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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Festas do Povo de Campo Maior começam hoje e esperam mais de 400 mil visitantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 05:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Cerca de 400 mil pessoas são esperadas nas Festas do Povo de Campo Maior, distrito Portalegre, que arrancam hoje, com mais de 100 ruas "engalanadas" com flores de papel, segundo a organização.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cerca de 400 mil pessoas são esperadas nas Festas do Povo de Campo Maior, distrito Portalegre, que arrancam hoje, com mais de 100 ruas &#8220;engalanadas&#8221; com flores de papel, segundo a organização.</p>
<p>Promovidos pela Associação das Festas do Povo de Campo Maior, presidida por João Manuel Nabeiro, os festejos decorreram pela última vez em 2015, regressando este ano, após um investimento que ronda os dois milhões de euros.</p>
<p>A cerimónia de abertura do evento, que se prolonga até ao próximo dia 16, decorre a partir das 10:30, no jardim municipal.</p>
<p>O programa desta primeira jornada inclui, entre outros momentos, uma homenagem ao Comendador Rui Nabeiro (1931-2023), fundador da Delta Cafés, uma visita à casa onde nasceu este empresário natural de Campo Maior, e uma arruada pelas artérias da vila decoradas com flores de papel.</p>
<p>Realizadas por vontade popular, as Festas do Povo de Campo Maior foram reconhecidas, em 2021, como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).</p>
<p>Estas tradicionais festas são conhecidas por apresentarem muitas ruas desta vila alentejana, sobretudo no centro histórico, &#8216;engalanadas&#8217; com milhares de flores de papel, das mais diversas cores e formatos, feitas à mão pela população.</p>
<p>Em declarações à Lusa, em julho, João Manuel Nabeiro considerou &#8220;difícil&#8221; antever o número de pessoas que vão passar pela vila durante as festas, mas apontou para um número superior a 400 mil visitantes.</p>
<p>De acordo com a organização, este ano, estão envolvidos na realização do evento mais de quatro mil voluntários.</p>
<p>Questionado sobre a quantidade de papel transformado pelos voluntários em flores e adereços para enfeitar as mais de 100 ruas participantes nesta edição, João Manuel Nabeiro indicou que o total deve rondar as &#8220;50 toneladas&#8221;.</p>
<p>De acordo com a Associação das Festas do Povo de Campo Maior, durante os dias do evento, os visitantes podem contar com zonas de descanso, instalações sanitárias acessíveis e espaços reservados a pessoas com mobilidade reduzida.</p>
<p>Nesta primeira edição realizada com o &#8216;selo&#8217; de Património Cultural Imaterial da UNESCO, o público tem também acesso a um comboio de &#8220;apoio à mobilidade&#8221;, concebido para &#8220;facilitar as deslocações&#8221; e assegurar um acesso &#8220;mais cómodo&#8221; às principais áreas do certame, acrescentou a organização.</p>
<p>&#8220;Está igualmente disponível uma zona família, especialmente preparada para proporcionar a pais, mães e bebés um ambiente tranquilo e reservado&#8221;, disse a associação promotora.</p>
<p>Ao longo dos nove dias das Festas do Povo de Campo Maior, o programa inclui vários espetáculos musicais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799126]]></sapo:autor>
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		<title>Taiwan realiza exercício militar para simular defesa contra desembarque chinês</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 04:41:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Marinha taiwanesa realizou hoje um exercício militar conjunto para simular a defesa contra uma tentativa de desembarque do exército chinês no sul da ilha, onde se localiza um dos portos mais importantes deste território.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Marinha taiwanesa realizou hoje um exercício militar conjunto para simular a defesa contra uma tentativa de desembarque do exército chinês no sul da ilha, onde se localiza um dos portos mais importantes deste território.</p>
<p>O exercício, que faz parte das manobras militares anuais de Taiwan, conhecidas como Han Kuang, decorreu numa base naval da cidade de Kaohsiung, mobilizou navios portadores de mísseis, veículos lança-mísseis e radares móveis, juntamente com unidades de forças especiais, e contou com a presença do Presidente taiwanês, William Lai Ching-te, e do ministro da Defesa, Wellington Koo, entre outros altos cargos.</p>
<p>A operação começou com a saída de emergência das Kuang Hua VI, embarcações concebidas para o combate de proximidade que podem transportar até quatro mísseis antinavios Hsiung Feng II, o que as torna ideais para atacar os navios que se aproximem das costas taiwanesas.</p>
<p>A partir do passadiço de comando de uma destas embarcações, Lai dirigiu uma mensagem através do sistema de amplificação de voz aos oficiais e marinheiros da Marinha, na qual lembrou que o objetivo das manobras Han Kuang é pôr à prova &#8220;a capacidade de comando e coordenação, de reação perante o combate e de defesa do território nacional&#8221;.</p>
<p>&#8220;Exorto-vos a responder com determinação durante as manobras e a reforçar a coordenação e a cooperação, pois só assim poderão fazer face a todo o tipo de situações e salvaguardar, com um poder de combate firme, a soberania do país e a segurança do povo&#8221;, declarou o chefe de Estado.</p>
<p>Após este primeiro simulacro, unidades de forças especiais a bordo de quatro lanchas de assalto realizaram um exercício de defesa costeira numa praia próxima da base.</p>
<p>Kaohsiung, a terceira cidade mais povoada de Taiwan, com cerca de três milhões de habitantes, não só concentra boa parte das forças navais da ilha, como também alberga o terminal de gás natural liquefeito de Yongan, o que a torna um dos alvos prioritários de Pequim em caso de ataque.</p>
<p>As manobras Han Kuang, que começaram na quarta-feira e se prolongam até 14 de agosto, procuram verificar o estado de preparação das tropas taiwanesas perante uma eventual tentativa de invasão da China, que reclama a ilha como sua e não descarta o uso da força para assumir o seu controlo.</p>
<p>Durante estes exercícios, as Forças Armadas recriam uma ampla variedade de situações bélicas, entre as quais se destacam as operações de contrabloqueio marítimo, a dispersão das linhas de produção de armamento em tempo de guerra e a proteção de infraestruturas críticas.</p>
<p>Pequim considera Taiwan uma província chinesa e não exclui o uso da força para colocar a ilha sob o seu controlo. Nos últimos anos, intensificou a pressão militar, enviando quase diariamente aviões e navios de guerra para as proximidades do território.</p>
<p>O parlamento taiwanês aprovou recentemente um orçamento suplementar de 24,8 mil milhões de dólares (21,4 mil milhões de euros) para a aquisição de armamento norte-americano, abaixo dos 40 mil milhões de dólares (34,6 mil milhões de euros) propostos pelo Presidente William Lai.</p>
<p>O Governo de Taiwan aguarda ainda a aprovação, por parte de Washington, de um novo pacote de venda de armas no valor de 14 mil milhões de dólares (12,1 mil milhões de euros), cuja autorização está pendente há vários meses.</p>
<p>Taiwan obtém a maioria do seu equipamento militar junto dos Estados Unidos, principal aliado informal da ilha perante as reivindicações territoriais da China.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799125]]></sapo:autor>
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		<title>Ucrânia: Três mortos em novo ataque russo a Kiev</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 04:24:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Novos bombardeamentos sobre Kiev causaram pelo menos três mortos e sete feridos, com a Ucrânia a enfrentar uma intensificação de ataques russos numa altura em que as suas defesas se deparam com uma escassez de mísseis intercetores.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Novos bombardeamentos sobre Kiev causaram pelo menos três mortos e sete feridos, com a Ucrânia a enfrentar uma intensificação de ataques russos numa altura em que as suas defesas se deparam com uma escassez de mísseis intercetores.</p>
<p>Um jornalista da agência France-Presse registou ter ouvido cerca de uma dezena de explosões a abalar a capital ucraniana por volta das 23:00 na hora local (01:00 em Lisboa), onde, mais uma vez, os residentes foram instados a recolher-se aos abrigos.</p>
<p>A administração militar local tinha anunciado pouco antes o acionamento de um &#8220;alerta aéreo devido ao uso de mísseis balísticos&#8221;.</p>
<p>Na periferia nordeste de Kiev, os ataques russos causaram três mortos, incluindo uma criança de 4 anos, bem como três feridos, na aldeia de Pukhivka, segundo os serviços de resgate, sem especificar se os ataques foram realizados com mísseis ou drones.</p>
<p>Na própria capital, foram contabilizados quatro feridos pela autoridade militar, enquanto os serviços de resgate relataram incêndios em dois bairros.</p>
<p>Mais de quatro anos após o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, os ataques intensificam-se de ambos os lados de uma linha de frente quase imóvel, fazendo um número crescente de vítimas civis.</p>
<p>Na quarta-feira, pelo menos 17 pessoas tinham sido mortas em ataques noturnos russos sobre Kiev e a sua região.</p>
<p>Nesse dia a defesa antiaérea ucraniana não conseguiu abater nenhum míssil russo, algo que o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, atribuiu à falta de mísseis intercetores Patriot.</p>
