aguardar uma explicação do Ministério da Educação sobre a origem do atraso na disponibilização das credenciais. Para Filinto Lima, é essencial perceber o que está a impedir os docentes de acederem às provas e de iniciarem a classificação.</p>
<p>“Seguramente o Ministério da Educação terá algo para dizer a todos nós — aos professores e às escolas. Ainda não disse, não sabemos o que é que se está a passar”, criticou o responsável, acrescentando que a situação “começa a fazer mossa nos professores”, que querem cumprir a sua função mas continuam impedidos de trabalhar.</p>
<p>Filinto Lima sublinhou ainda que as escolas “cumpriram rigorosamente” o cronograma definido pela Educa, lamentando que a tutela pareça não estar a cumprir o mesmo calendário.</p>
<p>A digitalização das provas pode estar na origem do problema, admite José Feliciano Costa, secretário-geral adjunto da Fenprof. O dirigente sindical reconhece que este processo pode explicar o atraso na entrega dos acessos aos professores classificadores.</p>
<p>A Fenprof vai pedir esclarecimentos ao Governo, considerando que a situação pode ter consequências relevantes para os estudantes. José Feliciano Costa lembra que os exames nacionais continuam a ter um peso decisivo, tanto na conclusão do ensino secundário como no acesso ao ensino superior.</p>
<p>“No quadro atual, os exames nacionais são ferramentas decisivas. Para já, estes exames certificam a conclusão do ensino secundário e funcionam também como prova de ingresso para o ensino superior”, afirmou.</p>
<p>O dirigente sindical sublinhou que estão em causa “milhares e milhares de jovens” que dependem destas provas para o seu percurso académico e para o planeamento da próxima etapa de vida.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781074]]></sapo:autor>
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		<title>Importação de veículos usados em Portugal: volumes, origens e tendências em 2025–2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 15:03:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A importação de veículos usados em Portugal consolidou-se como um dos pilares estruturais do mercado automóvel nacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A importação de veículos usados em Portugal consolidou-se como um dos pilares estruturais do mercado automóvel nacional. Longe de ser um fenómeno marginal ou conjuntural, trata-se de um fluxo contínuo, sustentado por dinâmicas económicas, fiscais e logísticas que atravessam toda a União Europeia. Em 2025, o país atingiu um novo máximo histórico no número de automóveis usados importados, reforçando uma tendência que se tem vindo a intensificar ao longo da última década. Este relatório apresenta uma análise detalhada e exclusivamente baseada em dados, com o objetivo de mapear a dimensão do mercado, as origens dos veículos, a sua tipologia, o impacto fiscal associado e os principais desenvolvimentos verificados em 2025 e no início de 2026.</p>
<h3><b>Escala das importações de usados em Portugal</b></h3>
<p>Em 2025, Portugal registou a importação de mais de 120 mil veículos ligeiros de passageiros usados, estabelecendo um novo recorde absoluto. Este valor representa um crescimento superior a 10% face ao ano anterior, confirmando uma tendência de expansão consistente. Quando comparado com o mercado de veículos novos, que registou cerca de 225 mil matrículas no mesmo período, torna-se evidente o peso crescente da importação de usados. Em termos relativos, os automóveis usados importados representam mais de metade do volume de veículos novos vendidos, o que revela uma alteração estrutural na forma como o mercado automóvel nacional se abastece.</p>
<p>A análise do mercado total, permite perceber a verdadeira dimensão deste fenómeno. Somando veículos novos e usados importados, o mercado automóvel ultrapassa as 340 mil unidades anuais. Dentro deste universo, a importação de usados assume um papel determinante na satisfação da procura, especialmente em segmentos onde a oferta nacional é limitada, ou os preços são significativamente mais elevados. Este padrão não é exclusivo de 2025, mas sim o culminar de uma trajetória de crescimento contínuo iniciada vários anos antes.</p>
<p>Entre 2019 e 2025, o número de veículos usados importados aumentou de forma consistente, impulsionado por fatores como a diferença de preços entre mercados europeus, a crescente digitalização dos canais de aquisição e a maior facilidade nos processos de legalização. Este crescimento acumulado demonstra que a importação de usados, deixou de ser uma alternativa pontual para se tornar numa componente estrutural do mercado automóvel português.</p>
<h3><b>Países de orig</b><b>em dos veículos importados</b></h3>
<p>A origem dos veículos usados importados para Portugal, concentra-se quase exclusivamente no espaço europeu, refletindo as vantagens associadas à livre circulação de bens dentro da União Europeia. Entre os principais países fornecedores destacam-se Alemanha, França, Espanha, Bélgica e Países Baixos. Cada um destes mercados desempenha um papel específico na cadeia de abastecimento, determinado por fatores como a dimensão do parque automóvel, os ciclos de renovação de frotas e os preços médios praticados.</p>
<p>A Alemanha, assume uma posição dominante no fornecimento de veículos usados de gama média e alta. Trata-se de um mercado com elevada disponibilidade de viaturas provenientes de leasing e renting, muitas vezes com históricos de manutenção completos e, níveis de equipamento superiores à média europeia. Esta combinação torna os veículos alemães particularmente atrativos para o mercado português.</p>
<p>A França destaca-se pelo volume e pela competitividade de preços, sendo uma fonte relevante de veículos generalistas. O perfil dos automóveis provenientes deste mercado caracteriza-se por uma relação equilibrada entre custo e idade, o que os torna acessíveis a um público alargado. Espanha, por sua vez, beneficia da proximidade geográfica, permitindo reduzir custos logísticos e acelerar os processos de transporte. Este fator torna o mercado espanhol especialmente relevante, para operadores de menor dimensão.</p>
