Economista alerta para o elevado preço dos bens alimentares que pode levar a “racionamento no caso de recursos escassos”

A Europa e o mundo vivem atualmente uma situação de crise, nomeadamente no setor da energia, que tem impacto no aumento dos preços de produtos alimentares e pode levar a “algum racionamento” no caso dos bens mais escassos.

Revista de Imprensa
Março 28, 2022
8:52

A Europa e o mundo vivem atualmente uma situação de crise, nomeadamente no setor da energia, que tem impacto no aumento dos preços de produtos alimentares e pode levar a “algum racionamento” no caso dos bens mais escassos.

O alerta é dado pelo economista João Duque, em declarações à ‘SIC Notícias’. “Não só os cereais, mas também os produtos frescos (estão mais caros) porque têm uma componente muito grande relacionada com a distribuição, o que acaba por ser um reflexo depois em toda a economia”, explica.



Segundo o responsável, a subida dos preços dos combustíveis, impulsionada pela guerra na Ucrânia, ajuda a explicar este aumento de preços, mas não pode ser encarada como o único motivo.

“A guerra ajuda a justificar os últimos quilómetros da montanha, mas os preços em geral estavam a subir imenso e aliás, a Europa já vivia uma inflação de 5% antes da guerra”, sublinha o especialista.

Uma vez que é da Ucrânia que vem grande parte dos cereais para a Europa, é natural que se verifiquem algumas falhas no abastecimento e também custos mais elevados dos produtos.

Há já cadeias de distribuição portuguesas a impor limites à compra de alguns bens, nomeadamente o óleo de girassol. No entanto, o Governo já veio garantir que o abastecimento não está em risco.

Para o economista, essa hipótese não deve ser totalmente descartada. “Há sempre a possibilidade de não havendo uma rotura total, haver algum racionamento na utilização de recursos escassos, para todos poderem aceder ao bem, sem que o preço fique uma exorbitância”, esclarece.

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