<p>O Presidente ucraniano, que tem realizado múltiplas viagens ao estrangeiro para consolidar o apoio internacional ao seu país, chegou na sexta-feira à noite à Sérvia para a sua primeira visita a este aliado tradicional de Moscovo desde a invasão de 2022.</p>
<p>O Presidente ucraniano vai reunir-se hoje com o seu homólogo sérvio Aleksandar Vucic para discutir economia e &#8220;questões de segurança&#8221;.</p>
<p>Zelensky deslocou-se no final de julho a Washington para se encontrar com Donald Trump, numa tentativa de obter mísseis Patriot, sendo estes os únicos capazes de intercetar os mísseis russos mais avançados.</p>
<p>Segundo o jornal Financial Times, o Presidente norte-ameericano, Donald Trump, recusou este pedido devido à escassez de Patriot americanos gerada pela guerra no Médio Oriente, iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão no final de fevereiro.</p>
<p>Este novo ataque russo sobre Kiev ocorre no momento em que os senadores americanos adotaram na sexta-feira novas sanções contra a Rússia, visando particularmente a indústria dos hidrocarbonetos.</p>
<p>O projeto de lei permitirá a Washington impor taxas alfandegárias de até 100% aos cinco principais compradores de petróleo e gás russos, bem como aos países que contribuam para contornar as sanções vigentes contra o setor energético russo.</p>
<p> Zelensky, a aprovação do projeto de lei, considerando que este &#8220;ajuda a aumentar a pressão sobre o agressor para pôr fim a esta guerra russa louca&#8221; contra a &#8220;independência da Ucrânia&#8221; e contra o povo ucraniano.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799124]]></sapo:autor>
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		<title>Vítimas de &#8216;nudes&#8217; criadas com IA mudam de escola para escapar ao &#8216;bullying&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 04:01:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[*** Inês Banha (texto), José Goulão (fotos), Hugo Fragata e Jorge Coutinho (vídeo) ***]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>*** Inês Banha (texto), José Goulão (fotos), Hugo Fragata e Jorge Coutinho (vídeo) ***</p>
</p>
<p>Lisboa, 08 ago 2026 (Lusa) &#8211; Adolescentes vítimas de &#8216;nudes&#8217; criados por colegas com Inteligência Artificial (IA) e partilhados nas redes sociais estão a mudar de escola para escapar ao &#8216;bullying&#8217;, lamentou a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV).</p>
<p>&#8220;Vai haver uma tendência para [a vítima] querer deixar de ir à escola, se estivermos a falar de crianças. Muitas vezes, os pais simplesmente escolhem mudar, quando têm essa possibilidade&#8221;, disse à Lusa a gestora operacional da Linha Internet Segura, gerida pela APAV.</p>
<p>&#8220;É muito difícil, (&#8230;) quando estamos a prestar apoio psicológico, quando ativamos o sistema, (constatar) que mesmo assim é essa pessoa que vai ter de mudar de escola&#8221;, desabafou Carolina Soares, admitindo que é muito difícil a sociedade garantir a proteção dessas crianças.</p>
<p>De acordo com a Polícia Judiciária (PJ), os adolescentes estão a criar e distribuir nas redes sociais imagens de colegas nuas (&#8216;nudes&#8217;) produzidas com IA, algo que consideram uma brincadeira, mas que constitui crime e já originou condenações em tribunal, sendo a maioria das vítimas, segundo a APAV, raparigas. </p>
<p>&#8220;A partir do momento em que aquela imagem começa a circular, a violência exercida sobre a vítima é uma violência 24 horas por dia&#8221;, lembrou Carolina Soares, precisando que é comum estas terem &#8220;uma sensação de perseguição, de ausência de controlo, de uma intimidade que é violada&#8221;, mesmo tratando-se de uma imagem falsa, uma vez que, embora o corpo não seja real, o rosto é.</p>
<p>Problemas de sono, distúrbios na alimentação e diminuição do desempenho escolar são outras das consequências para as adolescentes, com a forma &#8220;como veem o corpo, a sua sexualidade&#8221; e a &#8220;confiança no outro&#8221; a serem também afetadas.</p>
<p>Denunciar o caso a um órgão de polícia criminal é outra das dificuldades sentidas pelas vítimas, por terem de falar sobre o assunto &#8220;com uma pessoa estranha ou encarar um sistema (&#8230;) muito burocrático, que tem uma linguagem muito pesada&#8221; e que &#8220;é moroso&#8221;.</p>
<p>Para o agressor, a decisão demora dois segundos, mas para a vítima, neste caso uma vítima criança, afeta &#8220;o seu crescimento e a forma como se vai encarar mesmo quando for uma pessoa adulta&#8221;, frisou a gestora operacional da Linha Internet Segura.</p>
<p>Carolina Soares defende, por isso, uma aposta, além da prevenção, no trabalho &#8220;pelo menos desde o pré-escolar&#8221; do consentimento, da empatia e da responsabilização.</p>
<p>&#8220;Todos estes são essenciais&#8221; para que o jovem que está a ponderar fazer um &#8216;nude&#8217; com IA não pense &#8216;é só uma brincadeira, não há aqui qualquer problema'&#8221;.</p>
<p>Para a PJ, é também &#8220;importante estimular o pensamento crítico digital&#8221; das crianças e jovens, &#8220;por forma a promover o uso racional da tecnologia&#8221;, recomendando a instituição &#8220;que se tomem as devidas precauções para manter os perfis privados e, preferencialmente, apenas aceitar amigos virtuais que já se conhecem no mundo real&#8221;.</p>
<p>Entre as linhas de apoio disponíveis para quem sofra com esta forma de &#8216;bullying&#8217;, estão a Linha Internet Segura (800219090 ou linhainternetsegura@apav.pt) e a SOS Criança e Jovem, gerida pelo Instituto de Apoio à Criança, disponível através do 116 111 ou, no WhatsApp, do 913069404.  </p>
<p>Para denúncias às autoridades, &#8220;o ideal é deslocar-se ao posto policial mais próximo e denunciar, preservando sempre os conteúdos que indiciam o crime, nomeadamente as imagens, gravações, vídeos e conversas&#8221;, aconselha o chefe da Repartição de Policiamento Comunitário da GNR, Sérgio Fonseca, que tem sob sua alçada o programa &#8220;Escola Segura&#8221;.</p>
<p>A existência de um diálogo aberto entre os adolescentes e os pais ou outros adultos próximos é outra das recomendações.</p>
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		<title>Adolescentes criam imagens de colegas nuas com IA como se fosse brincadeira, mas é crime</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 04:01:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[*** Inês Banha (texto), José Goulão (fotos), Hugo Fragata e Jorge Coutinho (vídeo) ***]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>*** Inês Banha (texto), José Goulão (fotos), Hugo Fragata e Jorge Coutinho (vídeo) ***</p>
</p>
<p>Lisboa, 08 ago 2026 (Lusa) &#8211; Os adolescentes estão a criar e distribuir imagens de colegas nuas (&#8216;nudes&#8217;) produzidas com Inteligência Artificial (IA), algo que consideram uma brincadeira, mas que constitui crime e já originou condenações em tribunal, revelou a Polícia Judiciária (PJ).</p>
<p>&#8220;Têm chegado ao conhecimento desta Polícia Judiciária situações relacionadas com a manipulação de fotografias de adolescentes com recurso a IA (aplicações de nudificação)&#8221;, confirmou, à Lusa, a força policial, precisando que &#8220;os primeiros casos remontam&#8221; a 2024.</p>
<p>De acordo com a PJ, a &#8220;maior parte das situações&#8221; é comunicada pelas escolas e, por norma, &#8220;são referentes à criação destes conteúdos por outros adolescentes, na faixa etária dos 12 aos 16 anos&#8221;.</p>
<p>&#8220;Segundo os autores, trata-se de &#8216;brincadeiras&#8217; em que se divertem a partilhar imagens de colegas, por vezes dentro dos grupos de WhatsApp da escola&#8221;, precisou, por escrito.</p>
<p>Embora em causa estejam imagens manipuladas &#8211; em que o corpo é falso mas o rosto é real -, a sua partilha &#8220;é suscetível de consubstanciar um crime de pornografia de menores&#8221;, punível, segundo o Código Penal, com pena de até três anos de prisão.</p>
<p>&#8220;Como a maior parte dos autores identificados são menores, as situações são comunicadas ao Tribunal de Família e Menores competente&#8221;, acrescentou, salientando que podem ser &#8220;aplicadas medidas que visam a reeducação do menor para o Direito, no âmbito da Lei Tutelar Educativa&#8221;.</p>
<p>Ainda assim, há casos em que os suspeitos, por terem mais de 16 anos, foram constituídos arguidos, nomeadamente em &#8220;situações de perseguição &#8216;online&#8217; e/ou com o propósito de denegrir a imagem da vítima, em resultado do &#8216;terminus&#8217; [fim] de relacionamentos amorosos&#8221;.</p>
<p>Pelo menos alguns destes inquéritos deram origem a acusações e condenações, frisou a PJ.</p>
<p>&#8220;Também foram identificadas situações em que as vítimas (jovens cujas fotos foram nudificadas) são coagidas a partilhar conteúdos autoproduzidos, sob ameaça de divulgação das fotografias manipuladas. Nestes casos, o objetivo é a obtenção de novos conteúdos de cariz sexual&#8221;, salientou.</p>
<p>Presente nas escolas, a GNR tem-se também apercebido de uma &#8220;difusão generalizada de conteúdos gerados por IA, nomeadamente &#8216;nudes'&#8221;, corroborou, à Lusa, o chefe da Repartição de Policiamento Comunitário da força de segurança, que tem sob sua alçada o programa &#8220;Escola Segura&#8221;.</p>
<p>&#8220;Há outros crimes que podem estar associados, nomeadamente devassa da vida privada, difamação, coação, ameaças, extorsão. Estamos atentos&#8221;, acrescentou, à Lusa, Sérgio Fonseca.</p>