<p>Bélgica e Países Baixos, são mercados com forte presença de veículos provenientes de frotas empresariais. Nestes países, os ciclos de renovação são mais curtos, o que resulta numa oferta significativa de veículos relativamente recentes. Esta característica é particularmente valorizada pelos importadores portugueses, que procuram equilibrar idade, quilometragem e preço final.</p>
<p>A escolha dos países de origem não é aleatória, mas sim determinada por critérios económicos objetivos. A diferença de preços entre mercados, a disponibilidade de veículos com determinadas características e a eficiência logística, são fatores decisivos na definição dos fluxos de importação.</p>
<h3><b>Tipos de veículos importados</b></h3>
<p>A análise da tipologia dos veículos importados, revela padrões consistentes em termos de idade, motorização e segmento. Em 2025, a idade média dos automóveis usados importados situou-se em torno dos oito anos. Este valor indica que a maioria dos veículos, já ultrapassou a fase de maior desvalorização, permitindo aos compradores beneficiar de preços mais baixos sem abdicar de características relevantes, em termos de conforto e tecnologia.</p>
<p>A distribuição por idade, mostra uma concentração significativa entre os cinco e os dez anos, segmento que representa a maior fatia das importações. Os veículos mais antigos, com mais de quinze anos, têm um peso reduzido, o que demonstra uma preferência clara por automóveis relativamente recentes. Este padrão contribui para a manutenção de um nível médio de qualidade elevado, dentro do mercado de usados importados.</p>
<p>Em termos de motorização, os veículos de combustão continuam a dominar, embora se observe um crescimento gradual das alternativas eletrificadas. Em 2025, cerca de um terço dos veículos importados eram a gasóleo, outro terço a gasolina e o restante correspondia a veículos híbridos ou elétricos. Dentro deste último grupo, os elétricos representam uma percentagem ainda limitada, refletindo o facto de a eletrificação ser um fenómeno mais recente e, ainda em fase de expansão no mercado de usados.</p>
<p>No que diz respeito aos segmentos, os SUVs compactos e médios, as berlinas executivas e os veículos familiares são os mais representativos. Esta preferência está associada à procura por veículos versáteis, com bom nível de equipamento e adequados a diferentes tipos de utilização. A escassez de determinadas configurações no mercado nacional, reforça a necessidade de recorrer à importação para satisfazer esta procura.</p>
<h3><b>Dimensão fiscal – ISV e importações de usados</b></h3>
<p>A componente fiscal, desempenha um papel central na dinâmica da importação de veículos usados em Portugal. O Imposto Sobre Veículos, conhecido como ISV, é o principal elemento que influencia a viabilidade económica das operações de importação. Este imposto é calculado com base na cilindrada e nas emissões de dióxido de carbono, sendo aplicadas reduções em função da idade do veículo.</p>
<p>Estas reduções permitem que, veículos usados importados beneficiem de uma carga fiscal inferior à de veículos novos equivalentes, criando uma vantagem competitiva significativa. Este mecanismo é um dos principais fatores que explicam o crescimento da importação de usados, uma vez que permite aos consumidores aceder a automóveis mais equipados, por preços semelhantes ou inferiores aos praticados no mercado nacional.</p>
<p>Para além do ISV, os veículos importados estão sujeitos ao Imposto Único de Circulação e a outras taxas administrativas associadas ao processo de legalização. Em determinados casos, pode também aplicar-se o imposto sobre o valor acrescentado. No entanto, é o ISV que tem maior impacto na decisão de importar.</p>
<p>A estrutura fiscal atual tem sido objeto de debate no setor, devido ao seu impacto na renovação do parque automóvel. Por um lado, facilita o acesso a veículos mais recentes do que os disponíveis no mercado interno, por outro, pode contribuir para a manutenção de uma idade média elevada, uma vez que incentiva a importação de automóveis já usados.</p>
<h3><b>Canais B2B e aquisição de stock pelos operadores portugueses</b></h3>
<p>As empresas portuguesas que operam no mercado de veículos usados, recorrem a uma rede diversificada de canais B2B para obter stock importado. Entre os principais mecanismos, destacam-se as plataformas de <a href="https://pt.ecarstrade.com/" target="_blank" rel="noopener">leilões B2B de automóveis na Europa</a>, as redes de concessionários europeus, os intermediários especializados e os importadores dedicados.</p>
<p>As plataformas de leilões desempenham um papel fundamental, permitindo o acesso a grandes volumes de veículos provenientes de frotas de leasing e renting. Estes veículos são frequentemente vendidos em lotes, com informação detalhada sobre o seu estado e histórico. A transparência e a escala destas plataformas, tornam-nas uma ferramenta essencial para operadores profissionais.</p>
<p>As redes de concessionários europeus constituem outro canal relevante, através do qual empresas portuguesas podem adquirir veículos diretamente a parceiros internacionais. Este modelo baseia-se frequentemente em relações comerciais estabelecidas ao longo do tempo, garantindo acesso a stock de qualidade.</p>
<p>Os intermediários especializados, ou brokers, facilitam o processo de importação ao tratar de questões logísticas e documentais. Este serviço é particularmente útil para empresas que não dispõem de estruturas próprias para gerir operações internacionais. Por fim, existem importadores dedicados que atuam tanto no segmento B2B como no mercado final, oferecendo soluções chave na mão.</p>
<p>O processo logístico inclui várias etapas, desde a seleção e compra do veículo até ao transporte, inspeção e matrícula em Portugal. Em 2025, verificou-se uma crescente digitalização deste processo, com o recurso a plataformas online para verificação de histórico, gestão documental e acompanhamento das operações. Esta evolução contribuiu para aumentar a eficiência e reduzir o risco associado às transações.</p>
<h3><b>Tendências em 2025 e início de 2026</b></h3>
<p>O ano de 2025, marcou um ponto de inflexão no mercado de importação de veículos usados em Portugal, com o estabelecimento de um novo recorde de volume. No início de 2026, os dados disponíveis indicam a continuação desta tendência, embora com sinais de estabilização em alguns segmentos.</p>
