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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Thu, 16 Jul 2026 15:10:31 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Nem Biden nem Carter chegaram tão baixo: Trump regista pior avaliação histórica sobre inflação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 15:10:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[Inflação]]></category>
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					<description><![CDATA[Avaliação de Trump é historicamente baixa para esta fase de um mandato presidencial. Joe Biden registava um saldo negativo de 43 pontos na gestão da inflação, enquanto Jimmy Carter se encontrava nos 44 pontos negativos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Donald Trump atingiu uma marca histórica pela negativa na avaliação dos americanos sobre a forma como está a lidar com a inflação. Os números são piores do que os registados por Joe Biden e Jimmy Carter no mesmo ponto dos respetivos mandatos, dois presidentes cujas administrações ficaram profundamente marcadas pela subida dos preços.</p>
<p>Segundo o &#8216;The Independent&#8217;, o analista-chefe de dados da &#8216;CNN&#8217;, Harry Enten, afirmou que Trump “chegou ao fundo do poço” em maio, quando uma sondagem da Ipsos colocou a sua avaliação líquida sobre a inflação nos 50 pontos negativos.</p>
<p>O resultado representa uma queda acentuada comparativamente com janeiro de 2025, quando o saldo negativo era de apenas seis pontos.</p>
<p>Em junho, Trump recuperou ligeiramente, mas continuou nos 47 pontos negativos. Para Enten, a pequena melhoria não altera a tendência geral.</p>
<p>“Ele melhorou? Sim. Talvez um pouquinho, mesmo muito pouco, para os 47 pontos negativos. Mas, no fim de contas, a tendência de longo prazo é cair, cair e continuar a cair”, afirmou o analista.</p>
<p><strong>Pior do que Biden e Jimmy Carter</strong></p>
<p>A avaliação de Trump é historicamente baixa para esta fase de um mandato presidencial. Joe Biden registava um saldo negativo de 43 pontos na gestão da inflação, enquanto Jimmy Carter se encontrava nos 44 pontos negativos.</p>
<p>Trump supera ambos pela negativa.</p>
<p>“Donald Trump não quer estar na mesma situação que Joe Biden e Jimmy Carter em relação à inflação, porque a inflação arruinou as presidências deles”, afirmou Harry Enten.</p>
<p>A comparação é particularmente desfavorável porque Carter perdeu a reeleição em 1980, num contexto marcado por inflação elevada e dificuldades económicas, enquanto a subida do custo de vida contribuiu para desgastar profundamente a presidência de Biden.</p>
<p><strong>Republicanos temem impacto nas eleições</strong></p>
<p>Os números surgem numa altura delicada para o Partido Republicano, que se prepara para as eleições intercalares de novembro.</p>
<p>Enten considera que uma avaliação líquida de 47 pontos negativos é precisamente aquilo que os republicanos não querem encontrar a poucos meses de uma votação decisiva para o controlo do Congresso.</p>
<p>“Mesmo que este número ligeiramente melhor se mantenha, os republicanos vão sofrer muito em novembro”, alertou.</p>
<p>A inflação e o custo de vida continuam entre as principais preocupações dos eleitores, apesar de os dados mais recentes indicarem algum alívio na subida dos preços.</p>
<p><strong>Inflação abrandou, mas continua acima da meta</strong></p>
<p>O Departamento do Trabalho informou que os preços no consumidor recuaram 0,4% em junho comparativamente com maio, a maior descida mensal em quatro anos.</p>
<p>A taxa anual de inflação caiu de 4,2% para 3,5%, ficando também abaixo dos 3,8% antecipados pelos economistas consultados pelo The Wall Street Journal.</p>
<p>Ainda assim, permanece acima da meta de 2% definida pela Reserva Federal.</p>
<p>Os analistas alertam igualmente que o abrandamento poderá ser temporário. A subida recente do preço do petróleo, associada à retoma do conflito entre os Estados Unidos e o Irão, poderá voltar a pressionar os preços já em julho.</p>
<p>“Eu não apostaria que estes números de inflação mais moderados se vão manter durante o resto do ano”, afirmou Mike Reid, responsável pela economia dos EUA na RBC Capital Markets.</p>
<p><strong>Casa Branca culpa crise com o Irão</strong></p>
<p>Em resposta ao &#8216;The Independent&#8217;, o porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, afirmou que Trump sempre deixou claro que os preços do petróleo e do gás, e consequentemente a inflação geral, deverão cair quando a situação com o Irão estiver resolvida.</p>
<p>A administração procura, assim, associar parte da atual pressão sobre os preços à crise energética e ao conflito no Médio Oriente.</p>
<p>Trump afirmou também que melhorou a inflação que herdou de Biden. No entanto, quando o democrata deixou a Casa Branca, em janeiro de 2025, a taxa anual encontrava-se nos 3%, abaixo dos atuais 3,5%.</p>
<p>O presidente alegou ainda que Biden lhe deixou “a pior inflação da história” dos Estados Unidos, uma afirmação que não corresponde aos dados históricos.</p>
<p><strong>Inflação já foi muito mais elevada</strong></p>
<p>Durante a administração Biden, a inflação anual atingiu um máximo de 9,1% em junho de 2022, o valor mais alto desde fevereiro de 1981.</p>
<p>Contudo, a inflação americana já tinha alcançado 11,4% em fevereiro de 1981 e 14,8% em março de 1980.</p>
<p>O maior valor da história moderna dos Estados Unidos ocorreu em março de 1947, quando a taxa anual chegou aos 19,7%.</p>
<p>Trump não enfrenta, portanto, a maior inflação da história americana. Mas enfrenta uma das piores avaliações políticas alguma vez registadas sobre o tema — e, neste momento do mandato, nem Biden nem Jimmy Carter tinham descido tanto.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790230]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>“Fruto da irresponsabilidade”: Montenegro culpa antigos governos do PS pelas crises na saúde, educação e habitação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 15:07:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Luís Montenegro]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[ps]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro afirmou hoje que "a pressão acrescida" em áreas como saúde, escola pública e habitação "são fruto" da irresponsabilidade dos anteriores governos PS, perguntando a José Luís Carneiro "se sabia ou não" dos dados estatísticos do INE.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O primeiro-ministro afirmou hoje que &#8220;a pressão acrescida&#8221; em áreas como saúde, escola pública e habitação &#8220;são fruto&#8221; da irresponsabilidade dos anteriores governos PS, perguntando a José Luís Carneiro &#8220;se sabia ou não&#8221; dos dados estatísticos do INE.</P><br />
<P>Luís Montenegro fez este desafio na abertura do debate do estado da nação, referindo-se à divulgação recente de estatísticas que apontam que a população portuguesa ronda os 11,4 milhões de pessoas. </P><br />
<P>&#8220;Senhor deputado José Luís Carneiro, sabia ou não sabia desta realidade?&#8221;, questionou.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790222]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Irão: Vice dos EUA acusa parte do Governo de Israel de querer continuar a guerra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:57:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[JD Vance]]></category>
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					<description><![CDATA[O vice-presidente dos Estados Unidos acusou na quarta-feira parte do Governo israelita de tentar impedir o acordo com o Irão por desejar que a guerra se prolongue indefinidamente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O vice-presidente dos Estados Unidos acusou na quarta-feira parte do Governo israelita de tentar impedir o acordo com o Irão por desejar que a guerra se prolongue indefinidamente.</P><br />
<P>&#8220;Não com um objetivo concreto em mente, mas simplesmente para que continue sem fim&#8221;, afirmou JD Vance no &#8216;podcast&#8217; &#8220;Joe Rogan Experience&#8221;, um dos mais populares entre o público conservador jovem norte-americano, de acordo com a agência de notícias espanhola EFE.</P><br />
<P>Vance defendeu o memorando de entendimento assinado com o Irão em junho, em colaboração com países aliados do golfo Pérsico que disse estarem &#8220;dispostos a investir&#8221; na República Islâmica se Teerão mudar o &#8220;comportamento na região&#8221;.</P><br />
<P>Assegurou que a administração sabe &#8220;com total certeza que há pessoas na sombra dentro do sistema&#8221; de Israel que estão &#8220;a manipular a opinião pública norte-americana e a tentar mudá-la para prolongar a guerra indefinidamente&#8221;.</P><br />
<P>Denunciou mesmo, mas sem especificar, que parte do Governo de Israel está a pagar a figuras influentes nos Estados Unidos &#8220;para atacar o acordo&#8221; com o Irão.</P><br />
<P>&#8220;Fala-se muito sobre até que ponto o Governo israelita influencia a política norte-americana, e sem dúvida que há pessoas dentro do Governo de Israel que detestam o acordo&#8221;, declarou.</P><br />
<P>&#8220;Vemos provas concretas disso&#8221;, disse Vance, sem concretizar, durante a entrevista de mais de três horas.</P><br />
<P>Vance explicou que a estratégia do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, &#8220;não se limita apenas à negociação&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Implica também o âmbito militar e outros aspetos&#8221;, embora &#8220;com limitações, como quando os iranianos atacaram um navio&#8221; mercante e começou a atual vaga de ataques no Médio Oriente, afirmou.</P><br />
<P>Vance disse sentir-se atacado obsessivamente por campanhas financiadas para manter a &#8220;campanha militar indefinidamente&#8221; e defendeu como objetivo &#8220;alcançar um acordo&#8221; com o qual o Irão nunca tenha uma arma nuclear.</P><br />
<P>&#8220;Não me importa que, digamos, certos setores do Governo israelita queiram criticar o acordo ou discordar dele. Nem sequer me incomodam as tentativas de influenciar&#8221; a administração norte-americana, afirmou.</P><br />
<P>&#8220;Os governos estrangeiros tentam influenciar os Estados Unidos a toda a hora. Israel fá-lo, outros países também&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>Vance participou nas negociações com o Irão em junho, na Suíça, onde as partes concordaram num roteiro para alcançar um acordo nuclear e definitivo que ponha fim à guerra iniciada por Israel e pelos Estados Unidos em 28 de fevereiro.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790215]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Exames nacionais: reunião de balanço falha pela primeira vez em 27 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:55:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[exames nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Júri Nacional de Exames]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Encontro juntava normalmente o presidente do Júri Nacional de Exames, representantes da Inspeção-Geral da Educação e Ciência e os coordenadores dos secretariados regionais do JNE]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pela primeira vez desde 1999, não se realizou a habitual reunião de balanço do processo de classificação dos exames nacionais antes do envio das notas para afixação nas escolas.</p>
<p>Segundo a &#8216;CNN Portugal&#8217;, o encontro juntava normalmente o presidente do Júri Nacional de Exames, representantes da Inspeção-Geral da Educação e Ciência e os coordenadores dos secretariados regionais do JNE.</p>