<p>As vítimas são quase sempre raparigas e, por norma, na base dos conteúdos produzidos com IA estão imagens inócuas que estas tinham publicado nas redes sociais, adianta, por sua, vez a gestora operacional da Linha Internet Segura, gerida pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), à qual já chegaram igualmente casos desta natureza.</p>
<p>&#8220;Os colegas da turma ou da escola têm um alvo particular e este alvo costuma ser, em mais de 90% dos casos, uma rapariga. Vão buscar uma fotografia do Instagram e alterá-la&#8221;, descreveu, à Lusa, Carolina Soares.</p>
<p>Uma vez feita a alteração, a imagem falsa, mas aparentemente real, é publicada em &#8216;stories&#8217;, que desaparecem ao fim de 24 horas, ou &#8216;chats&#8217; ou grupos do Instagram e do WhatsApp, sendo depois transformadas em &#8216;memes&#8217; ou &#8216;gifs&#8217; e circulando, a partir de então, &#8220;com muita facilidade&#8221;.</p>
<p>No final, mesmo que os grupos onde foram partilhadas as imagens sejam encerrados e removidos, as fotografias permanecem &#8220;nos equipamentos, nos telemóveis, onde for, de toda a gente&#8221;, lamentou.</p>
<p>&#8220;Sim, é possível retirar estes conteúdos, apesar de nada impedir que os mesmos voltem a ser partilhados&#8221;, reconheceu a PJ.</p>
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		<item>
		<title>Pequim alivia restrições na compra de casas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 03:44:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[As autoridades de Pequim implementaram hoje um pacote de medidas para estabilizar o mercado imobiliário, incluindo o alívio das restrições de compra de casas para famílias não residentes e o aumento dos limites dos empréstimos do fundo de habitação da cidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As autoridades de Pequim implementaram hoje um pacote de medidas para estabilizar o mercado imobiliário, incluindo o alívio das restrições de compra de casas para famílias não residentes e o aumento dos limites dos empréstimos do fundo de habitação da cidade.</p>
<p>Segundo a agência Xinhua, as novas regras, que entram em vigor hoje na capital chinesa, reduzem de dois anos para um o período exigido para o registo de pagamento de seguro social ou de imposto sobre o rendimento individual em Pequim, exigido para famílias não locais poderem adquirir habitação no interior do quinto anel viário da cidade, e igualando o requisito já existente fora desse limite urbano.</p>
<p>A capital chinesa decidiu também aumentar o teto dos empréstimos do fundo de habitação para casais que contribuem ambos para o fundo. O montante máximo duplica para 2,4 milhões de yuan (307 mil euros) na compra da primeira casa e para 2 milhões de yuan (256 mil euros) na aquisição da segunda, de acordo com o comunicado.</p>
<p>O fundo de habitação (Fundo de Previdência Habitacional) em Pequim faz parte de um mecanismo estatal chinês alimentado por contribuições de trabalhadores e empresas para financiar hipotecas a taxas mais baixas do que a banca comercial.</p>
<p>Dentro das novas medidas, os compradores elegíveis podem beneficiar de um acréscimo adicional até um milhão de yuan (128 mil euros). </p>
<p>Estes limites mais elevados &#8212; 3,4 milhões de yuan (436 mil euros) para primeiras habitações e 3 milhões de yuan (384 mil euros) para segundas habitações &#8212; vão aplicar-se agora a famílias com registo habitacional nos seis distritos urbanos centrais de Pequim que comprem casa em zonas suburbanas, tenham dois ou mais filhos e adquiram imóveis com certificação verde.</p>
<p>As novas medidas permitem ainda que famílias locais que contribuam para o fundo de habitação solicitem um novo empréstimo do fundo ao comprar outra propriedade, desde que não possuam casa ou tenham apenas uma e já tenham liquidado integralmente empréstimos anteriores do fundo.</p>
<p>A medida anunciada pelas autoridades de Pequim, fazem parte de esforços recentes das autoridades locais chinesas para melhorar o acesso a serviços básicos a trabalhadores migrantes, ao mesmo tempo que tentam incentivar um mercado imobiliário em baixa.</p>
<p>A China anunciou em 2019 que iria abolir gradualmente as restrições no acesso ao &#8216;Hukou&#8217; &#8211; espécie de passaporte interno -, em áreas urbanas até três milhões de habitantes, beneficiando 100 milhões de trabalhadores migrantes.</p>
<p>A medida, no entanto, excluiu automaticamente as principais cidades do país, como Pequim, Xangai, Cantão ou Shenzhen &#8211; todas com mais de dez milhões de habitantes -, ou a maioria das capitais de província.</p>
<p>A autorização de residência &#8216;Hukou&#8217; é um sistema implantado em 1958, durante o Governo de Mao Zedong, para controlar a migração massiva dentro do país e assegurar a continuidade da produção agrícola e a estabilidade social nos centros urbanos.</p>
<p>No entanto, o restrito sistema de residência priva os trabalhadores de serviços básicos, como o acesso à educação ou saúde pública, rompendo com a estrutura familiar.</p>
<p>O país passa também por uma crise imobiliária persistente, com quase 40 meses consecutivos de quedas nas vendas de imóveis novos por parte dos maiores promotores imobiliários do país e por quebras persistentes de preços nos principais centros urbanos.</p>
<p>Nos últimos anos, as autoridades chinesas anunciaram várias medidas para travar o colapso do mercado imobiliário, considerado sensível para a estabilidade social, dado que a habitação é um dos principais meios de investimento das famílias chinesas.</p>
<p>Analistas sublinharam que a crise do setor imobiliário é um dos grandes fatores da recente desaceleração da economia chinesa, estimando que o peso do setor, incluindo efeitos indiretos, represente cerca de 30% do PIB nacional.</p>
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		<title>Fórum das Ilhas do Pacífico termina sem condenação conjunta a teste de míssil da China</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 02:54:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os 18 Estados-membros do Fórum das Ilhas do Pacífico não conseguiram alcançar um acordo para uma declaração conjunta a condenar um recente teste de míssil estratégico chinês na região, após um encontro esta sexta-feira nas Fiji.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os 18 Estados-membros do Fórum das Ilhas do Pacífico não conseguiram alcançar um acordo para uma declaração conjunta a condenar um recente teste de míssil estratégico chinês na região, após um encontro esta sexta-feira nas Fiji.</p>
<p>A China tinha anunciado no início de julho que tinha efetuado, a partir de um submarino nuclear, o teste de um &#8220;míssil estratégico&#8221; equipado com uma ogiva de treino, que se despenhou no Pacífico.</p>
<p>Este lançamento ocorreu poucas horas após a assinatura de um importante tratado de defesa entre a Austrália e as Fiji, um acordo visto como uma forma de Camberra conter a crescente influência chinesa no Pacífico Sul.</p>
<p>O ministro dos Negócios Estrangeiros neozelandês, Winston Peters, confirmou no final das conversações que dois países-membros se opuseram firmemente a qualquer condenação explícita de Pequim.</p>
<p>Embora não os tenha nomeado diretamente, deu a entender que Quiribati e Nauru, favoráveis a Pequim, tinham pouco interesse em criticar oficialmente um dos seus principais parceiros. No Pacífico, Vanuatu é outro dos apoiantes da China.</p>
<p>&#8220;Na realidade, não apresentaram qualquer razão, para além do seu desacordo e do facto de não quererem que fizéssemos declarações claras, como a nossa oposição ao disparo de mísseis no Pacífico&#8221;, declarou Peters.</p>
<p>O governante acusou-os de ceder aos &#8220;desejos de parceiros externos, em vez daqueles que pertencem ao Fórum das Ilhas do Pacífico&#8221;.</p>
<p>O Fórum das Ilhas do Pacífico é uma organização inter-governamental que visa reforçar a cooperação entre os países independentes do Oceano Pacífico. </p>
<p>O Fórum é frequentemente palco de disputa diplomática entre a China e Taiwan, com Pequim a pressionar regularmente para excluir Taiwan das reuniões regionais, enquanto os aliados insulares de Taipé resistem a essas investidas.</p>
<p>Atualmente restam a Taiwan apenas três aliados diplomáticos oficiais na região: Palau, Tuvalu e as Ilhas Marshall, com Nauru a trocar o reconhecimento diplomático de Taipé para Pequim em 2024.</p>
<p>&#8220;Deixámos muito claro que não achamos que atores externos devam dizer aos atores locais &#8212; isto é, a nós, que estamos aqui há milhares de anos &#8212; qual deve ser a nossa posição&#8221;, acrescentou Peters, numa crítica velada à China.</p>
<p>A reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros antecede uma reunião plenária dos chefes de Estado e de Governo que se realizará em Palau, em setembro.</p>
<p>Palau figura entre os raros países do mundo que mantêm relações diplomáticas com Taiwan, ilha com um Governo autónomo que Pequim considera parte do seu território.</p>
<p>Tuvalu, outro apoiante de Taiwan no Pacífico, tinha exigido uma declaração conjunta antes do Fórum e indicou não ter sido avisado com antecedência sobre este teste.</p>
<p>Pasuna Tuaga, secretário permanente do Ministério dos Negócios Estrangeiros, do Trabalho e do Comércio do país, precisou que o míssil caiu &#8220;muito perto&#8221; de Tuvalu e que o país pediu ajuda a várias potências, incluindo os Estados Unidos e a China, para recuperar a ogiva.</p>
<p>&#8220;Não queremos ser intimidados por nenhuma potência&#8221;, afirmou à margem das discussões.</p>
<p>Os diplomatas reunidos em Suva deviam também debater esta sexta-feira a composição regional do Fórum do Pacífico, determinando quem poderá participar na reunião de setembro.</p>