<p>Um dos principais fatores que sustentam este crescimento, é a pressão económica sobre os consumidores. O aumento dos preços dos veículos novos, aliado a um poder de compra limitado, leva muitos compradores a optar por alternativas mais acessíveis. A importação de usados, surge assim como uma solução viável para aceder a veículos com melhores características a preços competitivos.</p>
<p>Outro aspeto relevante é o envelhecimento do parque automóvel português, cuja idade média ultrapassa os catorze anos. Embora a importação de usados contribua para introduzir veículos mais recentes, o seu impacto na redução desta média é limitado, uma vez que os automóveis importados não são novos.</p>
<p>A eletrificação do parque automóvel constitui outra tendência importante. Apesar do crescimento das vendas de veículos elétricos novos, a sua presença no mercado de usados importados ainda é reduzida. No entanto, espera-se que este segmento ganhe maior relevância nos próximos anos, à medida que os veículos elétricos entrem em ciclos de substituição.</p>
<p>O impacto ambiental e as metas de descarbonização, estão também no centro das preocupações do setor. A importação de veículos de combustão pode dificultar o cumprimento destes objetivos, levando a um debate sobre possíveis alterações na política fiscal e regulatória.</p>
<p>Por fim, verifica-se uma mudança no perfil do consumidor, que se torna mais exigente em relação à origem, histórico e qualidade dos veículos. Esta evolução é acompanhada por uma maior profissionalização dos operadores e, pela adoção de ferramentas digitais que aumentam a transparência do mercado.</p>
<p><b>Conclusão</b></p>
<p>O mercado de importação de veículos usados em Portugal atingiu em 2025, uma escala e relevância que o colocam no centro do ecossistema automóvel nacional. Com mais de 120 mil veículos importados num único ano e, um peso equivalente a mais de metade das vendas de veículos novos, trata-se de um fenómeno estrutural sustentado por fatores económicos, fiscais e logísticos.</p>
<p>A análise dos dados mostra que a Europa é a principal origem dos veículos, que a tipologia dominante corresponde a automóveis com cerca de oito anos e que o ISV desempenha um papel determinante na viabilidade das importações. Os canais B2B e a digitalização, têm contribuído para a profissionalização do setor, enquanto as tendências recentes apontam para um crescimento contínuo, acompanhado de desafios relacionados com a renovação do parque automóvel e a transição energética.</p>
<p>No início de 2026, os indicadores disponíveis confirmam a continuidade destas dinâmicas, sugerindo que a importação de veículos usados continuará a ser um elemento central do mercado automóvel português, nos próximos anos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781067]]></sapo:autor>
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		<title>Operação Marquês. “Tenho de perguntar ao patrão”: antigo contabilista do GES diz que Ricardo Salgado decidia tudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 15:02:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[grupo BES]]></category>
		<category><![CDATA[Lourenço Lobo]]></category>
		<category><![CDATA[Operação Marquês]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Salgado]]></category>
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					<description><![CDATA[Lourenço Lobo explicou que trabalhava sob a tutela de José Castella, antigo controlador financeiro do GES, que chegou a ser arguido no processo do banco e morreu em 2020. Ainda assim, segundo a testemunha, era Ricardo Salgado quem tinha a palavra final nas decisões relevantes]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um antigo contabilista do Grupo Espírito Santo afirmou esta quarta-feira em tribunal que, apesar de existirem centenas de empresas dentro do grupo, as decisões acabavam por passar por Ricardo Salgado. O &#8216;Correio da Manhã&#8217; relata que Lourenço Lobo, ouvido como testemunha no julgamento da Operação Marquês, descreveu uma estrutura complexa, mas concentrada na figura do antigo líder do BES.</p>
<p>Durante o interrogatório, Lourenço Lobo explicou que trabalhava sob a tutela de José Castella, antigo controlador financeiro do GES, que chegou a ser arguido no processo do banco e morreu em 2020. Ainda assim, segundo a testemunha, era Ricardo Salgado quem tinha a palavra final nas decisões relevantes.</p>
<p>“Sim, muitas questões ele tinha de perguntar muitas vezes a Ricardo Salgado. Tudo o que fosse relevante, ou mesmo que não fosse. Ele dizia: tenho de perguntar ao patrão”, afirmou Lourenço Lobo em tribunal, referindo-se a José Castella.</p>
<p>O depoimento foi marcado por várias questões técnicas ligadas à contabilidade do Grupo Espírito Santo. Lourenço Lobo, que chegou a ser diretor da Rioforte, admitiu também que havia pessoas dentro do grupo que recebiam ordenado através de empresas para as quais não trabalhavam diretamente.</p>
<p>Segundo a testemunha, existiam trabalhadores cujos salários eram processados pela ES Resources, apesar de prestarem funções noutras empresas do grupo. Esses custos eram depois transferidos para a ES Enterprise.</p>
<p>“Havia pessoas que recebiam os ordenados processados pela ES Resources apesar de trabalharem para outras empresas do grupo. Esses custos eram transferidos para a ES Enterprise”, explicou.</p>
<p>Lourenço Lobo disse acreditar que este procedimento seria usado por uma questão de confidencialidade. Acrescentou ainda que, posteriormente, passou a faturar a outra entidade, seguindo instruções de José Castella.</p>
<p>O antigo contabilista deu como exemplo o caso de uma pessoa que trabalhasse para a Tranquilidade ou para outra empresa do GES. Segundo descreveu, a ES Resources pagava ao trabalhador e depois cobrava esse valor à entidade onde a pessoa exercia funções, sob a forma de serviços prestados.</p>
<p>“Saber não sabia. Só fazia o que me mandavam”, afirmou Lourenço Lobo, citado pelo &#8216;Correio da Manhã&#8217;.</p>
<p>A testemunha admitiu ainda que, em meados de 2013, José Castella o convidou para ser administrador de 17 empresas de uma só vez. Lourenço Lobo disse não saber exatamente quais eram essas empresas e deixou entender que se trataria de sociedades ‘offshore’.</p>