<p>Uma fonte próxima do processo garantiu que, até ao momento, nenhum coordenador regional foi convocado para a reunião, que servia também para analisar dificuldades e preparar eventuais correções antes da segunda fase dos exames.</p>
<p>O encontro não está previsto como obrigatório na lei, mas era realizado há vários anos e considerado uma prática importante de gestão e avaliação interna.</p>
<p>“Era de bom tom e de boas práticas de gestão” e permitia “melhorar o processo na segunda fase, fosse esse processo qual fosse”, afirmou a fonte citada pela CNN Portugal.</p>
<p><strong>Presidente do JNE tem de homologar classificações</strong></p>
<p>O despacho normativo que regula o Júri Nacional de Exames determina que compete ao presidente do organismo homologar as classificações das provas finais do ensino básico, dos exames nacionais do secundário e das provas realizadas a nível de escola com equivalência nacional.</p>
<p>Cabe-lhe igualmente autorizar a afixação das respetivas pautas nos estabelecimentos de ensino.</p>
<p>Apesar de a reunião de balanço não ser uma exigência legal, realizava-se antes de as classificações serem enviadas às escolas e permitia que os responsáveis regionais apresentassem problemas detetados durante a correção.</p>
<p><strong>Ministro admitiu que ainda havia provas por corrigir</strong></p>
<p>O ministro da Educação, Fernando Alexandre, admitiu esta quinta-feira de manhã que a classificação de todas as provas ainda não estava concluída.</p>
<p>O governante garantiu, contudo, que as notas das primeiras provas já encerradas seriam enviadas às escolas durante a tarde.</p>
<p>A ausência da reunião ocorre num ano marcado por falhas e atrasos no novo sistema de classificação digital dos exames nacionais.</p>
<p><strong>Experiência de Filosofia também não terá sido avaliada</strong></p>
<p>A mesma fonte adiantou à &#8216;CNN Portugal&#8217; que, pelo menos até ao final de janeiro, não tinha sido realizada qualquer reunião entre a tutela e os responsáveis do JNE para avaliar a experiência de classificação digital aplicada no ano letivo anterior ao exame de Filosofia.</p>
<p>O balanço dessa experiência terá sido feito apenas durante a habitual reunião entre os coordenadores regionais, a presidência do JNE e representantes da Inspeção-Geral da Educação e Ciência.</p>
<p>Esse encontro assumia, por isso, especial importância antes da generalização do sistema digital a outras provas nacionais.</p>
<p><strong>Serviços terão alertado para os riscos</strong></p>
<p>A fonte assegura ainda que os serviços alertaram o Ministério da Educação para os riscos de alargar já este ano a classificação digital ao conjunto dos exames.</p>
<p>O processo ficou marcado por dificuldades informáticas, problemas na distribuição das respostas pelos professores classificadores e sucessivos atrasos no cumprimento do calendário inicialmente previsto.</p>
<p>A falta da reunião de balanço não impede formalmente a homologação das classificações, mas elimina um momento de avaliação conjunta que, durante mais de duas décadas, antecedeu a divulgação das notas e ajudou a preparar a fase seguinte dos exames.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790218]]></sapo:autor>
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		<title>“Obrigado&#8230; mas não”: Musk chama Le Pen de “última esperança”, mas partido quer distância</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:51:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Elon Musk]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Marine le Pen]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Dirigentes da União Nacional desvalorizaram o apoio, insistindo que o resultado das eleições dependerá apenas dos eleitores franceses]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Elon Musk classificou Marine Le Pen como a “última esperança de França”, mas o apoio do empresário não foi recebido com particular entusiasmo pelo partido de extrema-direita francês, que se apressou a afastar qualquer ideia de parceria ou de procura de apoios no estrangeiro.</p>
<p>A mensagem foi publicada esta quarta-feira na rede social &#8216;X&#8217;, propriedade de Musk, e provocou imediatamente acusações de ingerência externa na política francesa e dúvidas sobre a eventual utilização da plataforma para favorecer uma candidatura presidencial.</p>
<p>Segundo o &#8216;POLITICO&#8217;, os dirigentes da União Nacional desvalorizaram o apoio, insistindo que o resultado das eleições dependerá apenas dos eleitores franceses.</p>
<p>“O que importa não é a opinião de pessoas no estrangeiro. É a opinião dos franceses”, afirmou Laurent Jacobelli, deputado e porta-voz do partido, numa entrevista à rádio pública.</p>
<p><strong>Partido de Le Pen diz que “não pediu nada”</strong></p>
<p>Jacobelli admitiu concordar com a avaliação feita por Musk, mas garantiu que a União Nacional não procura apoios internacionais.</p>
<p>O partido tem seguido uma estratégia semelhante em relação ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Apesar das afinidades ideológicas, os dirigentes franceses têm procurado manter alguma distância de Washington e evitar uma associação demasiado próxima à política americana.</p>
<p>Thierry Mariani, eurodeputado da União Nacional que chegou a propor Musk para o Prémio Sakharov do Parlamento Europeu em 2023, também minimizou a importância da declaração.</p>
<p>“Estas manifestações de apoio interessam mais aos jornalistas do que aos eleitores. Não pedimos nada”, afirmou ao &#8216;POLITICO&#8217;.</p>
<p>Fabrice Leggeri, igualmente eurodeputado do partido, considerou que não existe qualquer razão para procurar parcerias com empresários estrangeiros, especialmente quando estão fora da Europa.</p>
<p><strong>Associação a Trump tornou Musk impopular em França</strong></p>
<p>Musk tem intervindo regularmente na política europeia e manifestado apoio a movimentos de direita radical e contrários à imigração, incluindo a Alternativa para a Alemanha e o ativista britânico Tommy Robinson.</p>
<p>A defesa de uma visão quase absoluta da liberdade de expressão tornou-o popular em alguns setores da direita europeia. Em França, contudo, a ligação a Trump e as sucessivas polémicas que envolveram o empresário deterioraram a sua imagem.</p>
<p>O presidente americano é profundamente impopular entre os franceses, incluindo entre uma parte do eleitorado da extrema-direita. A controvérsia causada por um gesto de braço estendido de Musk, comparado pelos críticos a uma saudação nazi, agravou ainda mais essa rejeição.</p>
<p>Governo alerta para risco de o &#8216;X&#8217; influenciar campanha</p>
<p>A intervenção de Musk levantou igualmente preocupações sobre o poder da rede social &#8216;X&#8217; na formação do debate político francês.</p>
<p>Pascal Confavreux, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, reconheceu que o empresário tem o direito de expressar uma preferência política, mas defendeu que as autoridades devem garantir que os instrumentos ao seu dispor não distorcem a campanha.</p>
<p>Thierry Breton, antigo comissário europeu que manteve vários confrontos com Musk sobre as regras digitais da União Europeia, fez um alerta semelhante.</p>
<p>“Elon Musk apoia Marine Le Pen. É um direito seu. Cabe agora às autoridades garantir que o algoritmo do X na Europa não favorece qualquer candidato”, escreveu na própria plataforma.</p>
<p><strong>Apoio pode transformar-se numa arma contra Le Pen</strong></p>
<p>Dentro da União Nacional, existe o receio de que as declarações de Musk sejam utilizadas pelos adversários para lançar suspeitas sobre a candidatura de Le Pen.</p>
<p>Leggeri afirmou estar preocupado com a possibilidade de os críticos do partido agitarem o “fantasma” de uma manipulação algorítmica para enfraquecer a campanha presidencial.</p>
<p>A preocupação não é inteiramente abstrata. Em 2024, o Tribunal Constitucional da Roménia anulou os resultados das eleições presidenciais depois de documentos dos serviços de informações indicarem que um candidato ultranacionalista tinha beneficiado de uma campanha no TikTok semelhante a operações de influência atribuídas ao Kremlin na Ucrânia e na Moldova.</p>
<p>Leggeri foi um crítico feroz dessa decisão e receia agora que o apoio de Musk permita levantar dúvidas semelhantes sobre a eleição francesa.</p>
<p>A frase “última esperança de França” dá a Marine Le Pen um apoio mediático de enorme alcance. Mas, para o seu partido, o elogio pode valer menos votos do que polémicas — e transformar-se rapidamente num argumento para quem acusa forças estrangeiras de tentar interferir na escolha dos franceses.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790212]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>“Violência inimaginável”: nova ronda de tempestades atinge França depois de granizo gigante (veja as imagens)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:44:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Tempestades deverão deslocar-se do oeste em direção à fronteira oriental, enquanto uma nova frente instável sobe do sudoeste e dos Pirenéus até à Alemanha]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma segunda vaga de tempestades deverá atingir França esta quinta-feira, depois de o país ter sido atravessado por fenómenos violentos que provocaram granizo com mais de cinco centímetros de diâmetro, rajadas fortes e danos em casas, automóveis, vinhas e infraestruturas.</p>
<p>Segundo o &#8216;Connexion France&#8217;, 21 departamentos encontravam-se sob aviso agravado para trovoadas, enquanto 31 mantinham alertas relacionados com a onda de calor. Em algumas zonas, os dois avisos estavam em vigor ao mesmo tempo.</p>
<p>As tempestades deverão deslocar-se do oeste em direção à fronteira oriental, enquanto uma nova frente instável sobe do sudoeste e dos Pirenéus até à Alemanha.</p>
<p>A costa atlântica e o interior do sudoeste também deverão ser atingidos, embora as previsões indiquem maior intensidade no leste do país.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="fr" dir="ltr">⚡ Violent <a href="https://x.com/hashtag/orage?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#orage</a> de <a href="https://x.com/hashtag/gr%C3%AAle?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#grêle</a> en cours sur <a href="https://x.com/hashtag/Aubenas?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#Aubenas</a> en <a href="https://x.com/hashtag/Ard%C3%A8che?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#Ardèche</a> ce mercredi 15 juillet 2026. Les gros grêlons occasionnent des dégâts. (vidéo Yamato Endo) <a href="https://t.co/XbfrFbVkM8">pic.twitter.com/XbfrFbVkM8</a></p>
<p>&mdash; Guillaume Séchet (@Meteovilles) <a href="https://x.com/Meteovilles/status/2077396587567796244?ref_src=twsrc%5Etfw">July 15, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p><strong>Rajadas podem chegar aos 120 km/h</strong></p>
<p>A Météo France prevê rajadas entre 80 e 100 km/h, que poderão alcançar 110 a 120 km/h nos departamentos sob os avisos mais elevados.</p>
<p>Estão igualmente previstas tempestades de granizo significativas, sobretudo no leste. À semelhança do que aconteceu na quarta-feira, as pedras de gelo poderão ultrapassar os cinco centímetros de diâmetro.</p>
<p>Os meteorologistas alertam que é difícil prever com precisão os locais onde ocorrerão os episódios mais intensos. As condições atmosféricas favorecem fenómenos muito localizados, breves e potencialmente extremos.</p>
<p>Por esse motivo, poderão ser emitidos novos avisos ao longo do dia, à medida que a trajetória das tempestades se tornar mais clara.</p>