<p>No ano passado, a reunião plenária realizou-se em Honiara, nas Ilhas Salomão, aliadas de Pequim, que proibiram a maioria dos atores não-membros, incluindo Taiwan, de assistir como de costume às reuniões do Fórum.</p>
<p>Winston Peters tinha condenado essa decisão, vendo nela uma ingerência de &#8220;estrangeiros&#8221; nos assuntos do Pacífico.</p>
<p>Peters &#8212; que lidera o partido populista NZ First &#8212; provocou ainda, na semana passada, a ira da embaixada da China e de membros do seu próprio governo depois de ter dito a um deputado de origem chinesa para &#8220;voltar para o seu país&#8221;.</p>
<p>O ministro classificou a reunião deste ano como &#8220;oportuna&#8221;, dado o impacto dos acontecimentos mundiais na região, numa alusão ao teste do míssil e às falhas de abastecimento de combustível provocadas pela guerra no Médio Oriente. A região do Pacífico deve &#8220;definir uma trajetória comum&#8221;, afirmou.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799120]]></sapo:autor>
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		<title>Ucrânia: Zelensky agradece ao Senado dos EUA aprovação de sanções contra Rússia e Irão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 02:26:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, agradeceu esta sexta-feira ao Senado dos EUA a aprovação de um projeto de lei para impor sanções mais duras à Rússia e ao Irão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, agradeceu esta sexta-feira ao Senado dos EUA a aprovação de um projeto de lei para impor sanções mais duras à Rússia e ao Irão.</p>
<p>Numa publicação nas redes sociais, o líder ucraniano apontou que a aprovação &#8220;ajuda a aumentar a pressão sobre o agressor para pôr fim a esta guerra russa louca&#8221; contra a &#8220;independência da Ucrânia&#8221; e contra o povo ucraniano.</p>
<p>A votação no Senado dos EUA, que passou com 86 votos a favor e 11 contra, pôs fim a mais de um ano e meio de negociações entre republicanos e democratas.</p>
<p>O projeto de lei permitirá a Washington impor taxas alfandegárias de até 100% aos cinco principais compradores de petróleo e gás russos, bem como aos países que contribuam para contornar as sanções vigentes contra o setor energético russo.</p>
<p>O projeto de lei terá agora de passar pela Câmara dos Representantes, mas a sua tramitação terá de esperar, uma vez que os congressistas se encontram fora de Washington devido à suspensão anual dos trabalhos de agosto.</p>
<p>Zelensky sublinhou ainda que, neste momento, o Presidente russo, Vladimir Putin, está a recorrer a mísseis balísticos para &#8220;prolongar a guerra&#8221; e que a Ucrânia está a procurar &#8220;em todos os cantos&#8221; munições para baterias de mísseis Patriot para intercetar estes ataques.</p>
<p>&#8220;Uma pressão real e forte dos EUA e sanções contra a Rússia é o que mais vai ajudar. Cada medida de pressão contra o agressor aproxima-nos um passo mais da diplomacia&#8221;, sublinhou.</p>
<p>Zelensky intensificou nos últimos dias os apelos aos seus aliados para que forneçam munições para defesas antiaéreas e na semana passada viajou para a Washington para discutir com o Presidente norte-americano, Donald Trump, a autorização para fabricar na Ucrânia mísseis para baterias Patriot.</p>
<p>Depois de inicialmente se ter mostrado recetivo a um acordo de fabrico, esta semana Trump levantou reservas sobre a transferência de tecnologia.</p>
<p>No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões &#8211; Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia &#8211; além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).</p>
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		<title>Governo venezuelano liberta ex-juíza Maria Afiuni após 16 anos de prisão</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 02:10:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[As autoridades venezuelanas concederam, esta sexta-feira, liberdade plena à ex-juíza Maria Lourdes Afiuni após 16 anos de prisão, encerrando definitivamente o processo judicial contra a antiga magistrada, anunciou o irmão nas redes sociais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As autoridades venezuelanas concederam, esta sexta-feira, liberdade plena à ex-juíza Maria Lourdes Afiuni após 16 anos de prisão, encerrando definitivamente o processo judicial contra a antiga magistrada, anunciou o irmão nas redes sociais.</p>
<p>&#8220;Esta tarde, o meu pai recebeu, das mãos de um funcionário, a notificação da libertação total e do encerramento definitivo do processo contra a juíza Maria Afiuni&#8221;, anunciou o irmão, Nelson Afiuni, na rede social X, onde acrescentou que a irmã se encontrava numa clínica.</p>
<p>O anúncio da libertação tem lugar um dia após os familiares e advogados da ex-juíza pedirem que fosse libertada para que pudesse receber atenção médica, por lhe terem sido diagnosticadas três lesões tumorais em partes do corpo distintas, necessitando de atenção médica imediata para evitar &#8220;consequências irreparáveis&#8221;.</p>
<p>Maria Lourdes Afiuni foi detida a 10 de dezembro de 2009 por conceder liberdade condicional ao empresário Elígio Cedeño, acusado de alegada corrupção na obtenção de dólares a preços preferenciais, um delito previsto na lei que regula o sistema cambial e impede a livre obtenção de moeda estrangeira no país.</p>
<p>Um dia depois da decisão, o então presidente Hugo Chavez, pediu, numa transmissão televisiva, ao poder judicial que condenasse a juíza a 30 anos de prisão, o tempo máximo a que um réu pode ser condenado, segundo a lei em vigor.</p>
<p>Em março de 2010 o Conselho de Direitos Humanos da ONU referiu-se à detenção da juíza como &#8220;grave, arbitrária&#8221; e um &#8220;ato de represália&#8221;. A 01 de outubro de 2010 esse mesmo organismo solicitou ao Estado venezuelano a libertação imediata da juíza.</p>
<p>Em abril de 2010 a Associação Sindical dos Juízes Portugueses lançou uma petição on-line para apelar à libertação de Maria Lourdes Afiuni e apelou &#8220;aos portugueses, e em primeira mão à comunidade jurídica, para darem visibilidade ao assunto para que a comunidade internacional se interesse pelo caso&#8221;.</p>
<p>Segundo apontou a juíza Fátima Mata Mouros, uma das promotoras da petição na altura, &#8220;nada num Estado de direito justifica que uma juíza seja detida na sequência de uma decisão, seja ela boa ou má&#8221;.</p>
<p>&#8220;Estamos perplexos por, no século XXI, países com quem Portugal se relaciona permitirem situações destas&#8221;, afirmou.</p>
<p>A 03 de fevereiro de 2011, Afiuni foi hospitalizada para ser submetida a uma histerectomia (extração do útero), após o que passou a ficar em prisão domiciliária.</p>
<p>Em novembro de 2012 a ex-juíza denunciou ter sido violada numa cadeia venezuelana onde esteve detida no livro &#8220;Afiuni, a presa do comandante&#8221;, da autoria do jornalista Francisco Olivares, a quem a juíza revelou pormenores da sua detenção.</p>
<p>Segundo o advogado José Graterol, a juíza foi violada na prisão, nos primeiros meses da sua detenção, por um dos guardas, ficou grávida e realizou um aborto.</p>
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		<title>Lula culpa Marco Rubio por conflito comercial com Estados Unidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 01:46:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Presidente do Brasil, Lula da Silva, criticou esta sexta-feira o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pelo agravamento do conflito comercial entre os dois países, durante uma apresentação sobre a desflorestação na Amazónia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente do Brasil, Lula da Silva, criticou esta sexta-feira o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pelo agravamento do conflito comercial entre os dois países, durante uma apresentação sobre a desflorestação na Amazónia.</p>
<p>Apesar das últimas tensões com os Estados Unidos, Lula separou no seu discurso a figura do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando a relação com o seu homólogo norte-americano é de &#8220;muito respeito&#8221;.</p>
<p>Lula citou uma conversa recente com Trump na qual alegadamente insistiu que, como presidentes das duas maiores democracias do continente, devem &#8220;transmitir ao mundo uma certa harmonia&#8221; em vez de se basearem em &#8220;desinformações&#8221;.</p>
<p>O Presidente brasileiro escolheu, por outro lado, apontar as suas críticas ao Departamento de Estado e ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, descrevendo-o como um &#8220;bolsonarista&#8221; que &#8220;não gosta do Brasil e da América Latina&#8221;.</p>
<p>Segundo o líder brasileiro, Rubio é &#8220;um &#8216;anti latino-americano&#8217;, ou um latino-americano frustrado&#8221; que &#8220;faz as coisas de forma diferente&#8221; das acordadas com Trump, além de considerar que Rubio &#8220;odeia Cuba, odeia a Colômbia, e odeia o Brasil&#8221; por ser &#8220;descendente de cubanos de Miami&#8221;.</p>
<p>Durante um evento no qual o Governo brasileiro celebrou uma redução de 37% nos alertas de desflorestação na Amazónia para o período 2025-2026, o chefe de Estado afirmou que o argumento usado pelos Estados Unidos para as tarifas impostas ao Brasil &#8220;não é verdadeiro&#8221; e que duvida que exista &#8220;no mundo&#8221; um país que leve a questão climática mais a sério do que o Brasil.</p>
<p>&#8220;Ninguém, nem os Estados Unidos, leva a sério a questão climática como o Brasil. Ninguém. Já o vi a ele [Trump] na ONU a dizer que não acredita na questão climática e que é tudo mentira&#8221;, expressou Lula.</p>