<p>“Nem sei quais eram. Primeiro aceitei, mas depois o meu colega Pierre avisou que eu não podia aceitar e rasguei as cartas”, declarou em tribunal.</p>
<p>O antigo contabilista descreveu ainda a dimensão da estrutura societária do GES, afirmando que existia um organigrama com cerca de 300 empresas do grupo liderado por Ricardo Salgado. Esse organigrama, segundo a testemunha, era atualizado trimestralmente.</p>
<p>Ricardo Salgado é um dos 21 arguidos da Operação Marquês e responde por oito crimes de branqueamento de capitais e três crimes de corrupção ativa. O antigo primeiro-ministro José Sócrates é o principal arguido do processo e está a ser julgado por 22 crimes, três dos quais de corrupção.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781060]]></sapo:autor>
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		<title>Presidente da República quer lei do mecenato &#8220;mais atrativa&#8221; para apoiar cultura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 14:59:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[António José Seguro]]></category>
		<category><![CDATA[lei do mecenato]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente da República, António José Seguro, pediu hoje uma lei do mecenato "mais atrativa", para incentivar a cooperação entre público e privado no apoio à cultura, num discurso na abertura do festival literário Babell, no Porto.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Presidente da República, António José Seguro, pediu hoje uma lei do mecenato &#8220;mais atrativa&#8221;, para incentivar a cooperação entre público e privado no apoio à cultura, num discurso na abertura do festival literário Babell, no Porto.</P><br />
<P>&#8220;Este festival mostra que as entidades e instituições públicas e privadas podem associar-se para fins culturais de relevo. Esta associação é não só meritória, mas necessária. Está no coração da própria democracia e chama-se simplesmente cooperação. Devemos incentivá-la, quer com uma lei de mecenato mais atrativa, quer com a noção de que a responsabilidade social da riqueza pode contribuir para que o mundo da cultura não dependa apenas de financiamento público, mas do interesse, da paixão e do compromisso da sociedade civil, das famílias, das fundações e do mercado&#8221;, declarou.</P><br />
<P>O discurso do Presidente da República encerrou o ato de abertura do Babell, uma coorganização da fundação da Livraria Lello com a Câmara do Porto, antes de ter visitado a expansão da livraria, da autoria de Álvaro Siza Vieira, e a instalação &#8220;A4&#8221;, montada nesse espaço por Ai Weiwei.</P><br />
<P>Sobre o mecenato cultural, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, explicou aos jornalistas, à margem da sessão, que a versão &#8220;que saiu do Parlamento e foi promulgada pelo Presidente da República já este mês, autorizando as alterações a este regime, está na parte de &#8220;finalização do processo legislativo interno do Governo&#8221;, tendo como &#8220;inovação a criação do Título de Iniciativa Cultural&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Vai permitir que qualquer iniciativa, independentemente da natureza jurídica do seu promotor, possa candidatar-se a ser uma iniciativa cultural elegível para mecenato cultural&#8221;, resumiu.</P><br />
<P>Na abertura do evento, que decorre até à próxima segunda-feira, António José Seguro saudou o &#8220;belo dia&#8221; na cidade, que hoje vive o feriado municipal associado ao São João, e fez uma defesa do livro e da palavra, como &#8220;extensão da memória e da imaginação&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;No mundo de hoje, continuamos a pensar que aquilo que aprendemos de verdadeiro está nos livros, na sua leitura individual, na sua comunicação discreta. A sociedade do espetáculo, a sociedade dos media, devora parte dessa autenticidade que atribuímos ao livro. Mas não pode fazer-nos esquecer que ele é uma das invenções mais belas e mais perfeitas da humanidade e que a revolução da leitura e da literacia foi uma das mais importantes da nossa História moderna&#8221;, acrescentou, na rua em frente à Livraria Lello.</P><br />
<P>Seguro saudou outros festivais literários, do Festival Utopia ao Correntes d&#8217;Escritas, passando pelo FOLIO e pelo Literatura em Viagem, para gabar a &#8220;caminhada que uniu livreiros, editores, autores, autarquias, entidades públicas e privadas&#8221; que acreditam no livro como &#8220;um antídoto contra o extremismo, o esquecimento e a exclusão&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Esta caminhada acompanhou o amadurecimento da nossa democracia, a democratização da leitura, o crescimento das redes de leitura pública. (&#8230;) Precisamos de ideias, de criatividades e de criadores&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, interveio na sessão para elogiar &#8220;aqueles que se atrevem a sonhar e a pôr de pé o maior festival literário alguma vez organizado em Portugal&#8221;, mesmo que a Torre de Babel não possa &#8220;rivalizar com os Clérigos&#8221;, sendo o festival &#8220;uma espécie de arranha-céus da literatura e das artes em Portugal&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Durante os próximos dias, a cidade do Porto abre-se ao mundo e ao futuro através da força universal do livro. Abre-se a ideias, narrativas e autores que nos oferecem uma visão inconformada e inspiradora do nosso tempo&#8221;, disse o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte (PSD-CDS-IL).</P><br />
<P>Citando Valter Hugo Mãe para lembrar que &#8220;ler é esperar por melhor&#8221;, o autarca lembrou a &#8220;relação antiga, profunda e afetiva com os livros&#8221; da cidade, evocando alguns dos seus autores mais célebres, para reivindicar para o Porto a &#8220;vocação como cidade-livro&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Uma cidade é feita de pessoas e de histórias. Das histórias que herdamos, das histórias que contamos e das histórias que escrevemos juntos. Ser uma cidade-livro é garantir que a literatura não fica confinada aos lugares onde habitualmente a encontramos&#8221;, referiu.</P><br />