<p><iframe src="https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Freel%2F1672538167371031%2F&#038;show_text=0&#038;width=267" width="267" height="476" style="border:none;overflow:hidden" scrolling="no" frameborder="0" allowfullscreen="true" allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; picture-in-picture; web-share" allowFullScreen="true"></iframe></p>
<p><strong>Milhares de casas ficaram sem eletricidade</strong></p>
<p>Os temporais da véspera deixaram cerca de 500 habitações sem energia elétrica na zona de Saint-Estèphe, na Dordonha, depois de as linhas terem sido danificadas. Durante a noite, o número de casas sem eletricidade chegou às 3.500.</p>
<p>Também foram registados cortes no departamento de Sarthe, onde parques de campismo e edifícios tiveram de ser evacuados devido à intensidade da chuva e do vento.</p>
<p>A circulação ferroviária ficou interrompida durante várias horas, enquanto a estação de Sablé-sur-Sarthe foi inundada.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p lang="fr" dir="ltr">[⛈️] <a href="https://x.com/hashtag/Orage?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#Orage</a> supercellulaire avec forte grêle à Dijon il y a une heure. <a href="https://t.co/JJm4supJb3">pic.twitter.com/JJm4supJb3</a></p>
<p>&mdash; Sylvain Taisant 🏳️‍🌈 (@SylvainTaisant) <a href="https://x.com/SylvainTaisant/status/2077469098867327027?ref_src=twsrc%5Etfw">July 15, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p><strong>Granizo destruiu carros, telhados e vinhas</strong></p>
<p>As vinhas do oeste francês, em particular na região de Charente, foram atingidas pelo granizo, numa altura em que as colheitas já se encontravam fragilizadas pelas recentes vagas de calor.</p>
<p>Em Ardèche, chegaram a cair 56 milímetros de chuva em poucos minutos, acompanhados por pedras de granizo de grande dimensão. Vários parques de campismo foram evacuados.</p>
<p>O presidente da Câmara de Aubenas, Jean-Romain Ribeyre, afirmou que centenas de automóveis e telhados ficaram danificados.</p>
<p>“Tivemos pedras de granizo do tamanho de um punho a cair do céu como bolas de petanca. A violência do que vivemos foi inimaginável”, afirmou, citado pelo Connexion France.</p>
<p>O autarca explicou que o episódio foi muito curto, mas extremamente intenso, obrigando as pessoas a procurar abrigo de imediato.</p>
<p>Dijon também foi atingida por granizo com cerca de cinco centímetros de diâmetro, que provocou estragos em vários pontos da cidade.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">A terrifying moment: the sky rained stones on Aubenas ❄️🔥 France is in a state of emergency! <a href="https://x.com/hashtag/FranceStorm?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#FranceStorm</a> ❄️ <a href="https://x.com/hashtag/Hailstorm?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#Hailstorm</a> <a href="https://x.com/hashtag/Aubenas?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#Aubenas</a> <a href="https://x.com/hashtag/ExtremeWeather?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#ExtremeWeather</a> <a href="https://x.com/hashtag/MeteoFrance?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#MeteoFrance</a> <a href="https://x.com/hashtag/HailStormFrance?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#HailStormFrance</a> ❄️ <a href="https://x.com/hashtag/StormAlert?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#StormAlert</a> <a href="https://x.com/hashtag/ExtremeWeather?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#ExtremeWeather</a> <a href="https://x.com/hashtag/WeatherNews?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#WeatherNews</a> <a href="https://x.com/hashtag/FranceWeather?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw">#FranceWeather</a><a href="https://t.co/jGcNVU9EBs">https://t.co/jGcNVU9EBs</a> <a href="https://t.co/rQnQ3338cm">pic.twitter.com/rQnQ3338cm</a></p>
<p>&mdash; Storm Center (@StormCentar) <a href="https://x.com/StormCentar/status/2077425834592293362?ref_src=twsrc%5Etfw">July 15, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p><strong>Tempestades trazem descida das temperaturas</strong></p>
<p>Apesar dos danos, as tempestades estão a contribuir para o fim da onda de calor em parte do país.</p>
<p>As temperaturas deverão continuar a descer no norte de França, com máximas entre 29 e 32 graus na maior parte do território.</p>
<p>Lyon e o vale do Ródano poderão registar valores superiores, enquanto na costa da Bretanha as máximas deverão ficar próximas dos 23 graus, cerca de dez graus abaixo de outras regiões.</p>
<p>Na sexta-feira, apenas 16 departamentos deverão continuar sob aviso agravado de calor, todos localizados no sul e no leste.</p>
<p>As autoridades recomendam que os residentes nas zonas mais expostas prendam o mobiliário exterior, evitem estacionar veículos debaixo de árvores e acompanhem regularmente os avisos da Météo France e das autoridades locais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790168]]></sapo:autor>
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		<title>Da NATO ao armamento: Os cinco caminhos da Europa para (tentar) escapar à dependência militar dos EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:31:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A guerra na Ucrânia, o regresso de Donald Trump à Casa Branca e as sucessivas ameaças de uma redução do compromisso norte-americano com a NATO estão a acelerar uma transformação profunda na política de defesa europeia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A guerra na Ucrânia, o regresso de Donald Trump à Casa Branca e as sucessivas ameaças de uma redução do compromisso norte-americano com a NATO estão a acelerar uma transformação profunda na política de defesa europeia. Depois de décadas de forte dependência tecnológica, industrial e operacional dos Estados Unidos, os países europeus procuram reforçar a sua capacidade militar própria, investindo em armamento, indústria, tecnologia, inteligência artificial e sistemas de defesa aérea. O objetivo é claro: aumentar a autonomia estratégica do continente e reduzir a vulnerabilidade face às decisões tomadas em Washington.</p>
<p>Segundo uma análise publicada pela Newsweek, esta estratégia enfrenta, contudo, desafios significativos. Apesar dos investimentos sem precedentes e dos novos programas conjuntos lançados por vários países europeus, continuam a existir áreas em que as forças armadas do continente dependem fortemente da tecnologia, do financiamento, dos dados e das plataformas militares norte-americanas, uma realidade que poderá demorar muitos anos a alterar.</p>
<p><strong>O desfile de Paris simbolizou ambição, mas também dependência</strong><br />
As comemorações do Dia da Bastilha, em França, serviram este ano como uma demonstração da crescente cooperação militar europeia. O desfile de 14 de julho reuniu um número recorde de 7.600 militares provenientes de vários países europeus, na presença do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e de diversos líderes aliados.</p>
<p>O espetáculo militar transmitiu uma imagem de unidade e capacidade operacional. No entanto, por detrás dessa demonstração permanece uma realidade difícil de ignorar: caso a Europa fosse hoje chamada a enfrentar um conflito de grande dimensão sem o apoio dos Estados Unidos, continuaria altamente dependente do equipamento, das capacidades tecnológicas e da logística norte-americana.</p>
<p>As declarações de Donald Trump sobre uma eventual redução da presença militar norte-americana na Europa e a possibilidade de diminuir o envolvimento dos EUA na NATO levaram governos europeus a acelerar diversos projetos destinados a reforçar a autonomia do continente.</p>
<p><strong>Produzir mais armas europeias tornou-se prioridade</strong><br />
Uma das principais apostas passa pelo reforço da indústria europeia de defesa.</p>
<p>Durante décadas, o fim da Guerra Fria levou muitos países a reduzirem significativamente o investimento militar. A capacidade industrial diminuiu, as cadeias de produção fragmentaram-se entre vários Estados e muitos equipamentos passaram a ser adquiridos fora da Europa.</p>
<p>Agora, a Estratégia Industrial Europeia de Defesa pretende inverter essa tendência até 2035.</p>
<p>Entre as medidas previstas encontra-se a simplificação dos processos de aquisição de equipamento militar, a redução da burocracia e o incentivo para que os Estados-membros adquiram uma parte substancial do seu armamento junto de fabricantes europeus. Bruxelas prevê igualmente mecanismos de financiamento destinados a aumentar a capacidade produtiva da indústria e benefícios fiscais para compras conjuntas entre vários países.</p>
<p>Contudo, esta aposta colide com um importante instrumento de influência norte-americano.</p>
<p>Ao tomar conhecimento da possibilidade de a União Europeia introduzir regras que favoreçam fornecedores europeus na aquisição de equipamento militar, a administração norte-americana alertou que poderia limitar o acesso europeu às plataformas de armamento dos Estados Unidos.</p>
<p>Essa capacidade resulta das regras norte-americanas conhecidas como International Traffic in Arms Regulations (ITAR), que permitem aos EUA restringir ou revogar o acesso de países estrangeiros a tecnologias militares, incluindo equipamentos já adquiridos.</p>
<p>Na prática, mesmo depois de comprar sistemas norte-americanos, vários países continuam dependentes da autorização de Washington para atualizações, manutenção, software ou acesso a determinadas capacidades.</p>
<p><strong>Defesa aérea continua dependente de tecnologia externa</strong><br />
Outro dos pontos considerados críticos é a defesa antiaérea.</p>
<p>A guerra na Ucrânia demonstrou a importância dos sistemas capazes de intercetar mísseis balísticos e ataques de longo alcance, levando vários governos europeus a reconhecer que o continente continua insuficientemente preparado para responder a este tipo de ameaça.</p>
<p>Como resposta surgiu a European Sky Shield Initiative (ESSI), liderada pela Alemanha.</p>
<p>O projeto procura criar uma rede integrada de defesa aérea através da aquisição de sistemas já existentes, incluindo o alemão IRIS-T, o norte-americano Patriot e o israelita Arrow 3.</p>
<p>Embora esta solução permita responder rapidamente às necessidades atuais, mantém uma forte dependência de tecnologia produzida fora da Europa.</p>
<p>Por esse motivo, dez países europeus, entre os quais França, Alemanha, Reino Unido e Ucrânia, anunciaram recentemente uma nova coligação destinada ao desenvolvimento de sistemas europeus de defesa antimíssil.</p>
<p>Empresas como MBDA, Airbus e Thales trabalham atualmente em novos intercetores de longo alcance e armas hipersónicas, embora nenhum destes sistemas deva entrar em serviço antes da próxima década.</p>
<p>Enquanto isso, os Estados Unidos continuam a reforçar a sua posição. A fabricante Lockheed Martin prepara a abertura de um centro europeu de manutenção para os mísseis Patriot e Donald Trump admitiu mesmo a possibilidade de conceder à Ucrânia licenças para produzir parte destes sistemas, embora sujeitas à aprovação norte-americana.</p>
<p><strong>Mísseis de longo alcance são outra prioridade</strong><br />
A capacidade ofensiva constitui igualmente uma preocupação crescente. Os atuais sistemas convencionais europeus apresentam alcances significativamente inferiores aos arsenais russos, limitando a capacidade de atingir bases aéreas, centros logísticos ou sistemas de defesa instalados em profundidade no território inimigo.</p>
<p>Para reduzir essa diferença foi criado o programa European Long-Range Strike Approach (ELSA), que reúne fabricantes de defesa do Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Polónia e Suécia.</p>