<p>A Casa Branca e o Palácio do Planalto vivem tensões diplomáticas desde o ano passado, quando Trump anunciou a imposição das primeiras tarifas alfandegárias ao Brasil. </p>
<p>Os Estados Unidos impuseram desde 22 de julho uma taxa alfandegária adicional de 25% sobre grande parte das importações procedentes do Brasil como sanção por diferentes práticas comerciais desleais brasileiras que afetam as suas exportações para o país sul-americano.</p>
<p>Entre as práticas citadas estão o sistema eletrónico de pagamentos automáticos brasileiro &#8216;PIX&#8217;, a aplicação das normas para combater a corrupção, as leis de proteção da propriedade intelectual, o acesso ao mercado de etanol e a suposta tolerância à desflorestação ilegal.</p>
<p>Contudo, Trump isentou das tarifas cerca de 2.100 produtos brasileiros, como a carne, alguns peixes, café, petróleo, terras raras e obras de arte, fundamentais para evitar impactos no seu mercado interno.</p>
<p>Nesse sentido, o Presidente brasileiro lamentou esta sexta-feira ter sabido do novo &#8220;aumento tarifário&#8221; pela imprensa e afirmou que enviará a Trump os gráficos que demonstram a queda recorde da desflorestação na Amazónia para desmentir as justificações ambientais das tarifas.</p>
<p>Este mês o Governo brasileiro repudiou também a revogação do visto da sua embaixadora em Washington pelo Departamento de Estado norte-americano, classificando a medida como uma retaliação ideológica e uma tentativa de interferência nas próximas eleições no Brasil. </p>
<p>A decisão surge em resposta à demora de Brasília em aprovar o novo embaixador indicado por Donald Trump e à recusa de vistos a diplomatas dos EUA, por alegada possibilidade de interferência nas eleições presidenciais brasileiras de outubro.</p>
<p>No mês passado, os EUA decidiram também prolongar por um ano o estado de emergência para o Brasil, classificando o Governo brasileiro como uma ameaça &#8220;incomum e extraordinária&#8221; à segurança nacional, à política externa e à economia norte-americana.</p>
<p>Washington classificou ainda recentemente como organizações terroristas globais as duas maiores fações criminosas do país sul-americano, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799117]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>China entrega segunda doação de 5.000 painéis solares a Cuba</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 01:24:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A China entregou esta sexta-feira uma segunda doação de 5.000 painéis solares a Cuba, destinados a eletrificar habitações em zonas rurais da ilha, que sofre atualmente uma crise energética grave.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A China entregou esta sexta-feira uma segunda doação de 5.000 painéis solares a Cuba, destinados a eletrificar habitações em zonas rurais da ilha, que sofre atualmente uma crise energética grave.</p>
<p>Após receber a doação, o Ministério do Comércio Externo e do Investimento Estrangeiro cubano informou nas redes sociais que estes painéis fotovoltaicos vão fornecer energia solar a centros de serviços de saúde e urgências médicas, infantários e casas de acolhimento de crianças sem apoio familiar, sucursais bancárias, entre outros.</p>
<p>O Ministério explicou ainda que os painéis, oferecidos pela Agência de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional da China, têm uma potência superior aos doados no ano passado, atingindo os 3,6 quilowatts-hora (kWh) e duplicando a sua capacidade de armazenamento de energia para os 14,3 kWh, o que aumenta a sua eficiência e adaptabilidade às condições do sistema energético cubano.</p>
<p>O vice-primeiro-ministro e responsável pela pasta do Comércio Externo e do Investimento Estrangeiro, Oscar Pérez-Oliva, agradeceu o &#8220;apoio permanente&#8221; do Governo chinês ao setor energético do país caribenho e destacou o seu &#8220;significado especial no cenário muito complexo que o país atravessa&#8221;.</p>
<p>Por sua vez, o embaixador do país asiático em Havana, Hua Xin, expressou que estes equipamentos de assistência são &#8220;um presente do povo chinês para ajudar de forma prática a melhorar o bem-estar da população cubana&#8221;.</p>
<p>No passado mês de novembro, o Governo chinês enviou outros 5.000 kits de painéis fotovoltaicos para as habitações que ficaram isoladas no extremo oriental da ilha após a passagem do potente furacão Melissa.</p>
<p>Cuba sofre uma profunda crise energética desde meados de 2024, em parte devido a um sistema energético profundamente obsoleto e sem os investimentos necessários durante décadas, uma situação que se agravou desde janeiro devido ao bloqueio petrolífero aplicado pelos EUA.</p>
<p>O Governo cubano admitiu que a situação energética do país é &#8220;crítica&#8221; e &#8220;extremamente tensa&#8221;, com sete apagões totais da rede energética nacional registados este ano.</p>
<p>A maioria das centrais termoelétricas &#8212; responsáveis por 40% da geração de energia no país &#8212; foram construídas nas décadas de 60 e 70 do século passado e, diariamente, mais de metade das 16 unidades de geração não estão operacionais devido a avarias ou trabalhos de manutenção.</p>
<p>A principal aposta do Governo cubano para sair desta crise tem sido a energia solar, sobretudo com o apoio chinês, tendo colocado em marcha um programa para construir 92 parques solares por toda a ilha, com uma potência instalada total de cerca de 2.000 megawatts.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799116]]></sapo:autor>
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		<title>Novo presidente da Colômbia promete combater narcoterrorismo &#8220;sem tréguas&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 01:04:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O novo Presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, afirmou esta sexta-feira que enfrentará "sem tréguas o narcoterrorismo", numa altura em que o país sul-americano passa pela pior vaga de violência há mais de uma década.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo Presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, afirmou esta sexta-feira que enfrentará &#8220;sem tréguas o narcoterrorismo&#8221;, numa altura em que o país sul-americano passa pela pior vaga de violência há mais de uma década.</p>
<p>Eleito a 21 de junho, o advogado milionário de 48 anos, aliado do Presidente norte-americano, Donald Trump, e com nacionalidade norte-americana, sucede ao primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia, Gustavo Petro, para um mandato de quatro anos.</p>
<p>Trata-se viragem política para o país, que deverá estreitar os seus laços com Washington e terminar as negociações de paz com os grupos armados iniciadas por Petro.</p>
<p>Durante o seu primeiro discurso como Presidente, num quartel perante centenas de soldados em farda, blindados e dois helicópteros em Cali (sudoeste), este representante da extrema-direita prometeu restaurar a &#8220;ordem&#8221; e a &#8220;autoridade&#8221;.</p>
<p>Espriella optou por prestar juramento não na capital Bogotá, como dita a tradição, mas nesta cidade, recentemente marcada por atentados reivindicados por guerrilhas.</p>
<p>Cali, a terceira maior cidade do país, situa-se perto de territórios controlados por grupos armados que estão na origem da pior vaga de violência que o país sul-americano conhece há uma década.</p>
<p>Eleito com um discurso de firmeza contra as guerrilhas e o tráfico de cocaína, de que a Colômbia é o maior produtor mundial, Espriella jurou combater &#8220;sem tréguas o narcoterrorismo e todas as organizações criminosas&#8221;.</p>
<p>&#8220;A opção do diálogo&#8221; prosseguida pelo seu antecessor Gustavo Petro &#8220;está completamente esgotada&#8221;, declarou, deixando duas opções aos membros dos grupos ilegais: &#8220;submeterem-se&#8221; à lei ou &#8220;enfrentarem a força resoluta do Estado&#8221;.</p>
<p>Conhecido com &#8216;El Tigre&#8217;, Espriella afirmou ainda que erradicará as plantações de coca, ingrediente utilizado no fabrico da cocaína, &#8220;por todos os meios&#8221; e autorizará a exploração de petróleo e gás por fraturação hidráulica.</p>
<p>Afirmou também querer publicar um decreto de &#8220;congelamento da despesa pública&#8221;, baixar os impostos para os mais ricos e travar uma &#8220;batalha cultural para restaurar o valor da família&#8221;.</p>
<p>Para o evento, Cali foi colocada sob forte proteção, com um destacamento de 11.000 militares e a instalação de um sistema antidrones para proteger os convidados, principalmente líderes da direita latino-americana.</p>
<p>Cerca de uma dezena de chefes de Estado assistiram à tomada de posse, entre os quais os da Argentina, Chile e Equador, representantes da Casa Branca chefiados pelo procurador-geral dos Estados Unidos, bem como o rei de Espanha Felipe VI, onde também esteve presente o presidente da FIFA, Gianni Infantino.</p>
<p>Gustavo Petro, que renunciou a participar na cerimónia, abandonou a residência presidencial esta sexta-feira.</p>
<p>Apoiantes da esquerda manifestaram-se pacificamente nas principais cidades, após terem perdido as eleições pela margem mais estreita da história, menos de 1%.</p>
<p>Um advogado conhecidono país, Abelardo de la Espriella conquistou rapidamente apoios durante a campanha eleitoral com os seus comícios e discursos proferidos atrás de um vidro à prova de bala, pontuados por uma saudação militar em homenagem às forças da ordem.</p>
