Ébola avança no Congo: nova zona afetada e 37 casos confirmados em 24 horas

Autoridades confirmaram que Tchomia, situada a cerca de 50 quilómetros a sul de Bunia, capital provincial, nas margens do lago Albert, passou a integrar a lista de zonas afetadas

Francisco Laranjeira

O surto de Ébola no Congo alastrou a uma nova zona de saúde na província de Ituri, no nordeste do país, mais de três semanas depois de a epidemia ter sido declarada, avança a ‘Reuters’. As autoridades confirmaram que Tchomia, situada a cerca de 50 quilómetros a sul de Bunia, capital provincial, nas margens do lago Albert, passou a integrar a lista de zonas afetadas.

Com esta atualização, o número total de zonas de saúde atingidas sobe para 26 em todo o país, das quais 18 ficam em Ituri. Esta província concentra mais de 94% dos casos confirmados, o que confirma a persistência da transmissão numa das regiões mais afetadas pelo surto.

De acordo com o mais recente relatório de situação do Governo, foram registados 37 novos casos confirmados nas últimas 24 horas, incluindo 12 mortes, todos em Ituri. Desde o início do surto, as autoridades contabilizam 635 casos confirmados e 127 mortes em três províncias do leste do Congo.

A epidemia foi declarada a 15 de maio e é causada pela estirpe Bundibugyo do vírus Ébola, considerada rara. Para esta estirpe não existe vacina aprovada nem tratamento específico, o que torna a resposta sanitária mais complexa.

O surto já se espalhou por Ituri, Kivu Norte e Kivu Sul, regiões marcadas por insegurança, deslocações populacionais e movimentos transfronteiriços. Estes fatores dificultam o acompanhamento dos casos, a identificação de contactos e a contenção da doença.

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A ‘Reuters’ adianta ainda que oito doentes foram recentemente declarados recuperados, elevando para 30 o número total de recuperações. As atividades de tratamento foram também lançadas em centros de Ébola em Bunia e Rwampara, segundo o relatório oficial.

No sistema de saúde congolês, uma zona de saúde corresponde a uma área definida que integra uma rede de clínicas e um hospital de referência. A entrada de Tchomia na lista de zonas afetadas mostra que a epidemia continua ativa e a expandir-se, apesar dos esforços de contenção em curso.

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