<p>O objetivo passa por desenvolver mísseis e drones com alcances superiores a 2.000 quilómetros.</p>
<p>Reino Unido e Alemanha lideram também uma iniciativa apoiada por doze países da NATO que prevê investimentos superiores a 50 mil milhões de dólares para acelerar estes programas.</p>
<p>Ao mesmo tempo, Londres e Berlim colaboram no desenvolvimento de um novo míssil terrestre de longo alcance ao abrigo do acordo Trinity House, enquanto a empresa anglo-alemã Hypersonica realizou este ano o primeiro teste bem-sucedido de um protótipo europeu de míssil hipersónico.</p>
<p><strong>Ainda assim, especialistas alertam para a dimensão do desafio.</strong><br />
Sam Cranny-Evans, editor da revista Calibre Defence e investigador associado do Royal United Services Institute (RUSI), considera que a Europa está a fazer progressos relevantes, mas alerta que desenvolver munições avançadas exige investimentos muito superiores aos atualmente previstos.</p>
<p>Segundo o especialista, citado pela Newsweek, os Estados Unidos utilizaram cerca de 13 mil munições de ataque durante os recentes bombardeamentos contra o Irão, um volume que ilustra a enorme capacidade industrial necessária para sustentar um conflito de grande intensidade.</p>
<p><strong>Aviação de combate continua presa ao F-35</strong><br />
Uma das maiores dificuldades da Europa continua a ser a aviação de combate.</p>
<p>Apesar de produzir caças como o Eurofighter Typhoon, o francês Rafale ou o sueco Gripen, nenhum país europeu desenvolveu um caça de quinta geração equivalente ao norte-americano F-35, atualmente considerado um dos mais avançados do mundo.</p>
<p>Essa realidade obriga numerosos países europeus a adquirir aeronaves norte-americanas.</p>
<p><strong>O problema poderá agravar-se na próxima década.</strong><br />
Os Estados Unidos já desenvolvem o futuro caça de sexta geração F-47, enquanto analistas acreditam que a China já realizou voos experimentais com dois protótipos desta nova geração.</p>
<p>Entretanto, o projeto europeu New Generation Fighter (NGF) acabou por colapsar este ano, após mais de uma década de desenvolvimento e dezenas de milhares de milhões de dólares investidos, devido a divergências entre empresas francesas e alemãs.</p>
<p>A principal esperança europeia passa agora pelo Global Combat Air Programme (GCAP), que junta Reino Unido, Itália e Japão.</p>
<p>Os três governos aprovaram recentemente um contrato de cerca de 4,6 mil milhões de libras para desenvolver o futuro caça Tempest, cuja entrada em serviço está prevista para 2035.</p>
<p>Mesmo que esse calendário seja cumprido, tudo indica que Estados Unidos e China manterão uma vantagem tecnológica significativa.</p>
<p>Sam Cranny-Evans recorda ainda que muitos fabricantes europeus produzem componentes para o F-35 ou asseguram centros de manutenção da aeronave, o que cria uma forte ligação industrial ao programa norte-americano, tornando essa dependência particularmente difícil de eliminar.</p>
<p><strong>Inteligência artificial e software continuam dominados pelos EUA</strong><br />
Outra área considerada decisiva para os conflitos do futuro é o software militar.</p>
<p>Hoje, sistemas de comando e controlo, inteligência artificial, satélites, aviões de vigilância e plataformas de reconhecimento são tão importantes quanto os próprios armamentos.</p>
<p>Também aqui a dependência europeia permanece elevada.</p>
<p>Segundo dados do International Institute for Strategic Studies, os países europeus da NATO operam apenas 47 aeronaves dedicadas à inteligência, vigilância e reconhecimento, enquanto os Estados Unidos dispõem de pelo menos 80 aviões desta categoria, além de outras 34 aeronaves especializadas em interceção de comunicações.</p>
<p>A Europa pretende renovar parte desta capacidade através da aquisição do sistema GlobalEye, desenvolvido pela sueca Saab em parceria com a canadiana Bombardier, mas continuará durante vários anos dependente de plataformas norte-americanas.</p>
<p>Na inteligência artificial começam igualmente a surgir iniciativas europeias.</p>
<p>A empresa francesa Mistral assinou um acordo com as forças armadas francesas para fornecer modelos avançados de IA militar, enquanto França desenvolve projetos conjuntos entre o setor público e privado.</p>
<p>Também Finlândia e Estónia estão a testar soluções militares desenvolvidas pela empresa NestAI.</p>
<p>Ainda assim, os especialistas consideram que a maior vantagem norte-americana reside na dimensão do investimento privado disponível para empresas tecnológicas.</p>
<p>Gigantes como OpenAI, Anthropic e Google beneficiam de enormes recursos financeiros, permitindo desenvolver modelos de inteligência artificial a um ritmo muito superior ao dos concorrentes europeus, ao mesmo tempo que conquistam contratos milionários com o Pentágono.</p>
<p>Situação semelhante verifica-se no software de comando militar.</p>
<p>A plataforma Maven Smart System, desenvolvida pela norte-americana Palantir, foi adquirida pela NATO em março de 2025 e está atualmente a ser implementada em toda a Aliança Atlântica.</p>
<p>Embora países como França e Alemanha procurem soluções nacionais e a Ucrânia tenha desenvolvido o sistema DELTA, utilizado com sucesso no conflito contra a Rússia, um comandante da NATO responsável pela inovação afirmou recentemente ao Politico que, tanto quanto é do seu conhecimento, &#8220;não existe atualmente um verdadeiro concorrente para a Palantir&#8221;.</p>
<p><strong>Autonomia europeia será um processo longo</strong><br />
Apesar da aceleração dos investimentos, dos novos programas industriais e da crescente coordenação entre os países europeus, especialistas consideram que a autonomia estratégica do continente continuará a ser um objetivo de longo prazo.</p>
<p>Grande parte das futuras capacidades militares europeias ainda se encontra em fase de desenvolvimento e muitas só deverão entrar em operação na próxima década.</p>
<p>Até lá, os exércitos europeus continuarão fortemente dependentes de equipamento, tecnologia, software e apoio logístico provenientes dos Estados Unidos, numa relação que Bruxelas procura reduzir, mas que permanece profundamente enraizada na arquitetura de segurança do continente.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790190]]></sapo:autor>
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		<title>Dinamarquesa JYSK investe 60 milhões de euros para abrir 120 lojas em Portugal e Espanha até 2030</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:21:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A JYSK vai investir 60 milhões de euros na abertura de 120 novas lojas em Portugal e Espanha ao longo dos próximos quatro anos, num plano que prevê cerca de 30 inaugurações por ano e a criação de aproximadamente 1.200 postos de trabalho diretos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A JYSK vai investir 60 milhões de euros na abertura de 120 novas lojas em Portugal e Espanha ao longo dos próximos quatro anos, num plano que prevê cerca de 30 inaugurações por ano e a criação de aproximadamente 1.200 postos de trabalho diretos.</p>
<p>A cadeia dinamarquesa especializada em descanso, mobiliário e decoração para o lar pretende reforçar a sua presença no mercado ibérico, onde conta atualmente com quase 230 lojas. Em Portugal, a empresa prevê aumentar a sua rede em cerca de 50% face ao número atual de estabelecimentos, enquanto Espanha concentrará a maior parte da expansão, com a abertura prevista de entre 80 e 100 novas lojas.</p>
<p>Segundo Carlos Haba, diretor da JYSK para Portugal e Espanha, o objetivo passa por aproximar a marca dos consumidores. &#8220;O nosso objetivo não passa apenas por abrir mais lojas, mas por estarmos mais próximos de um maior número de clientes. A força da JYSK no mercado ibérico assenta num modelo flexível e eficiente, capaz de se adaptar a cidades de diferentes dimensões, mantendo sempre uma oferta completa e acessível&#8221;, afirma.</p>
<p>A estratégia da empresa assenta num modelo de expansão que contempla grandes centros urbanos, cidades de média e pequena dimensão, retail parks, centros comerciais e lojas de rua. A intenção é aumentar a proximidade com os consumidores, independentemente da localização geográfica.</p>
<p>Atualmente, a JYSK recebe mais de 10 milhões de clientes por ano nas suas lojas em Portugal e Espanha. &#8220;Queremos estar onde estão os nossos clientes e tornar-nos a sua primeira escolha. A nossa proposta de valor permite-nos responder às necessidades de cada mercado e chegar a um número crescente de lares&#8221;, acrescenta Carlos Haba.</p>
<p>Cada uma das lojas disponibiliza mais de 2.000 referências de produtos, distribuídas por espaços comerciais com cerca de 1.300 metros quadrados, complementadas por uma oferta mais alargada na loja online. A empresa destaca ainda a sua estratégia de <em>Unified Commerce</em>, que integra os canais físico e digital, através de serviços como entrega ao domicílio e recolha em loja.</p>
<p>Além do reforço da rede comercial, o plano terá impacto ao nível do emprego. Em média, cada nova loja criará cerca de 10 postos de trabalho diretos, permitindo gerar aproximadamente 1.200 novos empregos em Portugal e Espanha durante os próximos quatro anos.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790194]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Almada: Corte do abastecimento de água em 21 locais esta noite</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/almada-corte-do-abastecimento-de-agua-em-21-locais-esta-noite/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:21:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de 20 localidades do concelho de Almada vão ficar hoje sem água no âmbito dos cortes no abastecimento que estão a ser feitos para se restabelecer as reservas, foi hoje anunciado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Mais de 20 localidades do concelho de Almada vão ficar hoje sem água no âmbito dos cortes no abastecimento que estão a ser feitos para se restabelecer as reservas, foi hoje anunciado.</P><br />
<P>Num comunicado conjunto divulgado na página oficial do Facebook da Câmara de Almada e dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Almada, é referido que os cortes vão ocorrer em 21 localidades do município do distrito de Setúbal.</P><br />
<P>Assim, a partir das 22:00 de hoje e até às 06:00 de sexta-feira, haverá &#8220;corte total de água&#8221; na Charneca da Caparica, Aroeira, Marisol, Fonte da Telha, Palhais, Lazarim, Botequim, Vila Nova da Caparica, Capuchos, Pilotos, Funchalinho, Vale Rosal, Vale Cavala, Quintinhas, Quinta de Santa Teresa, Trafaria, Raposeira, Corvina, Fonte Santa, Banática e Porto Brandão.</P><br />
<P>&#8220;O restabelecimento do abastecimento será efetuado de forma gradual, pelo que a reposição da água poderá chegar à torneira em momentos diferentes dentro das zonas afetadas&#8221;, lê-se na nota, que é também escrita nas línguas inglesa, francesa e italiana.</P><br />
<P>Desde o início do mês que têm sido relatadas sucessivas falhas no abastecimento de água no concelho de Almada, com especial incidência na Costa da Caparica, tendo a câmara municipal decretado situação de alerta.</P><br />
<P>Entre as medidas já anunciadas por aquela autarquia do distrito de Setúbal está o corte total do abastecimento em determinadas zonas do concelho, das 22:00 às 06:00 do dia seguinte, e a proibição de todas as utilizações de água da rede pública que não correspondam a usos domésticos ou essenciais.</P><br />