<P>Da organização, o comissário, Rui Couceiro, salientou os mais de 150 jornalistas acreditados e os mais de mil profissionais a trabalhar no festival, garantindo que este &#8220;já é, por certo, o maior evento literário jamais feito em Portugal&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Sem livros, não há cidade. Que comece o Babell, que comece a cidade-livro&#8221;, declarou, por sua vez, a administradora da Lello, Aurora Pedro Pinto.</P><br />
<P>A edição inaugural do Babell, que custou mais de três milhões de euros só à fundação da Livraria Lello, sem contar com o investimento municipal, arranca hoje, decorre até segunda-feira e apresenta dezenas de conversas entre autores, incluindo dois vencedores do Nobel da Literatura, a polaca Olga Tokarczuk (2018) e o húngaro László Krasznahorkai, mas também concertos, exposições e espetáculos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781032]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>FMI recomenda reversão de apoios aos jovens na compra da primeira casa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 14:58:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Os apoios aos jovens para a compra da primeira casa acabaram por aumentar a procura e agravar desiquilíbrios no mercado, pelo que deviam ser retirados, defende o Fundo Monetário Internacional (FMI).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os apoios aos jovens para a compra da primeira casa acabaram por aumentar a procura e agravar desiquilíbrios no mercado, pelo que deviam ser retirados, defende o Fundo Monetário Internacional (FMI).</P><br />
<P>No relatório ao abrigo do Artigo IV sobre Portugal, divulgado hoje, o FMI considera que para reduzir os desequilíbrios do mercado imobiliário e os riscos associados ao setor financeiro devem ser aplicadas medidas do lado da oferta.</P><br />
<P>As medidas do Governo para apoiar jovens compradores, incluindo garantias públicas e isenções fiscais, &#8220;visam melhorar a acessibilidade, mas aumentaram a procura e agravaram os desequilíbrios do mercado&#8221;, disse o FMI, pelo que &#8220;devem ser revertidos&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;O novo pacote de reformas para a habitação do Governo contém elementos que podem estimular a oferta, mas aumentam a despesa fiscal&#8221;, salienta a instituição, que recomenda que &#8220;para alcançar melhorias duradouras na acessibilidade, as reformas devem visar a redução das restrições à oferta, como a flexibilização das regras de licenciamento, permissão, zonamento e uso do solo (conforme planeado), o reequilíbrio da tributação imobiliária e a melhoria do funcionamento do mercado de arrendamento&#8221;.</P><br />
<P>Além disso, &#8220;um apoio bem direcionado deve ser fornecido às famílias vulneráveis através de habitação social dedicada e subsídios de habitação&#8221;, conclui o FMI.</P><br />
<P>O regime de isenção de IMT e Imposto de Selo foi criado pelo Governo em agosto de 2024, em conjunto com a garantia pública, para apoiar os jovens na compra da primeira casa.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781049]]></sapo:autor>
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		<title>CDS propõe duplicar dedução em IRS para famílias com três ou mais filhos e quer estratégia para natalidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 14:56:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Parlamento debate na quinta-feira um projeto-lei do CDS-PP para duplicar a dedução em IRS das famílias com três ou mais filhos e uma recomendação para a criação de uma estratégia para a natalidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Parlamento debate na quinta-feira um projeto-lei do CDS-PP para duplicar a dedução em IRS das famílias com três ou mais filhos e uma recomendação para a criação de uma estratégia para a natalidade.</P><br />
<P>Estas iniciativas foram apresentadas hoje, em conferência de imprensa, pelo líder parlamentar do CDS-PP, que argumentou que é preciso dar resposta &#8220;à gravíssima crise de demografia que o país enfrenta&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Atualmente, apenas 4% das famílias portuguesas têm três ou mais filhos. Sabemos que existe uma grande diferença entre os filhos que as famílias portuguesas têm e aqueles que gostariam efetivamente de ter e também sabemos que as famílias portuguesas hoje não têm os filhos necessários para a renovação geracional que é necessária&#8221;, afirmou Paulo Núncio.</P><br />
<P>O deputado e vice-presidente do CDS-PP defendeu igualmente que o Estado &#8220;tem obrigação&#8221; de &#8220;criar condições para que as famílias possam ter aproximadamente os filhos que gostariam de ter&#8221;.</P><br />
<P>Nesse sentido, o CDS-PP avançou com um projeto de lei para &#8220;duplicar o acréscimo à dedução fiscal em IRS a partir do terceiro filho&#8221;, pois &#8220;é o terceiro filho que faz a diferença relativamente à renovação de gerações&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Propomos manter o acréscimo à dedução do segundo filho e duplicar o acréscimo à adoção para o terceiro filho e seguintes. Com esta proposta do CDS, as famílias portuguesas vão passar a poder deduzir 1.200 euros por ano pelo terceiro filho e pelos filhos seguintes&#8221;, disse.</P><br />
<P>Paulo Núncio indicou também que a proposta dos centristas é gradual por forma a &#8220;assegurar a sustentabilidade das contas públicas&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Propomos que a duplicação deste acréscimo para o terceiro filho e seguintes se faça de uma forma gradual, ou seja, 50% já no próximo ano e 100% a partir de 2028. Isto significa que no próximo ano, a dedução pelo terceiro filho e seguintes será de 1.050 euros e que em 2028 será de 1.200 euros&#8221;, referiu.</P><br />
<P>Segundo as contas do CDS-PP, esta medida &#8220;terá um valor a favor das famílias de cerca de 20 milhões de euros&#8221; anuais.</P><br />
<P>O líder parlamentar do CDS-PP disse igualmente que o PSD &#8220;tem conhecimento&#8221; desta iniciativa e que a medida &#8220;será evidentemente integrada no próximo Orçamento de Estado para entrar em vigor em 2027, e depois em 2028&#8221;.</P><br />
<P>Ainda assim, os centristas ainda não têm garantias de que a proposta seja aprovada e Paulo Núncio pediu aos partidos que &#8220;sejam sensíveis a esta matéria dada a &#8220;gravíssima crise de natalidade que o país enfrenta&#8221;.</P><br />
