Johan Lundgren, CEO da easyJet, propôs que os lugares do meio das aeronaves operadas pela companhia aérea não sejam vendidos. De olho na segurança dos passageiros, a empresa espera garantir a distância necessária entre pessoas para que se sintam mais confortáveis a viajar com a easyJet.
Desde 30 de Março que a frota de cerca de 320 aviões da easyJet está em terra e não se sabe quando regressará ao trabalho, mas o mundo pós-pandemia já começa a ser preparado. Especialmente numa altura em que alguns países já ponderam levantar parte das restrições de confinamento – recorde-se que a Comissão Europeia divulgou ontem um guia de recomendações para todos os Estados-membros interessados em aliviar as medidas impostas aos cidadãos e companhias.
Em declarações reportadas pelo The Guardian, o CEO da easyJet explica que a ideia de manter os lugares do meio vazios prende-se com a previsão de que o número de passageiros será reduzido numa fase inicial – que ninguém sabe quanto tempo durará.
Por seu turno, o CEO da Ryanair considera que deixar os bancos do meio vazios é um plano de «loucos» e que nãos erá eficaz. Michael O’Leary sublinha que seria uma estratégia deficiente em termos económicos para a maioria das companhias aéreas.
«Estamos em diálogo com os reguladores que estão sentados nos seus quartos a investir restrições, como retirar o banco do meio – que não tem qualquer sentido», disse Michael O’Leary à Reuters.