<P>Para minimizar o impacto da falta de água no concelho, em particular na zona da Costa da Caparica, a Câmara de Almada já conseguiu reforçar o abastecimento de água ao município com dois novos furos, que estão a injetar na rede pública mais 120 metros cúbicos de água em cada hora.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790195]]></sapo:autor>
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		<title>Investimento hoteleiro em Portugal sobe 82% no 1.º semestre para 512 ME, indica CBRE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:10:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O investimento hoteleiro em Portugal subiu 82% no primeiro semestre, para 512 milhões de euros, adiantou hoje a consultora imobiliária CBRE, num comunicado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O investimento hoteleiro em Portugal subiu 82% no primeiro semestre, para 512 milhões de euros, adiantou hoje a consultora imobiliária CBRE, num comunicado.</P><br />
<P>De acordo com os dados da consultora, &#8220;Portugal concentrou cerca de 512 milhões de euros de investimento, registando um destacado crescimento interanual de 82%&#8221;, sendo que Espanha atingiu 2.100 milhões de euros, uma subida de 18% em relação ao ano anterior.</P><br />
<P>&#8220;Este é o volume mais elevado registado num primeiro semestre desde que há registos&#8221;, disse a CBRE.</P><br />
<P>A CBRE indicou que durante os primeiros seis meses do ano &#8220;foram transacionados 88 ativos hoteleiros&#8221; nos dois países, face a 74 registados no ano anterior, somando mais de 10.100 quartos, mais 9% do que no primeiro semestre de 2025.</P><br />
<P>Em 2025, a Península Ibérica representou 19% do volume total de investimento na Europa, face aos 14% registados em 2020, &#8220;posicionando-se como o segundo mercado mais ativo para o investimento hoteleiro, atrás apenas do Reino Unido&#8221;.</P><br />
<P>A CBRE detalhou depois que &#8220;os estabelecimentos de cinco estrelas e grande luxo concentraram 47% de todo o investimento hoteleiro registado na Península Ibérica&#8221; nos primeiros seis meses do ano, sendo que &#8220;a tendência foi especialmente intensa em Portugal, onde este segmento representou 85% do volume investido&#8221;.</P><br />
<P>Os investidores ibéricos representaram cerca de 55% de todo o investimento hoteleiro registado na região, sendo que em Espanha &#8220;predominou claramente o investidor nacional, com cerca de 1.400 milhões de euros investidos, enquanto em Portugal a quase totalidade da atividade foi liderada por compradores internacionais&#8221;.</P><br />
<P>Destacaram-se ainda compradores de França, com cerca de 357 milhões de euros, e do Reino Unido, com mais de 225 milhões de euros investidos, &#8220;direcionando uma parte significativa deste capital para o mercado português&#8221;, disse a CBRE.</P><br />
<P>Por outro lado, os investidores institucionais continuaram a ser os mais ativos durante o primeiro semestre, &#8220;concentrando cerca de 1.200 milhões de euros, o equivalente a metade de todo o investimento hoteleiro registado na Península Ibérica&#8221;.</P><br />
<P>Segundo os dados da CBRE, as cadeias hoteleiras representaram 25% do volume, &#8220;com cerca de 681 milhões de euros, enquanto os investidores privados concentraram perto de 23% do investimento total&#8221;.</P><br />
<P>Em relação ao resto do ano, as perspetivas continuam favoráveis, destacou a CBRE, citando dados do European Hotel Investor Intentions Survey 2026, &#8220;onde Espanha se posiciona como o mercado mais atrativo para o investimento hoteleiro na Europa, enquanto Portugal ocupa a quarta posição&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790189]]></sapo:autor>
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		<title>Triplecast II e Emipinvest notificam Concorrência da compra do grupo Labina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:04:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Triplecast II e a Emipinvest notificaram a Autoridade da Concorrência (AdC) da compra conjunta do grupo Labina, que opera na área da indústria metalúrgica, foi hoje anunciado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Triplecast II e a Emipinvest notificaram a Autoridade da Concorrência (AdC) da compra conjunta do grupo Labina, que opera na área da indústria metalúrgica, foi hoje anunciado. </P><br />
<P>&#8220;A operação de concentração consiste na aquisição, pela Triplecast II, S.A. (&#8220;Triplecast II&#8221;) e pela Emipinvest, Lda. (&#8220;Emipinvest&#8221;), do controlo conjunto sobre a Labina &#8212; Fundição Injectada, Unipessoal, Lda. (&#8220;Labina&#8221;), e a Arcast, Lda. (&#8220;Arcast&#8221;), sociedades que compõem o Grupo Labina&#8221;, adianta a entidade liderada por Nuno Cunha Rodrigues.</P><br />
<P>A Triplecast II é uma sociedade-veículo, detida pelo Crest III, um fundo de capital de risco fechado, que é, por sua vez, gerido e representado pela Crest Capital Partners &#8212; Sociedade de Capital de Risco, S.A. </P><br />
<P>&#8220;O portefólio de participações gerido pelo Fundo CREST III e/ou de fundos geridos pela CREST SCR compreende empresas ativas em diversos setores, nomeadamente: fabrico de mobiliário para casas de banho, fabrico de tendas de tejadilho rígidas e acessórios conexos, distribuição de equipamentos, consumíveis e produtos químicos para manutenção de piscinas, distribuição de produtos compósitos para utilização industrial, prestação de serviços audiovisuais para eventos, metalomecânica de precisão, prestação de serviços florestais, produção de pré-fabricados de betão, transporte rodoviário de passageiros, comercialização de bilhetes para eventos, produção e comercialização de frutas, produtos hortícolas e citrinos e aquacultura&#8221;, lê-se na ficha do processo divulgada pela AdC.</P><br />
<P>Já a Emipinvest dedica-se a atividades de &#8220;consultoria para apoio aos negócios em geral e gestão de investimentos nas mais diversas áreas&#8221;, bem como ao exercício de todas &#8220;as atividades relacionadas, acessórias e complementares às mesmas, sendo presentemente a sociedade-mãe da Labina&#8221;, acrescenta. </P><br />
<P>Por sua vez, o grupo Labina opera na área da indústria metalúrgica, nomeadamente à fundição de metais, bem como a atividades de mecânica em geral, ao passo que a Arcast dedica-se à indústria de fundição de outros metais não ferrosos, ao comércio por grosso de metais, ligas e derivados, à representação comercial, importação, exportação e distribuição de produtos, bem como à prestação de serviços de assessoria comercial, gestão e planeamento nas referidas áreas da sua atividade.</P><br />
<P>No aviso hoje publicado, a AdC dá conta de que a notificação foi recebida em 10 de julho e que &#8220;as observações&#8221; devem ser remetidas ao regulador, no prazo de 10 dias úteis contados da publicação do presente aviso.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790188]]></sapo:autor>
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		<title>48 graus, cortes de eletricidade e noites sem dormir: Como sobrevivem os habitantes de Banda, uma das localidades mais quentes do planeta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 14:03:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Enquanto grande parte da Europa enfrentou sucessivas ondas de calor nas últimas semanas, há regiões do planeta onde as temperaturas extremas deixaram de ser um episódio excecional para passarem a fazer parte da rotina diária.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto grande parte da Europa enfrentou sucessivas ondas de calor nas últimas semanas, há regiões do planeta onde as temperaturas extremas deixaram de ser um episódio excecional para passarem a fazer parte da rotina diária. Em Banda, no estado de Uttar Pradesh, no norte da Índia, viver com temperaturas próximas dos 50 graus Celsius significa adaptar horários de trabalho, procurar refúgio durante a noite e enfrentar um sistema de saúde cada vez mais pressionado por doenças relacionadas com o calor.</p>
<p>A realidade vivida nesta cidade indiana ilustra de forma clara os impactos das alterações climáticas na vida quotidiana. Cientistas alertam que o aumento da intensidade e da duração das ondas de calor está a expor milhões de pessoas a condições cada vez mais perigosas, numa tendência que se faz sentir em várias regiões do mundo, mas que atinge de forma particularmente severa locais como Banda.</p>
<p>Segundo o Serviço de Alterações Climáticas Copernicus da União Europeia, junho de 2026 foi o mês mais quente alguma vez registado na Europa Ocidental e o segundo mais quente à escala global, com uma temperatura média 1,39 graus Celsius acima da estimativa para o período pré-industrial. Os investigadores consideram mesmo que as duas ondas de calor consecutivas registadas na Europa durante esse mês teriam sido &#8220;praticamente impossíveis&#8221; sem o impacto das alterações climáticas.</p>
<p><strong>Banda tornou-se um dos locais mais quentes do planeta</strong><br />
Embora as temperaturas elevadas registadas na Europa tenham dominado a atualidade, há locais onde o calor atingiu níveis ainda mais extremos.</p>
<p>Em maio, Banda registou 48,2 graus Celsius, uma das temperaturas mais elevadas verificadas este ano na Índia. Segundo o climatologista e historiador meteorológico Maximiliano Herrera, que acompanha os fenómenos meteorológicos extremos em todo o mundo, a cidade foi considerada o ponto mais quente do planeta em sete ocasiões diferentes ao longo de 2026.</p>
<p>Apesar de, entretanto, os valores máximos terem diminuído ligeiramente, o calor continua sufocante. A chegada das chuvas sazonais aumentou significativamente a humidade, tornando a sensação térmica ainda mais intensa e dificultando a recuperação física da população.</p>
<p><strong>Trabalhar antes do nascer do sol para fugir ao calor</strong><br />
Em Banda, a luta contra o calor começa ainda de madrugada.</p>
<p>Às quatro da manhã, quando grande parte da cidade continua a dormir, Munni Devi, de 70 anos, e os seus quatro filhos já estão no mercado abastecedor a descarregar e transportar toneladas de legumes e fruta que serão distribuídos pelas lojas da região.</p>
<p>Nessa altura, os termómetros já assinalam cerca de 30 graus Celsius.</p>
<p>O mercado enche-se rapidamente de trabalhadores que descarregam tomates, jacas e outros produtos agrícolas, enquanto carrinhos atravessam os corredores estreitos para abastecer pequenos comerciantes. Também muitos compradores antecipam as deslocações para conseguirem concluir as compras antes das horas de maior calor.</p>
<p>Munni Devi afirma que sente as temperaturas agravarem-se de ano para ano e considera que este verão tem sido particularmente difícil. Ainda assim, admite que não tem alternativa.</p>
<p>&#8220;Todos sentimos o calor, mas, devido às nossas circunstâncias, temos de o suportar&#8221;, afirma a trabalhadora, citada pela Associated Press.</p>
<p>Apesar do desgaste físico provocado pelo trabalho, a família prolonga a atividade até à hora de almoço, regressando apenas depois a casa para descansar durante as horas de maior calor.</p>
<p><strong>Nem em casa existe verdadeiro alívio</strong><br />
Mas nem o regresso a casa representa um descanso.</p>
<p>Segundo Munni Devi, os cortes frequentes no fornecimento de eletricidade fazem com que as ventoinhas deixem de funcionar precisamente quando são mais necessárias.</p>
<p>&#8220;Quando falta a eletricidade, nem sequer as ventoinhas funcionam. Por vezes ficamos sem energia durante horas&#8221;, relata.</p>
<p>Perante estas condições, a família procura aliviar o calor das crianças recorrendo diariamente a mangueiras de água para as refrescar.</p>