<P>Este foi o tema que o CDS-PP escolheu debater no único agendamento potestativo do partido nesta sessão legislativa e a proposta já tinha sido anunciada no último congresso dos centristas, em maio.</P><br />
<P>O CDS-PP leva também a este debate um projeto de resolução (sem força de lei) que recomenda ao Governo a criação de uma estratégia nacional para a natalidade.</P><br />
<P>Paulo Núncio defendeu &#8220;incentivos fiscais às famílias com filhos, designadamente no que diz respeito ao IMI familiar, ao ISV e ao IUC&#8221; e também &#8220;às empresas que criem berçários, creches e jardins de infância para os filhos dos seus funcionários&#8221;, além do &#8220;reforço da rede de creches a nível nacional, da gratuidade e do aumento das vagas&#8221;.</P><br />
<P>A criação de &#8220;benefícios fiscais às empresas que contratem mulheres grávidas, que contratem mães e pais com filhos até três anos, que promovam horários flexíveis e outros incentivos à melhor conciliação entre vida pessoal e vida familiar&#8221; são propostas do CDS-PP. </P><br />
<P>Nesta conferência de imprensa, o líder parlamentar do CDS-PP foi questionado sobre as negociações com vista à viabilização da proposta para a criação da Prestação Social Única e disse apenas que &#8220;a negociação está a ocorrer&#8221; entre os &#8220;dois partidos que compõem a AD e restantes partidos da oposição&#8221;, escusando-se a fazer mais comentários.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781055]]></sapo:autor>
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		<title>Explicador. Putin pede negociações enquanto a Rússia arde: sinal de fraqueza ou nova manobra?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 14:36:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
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		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
		<category><![CDATA[Vladimir Putin]]></category>
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					<description><![CDATA[Putin estará cada vez mais pressionado por ataques ucranianos contra refinarias, cadeias logísticas, aeroportos e infraestruturas estratégicas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia está a perder a guerra contra a Ucrânia e o sinal mais claro terá vindo do próprio Vladimir Putin, defende uma análise publicada pelo &#8216;The Independent&#8217;. O texto interpreta o recente apelo do presidente russo ao regresso das negociações de paz como um sinal de fragilidade, num momento em que infraestruturas petrolíferas russas ardem, pontes para territórios ocupados são atingidas e a campanha ucraniana dentro da retaguarda russa ganha intensidade.</p>
<p>A leitura parte da ideia de que Putin estará cada vez mais pressionado por ataques ucranianos contra refinarias, cadeias logísticas, aeroportos e infraestruturas estratégicas. Segundo esta análise, a Rússia enfrenta dificuldades militares e económicas crescentes, enquanto a narrativa interna de entusiasmo pela guerra se torna mais difícil de sustentar nos meios de comunicação controlados pelo Kremlin.</p>
<p>O presidente russo afirmou esta semana que a Rússia está pronta para negociações de paz com a Ucrânia, poucos dias depois de novos ataques ucranianos contra infraestruturas petrolíferas russas terem agravado falhas no abastecimento de combustível. Para o jornal, o timing da declaração é relevante: surge quando Moscovo procura regressar a um cenário em que parte dos aliados ocidentais acreditava que Kiev estava a perder e deveria aceitar algum tipo de acordo.</p>
<p>Putin defendeu que Moscovo está pronta para avançar com base nos entendimentos alcançados em Istambul, recordando que essas conversações tinham sido iniciadas pela delegação ucraniana. A análise do jornal britânico considera, porém, que essa leitura ignora a evolução recente no terreno e o impacto da campanha ucraniana contra pontos críticos da máquina militar e energética russa.</p>
<p>O texto sustenta que os ataques da Ucrânia às infraestruturas petrolíferas e logísticas russas estão a atingir um objetivo que o próprio Putin terá reconhecido ao acusar Kiev de tentar “desestabilizar a sociedade”. Para o &#8216;The Independent&#8217;, esta formulação mostra que o Kremlin acredita que a pressão está a produzir efeitos.</p>
<p>A análise enquadra ainda a posição de Donald Trump como elemento central. O texto recorda que o presidente americano tem sido visto como favorável a Moscovo em vários momentos, depois de ter cortado ajuda militar a Kiev, exagerado o valor do apoio americano à Ucrânia para 300 mil milhões de dólares, cerca de 263,4 mil milhões de euros, quando o valor estaria mais próximo de 120 mil milhões de dólares, cerca de 105,4 mil milhões de euros, e protagonizado episódios de forte pressão sobre Volodymyr Zelensky.</p>
<p>Ainda assim, o artigo defende que o Kremlin começa a recear uma mudança de atitude de Washington, numa altura em que Trump se prepara para se reunir com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte. A ideia central é que Trump gosta de apoiar vencedores e que a perceção de que a Rússia está a perder pode alterar os cálculos políticos americanos.</p>
<p>O texto cita queixas recentes de responsáveis russos sobre aquilo que dizem ter sido uma mudança de rumo dos Estados Unidos. Yuri Ushakov, conselheiro do Kremlin, afirmou que apenas um dos lados permaneceu comprometido com os entendimentos alegadamente alcançados na cimeira de Anchorage, no ano passado, onde Moscovo acreditaria ter conseguido uma base para consolidar o controlo sobre uma parte significativa do território ucraniano.</p>
<p>Também o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, sugeriu que a cimeira de Anchorage poderá ter sido uma manobra americana para ganhar tempo e rearmar o “regime de Kiev”. O seu vice-ministro, Sergei Ryabkov, acusou Washington de se afastar dos “entendimentos fundamentais” alcançados no Alasca e de se aproximar das posições mais duras de aliados europeus como o Reino Unido e França.</p>
<p>A Crimeia, anexada ilegalmente pela Rússia em 2014 e ocupada desde então, é apresentada como uma das zonas mais afetadas pela campanha aérea ucraniana. Em Sevastopol, base da Frota russa do Mar Negro, o governador instalado por Moscovo, Mikhail Razvozhayev, anunciou esta semana medidas temporárias obrigatórias, incluindo o encerramento dos transportes públicos às 22h00 e de grandes lojas e cafés às 20h00.</p>
