Editor-chefe do jornal ‘Komsomolskaya Pravda’ é a mais recente vítima da ‘maldição’ dos aliados de Putin na Rússia

Vladimir Nikolayevich Sungorkin é a 11ª personalidade do país a morrer em condições misteriosas

Francisco Laranjeira

Vladimir Nikolayevich Sungorkin, editor-chefe do jornal estatal russo ‘Komsomolskaya Pravda’ e aliado de Vladimir Putin, foi a mais recente vítima da ‘maldição’ que parece assolar a Rússia desde o início da invasão da Ucrânia: são já 11 as pessoas de elevado perfil do país a morrer em condições misteriosas. Sungorkin, de 68 anos, terá sofrido, na passada 4ª feira, um “acidente vascular cerebral” durante uma viagem de negócios.

A vítima, de 68 anos, estava a viajar para Khabarovsk com colegas do jornal quando caiu inconsciente. O seu colega Leonid Zakharov explicou que Vladimir começou a sufocar. “Três minutos depois, Vladimir começou a sufocar. Levámo-lo a tomar ar fresco, ele já estava inconsciente. Nada ajudou. O médico que fez o exame inicial disse que aparentemente foi um AVC. Mas esta é a conclusão inicial”, escreveu.

A morte de Sungorkin é mais uma numa série de mortes misteriosas dos principais aliados de Putin. Mais recentemente, Ivan Pechorin foi dado como morto após supostamente ter “caído de um barco” em Vladivostok, de acordo com meios de comunicação russos locais.

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O ‘Komsomolskaya Pravda’ é conhecido há muito tempo como um jornal pró-Kremlin convicto.

“O lendário ‘Komsomolka’ percorreu um longo caminho criativo ao longo destes anos e escreveu páginas brilhantes e inesquecíveis na história dos media russos”, escreveu Vladimir Putin, por ocasião do 95º aniversário da sua primeia edição. Os colegas de Sungorkin escreveram no obituário que o jornalista era um “símbolo do novo jornalismo nacional” e transformou o jornal num “poderoso império”.

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