<p>A falta de eletricidade durante várias horas consecutivas tornou-se, assim, mais um fator que agrava os efeitos das temperaturas extremas e reduz a capacidade das famílias para enfrentarem o calor.</p>
<p><strong>A solidariedade também procura proteger os animais</strong><br />
Enquanto muitos habitantes permanecem dentro de casa durante as horas de maior calor, aqueles que dependem do trabalho diário continuam nas ruas.</p>
<p>Vendedores ambulantes e condutores de autorriquexós mantêm a atividade durante a tarde, apesar das temperaturas elevadas, na esperança de conseguirem algum rendimento adicional.</p>
<p>Há também quem tenha decidido concentrar esforços na proteção da fauna local.</p>
<p>Shobharam Kashyap, de 70 anos, dedica grande parte do tempo à construção artesanal de pequenas casas de madeira destinadas a pardais.</p>
<p>Segundo explica, ele e outros voluntários já instalaram mais de 15 mil ninhos artificiais em árvores e edifícios espalhados por Banda, criando refúgios para aves que enfrentam um ambiente cada vez mais hostil.</p>
<p>Muitos desses abrigos são pintados de verde, uma cor que, segundo o próprio, parece ser a preferida dos pardais.</p>
<p>Além dos ninhos, Kashyap distribuiu recipientes de barro com água junto da sua habitação e noutros pontos da cidade, permitindo que as aves possam beber e refrescar-se.</p>
<p>O voluntário considera que este trabalho representa também uma continuação das tradições culturais indianas.</p>
<p>&#8220;A nossa cultura sempre incentivou a alimentação das aves. As mulheres que visitam os templos oferecem tradicionalmente arroz. Nem o sacerdote nem a divindade o consomem: são as aves que o comem&#8221;, explica à Associated Press.</p>
<p><strong>Hospitais enfrentam cada vez mais doentes</strong><br />
As consequências das temperaturas extremas fazem-se sentir igualmente no principal hospital distrital de Banda.</p>
<p>Ao longo das tardes e do início da noite, os corredores enchem-se de pessoas afetadas por problemas provocados pelo calor, desde desmaios e exaustão térmica até casos de insolação.</p>
<p>Nas salas de espera, os bancos permanecem ocupados por doentes sentados ombro a ombro, enquanto familiares tentam aliviar o sofrimento abanando folhas de papel para criar alguma circulação de ar. Entre camas e corredores, profissionais de saúde administram soro intravenoso e prestam assistência contínua aos casos mais graves.</p>
<p>O diretor clínico do hospital, Abhishek Pranayami, afirma que a unidade enfrenta todos os anos um aumento significativo de doentes durante o verão e alerta que essa tendência se está a intensificar.</p>
<p>Segundo o responsável, &#8220;todos os verões assistimos a um aumento do número de doentes&#8221; e &#8220;esse número cresce todos os anos&#8221;.</p>
<p>O médico explica que a maioria dos casos está relacionada com desidratação, diarreia, vómitos e dores abdominais, patologias cuja incidência aumenta à medida que as temperaturas sobem.</p>
<p>Embora alguns doentes recuperem rapidamente, outros necessitam de internamentos prolongados, aumentando a pressão sobre os serviços de saúde.</p>
<p>&#8220;Há uma enorme pressão sobre nós e sobre toda a equipa&#8221;, admite.</p>
<p><strong>Quando dormir em casa deixa de ser uma opção</strong><br />
O calor não desaparece com o pôr do sol.</p>
<p>Mesmo durante a noite, as temperaturas mantêm-se suficientemente elevadas para impedir milhares de pessoas de descansarem nas próprias habitações, sobretudo nas casas mais pequenas, que acumulam calor ao longo de todo o dia.</p>
<p>Na estação ferroviária de Banda, dezenas de famílias procuram algum alívio aproveitando a circulação de ar nas plataformas abertas.</p>
<p>Adultos e crianças dormem sobre mantas estendidas no chão de pedra, utilizam mochilas como almofadas ou ocupam bancos da estação. Outros instalam-se junto às bilheteiras, apesar da forte iluminação. Entre eles, cães procuram igualmente algum conforto deitados no chão.</p>
<p>Há ainda trabalhadores que optam por dormir junto à entrada da estação ou mesmo sobre a gravilha, convencidos de que o ar mais livre existente naquela zona lhes permitirá descansar algumas horas.</p>
<p>Mesmo perante o ruído constante provocado pela circulação de comboios e passageiros, aquele espaço oferece condições mais suportáveis do que muitas habitações.</p>
<p>Para várias famílias com crianças pequenas, o calor torna o sono praticamente impossível. Muitas acabam por permanecer acordadas durante parte da noite, reunidas em torno de um telemóvel enquanto esperam que as temperaturas desçam.</p>
<p><strong>Especialistas alertam para o agravamento das alterações climáticas</strong><br />
Para Abhiyant Tiwari, especialista em clima e saúde da organização NRDC India, sediada em Nova Deli, o que está a acontecer em Banda representa uma transformação profunda da realidade climática.</p>
<p>Segundo o especialista, &#8220;as alterações climáticas estão a deslocar a média&#8221;. Embora a cidade sempre tenha sido conhecida pelos verões muito quentes, o que mudou foi &#8220;a intensidade, a duração e o número de pessoas expostas a condições de calor perigosas&#8221;.</p>
<p>O especialista alerta ainda para um fator particularmente preocupante: as temperaturas elevadas durante a noite impedem que o organismo recupere do esforço físico acumulado ao longo do dia, aumentando os riscos para a saúde.</p>
<p><strong>Autoridades reforçam resposta, mas admitem limitações</strong><br />
As autoridades locais dizem estar a desenvolver várias medidas para reduzir os impactos das temperaturas extremas.</p>
<p>Segundo Amit Aasery, administrador distrital de Banda, foram criados centros de arrefecimento, distribuídas centenas de milhares de embalagens de sais de reidratação oral e reforçada a vigilância nos hospitais sempre que são emitidos alertas de calor.</p>
<p>Ao mesmo tempo, os serviços locais monitorizam a evolução dos níveis das águas subterrâneas, da humidade dos solos e da perda de vegetação, procurando igualmente melhorar o abastecimento de água e reforçar as campanhas de sensibilização dirigidas à população.</p>
<p>Ainda assim, Amit Aasery reconhece que a capacidade de resposta das autoridades tem limites perante um fenómeno desta dimensão.</p>
<p>&#8220;O que está a acontecer aqui é um fenómeno global. Acontece por causa das alterações climáticas. Nós somos quem sofre as consequências&#8221;, conclui.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790185]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Avenida da Liberdade em Lisboa entra em obras no final de agosto: repavimentação vai durar cerca de dois meses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 13:43:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Avenida da Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[A Avenida da Liberdade, uma das principais artérias de Lisboa, vai voltar a ser alvo de uma intervenção de grande dimensão. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Avenida da Liberdade, uma das principais artérias de Lisboa, vai voltar a ser alvo de uma intervenção de grande dimensão. A Câmara Municipal de Lisboa anunciou que a repavimentação integral das faixas centrais de rodagem terá início no final de agosto e deverá prolongar-se até aos últimos dias de outubro. Para reduzir o impacto na circulação automóvel e na atividade da zona, os trabalhos serão realizados de forma faseada e maioritariamente durante o período noturno. A empreitada integra um plano mais vasto de requalificação do espaço público, que inclui também melhorias na sinalização horizontal, mobiliário urbano, iluminação e espaços verdes.</p>
<p>Segundo avançou o Público, esta será a maior intervenção na Avenida da Liberdade desde 2012, quando a autarquia, então liderada por António Costa, alterou profundamente o modelo de circulação rodoviária da avenida e da Praça Marquês de Pombal. Em declarações ao jornal, a Câmara de Lisboa classificou a obra como &#8220;essencial para repor o bom estado de conservação dos seus pavimentos viários&#8221;, acrescentando que a intervenção será acompanhada pela repintura das passadeiras e da restante sinalização horizontal. A autarquia adiantou ainda que já decorrem trabalhos de melhoria do mobiliário urbano, da iluminação pública, da pintura dos candeeiros e da reabilitação dos canteiros.</p>
<p>De acordo com a autarquia, não está prevista a implementação de um esquema alternativo de circulação, sendo esperados apenas os constrangimentos habituais associados a uma obra desta natureza. A estratégia passa por executar a intervenção por fases e concentrar uma parte substancial dos trabalhos durante a noite. A repavimentação surge depois das intervenções realizadas nas vias laterais da avenida, em 2023 e 2024, que devolveram os sentidos de circulação originais, revertendo as alterações implementadas em 2012, e acontece também após vários anos de críticas ao estado de conservação da Avenida da Liberdade, incluindo da Associação Avenida da Liberdade, que chegou a acusar a câmara de ter deixado um dos principais eixos da cidade &#8220;ao abandono&#8221;.</p>
<p>Em paralelo com a repavimentação, a Câmara de Lisboa prossegue um conjunto de ações de requalificação do espaço público, intensificadas após a conclusão dos trabalhos ligados ao Plano Geral de Drenagem de Lisboa. Entre as intervenções em curso encontram-se a recuperação dos espaços verdes, a reabilitação do Lago Douro, a renovação de canteiros na zona anteriormente ocupada pelo estaleiro da obra e a implementação de novas rotinas permanentes de manutenção. A autarquia garante que equipas da estrutura verde e da higiene urbana trabalham diariamente na avenida, assegurando operações de limpeza, lavagem de pavimentos, deservagem, manutenção de sarjetas e conservação geral, com o objetivo de preservar aquela que continua a ser uma das avenidas mais emblemáticas e movimentadas da capital portuguesa.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790170]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Mundial2026: Jogo entre Inglaterra e Argentina na TVI foi o programa mais visto do dia</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/mundial2026-jogo-entre-inglaterra-e-argentina-na-tvi-foi-o-programa-mais-visto-do-dia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 13:35:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O jogo disputado entre as seleções de Inglaterra e Argentina, transmitido pela TVI, foi o programa mais visto do dia, com uma audiência média superior à partida na véspera, de acordo com dados da CAEM/MediaMonitor.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O jogo disputado entre as seleções de Inglaterra e Argentina, transmitido pela TVI, foi o programa mais visto do dia, com uma audiência média superior à partida na véspera, de acordo com dados da CAEM/MediaMonitor.</P><br />
<P>A campeã em título Argentina qualificou-se na quarta-feira para a final do Mundial de futebol de 2026, ao vencer a Inglaterra por 2-1, na segunda meia-final, em Atlanta, nos EUA.</P><br />
<P>&#8220;O jogo Inglaterra X Argentina no Mundial 2026, respeitante às meias-finais, transmitido na TVI, destacou-se como o programa mais visto do dia, registando uma audiência média de 2.158.000 espectadores&#8221;, referem os dados da CAEM/MediaMonitor.</P><br />
<P>Na véspera tinha sido disputado o jogo França X Espanha, também relativo às meias-finais do Mundial 2026, transmitido na SIC, que também foi o programa mais visto do dia, com uma audiência média de 2.087.500 espectadores.</P><br />
<P>Na inédita final, marcada para domingo, pelas 15:00 locais (20:00 em Lisboa), no Estádio MetLife, em East Rutherford, a Argentina, que repete as finais de 1930, 1978, 1986, 1990, 2014 e 2022, defronta a Espanha, que bateu a França por 2-0.</P><br />