<p>As dificuldades no abastecimento de combustível começam, segundo a análise, a afetar uma das principais conquistas simbólicas e estratégicas de Moscovo na Ucrânia. Para o jornal, a pressão sobre a Crimeia e sobre as ligações logísticas russas mostra que Kiev conseguiu transformar ataques de médio alcance numa ferramenta de desgaste profundo contra a retaguarda russa.</p>
<p>A análise liga ainda a situação militar à instabilidade política no Ocidente. O Reino Unido e outros aliados europeus enfrentam o desafio de aumentar rapidamente as suas capacidades de defesa sem desequilibrar os orçamentos nacionais. O texto recorda a turbulência política britânica e interpreta a instabilidade em Londres como algo visto em Moscovo como uma vitória dos esforços russos de desestabilização.</p>
<p>O artigo argumenta que a Rússia já conduz uma guerra híbrida contra o Reino Unido e outros aliados, através de sabotagem, incêndios, ataques, campanhas de desinformação e esforços para enfraquecer lideranças ocidentais. Nas redes sociais, Moscovo é acusada de alimentar narrativas falsas, extremismo e perceções distorcidas sobre insegurança e decadência ocidental.</p>
<p>Ainda assim, o texto sustenta que existe uma alternativa para a Europa e para os Estados Unidos: reforçar o sucesso ucraniano em vez de pressionar Kiev para congelar as linhas da frente. A prioridade, defende a análise, deveria ser ajudar a Ucrânia a partir a espinha dorsal da logística russa, até tornar possível um colapso da frente de Moscovo.</p>
<p>O &#8216;The Independent&#8217; argumenta que uma derrota militar russa criaria riscos internos para o Kremlin. O texto lembra que Putin conhece bem a história russa e o impacto de exércitos derrotados no regresso a casa, evocando o papel da humilhação militar na I Guerra Mundial no colapso do regime czarista.</p>
<p>A análise vai mais longe e sugere que a Rússia, enquanto federação de repúblicas e regiões governadas a partir de Moscovo, poderá enfrentar tensões internas se a guerra se tornar insustentável. Regiões como Inguchétia, Daguestão, Tartaristão, Bashkortostan, Sakha, Tuva e Buriátia são apontadas como territórios que fornecem muitos dos soldados mortos na guerra e que poderão contestar o domínio de Moscovo em caso de colapso militar.</p>
<p>Segundo o texto, a Rússia perde cerca de 35 mil homens por mês na guerra contra a Ucrânia. Neste contexto, o jornal defende que os aliados de Kiev não devem aceitar negociações baseadas em exigências consideradas irreais, como neutralidade permanente, enfraquecimento militar duradouro da Ucrânia ou perda territorial.</p>
<p>A conclusão da análise é clara: em vez de aceitar um regresso às negociações nos termos pretendidos por Moscovo, os aliados ocidentais deveriam aproveitar a vulnerabilidade exposta por Putin e reforçar a Ucrânia, para reduzir a ameaça representada pelo Kremlin no curto e médio prazo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781040]]></sapo:autor>
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		<title>Elon Musk fez história como primeiro trilionário, mas o &#8216;reinado&#8217; durou menos de duas semanas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 14:25:12 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[Fortuna de Musk caiu para cerca de 957 mil milhões de dólares, aproximadamente 840 mil milhões de euros, encerrando a breve passagem do empresário pelo patamar inédito dos 13 dígitos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O reinado de Elon Musk como primeira pessoa no mundo com uma fortuna avaliada em mais de 1 bilião de dólares foi curto. Menos de duas semanas depois de ter feito história, uma forte queda nas ações da SpaceX e da Tesla fez recuar o património do empresário para baixo dessa fasquia, escreve o &#8216;The Independent&#8217;.</p>
<p>De acordo com o &#8216;Bloomberg Billionaires Index&#8217;, a fortuna de Musk caiu para cerca de 957 mil milhões de dólares, aproximadamente 840 mil milhões de euros, encerrando a breve passagem do empresário pelo patamar inédito dos 13 dígitos.</p>
<p>A descida surge depois de uma forte correção nas ações da SpaceX, na sequência da estreia em bolsa da empresa no início deste mês. Musk tornou-se a primeira pessoa no mundo a atingir uma fortuna de 1 bilião de dólares, cerca de 878 mil milhões de euros, a 12 de junho, quando a entrada da SpaceX no mercado acionista levou a avaliação da empresa para acima dos 2 biliões de dólares, cerca de 1,76 biliões de euros.</p>
<p>O entusiasmo dos investidores chegou mesmo a elevar temporariamente a fortuna de Musk para cerca de 1,1 biliões de dólares, aproximadamente 966 mil milhões de euros. Mas a euforia em torno da operação perdeu força rapidamente.</p>
<p>No auge, a SpaceX chegou a estar avaliada em quase 3 biliões de dólares, cerca de 2,63 biliões de euros, tornando-se por instantes uma das empresas mais valiosas do mundo. Desde então, a capitalização bolsista recuou para pouco acima dos 2 biliões de dólares, o equivalente a cerca de 1,76 biliões de euros.</p>
<p>A queda eliminou quase 1 bilião de dólares, cerca de 878 mil milhões de euros, em valor de mercado em pouco mais de uma semana. Só essa perda é quase equivalente à fortuna atual de Musk.</p>
<p>Danni Hewson, responsável de análise financeira da AJ Bell, afirmou ao &#8216;The Independent&#8217; que a correção mostra como as empresas recém-chegadas à bolsa podem atravessar períodos de forte volatilidade depois de desaparecer o entusiasmo inicial.</p>
<p>“SpaceX pode ter parecido encantada depois da sua oferta pública inicial recorde e da subida posterior, mas voltou à terra com impacto nos últimos dias, com as ações a chegarem a cair abaixo do preço de abertura da estreia em bolsa”, afirmou.</p>
<p>A analista acrescentou que as ações recém-listadas entram frequentemente numa fase de oscilação, à medida que o mercado avalia o novo ativo, alguns investidores procuram realizar ganhos e outros tentam perceber a que preço estarão dispostos a entrar.</p>