<p>O Presidente americano prestou-lhe o seu apoio, prometendo relações &#8220;como nunca antes&#8221; entre Bogotá e Washington, após tensões assinaláveis com o Governo Petro.</p>
<p>Um dos primeiros atos do seu Governo, disse, será juntar-se ao Escudo das Américas, a aliança de países dirigida por Trump para combater o narcotráfico.</p>
<p>Privado de maioria num Parlamento dividido, o novo presidente prometeu intensificar os bombardeamentos contra os acampamentos da guerrilha com o apoio de Israel e dos Estados Unidos, bem como construir megaprisões como em El Salvador para combater a criminalidade.</p>
<p>No entanto, Esprilla herda umas forças armadas confrontadas com uma &#8220;capacidade limitada&#8221; em número de homens e uma &#8220;falta de equipamento&#8221;, assinala Renata Segura, da organização não governamental International Crisis Group.</p>
<p>A especialista mostra-se preocupada com eventuais &#8220;danos colaterais&#8221; que atinjam civis se a artilharia pesada for mobilizada contra grupos armados &#8220;muito enraizados nas comunidades&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799115]]></sapo:autor>
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		<title>OpenAI pausa novo modelo de IA por risco &#8220;crítico&#8221; de cibersegurança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 23:59:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A empresa tecnológica norte-americana OpenAI anunciou hoje ter pausado o desenvolvimento de um novo modelo de Inteligência Artificial (IA), o Astra, após avaliações determinarem risco "crítico" de cibersegurança.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A empresa tecnológica norte-americana OpenAI anunciou hoje ter pausado o desenvolvimento de um novo modelo de Inteligência Artificial (IA), o Astra, após avaliações determinarem risco &#8220;crítico&#8221; de cibersegurança.</p>
<p>Em comunicado, a companhia dá conta das mais recentes avaliações internas do Astra, que mostram avanços significativos em matéria de codificação autónoma e cibersegurança, estando neste último no limiar &#8220;crítico&#8221;.</p>
<p>Este nível indica que a IA tem capacidade de identificar e desenvolver vulnerabilidades de &#8220;dia zero&#8221; (falhas de segurança desconhecidas) de forma automática e sem intervenção humana, em sistemas críticos reais, e planear e executar, do princípio ao fim, estratégias de ciberataque.</p>
<p>Dados estes resultados, a OpenAI decidiu pausar todas as atividades que não cumpram os requisitos de controlo de segurança reforçados em funcionamento, estando a implementar controlos mais restritos.</p>
<p>Contextos de teste em isolamento, acesso restrito a redes, proteção melhorada e monitorização universal, desenhada para detetar ações de alto risco e interrompê-las, estão entre os novos protocolos.</p>
<p>O Astra é um modelo que está ainda por lançar e não esteve envolvido no recente incidente na plataforma Hugging Face, que sofreu uma falha de segurança, a 21 de julho último, quando a empresa reconheceu que dois modelos (GPT 5.6 e outro em pré-lançamento) saíram do contexto de teste, acederam à Internet e &#8216;hackearam&#8217; esse &#8216;site&#8217;.</p>
<p>Este contexto de crise de cibersegurança não se limita a esta empresa, que desenvolveu o ChatGPT, depois de também a Anthropic ter revelado que três modelos do Claude conseguiram aceder à Internet e &#8216;hackear&#8217; três organizações externas, após um mal-entendido durante simulações.</p>
<p>Também a Meta reconheceu, no final do mês passado, que um dos seus modelos atacou o sistema de outra empresa.</p>
<p>A Casa Branca reuniu esta semana com representantes do setor tecnológico para desenhar medidas obrigatórias de avaliação de modelos avançados, antes de serem lançados ao público em geral.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799114]]></sapo:autor>
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		<title>Embaixada russa em Berlim chama &#8216;drone&#8217; em Leipzig &#8220;provocação fabricada&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 23:37:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A embaixada russa em Berlim alegou que a descoberta de um drone com um suposto engenho explosivo no aeroporto de Leipzig-Halle constitui "uma provocação fabricada" para acusar Moscovo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A embaixada russa em Berlim alegou que a descoberta de um drone com um suposto engenho explosivo no aeroporto de Leipzig-Halle constitui &#8220;uma provocação fabricada&#8221; para acusar Moscovo.</p>
<p>&#8220;O maior perigo que a Alemanha enfrenta hoje não está nos alegados &#8216;ataques híbridos&#8217; de Moscovo, que não existem, mas nos políticos que entusiasticamente criam cenários de guerra iminente com a Rússia&#8221;, publicou a embaixada no seu site.</p>
<p>Segundo alegou, há uma &#8220;nova onda de histeria antirrussa na Alemanha&#8221; e esta &#8220;provocação fabricada serve apenas os interesses de Kiev e da ala militarista do &#8216;establishment&#8217; político europeu&#8221;.</p>
<p>A Alemanha está em alerta máximo diante do ressurgimento destas operações de desestabilização, sabotagem e espionagem no seu território, a maioria das quais atribuídas à Rússia. O chanceler alemão, Friedrich Merz, convocou na sexta-feira o Conselho Nacional de Segurança.</p>
<p>O aeroporto de Leipzig-Halle, onde na terça-feira foi descoberto um drone com um engenho explosivo, é um dos grandes postos de transporte de equipamento militar para a Ucrânia proveniente da Alemanha e da NATO.</p>
<p>O ministro do Interior alemão alertou, na quarta-feira, para &#8220;uma nova dimensão de ameaça&#8221; ao país, mencionando um possível &#8220;cenário de ataque híbrido&#8221; após a descoberta do drone explosivo no aeroporto de Leipzig.</p>
<p>&#8220;Nada neste caso sugere a ação de um amador. Estamos perante uma ameaça híbrida profissional, com a qual teremos de continuar a lidar&#8221;, afirmou o ministro. </p>
<p>Esta ameaça pode envolver &#8220;potências estrangeiras&#8221;, acrescentou, sem dar mais detalhes.</p>
<p>Segundo Dobrindt, seria &#8220;demasiado simplista&#8221; pensar que uma única medida seria suficiente para responder a este tipo de ameaça e o incidente insere-se num contexto mais amplo destinado a &#8220;contribuir para um sentido de insegurança&#8221; na Alemanha.</p>
<p>No entanto, o ministro recusou-se a fazer conjeturas sobre as motivações das pessoas por detrás deste caso ou sobre a sua identidade, afirmando que essas questões agora faziam parte da investigação. </p>
<p>Berlim tem apoiado ativamente Kiev desde o início da invasão russa em 2022.</p>
<p>Em setembro de 2025, as autoridades alemãs lançaram uma campanha de informação alertando contra o recrutamento na internet de agentes por parte da Rússia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799113]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Guerra no Iémen corre maior risco de reativação desde 2022 &#8212; ONU</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 23:16:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A guerra no Iémen, iniciada em 2014, corre o maior risco de reativação desde 2022, quando o Governo internacionalmente reconhecido e os rebeldes Huthis acordaram uma trégua, alertou o enviado especial das Nações Unidas ao país árabe.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A guerra no Iémen, iniciada em 2014, corre o maior risco de reativação desde 2022, quando o Governo internacionalmente reconhecido e os rebeldes Huthis acordaram uma trégua, alertou o enviado especial das Nações Unidas ao país árabe.</p>
<p>&#8220;O Iémen enfrenta hoje um risco maior de reatar um conflito em grande escala, em comparação com qualquer outro momento desde a trégua negociada pela ONU em abril de 2022&#8221;, refere um comunicado divulgado pela organização na sexta-feira, que cita o enviado Hans Grundberg.</p>
<p>O responsável das Nações Unidas denuncia os ataques Huthis dos últimos dias, nas províncias de Marib e Hadramut, com dezenas de mortes, entre militares, civis e deslocados, no contexto da escalada de tensão no mar Vermelho e no golfo de Aden.</p>
<p>Os rebeldes apoiados pelo Irão têm anunciado um bloqueio marítimo à Arábia Saudita, que desde 2015 intervém em solo iemenita liderando uma coligação militar que apoia o Governo em funções, acusando os rebeldes de bombardearem o aeroporto da capital, Sana, no mês passado.</p>
<p>&#8220;Em conjunto, estes acontecimentos ameaçam pôr em perigo a trégua de 2022, que se refletiu numa relativa acalmia que tem reinado no país nos últimos anos, arrastando o país para um confronto regional mais amplo, com consequências devastadoras para o seu povo&#8221;, adiantou Grundberg.</p>
<p>O enviado tem mantido &#8220;diálogo intenso&#8221; com as várias partes nas últimas semanas, para procurar &#8220;opções concretas&#8221; de apaziguamento do conflito, de cessação das atividades militares e de regresso às negociações.</p>
<p>A guerra no Iémen começou em 2014, quando os Huthis tomaram Sana. Um ano depois, a Arábia Saudita interveio, num conflito que fez daquele país árabe o cenário de uma das piores catástrofes humanitárias do século a nível mundial, segundo as Nações Unidas.</p>
<p>Os Huthis reivindicaram na sexta-feira um ataque contra forças governamentais apoiadas pela Arábia Saudita no centro do país, que matou oito soldados, enquanto desvalorizaram o acordo de segurança assinado por Riade com a Turquia e o Paquistão.</p>