<P>Os jogos também são transmitidos pela SportTV e pela plataforma LiveMode (através do canal LiveModeTV no YouTube).</P><br />
<P></P><br />
<P>ALU /(PFO) // JNM </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790169]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: Lufthansa prevê retomar voos para a Arábia Saudita e Jordânia no outono</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 13:22:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[Frankfurt, Alemanha, 16 jul 2026 - O grupo de companhias aéreas Lufthansa prevê voar para Riade, Arábia Saudita, e Amã, na Jordânia, no outono, embora esteja a acompanhar a situação no Médio Oriente e sejam possíveis alterações aos planos, informou hoje o grupo aéreo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Frankfurt, Alemanha, 16 jul 2026 &#8211; O grupo de companhias aéreas Lufthansa prevê voar para Riade, Arábia Saudita, e Amã, na Jordânia, no outono, embora esteja a acompanhar a situação no Médio Oriente e sejam possíveis alterações aos planos, informou hoje o grupo aéreo.</P><br />
<P>A Lufthansa, um dos grupos de aviação candidatos à privatização da TAP, afirmou que as ligações aéreas serão retomadas gradualmente.</P><br />
<P>A companhia aérea alemã Lufthansa começará a voar para Riade (Arábia Saudita), em 10 de setembro, a partir de Frankfurt (Alemanha), com três frequências semanais.</P><br />
<P>Já a partir de 15 de setembro, a italiana Ita Airways voltará a voar de Roma (Itália) para Riade cinco vezes por semana e, a partir de 02 de outubro, a austríaca Austrian Airlines fará o mesmo de Viena (Áustria) para Amã (Jordânia), três vezes por semana.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790164]]></sapo:autor>
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		<title>Parlamento aprovou 49 das 70 propostas de lei apresentadas pelo Governo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 13:22:29 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo PSD/CDS apresentou ao Parlamento 70 propostas de lei nesta sessão legislativa, das quais 49 foram aprovadas até agora, de acordo com dados oficiais hoje divulgados pelos serviços da Assembleia da República.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Governo PSD/CDS apresentou ao Parlamento 70 propostas de lei nesta sessão legislativa, das quais 49 foram aprovadas até agora, de acordo com dados oficiais hoje divulgados pelos serviços da Assembleia da República.</P><br />
<P>Este número de aprovações fornecido à agência Lusa ainda é provisório, já que não inclui as votações que vão ocorrer na sessão plenária desta sexta-feira &#8211; a última da presente sessão legislativa.</P><br />
<P>Os dados da Assembleia da República fornecidos à agência Lusa também não contabilizam os diplomas provenientes do Governo que foram rejeitados, caso da proposta de revisão das leis laborais, ou que ainda se encontram pendentes (a aguardar votações na especialidade ou final global), podendo transitar para a próxima sessão, que se inicia em setembro.</P><br />
<P>O Chega foi a bancada que apresentou mais projetos de lei e projetos de resolução, respetivamente 132 e 280, mas foi o PS quem teve mais diplomas aprovados. Na atual sessão legislativa, o PS apresentou 70 projetos de lei e 123 resoluções, das quais conseguiu a aprovação até agora, de respetivamente 24 e 50. Já o Chega conseguiu somente que fossem aprovados sete projetos de lei em 132 e 69 em 280 resoluções.</P><br />
<P>Em relação aos outros grupos parlamentares e deputados únicos, os números são os seguintes relativamente a projetos de lei: PSD 19 (sete aprovados); Iniciativa Liberal 61 (um aprovado); Livre 91 (dois aprovados); PCP 96 (dois aprovados); CDS 8 (dois aprovados); Bloco de Esquerda 88 (três aprovados); PAN 116 (cinco aprovados); e JPP 17 mas nenhum aprovado até agora.</P><br />
<P>Importa salientar que entraram também nove projetos de lei conjuntos do PSD e CDS, dos quais três estão aprovados. Por outro lado, movimentos de cidadãos apresentaram três projetos, mas, até ao presente, nenhum teve ainda aprovação.</P><br />
<P>Na presente sessão legislativa, foram pedidas 14 apreciações parlamentares a diplomas do Governo, sete por parte da bancada socialista, cinco do Chega e duas conjuntas subscritas pelo Livre, PCP e Bloco de Esquerda. Destas, apenas três conseguiram uma maioria de aprovação: Uma do PS, uma do Chega e outra conjunta entre Livre, PCP e Bloco de Esquerda.</P><br />
<P>Foram apresentados 10 requerimentos para a constituição de inquéritos parlamentares: Bloco de Esquerda três; Chega dois; Iniciativa Liberal um; Livre um; PCP um; PAN um e JPP um. Mas, a partir destes dez requerimentos, apenas foram constituídas duas comissões de inquérito: Uma sobre o Instituto Nacional de Emergência Médica INEM), que partiu da IL, e a outra, constituída de forma potestativa pelo Chega, sobre negócios dos incêndios rurais.</P><br />
<P>Na presente sessão legislativa, foram apresentados de forma oficial 2176 perguntas e requerimentos ao executivo liderado por Luís Montenegro, dos quais 1557 foram respondidos aos diferentes grupos parlamentares, mas 312 não tiveram resposta. Decorre ainda o prazo para resposta do Governo em relação a 261 perguntas e requerimentos &#8212; isto, sabendo-se que 26 foram devolvidos ou retirados.</P><br />
<P>O PS foi quem teve o maior número de perguntas e requerimentos respondidos por parte do Governo, num total de 415, seguindo-se o PCP 412, Chega 321, Bloco de Esquerda 231, Livre 80, Iniciativa Liberal 56, PAN 22, CDS 18, PSD 15 e JPP sete.</P><br />
<P>Em relação ao balanço sobre perguntas e requerimentos não respondidos pelo Governo, o PS também lidera com 77, seguindo-se o Chega com 75, PCP 72, Bloco de Esquerda 58, Livre 14, PAN seis, Iniciativa Liberal cinco, JPP um e PSD zero.</P><br />
<P>Nesta sessão legislativa, que começou em 03 de junho de 2025, na sequência de eleições antecipadas, realizaram-se 106 reuniões Plenárias, número que inclui as agendadas para hoje e sexta-feira.</P><br />
<P>Destas, três foram sessões solenes: 52.º Aniversário do 25 de Abril de 1974; posse do Presidente da República, António José Seguro; e evocativa do 50.º Aniversário do 25 de Novembro de 1975.</P><br />
<P>Realizaram-se, ainda duas sessões comemorativas: 50 Anos da Autonomia das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira e pelo 50.º Aniversário da Constituição da República Portuguesa.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790163]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Trabalhadores do Conta Lá estão unidos na procura de soluções para o canal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 13:20:05 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os trabalhadores do projeto Conta Lá manifestam-se preocupados com a continuidade do projeto que "defende a coesão territorial" e o "serviço público" de televisão e que o coletivo está unido e empenhado na procura de soluções.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os trabalhadores do projeto Conta Lá manifestam-se preocupados com a continuidade do projeto que &#8220;defende a coesão territorial&#8221; e o &#8220;serviço público&#8221; de televisão e que o coletivo está unido e empenhado na procura de soluções.</P><br />
<P>Na quarta-feira decorreu um plenário de trabalhadores para analisar a atual situação da empresa, no mesmo dia em que o presidente executivo (CEO) do Conta Lá, Sérgio Figueiredo, comunicou a sua saída e informou sobre a convocação até final do mês de uma assembleia-geral de acionistas para aprovar o plano de reestruturação, segundo missiva a que Lusa teve acesso.</P><br />
<P>Os trabalhadores, de acordo com fontes contactadas hoje pela Lusa, enviaram perguntas à administração, nomeadamente sobre os salários em atraso (neste momento são dois meses a caminho de três no final de julho, caso nada seja pago), a viabilidade financeira da empresa, quem são os novos acionistas e que tipo de reestruturação será feita e se o &#8216;lay-off&#8217; é uma possibilidade.</P><br />
<P>Em comunicado, os trabalhadores do canal referem que, &#8220;na sequência das notícias que tornaram públicas as graves dificuldades financeiras que o projeto enfrenta, para além de manifestarem a natural preocupação relativamente ao futuro profissional de todos os que o construíram, os trabalhadores consideraram imperativo dar nota pública a sublinhar o valor estratégico, social e cultural do trabalho&#8221; que realizaram.</P><br />
<P>O Conta Lá é um canal de televisão por cabo, com uma programação direcionada para as regiões e jornalismo de proximidade.</P><br />
<P>Durante o período de cerca de um ano, o projeto incluiu emissões televisivas, notícias no site oficial e conteúdos partilhados através das suas redes.</P><br />
<P>&#8220;Num momento de incerteza e angústia, os trabalhadores lembraram que o projeto tem cumprido uma missão fundamental e insubstituível, dando visibilidade ao território nacional, garantindo que Portugal é retratado como um todo, muito para lá das fronteiras dos grandes centros urbanos, dando voz a quem não tinha e atenção a projetos essenciais para a dinamização e desenvolvimento desse território&#8221;, lê-se no comunicado.</P><br />
<P>Aliás, &#8220;mostrámos a Portugal que há um país que corria o risco de se transformar num deserto de notícias, onde os esforços de desenvolvimento local (públicos e privados) não tinham anteriormente qualquer visibilidade televisiva e noticiosa&#8221;, acrescentam os trabalhadores no comunicado. </P><br />
<P>O Conta Lá &#8220;foi pioneiro na identificação e na valorização de iniciativas e projetos cruciais para o desenvolvimento económico e social do país, localizados fora do eixo central que, tradicionalmente, se limita a dar atenção ao que acontece nos principais centros urbanos&#8221;, salientam.</P><br />
<P>&#8220;Na reflexão que agora somos obrigados a fazer, perante as dificuldades da empresa e as dúvidas que surgem relativamente à continuidade do projeto, os trabalhadores do Conta Lá orgulham-se do impacto e da relevância do serviço prestado ao país e acreditam que a defesa desta ideia é, também, a defesa de um território nacional mais coeso, informado e democraticamente representado&#8221;, sublinham.</P><br />
<P>Nesse sentido, &#8220;o coletivo de trabalhadores permanece unido e empenhado na procura de soluções que garantam a viabilidade da empresa e a continuidade do seu trabalho, que é de todos e para todos os portugueses&#8221;, concluem.</P><br />
<P>De acordo com fontes contactadas pela Lusa, os trabalhadores do canal rondam uma centena, dos quais cerca de 40 são jornalistas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790162]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Antigo administrador da Autoestradas Itália condenado a 12 anos por colapso de ponte em Génova</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 13:09:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ex-administrador da empresa Autoestradas de Itália foi hoje condenado a 12 anos de prisão, considerado culpado de negligência e de homicídio involuntário, na sequência do colapso de uma ponte em Génova em 2018, que provocou 43 mortos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O ex-administrador da empresa Autoestradas de Itália foi hoje condenado a 12 anos de prisão, considerado culpado de negligência e de homicídio involuntário, na sequência do colapso de uma ponte em Génova em 2018, que provocou 43 mortos.</P><br />
