A Secção Regional do Centro (SRCentro) da Ordem dos Enfermeiros (OE) recebeu esta segunda-feira uma segunda denúncia de vacinação indevida, desta vez na Fundação de Nossa Senhora da Conceição, em Valongo do Vouga, concelho de Águeda.
Na mensagem, tornada pública pela entidade, através de um comunicado enviado às redações, pode ler-se que na instituição em questão, «foram vacinadas pessoas que não coabitam no lar, nem são funcionários de ação direta aos utentes».

A partilha, que ocorreu «através das redes sociais da SRCentro», revela ainda que se trata do «padre da freguesia, familiares das enfermeiras que administraram a vacina e outros funcionários da instituição (que não lidam diretamente com utentes ou infetados com Covid-19), presidentes de associações e possíveis familiares».
Isto acontece, adianta a entidade, citando a mensagem, numa altura em que «os próprios bombeiros de Águeda, enfermeiros do hospital do baixo Vouga e auxiliares ainda não tomaram a vacina, estes últimos por não haver (doses) suficientes para todos».
Recorde-se que já esta segunda-feira a SRCebtro tinha divulgado uma outra denúncia, de uma carta anónima, na qual são divulgadas situações de vacinação contra a Covid-19 indevidas em dirigentes da Associação de Solidariedade Social de Farminhão, em Viseu.
«A administração da 1ª dose da vacina contra a Covid-19 terá ocorrido no dia 18 de Janeiro, tendo abrangido todos os utentes e colaboradores da Unidade de Cuidados Continuados de Farminhão, uma valência da associação em questão, uma instituição particular de solidariedade social do concelho de Viseu», revelou.
Na carta, a que Executive Digest teve acesso, são mencionados os vários nomes das pessoas que foram vacinadas, onde «para além dos colaboradores e utentes» se destacam ainda a diretora executiva, o presidente da Assembleia Geral, o presidente da Direção, a vice-presidente, bem como outros vogais.
Ricardo Correia de Matos, Presidente do Conselho Diretivo da SRCentro, revela à Executive Digest que tem «recebido várias denúncias, quer por parte de enfermeiros, quer por parte de cidadãos, esta foi mais uma», afirma.
«Desde que se iniciou o plano de vacinação a 27 de setembro, começámos imediatamente a receber denúncias de vacinação indevida, primeiramente a profissionais de saúde que não estavam na linha da frente» e depois a «órgãos sociais e IPSS», existindo até à data «mais de uma dezena de casos», revelou. Só esta manhã, pelo menos, registaram-se dois.