<p>&#8220;O inimigo saudita continua a mobilizar as suas forças e a incitá-las a intensificar o conflito&#8221;, acusou o porta-voz militar dos rebeldes iemenitas, Yahya Saree, em comunicado, acrescentando que &#8220;estas concentrações de tropas, bem como os seus depósitos, veículos e equipamento militar, foram alvejados por um grande número de mísseis e drones&#8221; na província de Marib.</p>
<p>Pelo menos oito membros das forças do Governo reconhecido internacionalmente foram mortos em bombardeamentos contra um acampamento, bem como dois civis noutro ataque separado, um dia após a ofensiva mais mortífera dos Huthis desde o cessar-fogo de 2022.</p>
<p>Na quinta-feira, pelo menos 58 soldados iemenitas foram mortos em ataques com mísseis e drones, sobretudo na região de Marib, que se tornou no centro das hostilidades.</p>
<p>Os Huthis também atacaram a Arábia Saudita na noite de quinta-feira, ferindo 11 pessoas, segundo a coligação militar liderada por Riade, que interveio no Iémen em 2015 para apoiar o Governo contra os rebeldes aliados do Irão.</p>
<p>A coligação não ficará de braços cruzados, avisou na sexta-feira uma fonte próxima dos militares sauditas citada pela agência France-Presse (AFP), afirmando que Marib era uma &#8220;linha vermelha&#8221; e que, sem procurar uma escalada da tensão, Riade não permitirá que &#8220;o atual equilíbrio de poder no terreno seja alterado&#8221;. </p>
<p>Ao mesmo tempo, os rebeldes desvalorizaram o acordo de defesa conjunta assinado na sexta-feira em Meca pelos líderes da Arábia Saudita, Turquia e Paquistão, classificando-o como uma mera &#8220;oportunidade para fotos comemorativas&#8221;.</p>
<p>Os Huthis avisaram ainda que o acordo de proteção mútua dos três países islâmicos de maioria sunita não irá travar o grupo iemenita.</p>
<p>Nas últimas semanas, os Huthis reclamaram a autoria de pelo menos nove ataques contra petroleiros sauditas desde a imposição de um bloqueio ao tráfego marítimo dos navios do reino árabe.</p>
<p>Estes ataques juntaram-se a bombardeamentos contra infraestruturas petrolíferas da Arábia Saudita, que tem visado pelo seu lado posições dos rebeldes no Iémen.  </p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799112]]></sapo:autor>
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		<title>Migrações: UE pede a Meta e TikTok que reforcem vigilância sobre informação após Ceuta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 22:59:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A comissária europeia para a soberania tecnológica, Henna Virkkunen, apelou hoje à Meta e ao TikTok para "agirem de forma decisiva" para combater a desinformação nas redes sociais, que terá estimulado o afluxo maciço de migrantes a Ceuta.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A comissária europeia para a soberania tecnológica, Henna Virkkunen, apelou hoje à Meta e ao TikTok para &#8220;agirem de forma decisiva&#8221; para combater a desinformação nas redes sociais, que terá estimulado o afluxo maciço de migrantes a Ceuta. </p>
<p>Virkkunen adiantou que a Comissão manteve hoje conversas com as duas plataformas sobre a vaga de desinformação nas redes sociais que terá contribuído largamente para o afluxo de dezenas de milhares de pessoas ao território espanhol no norte de África, em particular um rumor de que &#8220;a fronteira de Ceuta estava aberta&#8221;.  </p>
<p>&#8220;As plataformas têm de agir de forma decisiva para preservar a integridade do espaço digital, especialmente em situações de crise&#8221;, afirmou Henna Virkkunen, comissária da soberania tecnológica, segurança e democracia.  </p>
<p>&#8220;A monitorização deve ser reforçada, a cooperação com os verificadores de factos deve ser consolidada&#8221;, acrescentou a comissária, adiantando que a União Europeia irá fazer um acompanhamento da situação na segunda-feira. </p>
<p>Cerca de 72.000 pessoas entraram na cidade autónoma espanhola de Ceuta, situada no norte de África, em 24 horas na semana passada e 70.000 já voltaram a Marrocos, segundo dados atualizados pelas autoridades de Espanha.</p>
<p>Pelo menos 82 pessoas morreram a tentar chegar a Ceuta a nado.</p>
<p>Ceuta, um pequeno território de 80.000 habitantes situado no extremo norte de Marrocos, banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa, juntamente com o outro enclave espanhol de Melilla.</p>
<p>O incidente foi explorado por vozes da direita e da extrema-direita como prova do caos migratório na Europa e provocou um atrito diplomático entre Espanha e a Itália, que defende uma linha dura em matéria migratória. </p>
<p>O comissário europeu para os Assuntos Internos e a Migração, Magnus Brunner, qualificou na terça-feira o episódio de Ceuta como um &#8220;teste&#8221; para a segurança das fronteiras do bloco e para a sua &#8220;resiliência face à desinformação&#8221;. </p>
<p>As travessias foram &#8220;alimentadas por redes criminosas de patrões ilegais e também pela desinformação&#8221;, declarou Brunner, ao mesmo tempo que considerou que era &#8220;tarde demais&#8221; para dizer quem estava na origem da &#8220;instrumentalização&#8221; da situação online &#8211; traficantes ou uma potência estrangeira como a Rússia. </p>
<p>No entanto, o comissário avisou que a UE &#8220;deve reforçar a sua capacidade de acompanhar as tendências de desinformação nas redes sociais, trabalhando em estreita colaboração com a Europol e todas as outras agências da UE&#8221;. </p>
<p>Uma investigação em fontes abertas realizada pela empresa tecnológica Golden Owl concluiu &#8220;com um elevado grau de confiança&#8221; que a vaga de migrantes &#8220;foi uma operação deliberadamente organizada&#8221;.</p>
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		<item>
		<title>Médio Oriente: Gabinete de Segurança israelita pede retomar de ataques em Gaza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 22:49:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Gabinete de Segurança de Israel, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, pediu na sua última sessão que se retomem os ataques aéreos em Gaza, interrompidos há quatro dias, informaram hoje os media israelitas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Gabinete de Segurança de Israel, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, pediu na sua última sessão que se retomem os ataques aéreos em Gaza, interrompidos há quatro dias, informaram hoje os media israelitas.</p>
<p>O movimento islamita palestiniano Hamas &#8220;aceitou o plano de 15 pontos, mas não desistiu do seu objetivo de destruir Israel&#8221;, alertou durante a reunião de quinta-feira o general de brigada Ofir Mizraji-Rozen, chefe da inteligência militar israelita, segundo o jornal Israel Hayom e outros media locais.</p>
<p>&#8220;É evidente que o Hamas está a tentar passar-nos a bola&#8221;, acrescentou Mizraji-Rozen, segundo o referido meio.</p>
<p>Por seu lado, David Zini, chefe do serviço de segurança interna israelita (Shin Bet), alertou o gabinete de que o acordo do Hamas sobre o plano de ação em Gaza é uma &#8220;armadilha estratégica&#8221; para ganhar tempo e garantir que Israel não volte a operar ali antes das eleições legislativas de 27 de outubro. </p>
<p>Vários ministros pressionaram Netanyahu para que declarasse formalmente a rejeição de Israel do plano anunciado no final de julho pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e aprovado pelo Hamas, pelo qual este se compromete a desarmar se as tropas israelitas abandonarem a Faixa de Gaza. </p>
<p>O canal de televisão israelita i24News, que também teve acesso às deliberações do Gabinete, indicou hoje que, após a reunião, ficou no ar a autorização formal israelita da entrada na Faixa de Gaza da Força Internacional de Estabilização, contingente multinacional proposto no âmbito do Conselho de Paz promovido por Trump. </p>
<p>Durante a reunião, o ministro da Segurança Nacional, o ultranacionalista e supremacista Itamar Ben Gvir, também confrontou Netanyahu e instou-o a manter diariamente os ataques seletivos em Gaza, ao que o primeiro-ministro respondeu que &#8220;nos próximos 90 dias, nada será tático&#8221;. </p>
<p>Após meses de ataques letais quase diários, o Exército israelita não bombardeia a Faixa de Gaza desde a noite de segunda-feira, dia em que o alto representante do Conselho da Paz para Gaza, Nikolai Mladenov, se reuniu com Netanyahu e alegadamente lhe pediu para parar os ataques. </p>
<p>No entanto, os ataques terrestres continuaram e cinco pessoas ficaram feridas nas últimas 24 horas, segundo o Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, controlado pelo Hamas. Israel alega que os combatentes do Hamas se escondem entre os civis no território densamente povoado. </p>
<p>Segundo a mesma fonte, que não discrimina entre vítimas civis e combatentes, desde a entrada em vigor do cessar-fogo no passado dia 11 de outubro o balanço ascende a 1.255 mortos, 4.125 feridos e 806 corpos recuperados. Eleva-se assim a 73.382 o número de mortos e a 174.236 o de feridos desde o início da guerra, a 07 de outubro de 2023, que se seguiu ao massacre cometido pelo Hamas e outros grupos em Israel, no qual morreram 1.200 pessoas e 251 foram sequestradas e levadas para Gaza.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799109]]></sapo:autor>
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		<title>Abelardo de la Espriella investido Presidente da Colômbia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 22:40:38 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O advogado de extrema-direita Abelardo de la Espriella tomou hoje posse como Presidente da Colômbia para o período 2026-2030, numa cerimónia de investidura realizada num auditório universitário na cidade de Cali (oeste).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O advogado de extrema-direita Abelardo de la Espriella tomou hoje posse como Presidente da Colômbia para o período 2026-2030, numa cerimónia de investidura realizada num auditório universitário na cidade de Cali (oeste).</p>