<P>Além deste antigo dirigente da empresa responsável pela gestão da ponte, Giovanni Castellucci &#8212; que já se encontra em prisão a cumprir uma pena por um outro acidente, ocorrido em 2013, num viaduto no sul de Itália &#8211;, o tribunal de Génova (norte) condenou, a penas menores, muitos dos 57 arguidos deste mega-processo judicial, iniciado há quatro anos e que incluiu 283 audiências, com a sentença a ser hoje proferida, quase oito anos depois da tragédia.</P><br />
<P>Entre os arguidos contavam-se antigos executivos da operadora Autoestradas de Itália (Autostrade per L&#8217;Italia), especialistas da sua empresa de engenharia SPEA e ex-funcionários do Ministério das Infraestruturas e Transportes italiano, na sua maioria acusados de homicídio por negligência, decorrentes de alegadas falhas na manutenção da ponte Morandi, que fazia parte de uma importante rota que ligava o norte de Itália à Riviera Francesa.</P><br />
<P>Os procuradores argumentaram que anos de negligência na manutenção levaram ao colapso e exigiram penas combinadas que totalizam quase 400 anos para todos os arguidos. </P><br />
<P>Entre outros arguidos hoje condenados, contam-se outros dois antigos altos responsáveis da Autoestradas de Itália, Michele Donferri Mitelli e Paolo Berti, condenados respetivamente a 11 anos e a cinco anos e seis meses de prisão, enquanto o antigo presidente do Conselho de Administração da SPEA, Antonino Galatà, foi condenado a cinco anos e seis meses de prisão, e Mauro Coletta, antigo diretor de supervisão das concessões rodoviárias do Ministério dos Transportes, foi condenado a cinco anos de prisão. </P><br />
<P>A 14 de agosto de 2018, às 11:36 locais, sob chuva torrencial, a enorme ponte na autoestrada que liga Itália a França colapsou, lançando dezenas de veículos para o vazio.</P><br />
<P>A acusação pediu uma pena total de mais de 400 anos de prisão para os 57 arguidos, acusados de homicídio negligente, de colocar em risco a segurança dos transportes e de falsificação de documentos oficiais.</P><br />
<P>&#8220;Com esta tragédia, a nossa confiança no Estado vacilou&#8221;, disse o presidente do comité das vítimas, Egle Possetti, ao entrar hoje no tribunal para conhecer o veredicto.</P><br />
<P>Uma nova ponte projetada pelo arquiteto italiano Renzo Piano, nascido em Génova, foi inaugurada em 2020, atravessando um memorial às vítimas do colapso da Ponte Morandi.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790159]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Irão: Barril de Brent estabilizado em cerca de 85 dólares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 13:09:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O preço do petróleo Brent, a referência na Europa, estava hoje a negociar acima de 85 dólares por barril, 15% acima do preço antes da guerra, mas ainda bem abaixo do acréscimo de 20% alcançado no auge do conflito.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O preço do petróleo Brent, a referência na Europa, estava hoje a negociar acima de 85 dólares por barril, 15% acima do preço antes da guerra, mas ainda bem abaixo do acréscimo de 20% alcançado no auge do conflito.</P><br />
<P>Cerca das 13:30 em Lisboa, o preço do barril Brent para entrega em setembro estava a cotar-se a 85,38 dólares, mais 0,51% que no final de quarta-feira.         </P><br />
<P>O ritmo dos ataques não diminui entre os Estados Unidos e o Irão, mais de uma semana após a retomada das hostilidades em torno do estratégico estreito de Ormuz, e apesar dos apelos de quinta-feira do mediador paquistanês para retomar o diálogo.</P><br />
<P>O Paquistão, mediador das discussões, exortou na quinta-feira as duas partes a pôr &#8220;fim à violência e retomar as discussões&#8221; no âmbito do protocolo de acordo assinado em meados de junho, que agora se desmoronou.</P><br />
<P>&#8220;Os ataques continuam e são tão violentas que as minhas mãos tremem&#8221;, conta à AFP Hani, um professor iraniano de 34 anos que mora na cidade de Ahvaz (sudoeste). </P><br />
<P>&#8220;Houve pelo menos 11 ou 12 explosões. Tenho a impressão de que meus ouvidos vão explodir&#8221;, contou.</P><br />
<P> Os Estados Unidos lançaram nas últimas 24 horas duas novas salvas de bombardeamentos sobre o Irão, que retaliou contra países da região aliados de Washington &#8211; num cenário que se repete da mesma forma há vários dias.</P><br />
<P>E como no auge da guerra, os avisos surgem de ambos os lados: se as instalações petrolíferas e de gás do Golfo foram até agora poupadas, Teerão ameaçou reduzir a nada as infraestruturas do Médio Oriente se as suas fossem atacadas.</P><br />
<P>Na terça-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump,  afirmou que atingiria as pontes e as centrais elétricas do país se os iranianos não voltassem à mesa de negociações.</P><br />
<P>Os confrontos recomeçaram em 07 de julho após ataques contra navios no Golfo, atribuídos ao Irão. </P><br />
<P>Os ataques realizados desde então são os primeiros desde o cessar-fogo de abril, minando os esforços diplomáticos para pôr um fim duradouro ao conflito.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790158]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Atenção: estes objetos do dia a dia podem tornar-se um perigo dentro do carro com o calor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 13:08:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Calor]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[onda de calor]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando as temperaturas exteriores são elevadas, o habitáculo pode ultrapassar facilmente os 60 graus, enquanto o tablier e outras superfícies diretamente expostas à radiação solar podem atingir valores ainda mais altos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um carro estacionado ao sol pode transformar-se rapidamente numa autêntica estufa. Quando as temperaturas exteriores são elevadas, o habitáculo pode ultrapassar facilmente os 60 graus, enquanto o tablier e outras superfícies diretamente expostas à radiação solar podem atingir valores ainda mais altos.</p>
<p>O perigo não está apenas nos efeitos do calor sobre a bateria, os pneus ou os restantes componentes do automóvel. Vários objetos comuns, esquecidos no porta-luvas, nos bancos ou no tablier, podem deformar-se, rebentar ou até provocar um incêndio.</p>
<p>Segundo o &#8216;El País&#8217;, o aumento da temperatura altera o comportamento dos gases, das baterias e de determinados materiais, fazendo crescer a pressão no interior dos recipientes e elevando o risco de acidentes.</p>
<p><strong>Isqueiros podem rebentar e libertar gás inflamável</strong></p>
<p>Os isqueiros descartáveis encontram-se entre os objetos mais perigosos para deixar num carro exposto ao sol. Estes recipientes contêm gás sob pressão, que se expande à medida que a temperatura sobe.</p>
<p>Quando a pressão ultrapassa a resistência do invólucro, o isqueiro pode rebentar e libertar gás altamente inflamável. Caso exista uma faísca ou outra fonte de calor nas proximidades, o resultado pode ser um incêndio com danos significativos no interior do veículo.</p>
<p>Por essa razão, os isqueiros não devem ser guardados no tablier, no porta-luvas ou noutras zonas onde fiquem expostos durante várias horas ao calor.</p>
<p><strong>Aerossóis podem romper e lançar fragmentos</strong></p>
<p>Desodorizantes, protetores solares em spray, inseticidas, ambientadores e produtos de limpeza apresentam um risco semelhante, uma vez que são vendidos em embalagens pressurizadas.</p>
<p>Estes recipientes foram concebidos para funcionar dentro de determinados limites de temperatura. Quando permanecem num carro fechado durante horas, a pressão interna pode aumentar até provocar deformações ou uma rutura violenta.</p>
<p>Nem todos os casos originam chamas, mas o rebentamento pode danificar o automóvel e projetar partes da embalagem a grande velocidade.</p>
<p><strong>Telemóveis e baterias podem entrar em fuga térmica</strong></p>
<p>Telemóveis, tablets, computadores portáteis, câmaras, relógios inteligentes, baterias externas e cigarros eletrónicos utilizam baterias de iões de lítio, particularmente sensíveis ao calor excessivo.</p>
<p>A exposição prolongada a temperaturas elevadas pode fazer com que estas baterias se deteriorem, inchem ou entrem num processo conhecido como fuga térmica.</p>
<p>Esta reação pode gerar fumo, fogo e, em alguns casos, pequenas explosões. Os fabricantes recomendam, por isso, que estes equipamentos não sejam deixados no interior de um automóvel estacionado ao sol.</p>
<p>O risco é maior quando as baterias já estão danificadas, envelhecidas ou apresentam sinais de inchaço.</p>
<p><strong>Latas e bebidas com gás acumulam pressão</strong></p>
<p>As latas de refrigerantes e as garrafas de bebidas gaseificadas também podem tornar-se problemáticas. À medida que a temperatura aumenta, o gás no interior expande-se e eleva a pressão exercida sobre a embalagem.</p>
<p>Uma lata pode ficar deformada, enquanto uma garrafa pode rebentar ou abrir de forma brusca quando for posteriormente manuseada.</p>
<p>Além da possibilidade de ferimentos ligeiros, o líquido pode inundar o habitáculo, danificar estofos e alcançar componentes eletrónicos do veículo.</p>
<p><strong>Garrafas de água podem funcionar como uma lupa</strong></p>
<p>Nem todos os perigos dependem de recipientes pressurizados. Uma garrafa de água transparente deixada num local exposto ao sol pode, em determinadas circunstâncias, funcionar como uma lente.</p>
<p>Se a luz incidir no ângulo certo, a garrafa pode concentrar os raios solares num ponto específico dos estofos ou de uma peça de plástico.</p>
<p>Embora seja uma ocorrência rara, este efeito já provocou queimaduras em materiais do interior de automóveis e pode, em condições muito particulares, iniciar um incêndio.</p>
<p><strong>Óculos no tablier também concentram os raios solares</strong></p>
<p>Os óculos graduados ou de sol deixados sobre o tablier podem produzir um efeito semelhante ao das garrafas transparentes.</p>
<p>As lentes podem concentrar a luz num ponto reduzido durante um período prolongado, aumentando a temperatura da superfície atingida.</p>
<p>Na maioria das situações, o resultado será apenas a degradação ou descoloração dos materiais, mas não deve ser excluído o risco de combustão em condições extremas.</p>
<p><strong>Carregadores ligados podem sobreaquecer</strong></p>
<p>Os carregadores deixados ligados à tomada de 12 volts ou a uma porta USB também devem ser retirados quando o automóvel fica estacionado durante muito tempo.</p>
<p>O calor pode danificar os componentes eletrónicos e aumentar o risco de sobreaquecimento, sobretudo quando se trata de acessórios de baixa qualidade, antigos ou já deteriorados.</p>
<p>Mesmo que o automóvel corte a corrente depois de ser desligado, o carregador continuará exposto às temperaturas elevadas do habitáculo.</p>
<p><strong>Medicamentos e cosméticos podem perder eficácia</strong></p>
<p>Outros objetos não deverão explodir nem causar um incêndio, mas podem ficar inutilizados devido ao calor.</p>
<p>Os medicamentos são um dos principais exemplos. As temperaturas elevadas podem alterar os princípios ativos, reduzir a eficácia do produto ou comprometer as condições de conservação definidas pelo fabricante.</p>
<p>Cremes, cosméticos, protetores solares e géis hidroalcoólicos também podem degradar-se, separar-se ou perder parte das propriedades para as quais foram concebidos.</p>
<p>A recomendação passa por retirar estes objetos do automóvel sempre que este fique estacionado ao sol, especialmente durante uma onda de calor. O que parece inofensivo à temperatura ambiente pode tornar-se instável num habitáculo sujeito a mais de 60 graus.</p>
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