<p>No caso da SpaceX, considerou Hewson, muitas decisões poderão ter sido emocionais e baseadas na expectativa de grandes avanços na exploração e utilização do espaço. Ainda assim, sublinhou que o investimento deve ser encarado com clareza e paciência, mesmo quando estão em causa números tão elevados.</p>
<p>A pressão sobre a SpaceX coincidiu com uma fraqueza mais ampla no setor tecnológico. A Tesla, outra peça central da fortuna de Musk, caiu 5,8% na passada segunda-feira, num contexto de venda de ações ligadas à inteligência artificial e aos semicondutores.</p>
<p>Como grande parte da riqueza de Musk está concentrada nas participações que detém nas suas empresas, e não em dinheiro, as oscilações nas ações da SpaceX e da Tesla podem provocar variações enormes no seu património de um dia para o outro.</p>
<p>Apesar de ter caído abaixo do patamar de 1 bilião de dólares, Musk continua confortavelmente como a pessoa mais rica do mundo. Segundo os rankings da &#8216;Bloomberg&#8217;, mantém uma vantagem substancial sobre os rivais mais próximos, incluindo Larry Page e Sergey Brin, cofundadores da Google, e Jeff Bezos, fundador da Amazon.</p>
<p>O episódio mostra que, mesmo nos níveis mais altos da riqueza global, as fortunas podem subir e descer em montantes superiores à produção económica anual de muitos países.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781022]]></sapo:autor>
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		<title>FMI defende medidas em Portugal para aumentar flexibilidade no mercado de trabalho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 14:17:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Jean-François Dauphin, chefe de missão para Portugal, salientou que "aumentar a flexibilidade no mercado de trabalho, vai ajudar a um melhor uso dos recursos laborais e produtividade aumentada"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Fundo Monetário Internacional (FMI) defendeu hoje a necessidade de aumentar a flexibilidade no mercado de trabalho em Portugal, nomeadamente para acelerar a produtividade.</p>
<p>No relatório elaborado ao abrigo do artigo IV para Portugal divulgado hoje, o FMI considera que a &#8220;persistente disparidade de rendimentos entre Portugal e os seus pares da zona euro exige reformas para aumentar a produtividade, eliminando os desincentivos ao crescimento das empresas, simplificando a burocracia, impulsionando o investimento no capital humano, melhorando o acesso das PME ao financiamento e abordando a dualidade do mercado de trabalho&#8221;.</p>
<p>&#8220;As reformas para melhorar a eficiência do mercado de trabalho e aprimorar ainda mais as habilidades da força de trabalho devem continuar a ser uma prioridade&#8221;, salientou o FMI, considerando que uma maior flexibilidade poderia permitir &#8220;reduzir a dualidade do mercado de trabalho e melhorar a alocação de recursos para os setores ou empresas mais produtivos&#8221;.</p>
<p>Numa conferência de imprensa sobre o relatório, Jean-François Dauphin, chefe de missão para Portugal, salientou que &#8220;aumentar a flexibilidade no mercado de trabalho, vai ajudar a um melhor uso dos recursos laborais e produtividade aumentada&#8221;.</p>
<p>&#8220;Uma das prioridades seria tornar os contratos sem termo mais flexíveis para serem mais atrativos para as empresas e isso ajudaria a reduzir a dualidade, aumentava a percentagem de emprego estável e dava a empresas maiores incentivos para investir em formação&#8221;, argumentou o responsável.</p>
<p>Jean-François Dauphin assumiu que pode parecer paradoxal, mas que tornar o despedimento mais fácil poderia aumentar os contratos sem termo, já que com a rigidez nos despedimentos, as empresas &#8220;não querem os riscos de ter de empregar pessoas que podem não encaixar&#8221; e levar, por isso, a contratar trabalhadores com contratos mais curtos e com termo.</p>
<p>Ao tornar o despedimento mais flexível, as empresas &#8220;teriam mais incentivo para escolher um contrato sem termo em vez do curto prazo&#8221;, considerou.</p>
<p>No relatório, o FMI defendeu também o foco na reforma tributária, na melhoria da eficiência dos gastos e em reformas para conter as pressões de despesa decorrentes do envelhecimento da população.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781005]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Preço do ouro abaixo dos 4.000 dólares atinge mínimos de novembro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 14:16:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[ouro]]></category>
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					<description><![CDATA[O preço do ouro ficou hoje abaixo dos 4.000 dólares (cerca de 3.508 euros) por onça, ficando em mínimos de novembro, pressionado pela expectativa de um aumento das taxas de juro nos EUA.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O preço do ouro ficou hoje abaixo dos 4.000 dólares (cerca de 3.508 euros) por onça, ficando em mínimos de novembro, pressionado pela expectativa de um aumento das taxas de juro nos EUA. </P><br />
<P>Pelas 13:05 (hora de Lisboa), o ouro estava a cair 3,36% para 3.978,67 dólares por onça. </P><br />
<P>O preço do ouro está a ser pressionado pela expectativa de um aumento das taxas de juro nos EUA, perante uma inflação crescente, alimentada pelo conflito no Médio Oriente.  </P><br />
<P>Esta perspetiva torna os títulos do Tesouro dos EUA e o dólar mais atrativos para os investidores, uma vez que são ativos de refúgio que competem com o ouro.   </P><br />
<P>O chefe da equipa diplomática iraniana, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse hoje que o memorando de entendimento alcançado entre Teerão e Washington para pôr fim à guerra é uma declaração de derrota para os Estados Unidos.</P><br />
<P>&#8220;O memorando de entendimento de Islamabade não é o resultado de pressão ou coação, mas sim da resistência e da determinação da corajosa nação iraniana&#8221;, afirmou Ghalibaf numa conferência em Baku, no Azerbaijão, transmitida pela televisão iraniana.</P><br />
<P>&#8220;É por isso que o memorando de entendimento de Islamabade assumiu o valor de uma declaração de derrota para os Estados Unidos&#8221;, disse Ghalibaf, chefe da equipa iraniana nas negociações com Washington e presidente do Parlamento.</P></p>
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