<p>&#8220;Juro por Deus e prometo ao povo cumprir fielmente a Constituição e as leis da Colômbia&#8221;, afirmou De la Espriella perante o presidente do Congresso, Honorio Henríquez, que de imediato lhe colocou a faixa presidencial. </p>
<p>Eleito em junho, após vencer por uma curta margem o candidato apoiado pelo ex-presidente Gustavo Petro, de la Espriella é apoiado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799108]]></sapo:autor>
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		<title>Migrações: Médicos pedem intervenção urgente em Ceuta de Ministério da Saúde espanhol</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 22:35:23 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Colégio Oficial de Médicos de Ceuta (COMCE) solicitou hoje ao Ministério da Saúde espanhol a intervenção "urgente", perante uma situação de "catástrofe assistencial" que a cidade atravessa como consequência da crise migratória.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Colégio Oficial de Médicos de Ceuta (COMCE) solicitou hoje ao Ministério da Saúde espanhol a intervenção &#8220;urgente&#8221;, perante uma situação de &#8220;catástrofe assistencial&#8221; que a cidade atravessa como consequência da crise migratória. </p>
<p>Numa carta assinada pelo presidente do Colégio de Médicos, Enrique Roviralta, o COMCE pediu a deslocação da ministra Mónica García a Ceuta para conhecer de perto a realidade que vivem os profissionais de saúde e avaliar no terreno a adoção de medidas extraordinárias que permitam reforçar a capacidade de assistência e proteger a saúde pública.</p>
<p>O COMCE considerou que a resposta sanitária colocada em prática até ao momento &#8220;é insuficiente para enfrentar uma emergência destas dimensões&#8221;.</p>
<p>O atendimento &#8220;não pode recair exclusivamente sobre o Hospital Universitário de Ceuta e os recursos ordinários da área de saúde, é imprescindível criar dispositivos sanitários extraordinários &#8220;no terreno que permitam garantir cuidados contínuos, preventivos e dignos, bem como o reforço dos recursos humanos e materiais destinados a proteger tanto a população deslocada como os cidadãos de Ceuta&#8221;, sublinham os médicos no documento. </p>
<p>O Colégio de Médicos acrescentou que Ceuta &#8220;não pode enfrentar sozinha uma emergência de saúde destas dimensões&#8221; e que &#8220;os médicos demonstraram, mais uma vez, um compromisso exemplar, mas agora cabe às instituições responder com a mesma responsabilidade&#8221;.</p>
<p>O Instituto de Medicina Legal (IML) de Ceuta autopsiou 82 pessoas que morreram no mar tentando atravessar a fronteira da cidade espanhola vindas de Marrocos, após efetuar hoje mais duas, a corpos encontrados na quinta-feira.</p>
<p>Segundo informou o IML em comunicado, foram identificadas até agora seis pessoas e, com a conclusão das autópsias, desativa-se o protocolo de atuação médico-forense e de Polícia científica, em curso desde a semana passada devido à crise migratória na cidade autónoma espanhola no norte de África.</p>
<p>O levantamento do primeiro corpo ocorreu no dia 29 de julho e o do segundo no dia 30 às sete da manhã, pouco antes da entrada maciça de imigrantes, no dia 30 de julho às nove e meia da manhã.</p>
<p>Desde essa entrada massiva, foram recuperados 82 corpos do mar, quase todos de homens, exceto uma mulher.</p>
<p> Cerca de 72.000 pessoas entraram na cidade autónoma espanhola de Ceuta, situada no norte de África, em apenas 24 horas, na semana passada, e 70.000 já voltaram a Marrocos, segundo dados atualizados pelas autoridades de Espanha.</p>
<p>Pelo menos 82 pessoas morreram a tentar chegar aquela cidade a nado.</p>
<p>Ceuta, um pequeno território de 80.000 habitantes situado no extremo norte de Marrocos, banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa, juntamente com o outro enclave espanhol de Melilla.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_799107]]></sapo:autor>
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		<title>Acordo com paquistaneses e sauditas &#8220;não contradiz&#8221; compromissos com NATO &#8212; Turquia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 22:29:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O acordo de defesa hoje assinado pela Turquia com o Paquistão e a Arábia Saudita "não contradiz" os compromissos de Ancara com a NATO, assegurou o Governo turco.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O acordo de defesa hoje assinado pela Turquia com o Paquistão e a Arábia Saudita &#8220;não contradiz&#8221; os compromissos de Ancara com a NATO, assegurou o Governo turco.</p>
<p>&#8220;O acordo não está em contradição com os compromissos com alianças internacionais que a Turquia já mantém, incluindo com a NATO&#8221;, refere uma declaração do serviço do Governo Turco de combate à desinformação, na rede social X.</p>
<p>Segundo a mesma fonte, o acordo &#8220;constitui, pelo contrário, um mecanismo de cooperação complementar que apoia a segurança na região&#8221;, e não &#8220;um bloco militar ofensivo&#8221;.</p>
<p>&#8220;O desenvolvimento de parcerias regionais por parte da Turquia não representa uma alternativa a ser membro da NATO&#8221;, frisa o comunicado.</p>
<p>Ancara reitera que o acordo tripartido, assinado hoje em Meca, não tem nenhum outro país como alvo e visa sobretudo o reforço da cooperação industrial na área da Defesa e do treino militar, em prol da estabilidade na região.</p>
<p>A Turquia tem o segundo maior exército da NATO e recebeu uma cimeira de líderes em julho, com a presença do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, país aliado dos três signatários do acordo. </p>
<p>A declaração oficial conjunta divulgada pelos três governos envolvidos no acordo de segurança trilateral, hoje assinado em Meca, menciona como objetivos apenas a &#8220;dissuasão coletiva contra qualquer ato de agressão&#8221; e o &#8220;fortalecimento de todos os aspetos da cooperação militar&#8221;.</p>
<p>Ancara tem investido fortemente no desenvolvimento da indústria de armamento e, nos últimos anos, expandiu as suas capacidades de defesa através de projetos conjuntos com diversos países europeus, incluindo Espanha e Itália. </p>
<p>Os principais clientes das empresas turcas são o Paquistão e os Emirados Árabes Unidos, enquanto a Arábia Saudita, o terceiro maior importador de armas do mundo nos últimos cinco anos, se abastece sobretudo nos Estados Unidos, França e Espanha.</p>
<p>Após a assinatura do acordo de defesa, a Arábia Saudita salientou que o entendimento não procura criar um &#8220;eixo militar&#8221; ou &#8220;sectário&#8221; nem tem &#8220;ambições nucleares&#8221;, em pleno conflito alargado no Médio Oriente desde a ofensiva militar israelo-americana, em 28 de fevereiro, contra o Irão.</p>
<p>&#8220;Pelo contrário, centra-se no desenvolvimento de capacidades sustentáveis&#8221;, afirmou Rayed Krimly, subsecretário de Diplomacia Pública do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita.</p>
<p>O diplomata acrescentou que este pacto, assinado pelo príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, e pelo Presidente turco, &#8220;não constitui uma ameaça à segurança de nenhum país da região, nem representa uma escalada da tensão entre quaisquer Estados&#8221;.</p>
<p>Krimly observou que o acordo estipula que &#8220;qualquer ataque armado externo contra qualquer um dos três países será considerado um ataque contra os três&#8221;, reforçando, ao mesmo tempo, que este novo paradigma de segurança &#8220;não prejudica as fortes e estratégicas relações&#8221; entre a Arábia Saudita e os seus vizinhos árabes no golfo Pérsico.</p>
<p>Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan, declarou, também através da rede social X, que o pacto representa o culminar &#8220;do desejo partilhado de unificar esforços para enfrentar os desafios e ameaças que afetam a segurança e a estabilidade da região&#8221;.</p>
<p>A aliança une formalmente as capacidades militares de três países predominantemente sunitas: o Paquistão, a única nação com armas nucleares no mundo islâmico e que tem atuado como mediador entre Estados Unidos e Irão, a Turquia, que possui o segundo maior exército da NATO, e a Arábia Saudita, a potência económica da região.</p>
<p>O primeiro-ministro paquistanês descreveu pelo seu lado o acordo de defesa como um &#8220;escudo da paz para as gerações futuras&#8221;, esperando que &#8220;traga prosperidade aos três países irmãos, bem como à Ummah [comunidade muçulmana]&#8221;.</p>
<p>Shehbaz Sharif, que viajou na quinta-feira para a Arábia Saudita acompanhado pelos principais oficiais militares e de defesa do seu país, agradeceu sobretudo ao chefe do Exército, Asim Munir, a quem atribuiu um papel fundamental no sucesso das negociações.</p>
<p>O acordo surge numa fase em que a Arábia Saudita enfrenta ataques de milícias iraquianas e dos rebeldes Huthis do Iémen, grupos xiitas integrados na rede de alianças (o chamado &#8220;eixo de resistência&#8221;) liderada pelo Irão, no quadro do conflito entre os Estados Unidos e Israel contra Teerão. </p>
<p>O reino árabe, principal exportador de petróleo da região, enfrenta não só interrupções no tráfego marítimo no estreito de Ormuz, como também no mar Vermelho, a principal via de escoamento das suas remessas de crude.  </p>
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